Segredos Do Passado
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo, espero que gostem ;)
— Casou? — Indagou Ryan. — Sim, isso foi uma estratégia dos dois para que a família parace de interferir no relacionamento deles. — Mais alguma coisa? — Edward suspeita de uma prima da Lianna... Lanie Novaes. — Lanie? — Disse Esposito. — O Sr. Novaes mentiu... ele disse que não a conhecia. — Não vamos nos preciptar Espo, ele disse que não conhecia Lanie Parish, há uma possibilidade de que Lanie Novaes não seja a mesma pessoa que Lanie Parish. — Não, ele mentiu... ele disse que não conhecia Lanie nenhuma. — Isso é verdade, temos o interrogatório dele gravado como prova. — Vamos chama-lo de volta aqui? — Perguntou Castle. — Não, ele vai mentir novamente. O menino disse que toda a família finge não conhecer Lanie alguma, sem tirar a suspeita de que tenha sido ela que roubou o projeto e o vendeu para a outra empresa. — Então vamos atá a casa dele. — Sugeriu Ryan. — No que isso vai fazer diferença? Precisamos de algo mais concreto que ajude a faze-lo confirmar que conhece sim uma Lanie, e ele pode confirmar se ela é a nossa Lanie. — Isso faz sim uma grande diferença. — Disse Castle. — Ele é um cara rico, com um ego lá em cima... ser interrogado em sua própria casa vai fazer com que ele fique nervoso, com a família ali por perto, ele acha que ele é a terra firme da família, ser intimidado em sua própria casa vai fazer essa terra deixar de ser tão firme. — Nossa... — É, digo isso por experiência própria... Todos olharam para ele com um olhar intimidador. - Foi uma ocasião totalmente diferente e que não vem ao caso. — Tudo bem. — Disse Beckett. — Espo, você vem comigo. — E eu? — Disse Castle. — Você fica ai com o Ryan... contando como a sua terra deixou de ser firme. — Ela disse com sarcásmo. xx Assim que chegarem em frente a grande mansão dos Novaes, Kate e Espo se dirigiram em direção a porta e tocaram a campainha. - Olá, eu sou a detetive Beckett, este é o detetive Esposito, estamos procurando pelo Sr. Aurélio Novaes. — Disse quando uma menina com longos cabelos, lisos e negros abriu a porta. — Eu sou Lianna Novaes, meu pai fez algo de errado? — Ela perguntou preocupada. — No momento nós só viemos fazer uma perguntas. — Quem está ai Lianna? — A voz de um homem veio de tras da porta. — É a polícia papai, eles querem falar com o senhor. — A menina abriu a porta. — Senhor Novaes, nós nos encontramos hoje pela manhã, acho que não deu tempo do senhor se esquecer da gente. — Duas vezes em um dia procurado pela polícia? — Perguntou a filha preocupada. — Lianna vá para o seu quarto! — Eu não sou mais aquela menininha que vai pro quarto quando tem algo de errado, eu já sou uma mulher papai! — Por favor Lianna, nós precisamos conversar em particular com seu pai. — Pediu Beckett educadamente. A menina-mulher exitou por um momento mas enfim se retirou para seu quarto. — Me acompanhem até o escritório por favor. Eles entraram em uma grande sala, sala a qual era decorada por troféis, quadros com pinturas famosas e fotos da família. — O que vocês querem comigo novamente? — Ele perguntou e apontou o sofá para que eles pudessem se sentar. — O senhor mentiu para nós. — Disse Esposito. — O senhor disse que não conhece nenhuma Lanie. — E realmente não conheço. — O senhor pode parar com o fingimento, nós sabemos que o senhor tem uma sobrinha chamada Lanie, Lanie Novaes. — LANIE?! — Lianna entrou na sala como um furacão. — Aconteceu algo com ela? Ela está bem? Vocês a acharam? — Lianna, volte para o seu quarto! — O homem gritou. — Não papai! Eu estou cansada das suas ordens, estou cansada de todo esse fingimento, de toda essa pose. Fingir que não a conhece? Como o senhor pode fazer isso com Lanie? Ela é minha prima, ela faz parte da nossa família! — Ela sumiu sem deixar pista alguma de para onde havia ído, pare de se preocupar com quem não se importa com você! — Ela fugiu, como eu gostaria de fugir, mas infelizmente não sou tão corajosa quanto ela. — A menina desabafou. — E você queria o que? Com toda essa coisa do roubo daquele maldito projeto, vocês a acusando internamente, você queria que ela tivesse continuado aqui dentro? — Maldito projeto? Aquele projeto salvaria nossa família!
— A nossa família nunca teve e nunca vai ter salvação, papai! — Como é que você se atreve a falar isso da sua própria família? — Me atrevo, e estou dizendo algo que tive muita vontade de dizer antes mas não tive coragem, eu tenho VERGONHA dessa família, uma família que só pensa em dinheiro, que deixa o ego falar mais alto que o coração... uma família que não se importa se o parente está bem ou não, uma família que finge nunca ter conhecido um parente? Que família é essa? Isso pode ser tudo menos uma família! É por isso que eu digo papai, essa família não tem e nunca vai ter salvação porque isso NUNCA foi uma família de verdade! — Como é que você se atreve?! — Ele exclamou levantando seu braço indo em direção a menina. — O senhor não vai fazer isso. — Disse Esposito o segurando pelo braço. — Nunca ouviu falar que bater em mulher é covardia, além de dar cadeia? — Cadeia é tudo o que ele merece! — Gritou Lianna. — Você é um covarde papai, que nunca teve coragem de assumir seus próprios erros! — Eu acho que você precisa se acalmar um pouco Lianna. — Disse Beckett se aproximando dela. — O que você acha de irmos até a cozinha, beber um pouco de água e você me conta sobre sua prima? A menina que estava com os olhos fervendo de raiva, com lágrimas escorrendo por todo seu rosto apenas concordou com Beckett e a guiou em direção a cozinha. - Você está mais calma agora? — Ela perguntou quando a menia acabou de beber a água. — Sim, obrigada. — A menina forçou um sorriso. — Me desculpe aquela confusão, eu estava precisando desabafar, falar as coisas que estavam entaladas na minha garganta há muito tempo. — Tudo bem, eu entendo. Edward vai ficar feliz em saber que você enfrentou seu pai. — Você falou com Edward? — Ela perguntou surpresa. — Sim, foi ele que me deu o nome da sua prima. — Ele também suspeita dela? — Sim, ele suspeita dela. — Eu não acredito... mas entendo, com todas as suspeitas sobre ele, o sumisso da minha prima, ele era o único pensando... mas se foi ela, eu não a culpo, ela não aguentava mais o ego dessa "família" — Ela simbolizou o sinal de aspas com os dedos. — assim como eu, mas ao contrário de mim ela teve coragem. — O que você sabe sobre sua prima? — Bem, ela trabalhava na empresa, assim como praticamente todos na família, somos praticamente um hierarquía. Ela tinha um namorado e estava pra ficar noiva quando a grande confusão aconteceu. — Você teve alguma notícia dela depois que ela desapareceu? — Ela me mandou uma carta, uma única vez. — O que dizia na carta? — Ela estava pedindo desculpa por ter ído embora daquele jeito, mas que ela precisou, ela não aguentava mais viver daquele jeito. Disse que havia terminado o namoro porque descobriu umas coisas sobre Carl que a deixou muito decepcionada. — Mais alguma coisa? — Não, infelizmente. — Disse com lágrimas nos olhos. — Eu queria tanto encontra-la novamente. — Você tem uma foto dela? Nós podemos ajudar você a encontra-la. — Podem? — Sim, podemos. — Tudo bem, aguarde um minuto que eu vou buscar. — Claro. A menina se retirou em direção a um dos muitos cômodos que haviam na casa, enquanto Esposito surgia na cozinha. - Descobriu alguma coisa? — Ele perguntou. — A prima que sumiu escreveu uma vez pra ela pedindo desculpas por ter sumído e dizendo que havia terminado o namoro com um tal de Carl. — Fez um resumo. — Onde está o Sr. Novaes? — Continua no escritório, a menina tem razão, depois que vocês saíram ele não disse mais nada, apenas fingiu que nada havia acontecido e começou a olhar uns papéis que segundo ele são coisas do trabalho. — Quando você diz que a menina tem razão... — Ele não dá a mínima para a família. — Aqui está a foto. É um pouco antiga, tinhamos 18 anos... mas acho que ela não mudou muito. — Disse quando voltou do quarto com a foto na mão. — Espo... — Ela chamou a atenção dele quando viu a foto. — É ela. — É ela quem? — Perguntou Lianna sem entender. — Lanie Parish. — Respondeu Espo. — Ela trabalha com a gente, é a legista do nosso precinto, ela foi sequestrada. — Ai meu Deus! — A menina disse assustada. — Nós temos que encontra-la o mais rápido possível, ela está grávida. — Grávida? — Sim, grávida. — Espo disse com uma voz um tanto distante. — Vocês tem alguma ideia de onde ela possa estar? — Infelizmente não... — Vocês poderiam checar com Carl, o ex- noivo dela? — Você acha que ele possa estar envolvido no desaparecimento dela? — Eu não sei, eu só estou dizendo isso porque ele era a pessoa mais próxima dela depois de mim. — Tudo bem, nós vamos checar... você sabe o sobrenome dele? — Gonzáles, Carl Gonzáles. — Obrigada, nós iremos checa-lo. — Quando vocês a encontrarem... — Pode deixar, você vai saber. Os dois detetives saíram em direção ao carro para tomar o caminho de volta a delegacia e começar a pesquisa sobre Carl Gonzáles. — Você está bem, Espo? — Beckett perguntou preocupada. — Eu só vou ficar bem quando eu a encontrar. — Não se preocupe, nós vamos encontrá-la. — Eu sei que vamos, tenho certeza disso. Beckett apenas sorriu amigavelmente e partiu com o carro.
Notas finais
Bem, é isso. O próximo capítulo será no cativeiro, mostrar um pouco o que Lanie está passando. Até lá!
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