Secret.
44 Eles nem desconfiam.
Quando acordou ainda estava nos braços dele, observou o mesmo que dormia tranquilo, deu um pequeno sorriso e beijou a testa dele, ele resmungou algo sem sentindo que a fez sorrir mais, logo ela levantou de cima dele com cuidado e caminhou para o banheiro, tomou banho rapidamente mas com cuidado para não molhar o gesso do braço e saiu dando de cara com ele. Ele estava de frente para as janelas, estava calado com as mãos dentro do bolso da calça de moletom que vestia, ela respirou fundo chamando a atenção dele para si. Caminhou e o abraçou por trás com apenas uma mão. Ele riu assim que ela lhe beijou o pescoço.
–Vejo que está de bom humor.
–Também acorda ao meu lado deve ser muito bom.-Falou convencido fazendo a morena rir mais.
–Não seja convencido.-andou em direção até o closet, pegando uma blusa dele e vestindo uma calcinha e logo um short. Quando voltou para o quarto, ele já não estava mais lá, apenas escutou o barulho da aguá vinda do banheiro, logo deduziu que o mesmo tomava banho. sentou na cama enquanto pensava em algumas coisas. Acordou dos pensamentos assim que Tony saiu do banheiro com uma toalha enrolada na cintura.-Nada mal.-disse mordendo os lábios o fazendo rir.
Ele fez negativo e logo andou até o Closet. Voltou depois de alguns minutos terminando de por a blusa, sentou na cama ao lado da mesma que tinha os olhos fechados parecendo concentrada.
–Oque está fazendo?-perguntou mas a morena apenas levantou um dedo na direção dele como num pedido de silêncio.
–Jarvis.- ela finalmente falou depois de longos minutos.
"-Sim senhorita Barton"-Jarvis respondeu quase de imediato.
–KVWU-1957. Isso é uma placa de carro, tente encontra-la, ver quem é o dono, coisas do tipo.
"-Claro senhorita."
–É a placa...
–De quem fez isso comigo.-disse simples dando de ombros.-Vou encontra-los.
"Senhor, o doutor Bruce está na sala e deseja falar com o senhor. E o senhor Clint Barton está a este momento no elevador e deseja falar com a senhorita Andressa."
–Já estamos descendo, avise-os Jarvis.-Tony disse ficando de pé, esperou pela morena e os dois andaram pelo corredor até chega no elevador e descerem para a sala.-Sabia que você é demais até com o braço quebrado.-Tony disse sorrindo malicioso, lembrando de como ela estava de manhã, olhando a morena que apenas fez um bico contendo a vontade de sorrir.-Nossa a forma que você estava era...
–Idiota.-falou fazendo o mesmo se calar e sorrir para ela. Assim que as portas do elevador se abriram, eles deram de cara com Bruce e Clint, os dois conversavam amigavelmente.
–Legolas, verdão.-Tony comprimento os mesmos que apenas riram.
–Bom te ver também lata velha.-Bruce riu e assentiu para Andressa que apenas riu.-Você está melhor?
–É, vamos dizer que... Estou com poucas dores, pois só vou ficar bem quando encontrar quem fez isso.-ela deu um sorriso de lado meio triste e Bruce apenas assentiu mais uma vez e voltou a olhar Tony que olhava a morena.-Tony, para de baba, tenho que tratar uns assuntos com você.
–Você tem andado tão engraçadinho ultimamente em verdão.-o moreno deu um sorriso sem graça alguma fazendo os demais que estava na sala rirem.
–To aprendendo com você, agora sabe como me sinto.
–Mas as minhas piadas são melhores.-Stark disse emburrado.
A morena foi para a cozinha, sendo acompanhada do irmão.
–Então, me diz como você está.-O arqueiro falou sentando em frente o balcão da sala, a morena andava até a cozinha para pegar algo para comer, não encontrou nada que lhe agrada-se então optou por uma maça.
–Já disse, sem dores, na verdade ainda estou com um pouco, mas nada demais. A não ser quando faço muito esforço.-deu uma mordida na maça olhando o arqueiro.-Olha, preciso de você amanhã aqui bem cedo tá bom?!
–Posso saber o motivo.
–Preciso dar umas voltas, pesquisa algumas coisas, alguns lugares, espancar algumas pessoas em busca de respostas.-disse despreocupada, dando mais uma mordida na maça.
–Você não está em condições de espancar algumas pessoas em busca de respostas, tá mais para a que apanha.-ele riu da própria piada, mas parou assim que viu que a face da irmã continuava séria.-Tudo bem, mas para que precisa da minha ajuda.
–Como você mesmo disse, não estou em condições de espancar alguém, então você vai ser tipo meu segurança intendeu? Espero que si, vou te esperar lá pelas oito, oque acha?
–Acho que não vai rolar.
–Vamos lá Clint.
–Andressa, já disse que não.
–Olha, se você não for comigo, eu vou ter que ir sozinha.
–Você não vai sozinha.
–Okay, então amanhã aqui na torre, oito em ponto ta bom.-falou fazendo o mesmo revirar os olhos.
–Tudo bem, tudo bem. Mas porque não... Oque você e o Stark fizeram o dia todo.- ele perguntou levantando, indo até a geladeira e se servindo de um copo de suco sem cerimonia alguma.
–Quer mesmo que eu responda?-Ela perguntou sorrindo.
–Não mais.-ele falou dando um gole no suco.-Não precisava ter dito isso, além do mais, você está machucada, como... Quer saber deixa pra lá.-balançou a cabeça em negativo vendo que a irmã ainda sorria.
–Olha, preciso de você aqui mesmo, se não precisasse não iria pedir, odeio precisa dos outros...
–Eu não sou sou outros, sou seu irmão...
–Que seja, você intendeu oque eu quis dizer. Não pesquisei nada, não sai porque Tony me prendeu aqui. É claro que não foi contra a minha vontade e nem uma coisa que ele pediu, mas sei que ele passou o dia todo comigo por isso. Então, mesmo não querendo, amanhã vou aproveitar que ele vai até a Califórnia para resolver algumas coisas e sairei atrás de algumas pistas. Já mandei que Jarvis procurasse sobre a placa que vi.-Ela falou olhando para a sala e vendo Tony e Bruce conversando, ele deu um pequeno sorriso para ela e ela sorriu de volta antes de volta a olhar para Clint séria.
–Tudo bem, intendi, e amanhã estou aqui as oito.
–Obrigado.-falou abraçando o mesmo.
....
Ela caminhava sozinha pela base, havia acabado de sair da sala de Fury, havia levado uma advertência, por um agente ter morrido na missão, mas ela não tinha culpa, já que na hora do ocorrido ela estava em uma perseguição contra um bandido, um traficante.
Ela caminhava em passos pesados, sem mesmo se da o trabalho de olhar para trás, Fury havia posto toda a culpa nela, apesar de não parecer como Stark dizia, ela ainda tinha sentimentos. Estava triste pela perda do agente, e ainda mais por ser um grande amigo dela ali.
–Natasha.-escutou a voz a chamando, era familiar, mas ela não quis saber apenas continuou a andar em direção ao estacionamento, não queria falar com ninguém agora.
De repente sentiu as mãos lhe alcançando o pulso a fazendo parar.
–Eu não quero falar agora, mas que droga.-ela falou se virando, mas assim que deu de frente com aqueles olhos azuis ficou sem palavras.
–Me desculpe, mas me parece que você não está bem.-Ele disse em tom baixo.
–Desculpe capitão. Mas hoje não foi um bom dia.-tornou a abaixar a cabeça, os olhos já começavam a arde por causa das lágrimas.
–Oque acha de conversar com um amigo? E lembre-se de que lhe pedi para me chama de Steve.
–Steven, hoje não. Não estou bem, acabei de perde um amigo em campo e como se não bastasse Fury pois a culpa em mim, que tudo aconteceu pois eu não estava lá, já que eu estava perseguindo o traficante.- sem mesmo percebe ela estava lhe contando tudo oque havia acontecido, Steven estava olhando a ruiva que apenas havia afundado o rosto nas mãos e parecia chorar silenciosamente. Ele estava assustado, já que Natasha era tão distante e nunca pensou que a veria chorar um dia, principalmente por um agente.-Eu não podia saber oque ia acontecer, não podia.-disse olhando o mesmo que apenas cerrou os olhos, e a puxou para um abraço. Ela continuou com o choro silencioso abraçada a ele.
–Está tudo bem, nada foi por sua culpa.
–Obrigado.-secou as lágrimas com as costas da mãos.-Tenho que ir capitão.-a voz saiu falhada e com o sentimento de vergonha. Como ela podia ter chorado nos braços de Steven? Se perguntava.
–Eu te levo.
–Não precisa, posso dirigir até em casa.-riu sem graça para o mesmo.
–Eu não perguntei, eu afirmei, não está em condições de dirigir Natasha. Sei que está abalada pela perda do agente Sulivan, todos estamos, mas tem que saber que isso não foi por sua culpa, Fury não agiu certo, você apenas fez sua parte, ele que não cumpriu certo a missão. Infelizmente o levando a morte.-Disse e a ruiva apenas assentiu, ele foi até a moto e deu um capacete para a ruiva que o olhava séria. Ela pois o capacete e subiu na moto junto a ele, que a esperava, acelerando a moto, começou a dirigir para fora da base em alta velocidade, queria tirar a ruiva o mais rápido que podia da base.
...
– Tenho que ir.-ele falou levantando e encarando a irmã que ainda estava sentada no chão, que a segundos atrás ele estava junto.-Amanhã as 8, não é mesmo? Ela afirmou levantando rapidamente sem dificuldade alguma, lhe deu um beijo de boa noite e o mesmo foi embora, ela sentou o sofá e logo se deitou, adormecendo no mesmo, acordou minutos depois com Tony a chamando, ele sorria suave, ela apenas levantou ainda zonza e fui para o quarto junto a ele, lembrou de meses atrás quando Tony, havia feito quase a mesma coisa, só que havia a pegado no colo. Na época, eles ainda não estavam juntos, mas ela já se sentia completamente atraída por ele.
Deixou os pensamentos de lado assim que deitou na cama, Tony deitou em seguida a abraçando por trás e sussurrando boa noite para ela que apenas riu e apenas juntou a mão na dele como resposta.
Quando ela acordou ele não estava mais ao seu lado, oque fez com que ela ficasse de mal humor. Levantou de modo despreocupado e foi para o banheiro, durante o banho Jarvis a avisou de que Clint havia chegado e a estava esperando, ela pediu que o mandasse subir, até porque iria precisar dele. Saiu do banheiro e o mesmo a esperava.
–Bom dia mana.-falou com um enorme sorriso e a mesma apenas riu de volta.
Ela caminhou até o Closet e se vestiu com dificuldade, mas mesmo assim conseguiu. Saiu do mesmo com os tênis em mãos olhando Clint que ainda sorria.
–Eu nem vou tentar entender o porque desse seu sorriso.-ela disse.
–Andressa, você tem que descansar.-agora ele havia parado de sorri mas continuava a olhar a irmã que lutava para por o tênis.-Não pode fazer esforços, você precisa se recupera, sua costela e seu braço...
–Clint, cala a boca e me ajuda a por a droga desse tênis.-disse mal humorada.
–Eu não intendo que você queira encontrar...
–Clint me ajuda, Tony não está aqui e eu preciso sair.-levantou pulando numa perna só até chega ao irmão e se segurou nele.-Coopera comigo. Olha, eu só preciso dá umas voltas, pergunta algumas coisas e nem estou mais sentindo tan... Dor.-mentiu dando um pequeno sorrio.
–Olha, eu vou te ajudar.-Ele falou abaixando e logo começou a amarrar os cadarços do tênis dela.-Mas não intendo o porque de você está nessa obsessão toda, atrás dessa pessoa você nem sabe quem é.
–Primeiro eu tenho uma ideia de quem possa ser. Segundo se te espancassem sem motivo aparentemente não existente, você não iria procurar saber o porque?-Questionou o mesmo enquanto ele acabava de amarrar os cadarços dela e ouvia tudo atentamente.
–E o terceiro motivo não existe? Porque pelo oque estou fazendo que é te levar machucada para procurar pessoas que querem te matar, tem que haver um terceiro motivo.-levantou encarando a mesma. Os olhos verdes estavam sem brilho e cheios de ódio.
–O terceiro é que não só me ameaçaram, te ameaçaram também e eu não posso me dá ao luxo de perde a minha única família, não posso me da ao luxo de te perde Clint.-encarou o mesmo que respirou fundo fechando os olhos.-Me desculpe, mas eu não vou deixar isso pra lá.-falou decidida.
–Tudo bem. Não vou fazer isso por mim, mas sim por você. Também não posso me dá ao luxo de te perde.-Riu e abraçou a mesma.
–E se for para te matar e torturar, eu mesma faço isso.-eles riram e desfizeram o abraço.-Eles mexeram com a pessoas errada. Nunca deve ameaçar a família.-ela disse séria.
Eles saíram da torre e foram em busca de algumas pistas, fizeram todo o trajeto que a morena havia feito na noite do ocorrido, foram até o galpão e as únicas coisas que restavam eram algumas marcas de pneus que já estava sendo apagadas por pegadas e o vento forte, e alguns pingos de sangue, que obviamente pertenciam a ela.
–Nada.-Clint disse voltando em direção ao carro.
–Tem certeza.-ela falou distante enquanto observava o local.-Galpão grande, sem bandidos, nem drogado, com certeza aqui deve ter segurança e se tem segurança tem câmera e se tem câmera tem o vídeo do ocorrido.
–Aé, e onde nos encontraríamos esse vídeo e o segurança?
–Isso eu não sei.-deu um longo suspiro. Abaixou aonde estava muito sangue, provavelmente seria aonde ela estava caída. Tudo lhe veio a mente, os socos os tapas os chutes, e a maldita dor de sentir o braço sendo quebrado, pela segunda vez. Virou o rosto com a expressão cheia de dor.
–Isso é um galpão abandonado Andressa.
–Abandonado? Clint, aqui não tem bandidos nem drogados, como um galpão abandonado pode ficar vazio? Nem mesmo um cachorro de rua tem aqui. Essa droga não faz sentido. Isso deve ser uma propriedade privada.
–É, e porque os portões estão abertos?-andou pelo galpão enquanto ainda observava a irmã que ainda estava abaixada, perto do sangue seco no chão empoeirado.
–Não sei, não sei droga.-Levantou e falou em tom alto, demostrando que estava ficando alterada, aquela procura sem respostas a estava deixando louca e mais nervosa ainda por não saber se realmente quem havia feito isso havia sido Rachel.
Os dois ficaram calados olhando um para o outro, a unica coisa que podia se ouvir era o barulho de alguns pássaros.
O baque veio de repente fazendo os dois se olharem em sinal de alerta. Clint rapidamente verificou a pistola no suporte vendo que a mesma estava carregada, fez sinal para que a morena continuasse aonde estava e ela apenas revirou os olhos, Clint só podia está de brincadeira-pensou dando um sorriso de lado e pegando a própria arma que havia escondido nas costas, presa a calça. Se pôs a andar de modo normal e Clint a olhou de cara feia.
–Desculpe mano, mas do jeito que está andando dá para quem estiver lá fora morrer ressuscita e você ainda vai está ai.-debochou do mesmo que continuou com a cara fechada.-Vamos lá. Eu tenho uma pequena impressão aonde este rato pode está.
–A não me diga que é...-Clint se calou assim que a morena começou a dispara para fora do galpão dentro de um carro velho, que parecia que haviam feito desmanche nele.-Você vai realmente ficar atirando na droga desse caro, quer dizer, oque sobrou dele...
–Aaaa.-o grito fez que o mesmo arregala os olhos.
–Andressa, tem alguém ali.-disse
–Eu sei.
–Vai mata-lo.
–Não vou não. Droga, a bala acabou.-Disse abaixando a pistola.-Ele, creio que seja ele pelo grito. Entá vivo, o tiro deve ter lhe atingido a perna ou o braço, não o matou.-ela disse se pondo a caminhar em direção ao carro, que mais poderia ser chamado como sucata ou até mesmo lata velha. Ela riu abafado lembrando de Tony, mas parou assim que escutou o som da respiração, estava descompassada e notou que seja quem for que estava escondido dentro daquele carro, talvez nunca tivesse tomado um tiro.
Quando se deu conta, Clint estava ao seu lado, ele lhe pôs atrás das costas dele em sinal de proteção,oque a fez revirar os olhos, mas ela não discutiu, sabia do estado que estava e que provavelmente sairia perdendo se a pessoa pudesse reagi. Ela só queria o mais rápido possível se livrar daquele gesso.
Clint olhou com cuidado para dentro do carro, mas apenas sentiu a mão de Andressa o puxando e logo um disparo.
–Acho melhor largar a arma querido, se não atiro mais ai, e você vai morrer.-Andressa disse tranquila dando um pequeno sorriso.
–Você não tem mais balas.-A voz saiu cheia de dor do outro lado, o homem que estava dentro do carro apenas escutou o riso, segundos depois escutou alguns disparos.
–Mas alguma duvida?-questionou.-Agora se não quiser morrer e nos poupar tempo, taque a arma para fora do carro okay, vai ser bem rápido e prometo que não vou lhe matar.-a morena disse e Clint deu uma risada, ele sentia um misto de sentimentos olhando a irmã, a forma que ela havia crescido, e estava independente.
–Não acredito em você.
–Okay, vamos parar com o drama tá bom. Eu não confio em você e você vai me matar.-falou com a voz em tom debochado como alguém quase engasgado e Clint apenas ria.-Já disse que não irei te matar, então coopera conosco está bem, taque a arma e saia, ates que eu perca o resto paciência que me resta.-Agora ela estava séria, estava com a pistola de Clint na mão e estava se segurando para não atirar.
Logo a pistola foi jogada para fora do carro, ela deu um passo para trás, não sabia oque esperar, mas nada aconteceu assim que o homem saiu do carro. Ele se rastejou no chão com a expressão cheia de dor.
–Nome e oque faz aqui, agora.-disse apontando a arma em direção a cabeça do mesmo.
–Jack, Jack Robs.-Falou quase gaguejando.
–Tudo bem Jack, agora me diga o nome okay?
–Você disse que não ia me matar.-começou a chorar.-Não me mate por favor.-implorou a mesma que apenas começou a rir do homem moreno a sua frente, ele era forte alto, os músculos definidos estavam cobertos pela blusa negra já rasgada e o pedaço da mesma estava preso na perna como um torniquete para impedir o sangramento do tiro que havia levado, os olhos eram castanhos escuros, o cabelo loiro e despenteado, o rosto estava vermelho como um tomate, ele ainda tinha a respiração acelerada, Andressa queria colher as pistas o mais rápido possível pois parecia que o mesmo entraria em choque.
–E não vou, então me diga oque estava fazendo aqui. Quem é o dono deste lugar.
–Eu sou o segurança.- disse pegando do bolso da calça uma carteira.
–Roupas estranhas para um segurança.
–Você não intendeu não foi? Sou um segurança particular.
–Você quer dizer um assassino?- ela questionou e o mesmo assentiu em positivo.-Olha só, que legal. Mas vamos lá, continuando com o nosso joguinho, quem te contratou, porque e pra que?
–Eu só fui contratado não sei quem foi, nada de ordens a não ser que devia mata-los. Recebi um telefonema ontem a noite, me ofereceram 500 mil por vocês, mas precisamente ele.-apontou para Clint que apenas riu.
–Era uma mulher, ou um homem ao telefone. Você nem fez questão de saber o porque?
–Era uma mulher, ela tinha a voz muito sex ao telefone, falou que a meia hora o dinheiro iria ser entregue na porta do meu apartamento e foi oque aconteceu, sou apenas um assassino, não questiono oque as pessoas querem e nem mesmo quero, nunca quero saber o porque. A única coisa que ela me disse ao telefone que iria cuidar de você.-se referiu a morena que apenas sorriu assim como Clint.-Ela disse que estava louca para se reencontrar com você, achei estranho, mas apenas aceitei. 500 mil é muito dinheiro.
–Mas o lugar, quem é o dono daqui?-agora quem havia perguntado era Clint.
–Não sei, eu comecei a segui-los hoje.
–Não é tão bom assassino não é Jack? Está no ramo a quanto tempo, 2, 3 anos no máximo?-ele concordou e ela riu.-Ela sabe oque está fazendo, colocou o pobre aqui por uma quantia bem grande, sabia que nos o mataríamos então não se importou, e você.-Voltou a olhar para o moreno que a esse momento estava ficando pálido pela perca do sangue.-Seu dinheiro não está mais lá, puf, eles pegaram de volta.
–Impossível, eu já depositei tudo em um banco, que dizer, uma boa quantia, coisa como 200 mil.-ele disse sorrindo vitorioso.
–Mas o resto já era. Ela sabe bem Clint, não vai ser encontrada a não ser que queira, esse é o jogo dela, Rachel sempre foi muito esperta, esperta demais, e quando se é esperto demais, uma hora você erra e quando ela errar eu pego ela.-Disse fria voltando o olhar para Clint e apontando a arma em direção a Jack, o moreno voltou a chorar, e ela a rir dele, como um homem grande como aquele podia chorar como uma criança? Se perguntou entregando a pistola para Clint.- Vamos leva-lo para a base, quero mate-lo preso, é claro se Fury aceitar.-Disse e se pôs a andar em direção ao carro que era da Shield que Clint havia pegado. Clint ajudou ao homem até o carro, ele ficou deitado enquanto o arqueiro dirigia em direção a base, a morena nada disse de volta a base, ficou calada em silêncio apenas pensando.
Depois de deixarem Jack Robs para a prisão da Shield ela e Clint foram comer algo, pararam em uma lanchonete de estrada, sentaram em uma mesa aonde o sol de fim de tarde ainda batia, aquecendo os lugares forrados de couro, a mesa era coberta com um pano pegajoso e xadrez azul e branco, igual de piquenique, a morena apoiou o cotovelo na mesa e apoiou o rosto na mão, massageando as têmporas, estava ficando com dor de cabeça, que a estava deixando mais ainda de mal humor.
–Droga.-falou olhando Clint que estava sentado a frente dela.-A placa, esqueci de ver a quem pertencia quando sai de casa, Jarvis estava a procurando, alias a um dia praticamente, oque há com aquele computador, tenho que falar para Tony modificar os programas dele.-Clint apenas riu e pegou o cardápio.
–Oque vai querer?
–Que você preste mais atenção no que falo. Hora Clint você ouviu, você estava lá, viu aquele idiota falando que ela quer te matar.
–Eu estou escutando, assim como escutei tudo, mas não quero falar por hora, só quero comer algo será que pode ser?-ele já estava de mal humor, não pleo fato de está em "risco" , até porque não estava temendo nada, ele sabia se cuidar muito bem.
No entanto, oque estava o deixando preocupado em si era a própria irmã. Ele estava lá e havia escutado as palavras de Jack ".-Ela disse que estava louca para se reencontrar com você". Oque essa mulher poderia querer tanto? Se perguntou olhando a irmã que agora tinha a expressão cansada e parecia com dor.
–Oque foi, está...
–Com dor, sim, uma maldita dor de cabeça, e a droga da costela. Essa droga.-cuspiu as palavras se sentindo inútil.
–Boa noite. Oque vão querer?-uma garçonete gordinha vestida com um avental que era do mesmo pano pegajoso da mesa apareceu perguntando. A morena apenas a olhou, ela bonita, os cabelos eram castanhos e estava presos em uma trança de lado que a essa hora do dia já estava se desmanchando, os olhos eram azuis e estava delineados de preto por um lápis de olho barato. Clint a olhou com um sorriso de lado que a fez corar, Andressa deu um sorriso tímido e apenas escutou o irmão falar.
–O maior hambúrguer que tiverem, um copo de refrigerante e duas porções de fritas.-o arqueiro terminou de falar sorrindo satisfeito para a jovem, mas não tanto pois ainda estava com fome esperando pelo lanche.
–E você?-a menina perguntou com a voz doce a Andressa que ainda prestava atenção a Clint. Ela olhou a menina novamente, havia um pedaço de papel escrito o nome dela colado ao avental.
–Então... Pegy.-falou assim que conseguiu ler o nome no papel, a letra era quase que inlegível.-Vou querer, o mesmo que ele, só que eu vou querer um milk shake de chocolate triplo. A Pegy, pode embrulhar o meu para a viagem.-ela falou e a menina riu e logo foi em direção do que parecia ser a cozinha, Andressa reparou e percebeu que a menina não tinha mais do que 18 anos.
–Viagem, oque? O meu também Pegy, por favor.-Clint falou e a menina assentiu anotando tudo no meio do caminho e logo voltando a andar em direção a cozinha.
–Ela não trabalha aqui a muito tempo.
–Porque diz isso?-Ele perguntou olhando a morena que ainda olhava a menina.
–O bom humor, deve ser a primeira semana. E até mesmo o cabelo, olha, está penteado e trançado, se ela estivesse trabalhando aqui a muito tempo estaria com um coque qualquer e não ousaria falar um boa noite com tanta vontade como disse. Na verdade, nem falaria boa noite-Clint apenas riu pela impressão que a morena havia descrito da menina, e observando mais, a garota se encaixava a aquilo tudo. Eles conversaram durante mais alguns minutos enquanto esperavam o lanche logo pegaram o mesmo e foram embora, Andressa fez Clint dá uma gorjeta de 100 dólares a menina.
–100 dólares de gorjeta Andressa? Qual é a sua?
–Que isso mano, primeira semana dela, pense comigo, ela vai sempre nos atender bem quando voltarmos. E oque é 100 dólares para você? Faz o seguinte, tira daqueles 3 mil que você ainda não me pagou.-falou já dentro do carro bebendo o milk shake.
–Tudo bem.-riu para ela e começou a dirigir para a torre.
Ela observou o céu que já estava escurecendo, e nele um raio rasgou o mesmo, sinal de que Thor não estava bem.
...
Em algum luga de NY.
–Pegaram ele, aquele idiota nem serve para matar aquele imbecil do irmão dela. Mas tudo bem ele é apenas um ser desnecessário e que não tem nada haver com a historia.-os mesmo discutiam.-Me surpreendeu Andressa não ter matado ele.
Estavam numa sala, a mesma estava sentada em cima de uma mesa enquanto olhava o homem no canto da sala, sentado em uma cadeira, mas que logo levantou e caminhou em direção a ela, parou no meio das pernas dela olhando os olhos azuis de forma intensa e perversa, cheia de malicia e maldade.
–Oque foi, você quer mesmo que ele morra, achei que você mesmo queria fazer isso.
–E quero, mas... Está tudo bem, tenho os dois sobre controle.
–Lembre-se de que Andressa é uma caixa se surpresas.-ele disse levando as mãos pela coxa da mesma que apenas ria, as mãos dele foram subindo até pararem no queixo dela.
–Eles nem desconfiam.–ela falou dando um sorriso vitorioso.-São patético.-ela deu um pequeno gemido assim que sentiu as mãos dele lhe tocando os seios. Encarou os olhos dele que eram igualmente azuis igual ao dela. Ele lhe tomou os lábios e puxou os longos cabelos dela para trás lhe mordendo o pescoço de leve.
–Vejo que está tão interessada nela.-ele falou lhe abrindo o uniforme negro que ficava colado no corpo dela.
–Não, agora estou interessada em você, depois cuido dela.-Disse dando um pequeno sorriso e se entregando a ele ali naquela mesa mesmo.
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