Sede de Sangue
25 Caminhando para a morte
Megan acordou, bocejando logo em seguida. Ela se virou, Kevin dormia ao seu lado, ela se aproximou e passou seus dedos por seu cabelo, presenciando seus olhos brilhantes se abrirem em resposta. Ele a encarou.
–Bom dia. -Megan disse beijando seu rosto.
–Está bom, mas pode ficar melhor. -Ele se aproximou a envolvendo em um intenso beijo.
–Talvez a gente possa melhorar ainda mais... -Ela o empurrou para o lado, e sentou em sua barriga, então se debruçou em cima dele, beijando seus lábios.
Ela sentia as mãos dele deslizando suavemente por sua coxa, e a cada segundo aquele beijo ficava mais envolvente. Ele a deitou na cama, e olhou profundamente em seus olhos antes de começar a beijar o seu pescoço. Quando ela percebeu suas mãos já estavam dentro da camisa dele, vagando pelas suas costas com as unhas arranhando sua pele.
Entre um beijo e outro eles foram interrompidos pelo celular de Kevin, que tocou em cima do criado mudo que ficava ao lado da cama. Ele suspirou um tanto irritado, então se sentou na cama e atendeu o celular.
–Alô!?
–Kevin, onde você está!? Precisamos de você aqui. -Peter diz.
–Achei que você tivesse dito que a Megan não podia ficar desprotegida.
–Desprotegida!? Mas eu mandei a Luna ir até ai já faz mais de quarenta minutos.
–Mas ela não esta aqui. Eu vou ligar pra ela e vou até ai quando puder.
–Tudo bem. Não demore. -Peter desligou.
–Problemas? -Megan perguntou.
–Tenho que ir encontrar seu pai, mas antes a Luna tem que estar aqui.
Ele mal termina de falar e a campainha toca.
–Por falar nela... -Megan diz se levantando da cama. Kevin a acompanha até a porta.
–Atrasada de novo? -Kevin diz ao ver Luna.
–Trânsito. Já ouviu falar? -Ela responde entrando.
Kevin revira os olhos e se despede de Megan com um beijo. Quando ele sai ela se vira para Luna com uma expressão irônica.
–O que foi!? -Luna pergunta impaciente.
–Hum... Trânsito?
–O que!?
–Você devia começar a inventar algo mais convincente.
–Do que você está falando?
–Eu sei sobre você e o Max.
–Não tem nada entre a gente. -Luna responde na defensiva.
–Ah qual é!? -Ela ri -Eu só não sei porque não se assumem.
Luna a encara por um tempo, mas logo vê que não tinha jeito de mentir. Então suspira estressada.
–Não podemos. Seu pai e os outros nunca acreditariam que ele não trabalha mais para o John.
–Nossa... Isso parece cruel.
–Com certeza... Mas tem que prometer que não vai dizer isso a ninguém. Nem mesmo ao Kevin.
–Eu prometo. Eu nunca contaria a ninguém sobre isso.
Luna sorri gentilmente.
O tempo estava fechado, provavelmente choveria. Megan se senta no sofá ao lado de Luna e as duas conversam por um longo período. Megan sentia-se bem, já havia um tempo desde que ela não tinha uma conversa agradável como aquela.
*
Héctor fecha seu macacão da companhia de energia. Então afunda um pouco mais o boné. Assim teve certeza de que ninguém o reconheceria. Ele se encosta ao carro, esperando o sinal de Kate. Aquele plano era infalível, mas ele já sabia disso. Sua confiança era inabalável. O celular vibra em seu bolso.
–Matei alguns funcionários da companhia de energia -Disse Kate- Logo a rua inteira da meio sangue vai estar no escuro.
–Pra uma novata você até que tem talento. Até mais.
Héctor guarda seu celular. Só esperar, ele pensa consigo mesmo enquanto observa a casa.
"Droga! Os fusíveis de novo, essa casa é muito velha... Eu vou no porão ligar eles novamente. " Ele ouve Megan dizer "Deixa comigo. " Luna responde e em seguida Héctor a ouve indo para o porão.
Ele não teria muito tempo, então age rápido. Caminha até a casa, com sua suposta meleta de ferramentas, e em seguida toca a campainha, ajeitando seu boné por uma última vez. Não haveria problemas, tudo seria fácil. Ele diz a sí mesmo mentalmente, então a porta se abre, revelando Megan atrás dela.
Ela olha para Héctor dos pés a cabeça, ele sabia que nada que ele dissesse teria lógica e ao mesmo tempo a faria sair, e ele não poderia entrar na casa sem permissão. E mesmo que estivesse escuro naquela noite na floresta, havia uma vaga chance de Megan reconhecê-lo, e a cada segundo essa chance aumentava. Mas ele sabia que a única forma de terminar sua missão era entrando na casa.
–Olá. Sou da companhia de energia, estamos fazendo reparos em toda a rua. Isto é um procedimento padrão para segurança de todos. -Ele da uma pequena pausa, olhando fixamente nos olhos de Megan- Eu posso entrar?
–Ah... Claro. -Ela responde saindo da frente da porta, então da as costas a ele- LUNA, NÃO SÃO OS FUZIVE... -Antes que ela termine Héctor coloca um pano embebedado em algum tipo de líquido, ela respira mesmo sem querer e segundos depois esta no chão.
Luna ouve o barulho do porão, então sobe as escadas com sua maior velocidade. Mas assim que pisa na sala Héctor quebra seu pescoço.
Ele respira fundo e então carrega as duas até seu carro. Então coloca Luna no porta malas, e antes de o fechar retira o celular dela e o joga do outro lado da rua.
Ele olha em volta, não havia ninguém. Então vai até o banco de trás do carro, onde Megan estava, e retira também o seu celular. Ele amarra suas mãos com uma corda, tão apertado quanto poderia, joga o celular no mesmo lugar que o de Luna e entra no carro.
Ao começar dirigir Héctor olha pelo retrovisor, tudo não poderia sair melhor. Ele acelera ainda mais, teria que ser rápido, era provável que logo voltassem e notariam a falta de Megan. Ela estava deitada no banco, não acordaria tão cedo, Héctor pensou, mas arregalou os olhos quando a viu se mechendo.
–Ahn... -Ela disse ainda tonta- Pra onde vai me levar...?
Sua voz era fraca, estava se assemelhando a um sussurro. Héctor optou por ignora-la, mas ela parecia se recuperar cada vez mais rápido. Ela se sentou, com os olhos ainda distantes.
–Eu falei com você... Pra onde está me levando!? -Sua voz parecia normal.
Megan já sentia sua consciência na mais plena ordem. Como havia se recuperado tão rápido? Ela olhou ao redor, então tentou soltar seus pulsos, amarrados por uma corda, mas seria impossível.
Ela coloca suas mãos na massaneta do carro, mas Héctor trava as portas. Eles haviam acabado de sair de Groovery Born, e ela sabia que não podia ficar a mercê de Héctor.
–Não vou machucar você. Mas pra isso você tem que ficar quieta ai atrás.
–Quieta!? -Ela sentia seu sangue queimar em suas veias. Queria que aquela raiva de alguns dias atrás voltasse... Aquela força. Logo que pensou nisso se sentiu poderosa, sentiu que podia se cuidar sozinha. Então explodiu, atacando Héctor.
Ela ficou o mais em pé possível no carro, e começou a bater nele com suas mãos presas, então segurou o volante e o girou. O carro deslizou pela estrada, mas Héctor pôs as mãos no volante novamente, recuperando o controle. Porém uma outra vez, enquanto ainda agredia Héctor, Megan colocou as mãos no volante. Desta vez o carro formou um "S" na estrada, derrapando e fazendo um grande barulho.
Héctor pisou no freio e o carro parou bruscamente, mas Megan se segurou e se manteve onde estava. Héctor a empurrou e ela voltou a seu lugar. Antes que pensasse em agredi-lo novamente ele se virou para ela, com suas presas para fora e um rosto tão sombrio que fez um arrepio correr por todo o corpo de Megan. Seus olhos tinham tom de sangue, eram vazios, olhos de alguém que estava em plena escuridão.
–Eu tentei ser um cara legal. -Ele disse voltando a sua expressão normal. -Agora vamos ter que fazer isso do modo difícil.
Megan não respondeu. Ela ainda estava no canto do banco traseiro, com seus olhos arregalados e segurando-se ao máximo para não começar a tremer. Héctor desceu do banco do motorista, mas antes pegou algo no porta luvas. Megan se virou para encara-lo quando ele abriu a porta do banco de trás.
Segurou seu braço e a puxou para fora, então olhou fundo em seus olhos.
–ME LARGA!
–Vou te dar uma coisinha, pra ver se você cala essa boca. -Héctor tirou uma seringa, e ejetou o líquido em Megan. Em seguida a soltou, ela pensou em correr, mas antes que o fizesse viu tudo girar.
–O que... O que é isso? -Ela perguntou com sua voz já fraquejando.
–Tranquilizante... Agora vamos terminar nossa viagem.
Héctor a encarou, e em seguida praticamente a jogou no banco de trás do carro, fechou a porta e depois voltou a dirigir, dando uma última olhada para Megan. Ela já havia adormecido.
*
Luna acordou, sua cabeça estava abaixada, ela a levantou, sentindo uma forte dor no pescoço. Então se lembrou de tudo... Pra onde haviam levado Megan? Ela se perguntou, e em seguida tentou se levantar, sendo impedida pelas correntes que a seguravam.
Ela as forçou, puxando-as, com todas as suas forças. Porém era o metal mais resistente que ela já havia visto.
–Não vai conseguir se soltar daí. -Disse alguém ao seu lado.
Só então Luna virou-se. E olhando na direção daquela voz ela reconheceu quem era, Lexi, a mesma expressão distante de sempre a encarando, estava acorrentada da mesma forma que Luna. Uma lágrima saiu pelos olhos de Luna, caindo em cima da corrente que a prendia, que a impedia de se levantar e abraçar a sua irmã.
–Lexi! Como você pode...
–Estar viva? -Ela a interrompeu- Eu sempre fui uma bruxa muito forte... Talvez tenha puxado o meu pai.
–Mas o papai não era bruxo...
–O seu não era.
–O que esta dizendo!?
–É Luna, somos apenas meio irmãs.
–Se isso é verdade quem é o seu pai?
–Ele era um mago... Ou bruxo, chame como preferir. Porque acha que John me escolheu para o feitiço? Meu pai se negou a fazer este feitiço, como consequência foi morto. Enquanto isto estive fugindo.
–Somos irmãs, porque não me procurou?
–Eu não podia correr o risco de ser pega por John, eu estava investigando algo importante sobre o feitiço.
–Não entendo... Se conseguiu fugir por tanto tempo... Como te pegaram justo agora!?
–Não preciso mais fugir. Eu encontrei o que procurava...
–E o que era?
–Apenas uma informação, sobre John.
–Que informação!?
–Todos vão saber... Mas na hora certa. O que importa é que vou conseguir vingar a morte do meu pai.
Luna desvia o olhar... Lexi parecia diferente, muito mais distante, vazia. Ela não era mais a irmã que Luna costumava ter.
–Queria poder te abraçar... Já faz tanto tempo... -Diz Luna a encarando firmemente.
–Eu também Luna. Sempre senti a sua falta.
*
Megan rola para um lado da cama, ela estava tendo um pesadelo, vendo presas vindo em sua direção, então abriu os olhos, se deparando com Héctor sentado a beira da cama. Ele a encarava, parecia querer esconder, mas para Megan estava clara a sua raiva.
–Até que enfim acordou. Devo ter exagerado na dose do seu tranquilizante. -Ele esboçou ironia.
–Vá pro inferno.
–Deveria ser mais educada comigo, posso te matar antes mesmo de você imaginar.
Meg levanta seu tronco da cama, ficando sentada, e um pouco mais próxima de Héctor.
–Não, você não pode me matar. Sabe porque? Porque você só é outra sombra do John, um faz tudo...
–Por falar no John. Daqui a trinta minutos eu venho te buscar para o jantar.
Héctor se levanta da cama, e caminha até a porta.
–Jantar!?
–Sim. A roupa que deve usar está pendurada naquele guarda-roupas. -Ele apontou.
–Não vou precisar dela, porque eu não vou a jantar nenhum com o John, não vou nem até o outro lado da rua com aquele maluco maldito! E pode dizer isso a ele se quiser.
–Não vai ser necessário. Ele disse que se você se recusasse eu deveria descer e avisa-lo, então ele faria a pequena maldade de matar a sua amiga. Luna, você sabe quem é? Ela está aqui na mansão, e acredite, John não medirá esforços para acabar com ela.
Megan o encara, tentando esconder seu medo. Jantar com o assassino de sua mãe? Nem de longe era uma boa ideia. Mas que escolha ela teria?
–Já decidiu?
–Eu vou... Afinal nunca tenho outra escolha quando se trata do John.
Ela revira os olhos, Héctor sai do quarto, a deixando sozinha com seus pensamentos. Como avisar Kevin e seu pai de que ela estava presa na mansão? Ela coloca sua mão no bolso, mas seu celular havia sumido. Não havia tempo para pensar em um plano para escapar, sua única escolha seria jantar com John. O ser que ela mais odiava na face da terra.
Criando coragem, Megan se levanta da cama e abre a porta do guarda roupa. Quando o faz vê apenas uma peça de roupa. Era um vestido preto, chegava a ser um pouco brilhante, era liso, sem tantos detalhes. Quando o veste, Megan percebe que ele era exatamente do seu número, o que era estranho.
Ela pega os sapatos de salto alto que estavam em uma parte baixa do guarda-roupa e os coloca. Eles também ficam do tamanho certo. Ela se olha no espelho, respirando fundo. Não sabia se iria aguentar ficar frente a frente com John. Havia tortura maior?
–Vamos!? -Héctor aparece na porta, a fazendo pular de susto.
–Você disse trinta minutos.
–Mas você já está pronta. Agora vamos.
Megan revira os olhos e passa por ele. Ao sair do quarto um grande corredor a esperava, era amplo e emoldurado por quadros. Alguns tão antigos que era possível se notar. Eles andam por todo o corredor em silêncio, então viram para a esquerda, chegando em outro corredor.
–Pra que um lugar tão grande!?
–Os gostos de John sempre foram um mistério.
Megan suspira estressada. Eles terminam o corredor e descem uma escada, chegando a uma sala, com uma grande mesa redonda, ao redor haviam várias estantes com livros, e a frente da mesa uma lareira. A janela era enorme, eles passaram na frente dela, então Héctor abriu a porta dupla e chegaram a outro corredor. Este menos decorado. Chegaram ao fim dele.
–Boa sorte. -Héctor disse irônico e abriu a porta.
Megan entrou, era a sala de jantar. Com uma mesa retangular, muito extensa, as cadeiras eram marrons acompanhando a cor da mesa, elas tinham almofadas brancas. Megan olhou ao redor, havia uma ampla janela, que chegava a ocupar quase uma parede inteira, olhando para ela era possível ver o gramado da mansão, ele era muito bem cuidado, com apenas algumas flores ao redor.
–Este aqui é seu lugar. -Disse um homem com um terno preto indicando a cadeira de uma das extremidades da mesa.
Megan sentou-se, o homem parou em uma posição de "bom soldado". Enquanto duas mulheres serviam o jantar.
–Então John não vai aparecer? -Meg pergunta ao homem que estava parado.
Porém ele abaixa o olhar, como se não tivesse ouvido, ou então estivesse a ignorando. Megan levanta uma sobrancelha, estava pronta para repetir a pergunta, porém antes que o fizesse sua linha de raciocínio é interrompida.
–Estou aqui. -John diz e Megan se vira no mesmo instante, ele esta a sentado a sua frente- E caso queira saber, nenhum dos meus empregados tem permissão para falar com você. Apenas o necessário.
–É, isso é bem a sua cara. Comandar cada movimento de cada pessoa, não é?
–É um dom.
–É um defeito, um dos seus piores.
–E você Megan, sabe qual é o seu pior defeito?
–Hum... Intolerância a idiotas como você?
John ri, mas seu olhar ainda era sério.
–Seu pior defeito é tentar disfarçar o medo nessa sua falsa coragem.
Ele sinaliza e todos os empregados saem da sala de jantar. Seu olhar retorna a Megan. Que o encarava firmemente. No fundo ela sabia que eram verdadeiras as palavras de John, ela realmente o temia.
Porém naquele momento a raiva que sentia por ele se exaltava sobre o medo, ela não queria estar ali, não queria ter que passar por aquela situação. Ela olha para baixo, para a mesa, sabendo que John ainda a encarava. Ele parecia tentar interpretá-la.
Aquilo ficava mais desconfortante a cada segundo, até que Megan resolveu encará-lo. Seus olhos se encontraram, e neste momento passou por sua cabeça de que John e seu pai não tinham nada haver um com o outro.
–Sabe há quem pertencia este vestido?
–Como poderia?
John da um largo sorriso, mas permanece com um olhar serio, gelado e sombrio.
–Ele era de sua mãe Megan. Foi um presente de seu pai.
–E como veio parar na sua casa!? -Megan segura o choro.
–Eu o peguei de uma lavanderia, queria que você o usasse, pois isto não vai agradar em nada o seu pai. Mas tenho que dizer, ficou ótimo em você.
–Você tem que ter outro objetivo na vida sem ser desagradar o meu pai John.
–Não, não tenho. Agora coma, e antes que se recuse tente lembrar que a vida de Luna depende disso.
Sem apetite, era assim que Megan se sentia. Porém teria que comer. Ela cortou um pedaço da carne em seu prato e levou até a boca. Estava boa, porém naquele momento isto não importava. Ela pôs o garfo de volta no prato, então olhou para John.
–E seu filho? Como pode não sentir remorso por ter matado seu próprio filho!?
–Ele teria interferido nos meus planos, a morte dele foi inevitável.
–Não, não foi, você poderia ter optado por deixá-lo vivo, porém mesmo assim agiu como um monstro.
–Joseph teria atrapalhado. Porém você está certa, eu poderia tê-lo deixado vivo... Mas esse não seria eu. -Seu sorriso apareceu novamente.
–E minha mãe!? Ela era inocente, humana e inofensivel. Porquê a matou!?
–Porque esta é a minha natureza. Eu mato quantos quiser, quando quiser e onde eu quiser.
–Vá pro inferno! Ela não merecia morrer.
–Eu não me importo.
Aquelas palavras foram como um tiro no peito para Megan, ela não quis mais chorar, ela apenas se sentiu dominada pela fúria, seu ódio era visível em seus olhos, ela olhou para John. No fundo ele estremeceu com aquele olhar, de fato tinha ódio demais nele.
–Um dia eu vou matar você. E acredite eu também não vou me importar.
–Te garanto que este dia não vai chegar. Você não passará de amanhã.
–Porque amanhã!? Porquê não faz logo a droga deste feitiço se é o que tanto quer!?
–Porque preciso da lua de sangue para o feitiço. E ela vai estar no céu amanhã Megan. Ou seja, durma bem, pois amanhã seu sono será eterno.
–Você não vai se safar dessa. Meu pai vai acabar com você!
–Isto é o que veremos.
John se retira da mesa. E vai para a outra sala. Megan sai da mesa em seguida, então se vira. Héctor aparece rapidamente.
–Vou te levar até o quarto.
Ela revira os olhos, mas o acompanha. Eles chegam e rapidamente ela entra. Héctor sai sem dizer uma palavra, e Megan ouve o som da porta sendo trancada a chaves. Ela se senta na cama, e então começa a chorar.
Seria amanhã o dia de sua morte? Faltando apenas uma semana para seu aniversário? Pensar nisso era doloroso demais, morrer sem ver Kevin uma última vez. Sem dizer a seu pai que o amava... Ela não suportaria.
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