Sede de Sangue de um Shinigami e um amor obsessivo
12 Liberdade
Notas iniciais
– eu não posso mentir para você... — a voz de Undertaker saiu triste — a Lady Sasha, está morrendo.
Alicie colocou sua mão esquerda em sua boca, seus olhos começaram a derramar lágrimas sem parar.
– Não pode ser... — Sussurrou.
– Infelizmente é assim que as coisas funcionam. — Undertaker se aproximou de sua empregada. — agora coma, você precisa recuperar suas forças.
– Como posso me alimentar quando a Lady Thatcher está morrendo! — exclamou nervosa. — E-eu preciso ajudar...
A Michaelis levantou — se da cama e começou abrir o guarda roupa a procura de um vestido, as mãos trêmulas de Alicie mal seguravam a peça de seda. Undertaker apenas observava o desespero daquela akuma tola.
– Você acha que poderá fazer alguma coisa por aquela pobre híbrida? — riu sarcasticamente.
– Eu ajudarei no que puder, não posso ficar aqui parada sem fazer nada. — a akuma ainda vasculhava o guarda roupa.
O shinigami caminhou até Alicie, puxou o seu braço para que ela o olhar — se.
– Não seja tola Alicie, você mal pode se manter em pé. — O ceifador empurrou a akuma com apenas um dedo, que foi o suficiente para a Lady cair no chão. — Eu não ficarei de braços cruzados vendo você cometer suicídio.
A mulher apenas se levantou e foi até o guarda roupa.
– Alicie, me escute por favor... Você não é forte o suficiente para lutar com o Sebastian. — O grisalho olhou terno para Alicie. — Não quero esconder marcas em seu corpo ou muito menos ver-la em um caixão, apesar que ficaria linda em meio aquelas rosas brancas...
– Co...como você sabia que eu iria...? — perguntou supresa.
– Você muito fácil de ler, assim como um livro aberto. — Undertaker segurou mais uma vez no braço feminino e foi guiando — a até a cama. — o melhor que você tem a fazer é esperar, agora coma. Você precisa recuperar suas forças, os arranjos não se fazem sozinhos. — riu o albino.
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Mansão Trancy — 2:30 pm.
A imponente Mansão Trancy não era mais a mesma sem os seus quatro akumas, os gritos histéricos de Alois não são mais ouvidos, e nem seus sapateado animado. Agora o Lord Trancy apenas vive em seu escritório assassinando documentos importantes.
– Boa tarde Highness, trouxe o seu chá de morango e flores silvestres. — Disse o mordomo ao entrar no escritório.
–Obrigado Claude. — Agradeceu o lord sem tirar os olhos dos papéis.
Claude despeijar com cuidado água fervente na xícara de porcelana chinesa, aos poucos mistura exótica de chá tinge o líquido transparente de vermelho.
– Algo está errado, my Highness? — Questinou o mordomo ao deixar o chá ao lado do mestre.
– Não Claude. — respondeu áspero.
– Certamente o my Highness está irratado com a rainha. — deduziu o mordomo. — e provavelmente por ter dado o título de aranha aquela Lady, como era mesmo o nome dela?
– Sasha... Sasha Thatcher — Murmurrou o demônio.
– Ah, isso mesmo! — O akuma olhou de canto de olho para o loiro a sua frente. — em pensar que anos de servidão da família Trancy como guardas do submundo foram retribuídos de maneira tão ingrata, o vosso pai estaria decepcionado agora Highness.
Alois olhou para xícara ao seu lado enquanto ouvia as provocações de Claude.
– Your Highness não deixará barato, certo?
– Claude, eu estou pouco me importando para essa porcaria de tradição da família Trancy.
A resposta do mestre surpreendeu o mordomo.
– O motivo de minha raiva é que, aquela velha maldita me trocou por aquela Lady sem sal! — o Trancy levou a xícara até os labios e bebericou um pouco da bebida.
– Highness, você nunca viu a Lady Thatcher, como pode dizer que ela é uma mulher "sem sal". -gargalhou o mordomo.
– Não preciso ver-la para saber.
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5:00 pm Funerária.
Alicie preparava com delicadeza os arranjos florais ao lado de Undertaker, que escrevia em um livro preto cheio de rabiscos ilegíveis.
– A noite está silenciosa, não acha? — Falou Alicie sorrindo.
– Noites assim não são um bom sinal. — Resmungou o shinigami.
A assistente levou mais um arranjo floral para o vaso com água, amanhã teria um grande funeral de um nobre que morreu drasticamente enquanto cavalgava. Alicie se esforçava para terminar a tempo os arranjos florais, mas ainda o seu corpo doía por inteiro.
– Alicie vá deitar — se — Pediu Undertaker. — Já está tarde.
Alicie achou estranho o shinigami chama-la por seu nome.
– Under, eu preciso terminar isso hoje! A família do visconde vem pegar o corpo e os arranjos de manhã.
– Não se preocupe minha Lady , vá dormi. — o Nervosismo estava presente na voz do ceifador.
– Eu já irei dormi, mas deixe — me organizar a papelada.
Undertaker caminhou até o balcão, cuidadosamente ele puxou um caixão que estava ao seu lado e pôs os pés em cima, aquele caixão que nunca foi vendido era local que Undertaker escondia a sua arma. O seu olhar frio foi em direção a porta, como se esperasse por algo ou alguém.
– Quer um chá antes que eu vá dormi? — ofereceu a Michaelis. — comprei o seu preferido.
– Não. Já disse, vá dormi!
– Under, fiz algo de errado? — perguntou a Michaelis preocupada.
Alicie largou com cuidado os papéis sobre a mesa e olhou para o homem virado de costas, a cascata branca de seu cabelo cobria o preto de sua roupa gótica.
– Não tem nada de errado, agora vá dormi!
– Tem algo de errado sim! O que está acontecendo? — exigiu a assistente.
Undertaker se levantou do caixão onde estava sentado, olhou mais uma vez para porta, os seus punhos apertavam — se. A energia por um momento ficou densa, uma ânsia de vômito tomou conta da pobre humana.
– Under...
Alicie foi interrompido por um barulho muito alto, a akuma pôs os braços enfrente os olhos para protegê — los de pedaços da porta recém quebrada. Penas negras estavam grudadas nos pedaços sobreviventes, a poeira ainda cobria o local.
– Desculpas pela porta – Desculpou — se a voz feminina cinicamente. -É que minhas unhas estão tão longas, que eu não conseguiria abrir.
A Lady tirou devagar os braços enfrente do rosto para ver quem foi o louco que invadiu a funerária, Alicie abriu a boca em espanto ao ver a Lady Thatcher viva e bem, mas havia algo errado com ela. A sua áurea estava mais negra, o seu lado humano não pudia mais ser sentido por Alicie, suas vestes nobres não se comparavam com de agora e seu cabelo castanho, era de um tom de branco sem vida.
– O que aconteceu com você? Soube que estava morrendo. — Alicie foi saindo de trás do balcão onde estava com cautela, ela pudia sentir o olhar de Undertaker sobre se.
– Alicie fica longe dela. — Ordenou Undertaker.
– Acalme-se Shinigami, vim aqui para cumprir a minha promessa de libertar Alice.- Disse a akuma tentando acalmar o Shinigami mesmo sabendo que era inútil. – O que me aconteceu foi trágico Alice, fui envenenada pelo Sebastian, uma tentativa de me matar para que eu não a liberta-se. — explicou Sasha.
A Michaelis começou a chorar, Sebastian era cruel demais. Como poderia tentar matar a sua própria filha, sangue do seu sangue.
– Mas eu tive sorte, duas pessoas me ajudaram em quanto estava em meu leito, devo minha vida a ela. — Diz a Lady olhando para Alice, que estava em prantos. – Mas quando eu acordei eu percebi o que tinha acontecido e sabia se eu morre-se, não ficaria em paz, sabendo que não pude cumprir minha promessa. — A Thatcher deu um passo a frente, ela sabia que o Shinigami estava à observando. — descobri uma forma que não pegará uma parte da sua vida em troca.
– como? — perguntou Alicie com esperança em sua alma humana.
Sasha sorriu ternamente para Alicie, porém o seu sorriso fez Alice ficar alerta, aquele sorriso terno era o mesmo que Sebastian fez no dia que se conheceram. A morena olhou pro lado por um breve momento e suspirou ao ver o rosto de Undertaker.
– Assim! — Sasha pulou em cima de Alicie em uma velocidade absurda, Undertaker tentou interferi, mas teve o seu corpo arremessado para longe de Alice. As unhas longas e finas da condessa rasgaram o pescoço de Alice no local do contrato, assim o quebrando. – Você só tem direito a alma do seu contratante Sebastian, por tanto a alma de Alicie não lhe pertence, esse contrato é invalido. — A marca começou a brilhar de forma intensamente, até sumir por completo da pele de Alice. — o pequeno preço que farei pagar, mas não se preocupe, não custará sua vida, só um pouco do seu sangue. — Sasha abriu a boca e mordeu com força a carne do pescoço de Alicie, o jato de sangue na boca feminina fez o seu lado vampiro vibrar de contentamento, como dizem os vampiros " sangue de virgens são os melhores". A Thatcher sugava com tanta gula o sangue de Alice, que o corpo da Lady ia perdendo a cor e ficando ainda mais branco.
– Desculpa Alicie, ainda não sei como me controlar. — Desculpou-se a condessa, largando o corpo quase sem vida da Lady.
Em meio as sombras um rosno enfurecido começou a ser ouvido, a energia de outro demônio começou a torma conta do lugar. Sasha sorriu ao sentir aquela energia pesada e tão conhecida por ela, ele estava aqui e veio pegar o que é seu.
– Olá Sebastian.
A última coisa que Alicie viu antes de perde a consciência foi a face de seu mestre enfurecida.
Londres 8 anos antes.
No manicômi, Sebastian tomava um chá da tarde junto de Alice, em meio aos doentes daquele local. Alice estava vestida com uma calça branca e uma blusa de manga longa da mesma cor, o seu cabelo batia abaixo de sua cintura, seus olhos tinha orelhas enormes. Viver naquele local era como viver num inferno, toda noite os médicos daquele local submetia a akuna a experimentos doentios e cruéis.
– Você não poderá usar mais o seu nome Humano. — Disse Sebastian olhando para Alice. — Você é minha serva agora, precisa de um homem que marque nosso contrato.
– Eu não vou mudar o meu nome! — recusou-se Alice.
– Você não é mais dona de suas vontades, você pertence a mim. — Sebastian sorriu para ex-humana. — Se gosta tanto de Alice, vou te chamar de Alicie. Não mudou quase nada do seu nome humano.
– Eu nunca irei usar esse nome ridículo!
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