Notas iniciais
Oie, oie... Hoje estou tão nervosa, S.S.A vai encerrar hoje! Aí tô nervosa e ansiosa, esse será a primeira parte do capítulo final e outro se a postado hoje a tarde. Espero que gostem! Capítulo narrado por Sebastian, acho que é a primeira narração dele aqui, aprecie o ódio e amargura desse Akuma. O capítulo foi revisado, mas sempre escapa alguma coisa :p Boa leitura!

Mansão Phantomhive 6:30 PM.

A noite estava bela, o céu repleto de estrelas me faz lembrar da noite que ouvi o bocchan me chamar, aquela voz infantil implorando por vingança era impossível de ignorar. Uma alma tão jovem e repleta de ódio, amargura... É um banquete para um ser das trevas .

– Sebastian, me traga a sobremesa. — ordenou o meu mestre.

– Não posso permiti, bocchan. — Digo sorrindo para o meu mestre. — Doces antes das refeições tiram o apetite, e um lorde em crescimento precisa se alimentar de forma correta. Posso oferecer algo mais adequado, bocchan.

– Não irei me alimentar de alma alguma. — o meu mestre olhou raivoso para mim.

– Bocchan, por favor me ouça... a fome de um jovem akuma é insuportável. — aconselhei. — Se alimente bocchan.

– Engraçado, a sua serva suportou a fome por anos. — Retrucou enquanto bebia o seu chá.

– Ela não vem o caso agora bocchan, como o seu fiel servo é meu dever zelar por sua saúde. — Me aproximo lentamente do lorde, retiro a minha luva esquerda. — essa marca comprova o que eu digo. Coma bocchan, devore as almas mergulhadas em ódio, dor e rancor.

– Sebastian, Calasse. Não quero ouvir mais nada! Agora traga a sobremesa! — Ordena o Lorde.

– Yes, my lord. — sussurro.

Me curvo antes de sair do campo de visão do meu mestre, caminho pelas sombras da mansão. Sinto os meus olhos mudarem de cor.

– Moleque mimado... — Resmungo irritado.

Retiro a torta holandesa da geladeira, corto um pedaço generoso e coloco no prato de porcelana chinesa, acrescento um pouco mais de chocolate na cobertura.

– Ah, anos de servidão para acabarem assim. — suspiro cansado. — aquela alma nunca sera minha, nunca será. — lamento para mim mesmo.

– Senhor Sebastian... pos...so ajudar em algo?

A voz trêmula e aguda de Meirin me fez virar para trás, a ruiva apertava com força a saia do seu uniforme, seu lábio inferior era mordido por seus dentes. Não pude deixar de sorrir para ela.

– Boa noite Meirin. — cumprimento cordialmente. — Obrigado por se oferecer em me ajudar, mas não será preciso.

– Qualquer coisa é só chamar. — se prontificou a empregada.

– Não se preocupe, eu chamarei quando necessário. — Sorrio para a ruiva enquanto pego a bandeja de prata. — com sua licença eu irei servir o...

A marca em minha mão direita começou arde, retirei minha luva com cautela para que Meirin não visse as minhas unhas negras. O tecido de algodão deslizava vagarosamente sobre a minha pele. Arregalo os olhos em surpresa. A marca do contrato não estava mais cravada em minha pele, Alicie havia quebrado o contrato.

– Algum problema senhor Sebastian?

Ponho a luva rapidamente, pego a bandeja de prata e caminho até Meirin.

– Senhorita Meirin, entregue a sobremesa ao bocchan. Eu tenho que sair. — Digo enquanto entrego a bandeja.

– Es...pere, o que direi ao mestre?

A sua pergunta me fez para bruscamente.

– Diga que uma amiga está com problemas, ele irá entender.

– E essa amiga é a senhorita Alicie.

Aquilo não foi uma pergunta, mas uma afirmação. O ciúme da Senhorita Meirin me comove, é cômico essa posse que ela supostamente tem sobre mim.

– Sim, Alicie está com problemas. — confirmei.

Vi o seu rosto ganhar uma expressão de raiva.

– Pode ir, eu aviso ao bocchan, sem problema algum. — O timbre da sua voz foi mais agudo que o normal.

– Obrigado, senhorita Meirin.

Me viro novamente para a porta dos fundos da cozinha, caminho calmamente, até chegar na porta talhada. Aos poucos deixo a minha áurea trans-parecer, fecho a porta vagarosamente. A última coisa que vejo antes de partir é a silhueta da senhorita Meirin sumir.

– Você irá pagar, menina tola.

Deixo as sombras da floresta a minha frente me guiarem, aos poucos minha visão começa a ser tomada pela escuridão. O cheiro do local vai mudando conforme as sombras se movimentam, sinto como se fosse mãos deslizassem pelo meu corpo, me libertando daquela prisão escura. Abro os olhos e vejo um ser impuro, tomado pelas trevas olhando para mim. Tanta inocência chega a me irritar, Sasha Thatcher.

– Olá Sebastian.

Dirijo o meu olhar para o corpo inconsciente de Alicie no chão, o líquido rubro escorre do seu pescoço formando uma pequena poça. Analiso o corpo com mais atenção e vejo marcas de unhas na pele do pescoço da minha serva, o desenho feito com o sangue estava desfeito.

Maldita Híbrida! Irei arrancar sua cabeça com as minhas próprias mãos. Começo a rosnar feito um animal selvagem sedento por sangue, e como resposta a minha "adorável" filha rosna.

A jovem akuma abre sua asas negras, as exibindo para mim, à deixando maiores. Ela começa a movimentar as asas de maneira rápida, fazendo as penas soltarem da carne e virem em minha direção, as formas que foram a tiradas fez que as penas parecessem agulhas finíssimas. Tentei desviar daquele ataque, mas as "agulhas" negras perfuram o meu corpo, não dei muita importância para simples penas de uma híbrida intrometida.

– Tem uma curiosidade sobre essas penas, Papai. — A ironia era perceptível na voz de Sasha. — Elas são venenosas, até um akuma pode morrer se encostar nelas.

Parabéns Sasha, parece que alguém ficou mais forte. Mas essas meras penas não farão nada além de transformar o meu sangue em ácido, uma dor tão insignificante como essa não será o bastante para me derrotar. Começo a tirar pena por pena do meu corpo, sem me importa com ardência e a dor provocada.

– É só Isso? — Provoco.

Sasha sorriu para mim, ela começou a me olhar como se tivesse ganho a luta. A lady a minha frente, repetiu a mesma tática de ataque, porém fui mais rápido e desviei me jogando para o lado, girei o meu corpo em 180 graus e lancei as minhas facas de prata em sua direção, mas Sasha defendeu o contra — ataque com suas asas. Ela riu da minha tentativa tola de machucar — lá.

– É só isso? — A lady sorrir triunfante.

– É só apenas o começo. — Analiso a distância entre Alicie e Sasha, tenho que ter cuidado para não danificar o corpo de minha serva. Servos como ela não se encontra com muita facilidade, qualquer erro de cálculo posso atingir e matar Alicie.

Corro em alta velocidade em direção de Sasha, coloco a mão dentro do meu paletó e retiro três facas iguais a que lancei anteriormente, entretanto, a híbrida iniciou uma rajada de penas tão forte que era impossível de me aproximar, sentia as penas cortarem várias minha carne e vestes. O meu sangue começou a escorrer pela minha pele, a dor causada inicialmente pelo veneno foi aumentando conforme as penas perfuravam o meu corpo.

– Que foi papai? Esta com dor? . — Sasha gargalha insanamente.

Enfureço com aquela atitude daquela híbrida insolente, comecei avançar rapidamente em sua direção, ignorando totalmente as penas que me cortam. Levanto o meu punho direito para socar a face feminina, mas asas se fecharam entorno do seu corpo a protegendo. Por mais que tentasse quebrar as malditas asas, elas não sofriam nenhum dano significativo, era como socar ácido puro. Era uma perda de tempo insistir naquele ataque.

Aumentei a potência dos socos na tentativa falha de quebrar a proteção, mas não houve o efeito desejado, as risadas de convencidas só me irritavam ainda mais. Eu preciso quebrar o pescoço dessa fedelha, arrancar a sua jugular com as minhas unhas, junto com as suas cordas vocais... irei matar essa pirralha, ela irá pagar com sangue por essa audácia. Ela abre as suas asas por um momento me dando a chance de cumpri os meus desejos, porém o seu punho foi mais rápido e socou o meu rosto, a única coisa que sentir depois do soco foi o meu corpo bater contra algo duro e cair no chão.

Mantive o meu rosto para baixo, assim dando a falsa ilusão que havia sido derrotado. A inocência de minha filha é cômica, que me fez gargalhar internamente, isso mesmo Sasha venha... me mate, estou esperando por você. O barulho dos seus passos me fazem sorrir, ela havia caído feito um patinho em minha armadilha. Pobre pirralha, terá suas belas asas arrancadas, junto com a sua cabeça.

–– Esperava mais de você, afinal você é o grande Sebastian Michaelis!

Você quer mais minha querida Sasha? Pois bem, irei dar o que deseja. Permito que meu autocontrole caía, áurea que compõe o meu ser se espalha pelo local criando um ambiente difícil de se respirar, minhas verdadeiras asas saem de minhas costas rasgando o tecido que me cobre. Aproveito sua distração aparente e garro o seu pesco e aperto com força, as minhas unhas perfuravam lentamente a carne do pescoço da lady.

– Sasha, você irá se arrepender por ter feito isto. — Uso a minha outra mão para socar — lá. — Agora sofra!

Jogo o corpo da jovem akuma em direção ao de Alicie, desprezo a imagens dos dois seres pateticamente fracos na minha frente.

– Você subestimou a minha força Sasha, Não será um mero veneno que me matará. — Lanço um olhar assassino para Sasha.

– Eu não vou perde para você! — A Thatcher se levanta cambaleante.

Essa brincadeira durou tempo demais , eu corro em sua direção para desferir o último golpe e ela faz o mesmo. A energia que pairava sobre o local ficou ainda mais densa, as sombras se movimentaram conforme íamos nos aproximando, o cheiro do sangue começou a impregnar todo o local. Quem golpear primeiro será o vencedor, e o prêmio será Alicie... mas algo aconteceu. Antes que pudesse matar Sasha, senti algo perfura a minha barriga. Olhei para baixo e vi a lâmina esverdeada com detalhes dourados atravessada no meu abdômen.

A lâmina demoníaca havia me perfurado, olhei para atrás no intuito de identificar a pessoa que me apunhalou de maneira covarde. Meus olhos se arregalaram ao ver a súcubos de cabelos brancos sorrindo para mim, olhei de relance para Sasha e vi Undertaker a imobilizando com sua foice, uma de suas asas foi mutilada.

– Dê mais um passo e eu irei arrancar sua cabeça. — ouço a ameaça do shinigami.

– Hannah, o que você faz aqui? — pergunta a Lady.

– Eu vim salva-la, my Lady. — Respondeu a súcubos.

–– Eu não preciso da sua ajuda! — Berrou a Lady. — Eu sou capaz de...

Sasha Thatcher, eu nunca pensei que sua inocência afetasse a sua razão. Você é mais idiota do que eu pensava.

– Garota tola, você nunca seria capaz de derrotar esse akuma. Provavelmente seria morta em segundos. — zombou shinigami. — Mas o que você fez a Alicie é imperdoável, Condessa.

Fique bem longe da minha serva, shinigami maldito! Ela é minha, só minha!

– Não se preocupe com a humana, nós iremos cuidar dela. — pronunciou o conde Trancy ao entrar na funerária. — Claude tire Alicie daqui.

Estão testando a minha paciência, se não fosse essa lâmina em meu peito... Já teria arrancado a cabeça de todos aqui! Maldita Hannah, Maldita Híbrida!

– Quem é essa garota? — perguntou o Trancy ao se aproximar de minha filha.

A cara de repulsa e desprezo era evidente na face do jovem Akuma, acho que não sou o único ao desprezar a existência dessa híbrida.

– Essa é Lady Thatcher, ou como preferir, a filha de Sebastian Michaelis. — respondeu Undertaker risonho.

– Foi por isso que a rainha me trocou? — apontou o conde desprezando a Condessa. — Esperava mais de você.

Gargalho internamente. Eu desprezo você Alois Trancy, mas hoje tenho que concordar com você.

"Até os akumas de nível inferior a desprezam, Sasha... Hahaha!

Por um momento sinto a lâmina sair do meu corpo, aos poucos caio para trás e bato minha costas no chão, sou embalado por uma sonolência muito forte, e acabo me entregando ao mundo dos sonhos

~♡~♡~♥~♡♡~

Horas depois da luta, a Lady Thatcher foi retirada da funerária acompanhada por uma mulher extremamente branca, vestida toda de vermelho.

Sebastian foi levado para os fundos do estabelecimento com a ajuda de Claude e Undertaker. Alice foi levada nos braços de Undertaker para o quarto, onde foi cuidada cuidadosamente por Alois.

– Acho que temos um problema... — Diz Undertaker ao entrar no quarto com ataduras.

– Que tipo de problema? — Alois se Levanto do chão e olhou preocupado. — Não me diga que a fedelha voltou e quer vingança?!

– É pior... — riu o funerário. — Ciel está na recepção exigindo ver o seu mordomo.

– Ah, Ciel... deixe seus chiliques para depois. — Resmungou o loiro. — Não se preocupe, eu irei explicar a situação a ele.

O Trancy caminhou até a porta e bateu no ombro do shinigami, ao atravessar a porta viu a figura do seu amigo. Ciel estava vermelho de raiva, seu cabelo estava fora do lugar, suas roupas amassadas, a única coisa que faltou foi a espuma escorrendo pela boca. Alois teve que se segurar para não rir, senão acabaria piorando as coisas.

– Olá Cielzinho, o que faz aqui? — o Conde sorria cínico.

– Não se faça de bobo! Onde está o Sebastian, aquele maldito akuma...- exigiu o conde. — Vamos, onde ele está. SEBASTIAN, APAREÇA! — Gritava o conde.

– Ei, ei, não grita idiota! — Pediu Alois. — Alice está dormindo, e por mais que grite o seu Akuma não irá responder — lo.

– E por que o Sebastian não me responderia, hein?!

Alois teve que obrigar Ciel sentar para que pudesse explicar a situação a ele. O loiro contou desde de sua vinda até a funerária, até o seu encontro com Hannah. O Phantomhive estava estático, ele não acreditava no que o seu amigo/rival lhe contava, em sua cabeça nunca se passou a possibilidade de Sasha arma um plano para matar o seu servo, e muito menos envolver Alice.

– E quando cheguei Hannah havia perfurado Sebastian com a espada, Alice estava no chão com um ferimento horrível no pescoço e a Condessa Thatcher sendo levada para fora. — Narrou o Trancy. — e foi isso que aconteceu.

– Eu nunca imaginei que a Condessa fosse louca a esse ponto... como que está Alice e Sebastian? — Questionou Ciel.

– Alice estava sendo cuidada por mim, mas acho que Undertaker terminou os curativos. — Respondeu o Trancy sorrindo. — Sebastian está sendo tratado pelo Claude, ninguém melhor do que o meu mordomo para cuidar de um akuma que foi ferido pela espada. — Riu o Conde ao lembrar da luta entre Claude e Sebastian. — Mas como você conseguiu chegar aqui, sozinho?

–Meirin me trouxe... — O akuma corou.

– Você não tem concerto. — gargalhou o Trancy. — sempre dependendo dos seus empregados.

Notas finais
E aí o que acharam? Só deixarei agradecimentos e essas coisas no último capítulo! Até mais tarde meus leitores amados ♥