Notas iniciais
ÚLTIMO CAPITULO! OH. MY. UNDER! Queria agradecer a todos que acompanharam S.S.A até aqui, principalmente a Isa que no meio do caminho se tornou minha co-autora, e Madge-chan! Obrigada meninas :'D. S.S.A foi um projeto que nunca pensei, que chegaria aqui... pensei em desistir várias vezes, mas sempre retornava a escrever e em meio a essas idas e vindas a fanfic foi crescendo e se tornando o que é hoje. ♥ ~ limpando a lágrima que escorreu~ Resolvi fazer esse epílogo focado mais na Alice e na mudança de sua personalidade, talvez não agrade muito, mas fiz com carinho. Boa leitura

Alicie finalmente havia conseguido a sua liberdade, agora ela não possuía laços com Sebastian e consequentemente teria que deixar Undertaker, para que assim continuasse sua vida como humana.

Ela permaneceu ao lado do shinigami, até esta totalmente recuperada do ataque de Sasha. Foram dois longos meses, mas que para Alice pareceu ser dois dias, as despedidas não era algo que a lady gostava de fazer. Porém não poderia mais viver ao lado de Undertaker, teria que partir e retorna para o seu lar.

O retorno de Alice para mansão Michaelis causou um grande reboliço entre os empregados e acionistas da empresa Michaelis, que até então acreditavam na incapacidade mental de Alice. Mas a Michaelis mostrou a todos, que estava "curada" e totalmente capaz de assumir os negócios da família.

A mansão tinha a sua legítima senhora, a herdeira estava em seu devido lugar, pronta para governar e guiar o império Michaelis.

~ 6 anos depois do retorno de Alice. ~

No escritório, a Duquesa Michaelis ( Alice decidiu usar o mesmo título de nobre de sua mãe), assinava o acordo entre as empresas Trancy, Funton e Michaelis. Ao seu lado estava Annie, sua fiel secretaria. A aparência de Alice havia mudado, ela não possuía mais os traços juvenis de quando era uma Akuma, seu rosto ganhou traços de mulher madura, seus olhos ganharam um tom de azul ainda mais penetrante. As curvas do seu corpo ficaram mais sutis, mas nada muito vulgar.

As duas mulheres estavam a mais de 5 horas trancadas dentro daquela sala, lendo e relendo cada parágrafo do contrato de unificação das três empresas.

– Senhora Michaelis, gostaria de um chá? Eu posso mandar fazer um, se quiser. — A ruiva sorriu para sua chefe.

– Talvez depois... — Alice levantou o olhar para encarar a secretária. — Eu prometo, que depois de ler essa página irei comer alguma coisa.

– Como deseja senhora. — Annie segurou a folha dada pela Duquesa.

– Onde está o meu filho? — perguntou a nobre preocupada. — Faz um tempo que não ouço a sua voz.

– Lord Vitor está no jardim brincando com a governanta.

A Lady se levantou para observar o seu filho através da janela de vidro do seu escritório, os olhos azuis semicerraram ao não ver o seu herdeiro no jardim, assim como a sua secretária havia dito. A Michaelis se virou lentamente para a ruiva parada na sua frente, sorriu de forma irônica e cruzou os braços em cima do decote do vestido azulado.

– Vitor não está no jardim com a governanta, Annie. — A empresária descruzou os braços e suspirou. — O que foi, que o Vitor fez dessa vez?

– Ah! Senhora, o Lord Vitor não fez na...da. — Mentiu a ruiva.

– Ah, é. — A Michaelis ergueu a sobrancelha direita. — Então onde está o Vitor, vamos me diga.

– Bem...

– Não minta para mim de novo, Annie. Eu saberei se estiver mentido ou não.

Annie mordeu o lábio inferior, apertou suas pequeninas mãos. Ela tremia sem parar, pois sabia que Alice odiava mentiras e principalmente mentiras para acoberta travessuras do herdeiro Michaelis.

– Eu não posso falar! — Falou a ruiva nervosa.

– E por que não posso saber, o que meu filho está fazendo? — Questionou a Michaelis.

– Eu prometi que não falaria nada, eu sinto muito senhora Alice... — A secretária curvou — se.

– Annie, eu exijo saber onde meu filho está, o que está fazendo e com quem! — Diz Alice autoritária. — se não...

Alice é interrompida com batidas tímidas na porta, ela desvia o olhar para porta pintada de branco, suspira cansada e murmurar um "entre" baixinho.

– Olá Duquesa Michaelis, espero que não tenha brigado muito com a Lady Annie. — A voz infantil e brincalhona foi ouvida por Alice.

– Então o senhor resolveu aparecer!

A Duquesa encara a figura de uma menino de aparantemente 6 anos de idade, vestido com um paletó preto, uma camiseta de linho branca, gravata estilo laço em seu pescoço e um shorts que vinha até o joelho. O pequeno exibia um sorriso brincalhão nos lábios, junto com uma expressão sapeca, os olhinhos azuis brilhavam. Ele havia aprontado, e pelo visto algo bem grandioso.

– Oh, desculpe por não ter aparecido antes Duquesa. — Vitor imitar o tom de voz usado
pelos os nobres, que de vez ou outra vinham cortejar sua mãe. — Tive um pequeno imprevisto, me perdoe.

– Oh, Duque. Eu o perdôo, por favor entre e sente-se. — A mãe resolve imitar o filho. — O que o traz aqui, em minha humilde casa?

– Duquesa, eu não suporto mais viver longe de sua beleza e os deliciosos bolos da Rosa. — O Lord entrou no cômodo, pôs as mãos na lateral da abertura do paletó e arrumou a postura e começou a andar. — A Duquesa está mais bela do que nunca...

– Vitor... hahaha... — Gargalhava Alice. — Chega... haha...

– Oh, que ultraje. — Diz o menino fingindo revolta.

– 'tá bom, 'tá bom. Se o seu objetivo era me fazer rir, você conseguiu. — Disse Alice ainda rindo. — Agora venha cá.

O herdeiro caminhou em direção de sua mãe, que por sua vez se abaixou e estendeu os braços para abraçá — lo. Vitor aconchegou nos braços da mãe e sorriu para ela, os fios negros do seu cabelo eram acariciados pela mão de sua mãe.

– Fico feliz que tenha gostado da piada. — Riu o menino. — Gosto de ver a senhora sorrindo, cara fechada não combina com você.

– Meu anjo, não é toda hora que estarei sorrindo. Tem momentos nessa vida que exigi seriedade da minha parte. — explicou a Duquesa.

– A vida é curta de mais para ficar com a cara fechada, em momento você pode está vivendo a sua vida pacificamente e no outro ter sua vida tirada de você em um pisca de olhos. A morte não escolhe quando agir, mamãe. Ela é silenciosa e cruel, então sorria em cada momento de sua vida e aproveite cada segundo. — Aconselhou o lord sabiamente.

Alice empurrou o filho devagar e olhou fundo de seus olhos, ela estava surpresa com aquela fala de seu filho. Os dois tons de azul se enfrentavam, um exibia inocência e outro perplexidade.

– Vitor... onde foi que você ouviu isso?

– De lugar nenhum, mamãe.

A Michaelis passou a mão na trança que prendia o seu cabelo e se levantou, suas mãos começaram a tremer e sua boca a sorrir de maneira triste.

– Eu fiz a senhora lembrar o papai, nao é? — o garoto abaixou a cabeça. — Desculpe, essa não era a intenção.

– É, Saudades do seu pai. Não é nada haver com você, meu anjo.

– Não fica assim, logo , logo o papai volta de Paris. — Disse Vitor sorrindo. — Falando em Paris, quando que o senhor Trancy retorna da Espanha?

– Daqui alguns dias, por quê?

– Estou cansado de treina a minha esgrima com a senhorita Middleford. — Vitor girou o corpo em torno de se mesmo. — gosto de desafios.

– Desafios, é? — Alice pós o dedo indicador na boca e sorriu. — Então desafio o senhor a vencer o Conde Phantomhive no xadrez, hum!

– Ah, não! Xadrez é chato! — Reclamou o pequeno. — Que tal algo mais fácil e menos chato...

– Então vá fazer sua lição escolar, e não adianta dizer que não tem, pois estou ciente que o senhor não está fazendo a lição de literatura!

– Annie sua fofoqueira ! — acusou o herdeiro. — Você me dedurou.

– Eu... eu não fiz na...da, Lord. — Defendeu — se a Lady.

– Te peguei! — Exclamou Alice. — Annie não tinha contado nada, você próprio se dedurou. Agora vá para o seu quarto e faça o seu dever, mais tarde irei conferir.

– 'Tá bom, huuh! — Resmungou.

A figura infantil andou até a porta e abriu, mas antes de sumir do campo de visão de sua mãe mostrou a língua e empinou o nariz.

– Vitor, cada vez mais parecido com ele. — Comentou a Duquesa.

– Disse alguma coisa, senhora.

– Não, não disse nada. — Alice começou a andar para a poltrona. — Por favor Annie, mande a Rosa trazer o meu almoço, sim? — Pediu a lady antes de se sentar.

– Sim, senhora.

Annie saiu correndo da sala, deixando Alice sozinha em meio aquele silêncio. O seu olhar parou em cima da reluzente aliança de ouro e rubi no seu dedo anelar, que simbolizava a sua união com o seu marido. O homem escolhido para ser o seu noivo foi um predente escolhido pelos sócios da empresa, ela teve que aceitar por conta da pressão social sobre se, a herdeira não poderia assumir a empresa sem um casamento. Malditas questões sociais! Pouco tempo depois do casamento, exatamente dois meses, a Duquesa teve a notícia mais feliz de sua vida, ela estava grávida. A notícia foi bem recebida pela mídia e a sociedade londrina.

– Em pensar que minha vida mudou então pouco tempo. — lamentou a humana. — Sinto a sua falta Under, será que você sente o mesmo? Duvido... provavelmente não passo de uma lembrança tola para te.

As lágrimas escorreram pelo rosto rosado e caíram sobre o tecido do vestido, com a parte de trás mão Alice limpou o seu rosto e suspirou.

– Talvez você tenha razão, viver no passado não trará nada de bom para mim.

Alice olha para porta de seu escritório, a imagem feminina parada diante de se fez sorrir e a mulher também sorriu para Alice.

– Com toda certeza, Duquesa.

Notas finais
Vitor é um amorzinho, né? Aushaushaush. Fiquei com pena da Alice, Tadinha sente falta do Under ... Comentem, critique! Quero ver todo os leitores e principalmente os fantasmas comentando, hein! U.U Ah, é. Ia me esquecendo, lembram da one - short que havia prometido, então a do Cielzinho e da Lizzy está pronta, vou deixar link para quem quiser LINK : [https://m.fanfiction.com.br/historia/648947/AdeusmyLady/]
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!