Secret.
49 Segredo.
2 Semanas Depois. Torre Stark.
–Jarvis, Tony já chegou?- a morena perguntou desanimada.
No dia anterior, ou melhor, madrugada, ela e Tony haviam se desentendido.
Flash Back ON:
–TONY.- gritou com mais um pesadelo.-NÃO.
–Andressa, acorda.-Chamou a mesma que parecia completamente aterrorizada pelo pesadelo.
Os olhos estavam fechados com força, ela respirava com força, ofegante e chorava.
–Andressa, meu amor acorda, está tudo bem, eu estou aqui com você.-Falou tentando acorda-la, a balançou pelos ombros com força e ela abriu os olhos como quem parecia se liberta.-Fica calma, está tudo bem, estou aqui com você. Shii está tudo bem.-a abraçou enquanto a mesma soluçava e chorava.
–Tony.-a voz soou como nada mais que um sussurro. O agarrou com força, como se ele fosse seu único porto seguro.
–Shii, vai ficar tudo bem, calma, estou aqui.-Era as palavras mais reconfortantes que ela queria ouvir. Ele lhe beijou a cabeça e exalou o cheiro doce dela que ele tanto adorava.
–Desculpa.-pediu minutos depois, assim que havia se acalmado mais. Mas mesmo assim não havia desgrudando de Tony.
–Está tudo bem.-ele disse sorrindo lhe dando um beijo rápido, ficaram abraçados sem dizer nada durante alguns minutos.
–Você estava dormindo?-Perguntou desfazendo o abraço o olhando.
–Não, estava acordado a algumas horas já. Assim como você tive um pesadelo, a verdade é que eles voltaram.
–Voltaram?
–É, desde o ataque em NY, tenho os pesadelos, a verdade é que já fui paranoico com isso, mas depois que você me apareceu parei de ter, mas vejo que estão voltando.-ele disse ficando meio ofegante.-Não gosto de ficar lembrando.
–Okay, fique calmo.
–Agora estou.-disse dando um pequeno sorriso olhando os olhos dele que ainda estavam marejados.- Então, e o seu pesadelo?
–O de sempre.
–Eu não sei oque é o de sempre pois você nunca me contou.-deu um sorriso de lado.-Me conta?
–Você não esta preparado, nem eu.
–Eu quero te ajudar.
–Já está me ajudando estando ao meu lado Tony. Por favor, eu não posso contar.
–Não quero te ver assim... A verdade é que isso me...
–Não Tony, por favor tenta me entender.
–Eu só quero te ajudar Andressa.-disse aumentando o tom da voz fazendo ela se assusta.
–Não grita comigo.-disse levantando Olhando para ele.-Eu já disse que não estou preparada para contar.-Gritou com ele.
–E quando você vai está? Quando Andressa?-Gritou com ela que ficou a encara-lo durante alguns minutos, mas que logo se retirou do quarto apressadamente.-Aonde você vai?-perguntou mas ela não respondeu, ele apenas viu quando ela entro no quarto que era dela assim que ela foi morar na torre.
Ela bateu a porta com força, estava com ódio, não de Tony, e sim dos pesadelos que nunca a deixavam em paz. Ela encostou o corpo na porta e foi deslizando até está no chão, agarrou os joelhos e chorou afundado o rosto nos mesmo.
Porque quando ela estava bem com Tony esses pesadelos voltavam e destruíam tudo?
Flash Back OFF.
Respirou fundo passando as mãos no cabelo e os prendendo em um coque.
–Jarvis. Pode repetir se Tony está em casa, desculpe não escutei.- Perguntou.
–"Ele não se encontra em casa senhorita, e pediu para avisa-la de que provavelmente chegará tarde."
–Aonde ele está Jarvis? Ele informou?-perguntou confusa, Tony nunca avisava se iria chegar tarde ou não.
–"Ele não informou aonde iria senhorita."
–Obrigado Jarvis.-Disse enquanto voltava ao elevador e subia para o quarto dela e de Tony. Chegou no mesmo e foi direto para o banheiro, sentou na beirada da banheira e ligou a bica deixando a mesma enchendo, enquanto lembrava da missão que havia tido junto à Clint.
Tudo havia saído fora do controle, ela simplesmente não conseguiu ver aquela menina completamente ferida e suja, não suportou a ideia de saber que quem havia feito aquilo com a pequena menina havia sido o próprio pai, aquele que devia cuidar e acolher a menina. O matou sem pena alguma, e faria novamente se fosse preciso, mas Clint havia ficado furioso.
Flash Back ON:
–Oque ele fez? Quem é ele?-ela perguntou, os dois estavam em frente a uma casa, estavam de vigia esperando por um homem, que parecia ser muito importante para a Shield.
–Assassino profissional. Matou mais de cem pessoas em 5 meses, mais vários outros casos, que não estou informado agora.
–Todas de uma vez?
–Não, mas é bom no que faz. Fury quer ele!- Clint explicou fechando o relatório que tinha em mãos.
–Porque?
–Porque ele é bom. Foi assim com você também.- Bebericou do café que havia comprado a horas atrás, café que já estava frio e nojento, mas ele concluiu que era melhor que nada.
–Acho que não mano.-ela disse folheando a ultima folha do relatório que tinha em mãos.
–Você odeia tanto o Fury, porque?-perguntou curioso.
–Não sei, só não gosto dele.-Deu um pequeno sorriso largando a ficha do alvo de lado.-Tem certeza de que o cara tá ai dentro porque já estamos aqui...
–Está, está com a filha.-deu de ombros.
–Está com a filha?-perguntou sentindo o coração gelar. Direcionou o olhar até a casa aonde todas as janelas e portas estavam trancadas.
–É, ele tem uma filha, tá na ficha, você não leu? Você está bem?-perguntou assim que viu a morena paralisada, ela estava ficando pálida e parecia não conseguir respirar direito.
–Temos que entrar lá Clint.-Ela disse agora ofegante, estavam dentro de uma van, esperando o alvo sair de casa.
–Oque você tem, Andressa, está suando frio, oque está acontecendo?
–Temos que entrar lá Clint.-repetiu saindo da van e correu até a porta da residência que até minutos atrás apenas olhava de longe.
–Está louca? Não podemos entrar ai, seria invasão de domicilio, podemos nos ferrar com Fury, afinal, não vinhemos aqui para arrombar portas das casas dos outros, principalmente se o inquilino for um assassino profissional.
–Que se foda o Fury, que se foda ele ser um assassino.-olhou o irmão seria nos olhos.-Temos que entrar, pode está acontecendo uma coisa horrível ai dentro e temos que impedir.
–Porque? Oque de tão horrível pode está acontecendo? Pelo amor de Deus, Andressa.-falou com desdém cruzando os braços olhando a mesma sorrindo debochadamente.
Encarou a irmã, ela estava pálida e tinha os olhos marejado, ele só lembrava de vê-la assim quando havia brigas em casa quando eles eram pequenos. Depois de minutos olhando um para o outro como se o tempo tivesse parado, eles escultaram um grito. Clint olhou a irmã que tinha os olhos arregalados.
–Sai da frente, vou arrombar.-falou e a mesma logo se retirou de frente da porta, ele deu um chute, a porta abriu e voltou com força por causa do impacto, ela tirou a pistola do suporte e entrou na casa.
Estava tudo imundo e escuro, mas ela não parou mesmo assim, avistou uma escada que provavelmente dava para o segundo piso e subiu em passos largos, escutou mais um grito e correu, ouviu Clint a chamar, mas não parou apenas continuou a correr, parou assim que estava no corredor, escultou mais gritos e choros.
–Não, por favor-o pedido era cheio de medo e dor, ela sentia o coração mais apertado a cada passo que dava, mas se concentrou para saber de onde vinha os pedidos, viu uma luz ressoar pela brecha ao pé da porta que ficava ao fim do corredor, continuou a caminhar em silêncio com a arma em mãos. Clint apareceu atrás dela a colocando de lado, e arrombou a porta assim como a do andar de baixo, com um chute só.
A cena que os irmão viram os deixaram paralisados. Uma lágrima rolou dos olhos de Andressa, que engoliu em seco a cena que viu, a única coisa que ela conseguiu sentir era nojo.
A menina estava repleta de sangue, machucada e com hematomas por todo o corpo. O pai, assim que a morena entrou no quarto junto ao irmão, caiu na cama aonde agora só a menina permanecia chorando, ele estava num canto do comodo com o sangue da filha em partes do corpo, filha que ele estuprava a segundos atrás.
Clint andou até a menina que ainda permanecia chorando deitada na cama ensanguentada. A morena viu a pequena, os cabelos castanho escuro, os olhos verdes e a pele branca como a de uma boneca, mas agora violada. Sem inocência. Ela respirou fundo, aquilo era como um pesadelo que ela lembrava do passado, mas ali havia pessoas para impedir maior parte da dor.
Clint pegou um lençol jogado no chão e enrolou a pequena que se afastou dele.
–Calma, não vou lhe machucar.-ele disse calmamente olhando a menina.
–Por favor, por favor, não me machuque.-Implorou.
–Não vou, agora acabou, confie em mim.- terminou de enrolar a mesma no lençol e a pegou no colo com todo cuidado e se retirou do quarto.
Andressa permaneceu paralisada e o homem também, ela varreu o olhar pelo quarto, com certeza era o da menina, havia bichos de pelúcia desenhos colados na parede e roupas sujas espalhadas pelo tapete rosa de pelúcia.
–Eu... Eu... Não queria fazer aquilo com ela.-o homem a sua frente falava, a morena levantou o rosto olhando o mesmo. Ele tinha olhos verdes, cabelos castanhos claro e a pele morena, era forte e até mesmo bonito.-Eu... Não sei oque me de...
–Seu maldito.-Gritou e andou na direção do mesmo.-ELA É UMA CRIANÇA.-Berrou dando um soco no rosto do mesmo, que logo retribuiu o soco.-Infeliz.-Deu um chute na barriga dele o fazendo cair de joelhos. Ele urrou de dor por alguns segundos mas logo puxou as pernas da mesma a fazendo cair, ele não parou e pulou em cima dela, mas ela foi mais rápida deu-lhe um soco o deixando tonto, envolveu as pernas rapidamente no pescoço dele o enforcando, ele batia com desespero nas coxas da morena que não o soltava, ela inverteu a posição ficando por cima.-Ela é uma criança, sua filha.
–Eu não sei, não sei o porque de ter feito aquilo com ela.-disse chorando, mas a morena não conseguia acreditar.
–Nem vai mais precisar saber.-Falou tirando a pistola de trás da calça aonde estava escondida, pegou um travesseiro e colocou no rosto dele, apontou a arma sobre o mesmo para abafar o barulho do disparo, mas antes mesmo que pusesse aperta o gatilho Clint chegou no quarto.
–Andressa.-chamou a mesma que não o olhou, permanecendo concentrada no que fazia.-Não atira, Fury o quer vivo, Andressa.
–E porque eu não mataria esse filho da puta, estuprador de crianças?-Perguntou se sentindo confusa, dando um leve sorriso.-Oque Fury quer com esse tipo de gente que violenta a própria filha?-perguntou indignada olhando o irmão.
–Eu não sei, isso não é nosso problema.
–Como não?
–Andressa.
–Ele... Era a filha dele, Clint. A FILHA.-gritou tirando o travesseiro do rosto do homem que estava ofegante.
–Eu não sei oque me deu.-O homem falou chorando.-Eu nunca quis machuca-la, nunca. Ela é minha filha.
–A filha que você estupra? A filha que você espanca? A filha que você violenta até sangrar, até deixar completamente ferida? Você é um monstro.
–Andressa, levaremos ele até Fury, que fará oque quiser com ele. Eu também quero matar esse infeliz, mas não podemos descumprir ordens. Sabe oque isso pode causar.-disse.
Ela respirou fundo olhando todos os cantos, se levantou de cima do homem e foi andando lentamente até Clint.
–Fury fará o certo.- olhou a irmã que chorava em silênico.
–Aonde ela está?-perguntou secando as lágrimas que escorriam dos olhos.
–Com os médico na ambulância, chamei reforços assim que você subiu.
–Ela está muito machucada?- Clint não respondeu nada, apenas assentiu em silêncio.
Olhou mais uma vez para o homem que agora estava sentado no chão ainda chorando. Ela sentiu nojo e desprezo, o arrependimento dele não a comovia de forma alguma, ele apenas merecia morrer, mas antes que voltasse a perde o controle, deu de costas e saiu do quarto, passou pelo corredor aonde viu alguns agentes caminhando até o quarto, mas não parou, continuou andando, desceu até o primeiro piso e saiu da casa aonde viu mais alguns agentes e uma ambulância estacionada, andou apressadamente até a mesma. Exitou por alguns segundos em abrir a porta, mas logo o fez, viu uma médica examinando a menina.
–Ela está bem?-perguntou.
–Não muito. Está com muitos hematomas, duas costelas e uma braço quebrado e uma pequena hemorragia, que já consegui estacar. Está também desnutrida. Mas o mais preocupante e a condição psicológica dela. Já tentamos falar com ela, mas ela não responde. Temos que saber se ela está sentindo dor e aonde.-A médica falou olhando rapidamente a morena e logo depois a pequena, que agora estava enrolada no lenços sentada sem dizer nada.
–Nada, ela não está sentindo nada. A não ser medo.-Andressa disse olhando a pequena com o olhar assustado.-Posso falar com ela a sós?-pediu a médica que deu de ombros e saiu da ambulância. Andressa entrou e sentou ao lado da pequena que permaneceu quieta com os olhos vidrados no nada.
–Ele me machucou.-A pequena falou por fim depois de alguns minutos.-Ele disse que não iria me machucar.-caiu no choro. Andressa a abraçou e a menina a apertou com força.
–Agora vai ficar tudo bem.-falou dando um beijo na cabeça da pequena.
–Por favor não deixa ele me machucar de novo.-a voz soou mais fina e cheia de desespero.
–Não vai, ele não vai mais fazer isso com você. Quantos anos tem?-perguntou depois de alguns minutos assim que a pequena havia se acalmado e não chorava mais.
–8.-respondeu sem largar a morena que apenas arregalou os olhos e engoliu em seco.
Ela havia apenas 8 anos, aquilo a desarmou completamente, ela era apenas uma menininha qua não tinha ninguém para cuidar dela, e o maldito do pai a estuprava, sem pena, até deixa-la sangrando.
–Qual o seu nome?- a pequena perguntou fazendo a morena acorda dos pensamentos.
–Andressa. E o seu?-Deu um pequeno sorriso .
–Annabely.-respondeu dando um sorriso mas logo gemendo.
–Oque foi?
–Meu braço dói muito e minhas costas.-Falou baixo mas não a largando.-Andressa, você é boa, gostei de você.
–Também gostei de você Annabely.-riu, mas ela sabia que oque a pequena estava fazendo. "Tão nova e já sabe como fujir dos problemas." Pensou olhando a menina que agora chorava em silêncio agarrada a ela, que parecia ser seu único porto seguro, que parecia ser a unica luz que ela poderia ter.-Você está com dor não é?- perguntou e ela afirmou.-Fique aqui, a médica vai lhe dá um remédio para que a dor pare okay?-Ela disse tentando levantar mas Annabely não a largou.
–Andressa, por favor, fica aqui comigo. Ele vai voltar para me machucar, ele vai me machucar de novo.-pediu em tom de suplica.
–Olha você confia em mim?
–Confio.-Annabely disse sem exitar.
–Então, estou lhe prometendo que ele não irá lhe fazer mal algum mais. Nunca mais, intendeu? Eu prometo, okay?!-perguntou com um pequeno sorriso, Annabely fez que sim e soltou a morena. Andressa deu mais um beijo na cabeça da pequena e saiu da ambulância encontrando a médica junto a Maria Hills.-Ela está com dor, nas costas e no braço, com certeza é o quebrado.-concluiu olhando a médica que assentia positivamente e voltou para dentro da ambulância.-Não deixe mas ninguém entrar nessa ambulância a não ser eu a médica e o Clint.-Falou com Hills que apenas assentiu positivamente.
Andou de volta até a casa e subiu para o segundo piso, viu o homem que a segundos atrás estava estuprando a filha, com um enorme sorriso nos lábios, a morena não se conteve, andou até ele que estava com as mãos algemadas para trás, tirou a pistola do suporte, destravou a mesma e continuou a ir até ele.
–Andressa.-escutou a voz de Clint a chamando, mas ela não parou.
–Você nunca mais vai fazer mal a ela.- ela falou apontando a arma na testa do homem.
–Vai me matar?-a voz era debochada e nojenta e estranhamente familiar. O homem fedia a bebida igual a...
–Vou.-ela disse sorrindo.
–Faça isso sua vadia, vou te encontrar no inferno e te estuprarei assim como estuprava ela. Varias e várias vezes até você não aguentar mais, depois te espancarei, até sua cara está completamente deformada e depois te estuprarei mais.-Ele falava sem pausas e a cada segundo o sorriso aumentava mais nos lábios dele.
–Te encontro lá.-falou e disparou, acertou em cheio a testa do mesmo, o corpo caiu como um peso para trás quebrando o corrimão de madeira e caindo do segundo até o primeiro piso, logo uma possa de sangue se formou em volta do corpo. Os olhos estavam arregalados e a boca entre aberta.-Nunca mais.-disse olhando o corpo caído de uma forma grotesca.
–Andressa, oque você fez? -Clint a agarrou pelo braço.
–Matei ele.-respondeu sorrindo doentiamente.-Ele não pode mais machuca-la.-disse distante.
–Você... Isso não cabia a você.-Mas ela não escutou, voltou a descer as escadas correndo e foi mais uma vez até a ambulância.
–Como ela está?-perguntou a médica olhando a pequena que estava deitada na maca.
–Tive que dopá-la, porque ela estava ficando com muita dor.-a médica respondeu também olhando a pequena.
–Ela disse alguma coisa?
–Não, apenas gemeu. Acho que a única pessoa com quem ela fala é você.-A médica falou e saiu novamente da ambulância. Andressa entrou e foi ao lado da menina.
–Annabely?-chamou a mesma que abriu os olhos devagar.-Você ainda está com dor?-Ela apenas fez negativo com a cabeça.-Ele nunca mais irá te machucar, nunca mais Annabely.- a pequena deu um pequeno sorriso apertou a mão da morena levemente e adormeceu.-Nunca mais irá te machucar.-falou acariciando os cabelos da pequena que agora dormia sem dor.
Flash Back OFF.
Ela estava dentro da banheira mergulhada na água quente pensando no dia. O corpo doía por causa da tensão, a cabeça parecia que iria explodir a qualquer minuto devido a intensa dor que só fazia piorar.
Sentiu uma forte pontada na cabeça assim que lembrou que agora estava afastada da Shield, por assassinato não autorizado. Mas em momento algum se arrependia do que havia feito. Respirou fundo se remexendo na banheira impaciente. Todos estava contra ela.-Talvez por não saberem pelo oque ela havia passado.
Flash Back ON:
–Você desacatou uma regra, cometeu um assassinato não autorizado. Está afastada por tempo indeterminado da shield.-Fury falou olhando a morena sentada a frente a sua mesa. Ela não iria discuti, aceitou de bom grado, sábia que havia feito o certo, para Annabely.-Pode se retirar agora.-disse seco a fazendo desperta dos pensamentos. Se levantou e se retirou da sala em silêncio, foi caminhando pelos corredores da base lembrando de poucas horas atrás, quando Clint arrombou a porta e a cena da menina se misturavam com cenas dela, das noites sem dormi, se misturavam aos pesadelos.
Sentiu mãos lhe tocando, ela se encolheu e fechando os olhos.
–Andressa, Andressa. Você está bem?-ela conhecia a voz, abriu os olhos dando de cara com Natasha. Elas estavam em frente ao laboratório aonde Clint, Tony, Steve e Bruce estavam. Clint e Tony a olhavam com desprezo.
–Estou.-riu de lado olhando a ruiva.
–Não é oque parece.-disse séria encarando a morena nos olhos.
–É, mais ou menos.-respondeu dando de ombros enfiando as mãos no casaco da Shield que usava.
–Então, oque Fury fez?
–Me afastou. Tempo indeterminado-Natasha arregalou os olhos, a ruiva sabia oque acontecia com quem era afastado, não voltavam mais. Não entrava mais em campo, talvez algo resumido a morte ou ser internado em um hospício, ela mesma já havia assassinado vários ex agentes por causa do descumprimento de regras.-Eu não estou nem ai.
–Como não Andressa?
–Não estou, é isso. Eu tenho a sensação e a certeza de que oque fiz foi o certo, talvez não para a Shield, muito menos para Fury, mas fiz para Annabely.-sorriu ao lembrar da pequena, só de saber que ela estava bem já bastava.-Natasha, você... Ela estava tão machucada e perturbada. Tinha marcas roxas espalhada por todo o corpo, o braço estava quebrado, estava desnutrida e tinha duas costelas quebradas, e mesmo assim o maldito continuava a estupra-la, estuprou ela até que sangrasse.-respirou fundo para não chorar, ela sentia a dor de Annabely.
–Clint me contou, ele ainda está chocado com oque viu, foi difícil para ele.
–É mesmo? Nem percebi que ele estava chocado.-disse sarcástica sentindo ressentimento do irmão.
–Andressa, ele só não concorda por você ter matado o pai da menina, pois ele sabe que a única prejudicada é você. Ele se preocupa demais com você, não seja rígida com ele.
–Eu não...-se sentiu observada e olhou para o laboratório, aonde viu Tony a olhando, estremeceu sentindo um arrepio tomar conta do corpo, desfez o contado visual rapidamente e voltou a olhar a ruiva.-Sei que me prejudiquei, mas não ligo, ele não pode mais fazer mal a ela e isso é oque importa. E o Fury faça oque ele quiser.
–Tem certeza, Andressa?
–Tenho. E tenho que ir também Naty, preciso de um banho e cama se possível, a com certeza vou ter tempo, estou afastada esqueci.-debochou dando um sorriso triste. Olhou novamente para dentro do laboratório aonde Tony ainda a encarava mas logo ele desviou o olhar e caminhou até Bruce que mechia num dos computadores parecendo concentrado.
–Vocês não estão bem, não é mesmo?-Natasha perguntou e a morena fez negativo com a cabeça.-Porque?
–Motivos bobos.-não queria entrar em detalhes, a verdade é que ela queria sair da base o mais rápido que pudesse. Ela não contar oque acontecia a ela era mais um fato para estremecer o relacionamento deles. Abraçou a ruiva rapidamente e foi embora.
Flash Back OFF.
Se remexeu mais uma vez desconfortável na banheira, destampou o ralo da mesma e levantou, se enrolou no roupão e andou até o espelho, ficou durantes alguns minutos em frente ao mesmo se olhando, lembrando das coisas que havia acontecido, de como as coisas aconteciam sem controle, pegou um comprimido para dor de cabeça e tomou o mesmo, foi para o quarto se vestiu apenas com uma calcinha e uma blusa de Tony que ainda estava jogada sobre a cama bagunçada em sinal de que a senhora Roots não havia arrumado o quarto nem mesmo outro empregado. Não se importou, deitou na cama e deslizou para baixo dos lençóis amassados.
Agarrou o travesseiro de Tony e exalou o cheiro dele. Ela queria que ele estivesse ali, não queria ter brigado com ele na madrugada, queria poder conversa com ele queria o abraçar, queria que ele tirasse a tensão do corpo dela, ela queria ele, mas isso não iria acontecer pois ele não estava ali. Fechou os olhos com a intenção de dormir, mas não conseguiu.
O silêncio incomodava, o passado berrava palavras nunca ditas e esquecidas em sua mente. Virou na cama tentando negar as lembranças. Estava perturbada, confusa e completamente perdida. Porque ninguém conseguia intende-la? Se perguntou sentando na cama apertando as mãos sobre cabeça.
–Eu não podia deixar isso acontecer, não podia deixar isso se repetir.-falou em um sussurro balançando o corpo para frente e para trás.-Ninguém intende, ele era mal, ele me machucava.-Choramingou levantando da cama andando de um lado para o outro.-Ele era ruim, doía Clint.-falou como se o irmão pudesse ouvir. Vestiu uma calça Jeans, pôs uma regata preta e calçou os tênis, vestiu o casaco preto pegou a bolsa e saiu.
Desceu até o estacionamento, pegou a B.M.W e começou a dirigir sem destino.
"Palavras não ditas, segredos escondidos."
"Porque você não me fala?"
"Quem fez isso com você?"
"Você tem medo que isso volte para te assombrar."
"Eu quero te fazer esquecer."
As vozes berravam em sua cabeça, as lágrimas escorriam livremente pelo rosto pálido.
"Você é uma puta e não passa disso."
"Eu vou acabar você."
"Piranha vagabunda, eu sei que você adora."
"Você adorava as mãos em você"
"Vamos brincar, vem aqui minha pequena."
–PARA.-Gritou freando o carro bruscamente.-Para por favor, por favor, eu não aguento mais isso, não aguento.-falou em prantos, escutou as buzinas começar a soar atrás dela. Olhou rapidamente para trás limpando as lágrimas e viu que estava causando um congestionamento. Respirou fundo e voltou a dirigi.
Quando se deu conta, já estava estacionando o carro em frente ao prédio de Clint, desceu do carro e entrou no prédio.
–Senhorita Andressa, a quanto tempo não á vejo, a senh...-Joey parou de falar assim que viu a morena, ela estava pálida com os olhos vermelhos e inchados.-A senhorita está bem?-perguntou a morena que forçou um sorriso e afirmou com a cabeça.
–Meu irmão está em casa jow?-Chamou o porteiro pelo apelido que havia colocado nele na época que ainda morava com Clint, o mesmo riu, adorava quando a morena o chamava assim.
–Está sim senhorita.- riu para ela que logo subiu para o andar de Clint, chegando bateu na porta do apartamento do irmão e esperou durante alguns segundos, Andressa revirou os olhos assim que viu Jenny aparecer na porta.
–Andressa.-a loira disse parecendo surpresa.
–Meu irmão está?- perguntou sem cerimônia, afinal, ela queria falar com Clint, não com Jenny.
–Andressa, ele não quer falar agora. A verdade é que ele não quer falar com você.
–Tudo bem, porque ele não vai precisar falar.-Deu um pequeno sorriso sarcástico, observando a loira que continuava segurando a porta.-Jenny abre a porta.
–Ele não quer falar com você, Andressa.-disse seca mais a morena não se abateu.
–Olha, eu preciso mesmo falar com meu irmão. Mas se você dificultar as coisas para mim, eu posso dificultar as coisas para você também Jenny, não é de hoje...-a morena se calou assim que viu Clint aparecer na porta.
–Clint.-Jenny falou mas o arqueiro apenas entrou na frente dela e começou a encarar a irmã.
–E ai, não vai fala?-perguntou sem a menor vontade.-Não vai dizer oque você precisa tando falar comigo?
–Não vai me deixar entrar?-Andressa perguntou. Ele exitou durante alguns segundos, mas logo abriu mais a porta dando espaço para ela entrar. Adentrou o apartamento e lançou um olhar assassino para Jenny que se encolheu, abraçando o próprio corpo.
–E então, não vai falar?-perguntou andando e parando na frente dela, que o olhava parecendo pensar.
–Clint.-foi a única coisa que conseguiu falar.
"Olha só oque você me fez fazer."
"Andressa pare de mentir."
"Meu Deus ela está tão machucada."
"Me perdoa, me perdoa filha, por favor."
–Oque você quer Andressa?-Clint perguntou com o tom da voz duro fazendo a mesma se assustar e dá um passo para trás.-Oque você vai falar agora? Que merda você vai falar agora? Que você está bem, que você está feliz e satisfeita com oque fez, mesmo fudendo com a sua vida? Perdeu seu tempo, POIS EU NÃO VOU FALAR, não quero falar. Eu to cansado de tentar intender oque aconteceu com você. Você age como uma criança idiota, uma criança mimada se prejudicando. VOCÊ NÃO ESCUTA OQUE OS OUTROS FALAM, NEM LIGA.
–VOCÊ FALOU QUE NÃO IA ME DEIXAR.-Gritou contra ele que ficou confuso, mas que logo entendeu sobre oque ela estava falando.
–PARA COM ISSO, PARA. Você sempre usa essa desculpa, você só fala isso, que eu não estava lá, que eu sou culpado, sempre joga essa merda toda na minha cara. VOCÊ SABE que eu não aguentava mais. VOCÊ SABE DISSO.
–VOCÊ ME DEIXOU CLINT, VOCÊ FALOU QUE NÃO IA ME DEIXAR.-gritou mais com ele já chorando, limpando as lágrimas com as mangas do casaco.-VOCÊ PROMETEU.-apontou para ele que ficou calado tentando entender o porque dela está falando aquilo.-FALOU QUE IRIA VOLTAR PARA ME BUSCAR, MAS NÃO VOLTOU.
–Andressa, para com iss...-disse parecendo cansado.
–VOCÊ ME DEIXOU SOZINHA COM ELE CLINT.-Gritou sentindo o coração bater mais rápido.-Me deixou sozinha com a mamãe.
–Andressa.-falou em tom baixo olhando a irmã que chorava e gritava com ele, demostrando o quanto estava perdida e confusa.
–VOCÊ ME DEIXOU CLINT, ME DEIXOU.-gritou e desmoronou de joelhos no chão, já não conseguia suporta o peso do corpo e dos problemas. Clint ajoelhou junto a ela que havia tampado o rosto com as mãos.-Você me deixou, me deixou Clint, e não voltou... E ele... Ele.
–Andressa, quem é ele? Quem é ele? Oque ele fez com você?-Clint tinha medo se saber.
–Ele me estuprava Clint, ele me estuprava.-olhou o irmão que tinha os olhos arregalados com o baque da noticia.
–Quem fazia isso com você?-perguntou acolhendo a mesma nos braços, a abraçou com força, como nunca antes.-Por favor Andressa, me fala, por favor.-pediu ouvindo a mesma engasgar com o choro de desespero.
–Seu pai, Clint, seu pai.
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