Secret.
42 Lembranças.
Notas iniciais
E, queria perguntar se alguma leitora ai quer segunda temporada. Querem? Me digam.
E antes de mais nada, As coisas só vão piorar.
Bejus e divirtam-se.
A e adorei os palpites de vocês.
NY- Apartamento de Clint Barton. (01:30 da madrugada)
Ele escutou o celular toca, não acreditava que havia alguém lhe ligando aquela hora da madrugada, na verdade ele não sabia a hora, só sabia que não deviam está ligando para ele, ele estava cansado e rezava mentalmente para não ser Fury lhe encaminhando para uma nova missão. Estendeu a mão com má vontade, e piscou os olhos algumas vezes para tentar enxerga alguma coisa. Assim que viu o nome na tela bufou, mas mesmo assim atendeu.
–Barton. Andressa está ai com você?- A voz de Tony soou aflita no telefone e o arqueiro não pode deixar de notar.
–Não, porque a pergunta Stark, já viu que horas tem? Você é maluco de ficar me ligando agora, eu cheguei cansado...- Clint se calou assim que percebeu a pergunta que Tony havia feito para ele.-Andressa, você falou Andressa?
–Sim légolas, ela não está com você?
–Não, eu vim para casa depois que me despedi dela no estacionamento da base isso já faz umas.-ele olhou no relógio ao lado da cama.-A umas duas horas nó máximo. Oque aconteceu com ela?
–Não sei gavião, ela me ligou a mais ou menos uma hora e meia e disse que estava chegando, eu não me preocupei com a demora porque pensei que ela estava junto a você, mas pelo visto não está. Eu to preocupado com ela Clint.-Tony disse e Clint ficou surpreso, mas não ligou para essa revelação, ele estava agora preocupado com a irmã.-Já tentei ligar para ela varias vezes, mas ela não atende e sempre cai na caixa postal, então resolvi ligar para você.
–Droga aonde foi que ela se enfiou.-Clint disse levantando da cama só de cueca e andando de um lado para outro. Olhou para a cama e Jenny dormia tranquila apenas com a blusa dele.-Ela parecia cansada, a missão foi demais para todos nós, me lembro de escutar ela falar com Natasha que a única coisa que queria era chegar em casa, então não faz sentido ela ter ido a outro lugar.
–Vou rastrear o celular dela para vê se a encontro. Se souber de algo te aviso.
–Tudo bem, vou sair para ver se a encontro.-Clint disse e encerrou a ligação, vestiu as roupas que estavam jogadas no chão e pegou a carteira.
–Clint?-Jenny o chamou ficando sentada na cama.-Oque aconteceu, você vai aonde?
–Acho que aconteceu algo com Andressa, ela não atende ao celular e não foi para a torre.-Ele falou passando a mão pela nunca.
–Meu Deus.-Jenny sussurrou.
–Vou sai a procura dela.
–Me espera vou com você.-A loira disse e levantou, pegou a calça que estava em cima de uma poltrona que havia no quarto, a pôs e logo saiu junto a Clint.
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Torre Stark. (01:42 da madrugada)
–Jarvis.
–"Sim senhor"
–Rastreie o numero da Andressa. E continue ligando para ela.-Tony disse e começou a caminhar de um lado para o outro. Ele sabia que algo havia acontecido, ela havia avisado de que estava a caminho da torre, e que no máximo a 30 minutos estaria lá, respirou fundo passando a mão no cabelo.
"-Senhor, a senhorita Andressa não atende."
–Rastreie o numero dela Jarvis.-O moreno falou sem paciência.
"-Senhor."
–Oque foi Jarvis.
–"A senhorita Barton está ao telefone."
–Oque está esperando para me colocar na linha com ela.
Ligação ON:
–Andressa. Aonde você está, você falou que já estava chegando...
–Tony.-a voz da mesma soou tremula e chorosa.-Tony, me ajuda por favor, está doendo muito.-ela chorava e Tony não sabia oque fazer.-Tony, por favor.
–Andressa, oque aconteceu, oque aconteceu? Oque dói, me diz.
"-Senhor, já rastreei o endereço que a senhorita Barton se encontra."-Jarvis avisou ao moreno.
–Tony.-foi a ultima coisa que a morena disse antes da ligação ficar muda.
–Andressa, Andressa. Droga.-ele tacou o celular de lado.
Ligação OFF.
–Jarvis prepare a armadura.-Tony disse e andou até a sacada aonde os aros foram abrindo e a medida que ele passava a armadura se montava no corpo dele.-Ligue para o Barton.-Disse assim que já estava com a armadura e voava em direção de onde a ligação havia sido rastreada.
–Alguma noticia dela?
–Achei ela.-Tony falou enquanto voava, informou ao arqueiro o endereço.
Depois de mais alguns minutos chegou aonde Jarvis havia rastreado. O lugar estava escuro, mas ele podia ver o carro da morena que estava com o farol aceso e a alguns metros o corpo dela estava no chão, Tony andou o mais rápido que conseguiu até ela, o celular estava ao lado da mesma.
–Andressa.-Chamou e ela abriu os olhos.-Oque aconteceu? Quem fez isso?
–Não sei.-Ela disse chorosa.
–Calma, vou chamar uma ambulância para te levar.
–Ta doendo.-Tony sentiu como se lhe acertassem um soco direto no estomago, ela estava completamente machucada, tinha hematomas no rosto o nariz sangrava o rosto estava inchado.
–Fica acordada, não dorme okay.-falou assim que viu a mesma fechando os olhos.-Ei acorda, Andressa.- Mas não adiantou, a morena logo caiu em um sono profundo.
3 Dias Depois. Hospital de NY. 23 andar
"Nos vemos em breve", "Nos vemos em breve", "Nos vemos em breve".
A frase não parava se se repetir na cabeça dela, ela abriu os olhos com força e respirou fundo. Fechou novamente os mesmo assim que viu a claridade. Tentou se remexer na cama, mas sentiu todo o corpo doe. Abriu os olhos novamente vendo o teto branco, olhou para o lado e viu a parede branca com um sofá também branco. Respirou fundo ainda com lembranças lhe passando na cabeça, tentou levantar o braço mas o mesmo estava engessado. Ela apenas bufou e voltou a fechar os olhos. minutos depois escutou barulhos, abriu os olhos e olhou diretamente em direção a porta, Tony entrava no quarto, ele parecia cansado, a boca estava com um pequeno corte e o olho estava com um pequeno inchaço.
–Eu só queria saber o porque de você dormi tanto.-ele disse debochado fazendo a mesma da um pequeno sorriso, caminhou até ela e sentou na cama enquanto a encarava.
–Por quanto tempo eu dormi?
–Dias.- ele disse simples, os olhos estava lacrimejados, passou a mão no rosto da morena que apenas fechou os olhos sentindo o toque do mesmo.-Quem fez isso com você?
–Não sei.
–Oque aconteceu?
–Não sei. Eu estava dirigindo de volta para torre e quando eu percebi estava sendo seguida, acelerei, mas o carro não parou de me seguir, eu continuei a dirigir o mais rápido que consegui, mas o carro não parava de me seguir. Eu queria saber quem era, quem era que estava me seguindo, queria saber o porque então adentrei o galpão. Nos primeiros momentos fiquei no carro, mas logo o outro carro chegou, dele saiu uma mulher com um saco negro na cabeça.-A morena fez uma pequena pausa, ela se arrepiou ao lembrar da mulher e da voz dela.-Ela falou para mim sai do carro, eu exitei, alguma coisa me dizia que... Que eu ia me ferrar, mas eu continuei sai do carro e esperei até que ela dissesse quem era, mas ela disse que só ia falar que era se eu chegasse mais perto, disse que eu não a via a muito tempo e me chamou de melhor amiga. Então continuei. Eu queria saber quem era Tony. Mas antes mesmo de eu conseguir chegar, alguém me atingiu a coluna, mas não foi só um soco ou chute, foi em um ponto estratégico, eu cai na hora. Não consegui reagi-ela fechou os olhos lembrando do que havia lhe acontecido.- Me espancaram e depois me levantaram. Ela não tirou o saco do rosto. Não consegui ver a droga do rosto dela, eu disse que ia mata-la. E ela disse que iria ser ao contrário, e que iria matar o Clint. Eu queria poder saber quem era ela, eu vou ir atrás dela até a encontrar Tony.
–Fica calma.-Tony disse na tentativa que a morena se acalmasse.
–Ele ameaçou o Clint, o meu irmão. A minha unica família, não posso ficar calma.-Disse o encarando.
–Como você sabia que era uma mulher?
–A voz, o corpo...
–Você acha que a conhece de algum lugar?-Tony perguntou e a morena parou durante alguns segundos. Ela encarou o nada, mas a sua mente estava a mil, varias coisas se passavam, flashs de memórias. Uma delas em especial.
Flash Back ON:
Era um dia quente de verão, a pequena menina tentava brincar com suas bonecas descabeladas. Ela parou observando a rua, estava no quintal de casa, e ainda sentia dor, riu para a boneca, a mesma que alguns meses atrás o irmão maior havia picotado o cabelo da mesma. Ela chorou quando viu o estado que a boneca havia ficado mas depois do choro correu atrás do irmão com a mesma na mão para tentar bater nele, e falava que o queria longe e que o odiava. Ela caiu e ralou os joelhos, de imediato começou a chorar, o irmão, o menino que na época era loiro, voltou até a ela e abaixou vendo o joelho ralado da pequena que sangrava, ela chorava e ele ria.
–Seu idiota.-ela resmungou limpando os olhos tentando parar de chorar.
–Se mamãe te ver falando assim vai te por de castigo.-ele disse fazendo um bico mas logo rindo, vendo a pequena chorar, o rosto angelical estava vermelho, os olhos verdes brilhavam, a ponta do nariz estava mais rosada do que o próprio rosto.
–Eu digo que foi você quem me ensinou.-disse fazendo um bico e cruzando os braços.
–Aé, vai mesmo falar isso?-Ele riu e ela fez positivo com a cabeça.-Okay, mas pode saber que mais algumas de sua bonecas aparecera sem cabelo.-Falou fazendo a mesma dá linguá para ele.-Fique aqui que vou pegar um remédio para por no seu machucado.-Disse e deixou a pequena sentada na grama do quintal.
Ela levantou ainda mancando e foi sentar no balanço que havia no quintal, ficou se balançando, sentindo o vento no rosto, o cabelo e o vestido voando com o mesmo, logo o irmão apareceu com algodão e o remédio, andou até ela e ajoelhou.
–Clint.-disse em tom de sofrimento.
–Oque foi maninha?- perguntou vendo a mesma com um olho fechado e o outro aberto.-Deza, oque foi?
–Não vai doer vai?-Ela perguntou fazendo o mesmo rir. Ela odiava se machucar, pois sempre tinha que por remédio que ardia, e ainda levava bronca da mãe. Mas mal sabia ela que aquela não era nem metade das dores que iria sentir na vida.
–Vai arde um pouquinho.-ele falou e ela tampou o rosto com as mãos.-preparada?-Ela fez que sim, ainda tampando o rosto com as mãos. Ele passou o remédio e ela votou a chorar, e ele voltou a rir, a pequena parecia um anjo.
–Clint, não ri.-disse em tom de advertência e ele apena reprimiu a vontade.
–Pronto.-Ele falou assoprando os joelhos ralados da irmã.-Acabou. Viu, nem doeu tanto.
–Porque não foi você quem caiu.-disse levantando do balanço cruzando os braços encarando o irmão com um bico acusador.-Você não devia ter destruído minhas bonecas.
–Eu não destruí elas, apenas fiz um novo corte de cabelo nelas.-falou dando de ombros e levantando da grama.-Te dou outra okay.
–Você não tem dinheiro.
–Arranjo e te dou okay. Você tem que parar de brincar com bonecas Andressa, já tem 11 anos.
–E você 17 e ainda fica me perturbando.-respondeu a altura.
–Sou seu irmão, faz parte da minha vida te perturbar.-disse andando novamente em direção a casa, deixando a pequena ainda irritada.
Ela foi acordada dos pensamentos por uma voz que a chamava. Ela olhou para a frente e viu uma menina morena com os olhos azuis. Ela ria simpática, estava vestida com um vestido roxo com corações. O cabelo estava preso numa longa trança que batia nas costas.
–Oi.-a menina disse novamente olhando a outra menina sentada na grama ainda com a boneca sem cabelos em mãos.
–Oi.-disse meio assustada, nunca havia visto aquela menina, e oque mais a deixava assustada era o fato de uma criança falar com ela, já que as que moravam perto não falavam com ela por achar ela estranha.
–Meu nome e Rachel. Acabei de me mudar.-a pequena disse sorrindo apontando em direção a um caminhão de mudanças que estava parado em frente a casa ao lado da de Andressa.
–Oi Rachel. Meu nome é Andressa. Você não deveria falar comigo.-ela disse abaixando a cabeça olhando para os pés.
–Porque não?- a outra menina questionou, ficou confusa.
–As crianças que moram aqui, não gostam de mim.-disse ainda de cabeça baixa.-Eu não sei porque, mas elas não gostam.
–Elas são muito bobas. Eu gostei de você.- Rachel disse sorrindo e se aproximando de Andressa.
–Elas vão querer te bater por falar comigo.
–Eu mando meu irmão bater neles.-Disse sorrindo apontando para um garoto que andava com uma caixa de papelão, Andressa riu vendo o lindo menino, ele olhou para as duas meninas e sorriu e acenou.-Ele é bem legal. E acho que gostou de você, ele não fala com pessoas que não gosta. Andressa quantos anos tem?
–13.
–A eu também.-Rachel riu.-Vem vamos conhecer minha casa.-Ela disse puxando Andressa pela mão, e segurando a mesma.-Podemos ser amigas?-Andressa apenas fez positivo com a cabeça e as duas foram em direção a casa da nova vizinha da pequena.
Flash Back OFF.
–Andressa.- a morena foi arrancada da memórias pela voz de Tony.
–Sim.-respondeu de imediato olhando para o moreno.
–Você acha que a conhece de algum lugar?-Perguntou novamente. E nesse momento Clint entrou no quarto.
–Porque você tem que me da esses sustos?-O arqueiro perguntou dando um sorriso para a irmã.
–Porque eu sou sua princesinha.-disse sorrindo para o mesmo que sentou ao lado dela na cama assim que Tony levantou.
–Vou aguarda lá fora.-O moreno disse dando um selinho nela e logo depois saiu da sala.
Tony deixou os irmãos no quarto e foi para o corredor do hospital, estava se sentindo leve e feliz pelo fato da morena acorda e principalmente está viva. Ele ainda lembrava a forma que ela estava a 3 dias atrás quando a encontrou no galpão, jogado no chão frio, totalmente machucada e chorando de dor. Ele queria saber quem havia feito aquilo com ela, e principalmente o porque de terem feito. Ele sabia mais do que todo mundo que ela iria até o fim do mundo atrás dessa pessoa, não por simplesmente ter a ameaçado e a espancado, mas sim por terem ameaçado a vida do irmão, a vida de Clint. Ele intendia como ela era super protetora, pois querendo ou não, Clint era a unica família que a morena tinha. Respirou fundo quase sorrindo sentando numa poltrona que havia no corredor. Ainda com o sorriso bobo, pegou o celular que tocava no bolso da jaqueta, atendeu sem olhar quem era. Assim que escutou a voz soa do outro lado da linha o sorriso que havia nos lábios desapareceu e a face ficou com a expressão surpresa.
–Tony.-a voz soou doce do outro lado da linha. Ele sentiu um arrepio tomar o corpo.
–Pepper.-disse como um sussurro abafado, levantou da poltrona e começou a andar pelo hospital, ou mais precisamente para longe do quarto da morena,
–Sim sou eu. Liguei para perguntar sobre a Andressa, fiquei sabendo oque aconteceu com ela, fiquei preocupada.-Falou em tom doce e sincero.
–Ela está bem. Acordou hoje, mas precisamente a alguns minutos atrás.-Disse e suspirou.
–Sinto que você está agora tranquilo. Vocês se gostam muito não é mesmo?-A loira perguntou, mas não esperava por respostas.-Fico muito feliz por você, sei que ela está lhe fazendo bem.
–Está, é claro que está me dando algumas dores de cabeça a mais e alguns cabelos brancos também.-Falou e escutou a risada suave da ex do outro lado da linha, e se deu conta que estava com saudades dela, da risada totalmente descontraída.-Mas estamos muito felizes juntos. Andressa parece ser uma mulher fria e forte, mas na verdade ela é apenas uma criança indefesa.-Disse dando um pequeno sorriso, mas ao mesmo tempo sentindo o amargo das palavras, dizer que a morena parecia uma criança lhe trazia muitas lembranças boas, mas principalmente ruins, principalmente das vezes que ela acordara com pesadelos.
–A então vocês estão se dando muito bem.-Falou ainda sorrindo.-Tenho que ir Tony, muitas coisas para resolver aqui nas industrias, e aproveitando, preciso de que passe por aqui, preciso de sua assinatura. E fico muito feliz em saber que Andressa está bem e que ela te faz feliz.
–Obrigado por se preocupar Pepper. Fica bem.-disse por fim e encerrou a chamada.
Ficou durante alguns segundos parado no meio do corredor do hostpital. Como Pepper havia ficado sabendo do que tinha acontecido a morena? Se perguntou. Talvez Happy havia contado. Mas ele não queria ficar pensando em Pepper, mas sim na morena.
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