Secret.
45 Don't be afraid.
Notas iniciais
Mas um cap, espero que gostem.
A musica do cap e "Hey Jude" dos The Beatles.
Acabei esse cap agorinha, provavelmente deve está com mais erros do que o normal, mas assim que chega que tenho que sair, eu corrijo o maximo possivél, pois sempre me escapam alguns. Bejus.
Assim que chegou na torre ela foi direto tomar um banho, estava cansada se sentia frustrada, não havia encontrado nada de concreto que disse-se que realmente fosse Rachel que estava atrás dela. Terminou o banho e desceu até a cozinha, terminou de comer o lanche que compra-rá e depois ficou assistindo um filme qualquer que passava na televisão. Começou a sentir as costela doendo, mas mesmo assim não quis saber, de repente deu um pulo do sofá ao lembrar.
–Jarvis.
"-Sim senhorita Barton."–respondeu de imediato.
–Você já concluiu a busca que lhe pedi ontem?-a voz dela soou seca.
"-Sim senhorita."
–E oque descobriu?
"-A placa que a senhorita me enformou pertence a um camaro azul, ano 2011, ele está no nome de Rachel Duk. Mas antes pertenceu a Kevin Duk."-ela sentiu o sangue gela, parecia que lhe faltava oxigênio, ela ficou paralisada ainda tentando processar a informação.
–Jarvis.-interrompeu o mesmo que ainda fala algumas coisas a respeito do carro.
"-Sim senhorita."
–W 108 st. Há um galpão abandonado, pesquise o dono, e nesta rua, pesquise Jarvis.-falou e levantou respirando fundo e negando a dor que só fazia aumentar. Não podia ser, o carro não podia pertencer a Rachel, e muito menos ter sido de Kevin. Ela negava as informações pois não queria ver o fato, que era de que, quem estava fazendo isso era Rachel.
"-Senhorita, não há galpão abandonado algum neste endereço que me informou."
–Donos, os donos, algum dono deste lugar corresponde a Rachel Duk. Dos lugares dessa rua.- se calou esperando a responta de Jarvis.
"-Não, nenhum proprietário corresponde com o nome informado, senhorita."
–E a Kevin, Kevin Duk?
"-Sim, era uma antiga fábricas de tecidos, mas foi a falência e foi vendida a Kevin Duk a três anos, desde então o galpão anda desabilitado."
–E quem cuida desse galpão? Ele... Está em venda?-perguntou cheia de duvida, afinal, Kevin estava morto.
"-O lugar não se encontra em venda agora, começou a ser administrado por Rachel Duk, irmã de Kevin, que assumiu logo após a morte dele."–Andressa sentiu o ar gelado e com o mesmo os pelos da nuca se eriçarem. Ela abraçou o próprio corpo pensando em algo a mais que pudesse pensar.
–Droga, pesquise mais Jarvis, pesquise mais sobre essa mulher. Onde mora, qualquer coisa.
"-Os registros dizem que ela morava em Waverly, no Estado de Iowa."
–Morava?
"-Os registros dizem que faleceu a um ano."
–Como?-perguntou num sussurro colocando a mão na boca.
"-Gripe suína, os relatórios médicos dizem. Ela não consegui..."
Não podia ser, a "noticia' era patética demais, Rachel morrer de gripe suina?
–Okay Jarvis. Ligue para o meu irmão por favor.-falou passando a mão no rosto e sentando num sofá, aquela história não lhe descia na garganta.
~LIGAÇÃO ON:
–Alo.-a voz soou cansada do outro lado da linha.
–Clint.
–Sim, fala Andressa.
–Rachel morreu.
–Oque? A sua ex vizinha? Como e quando?
–A um ano atrás sei lá, morreu de gripe suina, foi oque Jarvis me disse. Mas, eu não consigo acreditar, isso é... Irreal intende? Não pode ser.
–Você apenas deve está preocupada, ou não consegue aceitar o fato de ela ter morrido.-Clint disse levantando do sofá aonde estava dormindo a poucos minutos.
–Ela não morreu, ela não pode ter morrido. Não faz sentido.-insistiu na ideia.
–Andressa, fica calma, olha, aceite isso.
–Não Clint, você não intendeu, ela não morreu, eu sei... Eu sinto isso.
–Como, você sente, você sabe como?
–Não sei droga, mas eu tenho essa sensação. E se não for ela, quem pode ter feito isso a mim?
–Andressa, somos agentes secretos, assassinos profissionais, temos inimigos querendo ou não e quando achamos que está tudo bem, aparece alguém mostrando que isso nunca vai nos deixar em paz. E como assim você diz como se... Está achando que ela não morreu? Que ela forjou a morte dela?
–Exatamente.-ela falou se pondo de pé e foi andando para a sacada da torre.-Ela é esperta, sabe oque faz e também é uma assassina.
–Você está bem?-ele perguntou depois de alguns minutos.-Se você quiser posso ir ficar com você ai na torre.
–Não precisa mano, tá tudo bem, acho que só preciso esquecer um pouco isso tudo. Mas, não precisa vir, está tudo bem, vou toma um analgésico e dormi, é tudo que preciso agora.
–Tem certeza?
–Tenho.-ela deu um pequeno sorriso por perceber a preocupação do irmão.-Lembra... Quando você cantava para eu dormi Hey Jud dos The Beatles?-perguntou sorrindo e escutou o riso de Clint.
–Lembro. Você adorava não é mesmo?-perguntou sorrindo, ele lembrou dos dois pequenos, Andressa estava no quarto dela e não conseguia dormi porque estava com medo de uma história de terror que ele havia contado a ela.
Ele abriu a porta do quarto e viu a irmã encolhida na cama com um ursinho de pelúcia, e falava para si mesma "Não tenha medo, era apenas uma história."
Ela sorriu assim que o viu na porta do quarto e ele terminou de adentrar o mesmo, lembrou que ainda tinha um olho roxo do soco que levara a alguns dias atrás e dores nas costas e na barriga, causadas pela surra que o pai havia dado nele por defender a mãe. Ele fez ela se deitar na cama disse para ela não ter medo a cobriu e lhe deu um beijo na testa, quando estava se retirando ela o chamou e pediu para ele cantar a musica para ela, ele riu sentou ao lado dela novamente e começou a cantar, ela adormeceu, mas antes disse que ele era o herói dela. Ele acordou dos pensamentos assim que escutou a voz dela do outro lado da linha.
–Adorava... Quando você cantava para mim, eu me sentia a pessoa mais segura do mundo, sabia que você sempre ia está lá para me proteger.-falou com um sorriso triste, mas aquilo não era verdade, nas vezes em que mais precisou do irmão ele não estava por perto, a unica coisa que a mantinha viva era a vontade de encontra-lo.
–Mas eu não estive lá quando você mais precisou.
–Clint...
–Eu devia, eu fui um idiota.
–Não, não foi, você foi ao seu limite, ele te espancava e isso era demais para você. Eu intendo e por favor não se culpe.-fez uma pausa.-Precisamos dormi não é mesmo?-mudou o assunto dando um pequeno sorriso voltando para dentro da torre.-Desculpe por te liga a essa hora mano.
–Descanse, sei que ainda não está bem, e que ainda está com dor. Tem certeza de que não quer que eu vá para a torre?
–Tenho sim.-riu novamente enquanto subia para o quarto.-Boa noite maninho.
–Boa noite.-ele disse com a voz abafada e desligou.
LIGAÇÃO OFF.
Talvez ligar para Clint não havia sido uma boa ideia, ela agora lembrava quando ele tinha ido embora, e como sentia falta dele nas noites cantando até ela dormi, para afastar todo o pavor e a dor que ela passava. Mas ela decidiu não pensar mais nisso, tomou o analgésico assim como havia dito a Clint e deitou na cama. Ela virou para todos os lados tentando encontrar uma posição confortável.
–Droga Tony.-falou assim que desistiu de tentar dormi.-Essa cama é grande demais para mim, como vou dormi sem você.-Falou ainda emburranda cruzando os braços e logo depois ficando sentada na cama, pensou em descer e tomar um copo de leite quente para ver se assim conseguia dormi, mas desistiu da ideia e voltou a deitar na cama, se manteve deitada agarrada ao travesseiro até que finalmente conseguiu adormecer.
...
Ela estava com fome, desceu do quarto que se manteve presa durante todo o dia, já era noite, umas onze e meia, ela não podia fazer barulho se não sabia oque iria lhe acontecer, desceu as escadas em passos lentos e pensados, treinou o dia todo para ver aonde a escada de madeira velha não rangeria. Assim que chegou no primeiro andar foi para a sala, estava tudo sujo, com algumas garrafas de cerveja e latas, tinha também uma garrafa de Whisky no pé do sofá aonde o pai de Clint dormia como um porco, estava todo sujo de graxa do serviço de mecânico, havia também vários sacos de biscoitos jogados pela sala, em cima da mesa de centro da sala, havia restos de comida, mas ela não parou por ali, correu para a cozinha abriu os velhos armários de madeira com cuidado para não fazer barulho, procurou por todos os armários com rapidez mais também com cuidado, mas não encontrou nada, deixou os armários de lado e foi até a geladeira, nela tinha apenas uma maçã que já estava apodrecendo, mas devia de ser isso mesmo, não tinha outra coisa que poderia comer, pegou uma faca que estava em cima da pia e tirou a parte que estava apodrecendo da maçã, sentou no chão e começou a comer a mesma compulsivamente, estava morta de fome, havia dias que não comia, quando terminou a maçã se levantou e bebeu água, estava de costas para a porta da cozinha, mas logo sentiu a respiração em seu pescoço, ela respirou fundo tentando se manter calma, mas seu coração já estava batendo mais rápido e como nunca antes, ela nunca desejara tanto a morte de alguém e até mesmo a própria morte como desejava naquele momento.
Ela fechou os olhos sabendo oque viria a seguir, mas nada aconteceu, quando voltou a abri-los ela estava no quintal de casa, sentada na grama, olhou em volta e viu um caminhão parado em frente a casa ao lado, logo escutou aquela voz tão familiar, olhou para o lado e deu de cara com Rachel, o mesmo sorriso, os olhos azuis que brilhavam e o mesmo vestido roxo com corações, a morena levantou da grama aonde estava e viu que estava maior que Rachel que continuava a sorrir alegremente ainda olhando para baixo, ela seguiu o olhar de Rachel e se assustou assim que viu a própria imagem de quando tinha 13 anos, ela era apenas uma menina, os cabelos longos e castanhos estavam jogados pelos ombros, lembrava exatamente como se sentia, completamente dolorida e vazia por dentro, ela colocou a mão no rosto enquanto chorava, abaixou novamente até a menina, viu nas próprias mãos a boneca com os cabelos cortados por Clint, olhou o próprio rosto angelical de anos atrás, os olhos verdes cheios de dor e magoa, o pequeno corpo o vestido, e só ela sabia as marcas que aquele vestido escondia.
Não aguentou mais, fechou os olhos novamente enquanto chorava e quando voltou a abri-los estava em outro lugar. Engoliu em seco assim que percebeu que lugar era aquele, a cama ainda tinha alguns respingos de sangue ela olhou por todo o quarto e viu uma pequena criança encolhida num canto escuro, estava nua e tremia, os longos cabelos caiam por cima dos joelhos, ela cantava sussurrado pelo choro Hey Jude, as vezes engasgava e começava a cantar novamente a musica. A morena ajoelhou e andou até a menina, lhe tocando os cabelos, mas a menina se manteve imóvel não sentindo o toque dela, ela se sentou e começou a cantar junto a menina.
Hey, Jude, don't make it bad
Take a sad song and make it better
Remember to let her into your heart
Then you can start to make it better
Hey, Jude, don't be afraid
You were made to go out and get her
The minute you let her under your skin
Then you begin to make it better
And anytime you feel the pain
Hey, Jude, refrain
Don't carry the world upon your shoulders
Sussurrou a musica e fechou os olhos, a voz da menina havia sumido e agora ela escutava gritos, abriu os olhos com força pelo susto, viu a própria imagem de anos atrás, ela gritava com Kevim que parecia fora de si, ele gritava e quebrava as coisas do quarto deles.
–Você é uma inútil, você não serve pra nada, nada, você não é ninguém.-ele despejava as palavras sem mesmo se importa com os danos que seriam causados a ela, mas ela não demostrava oque sentia, se manteve firme, segurando o choro. Ela a viu fechar os olhos, e Kevim andar na direção dela, antes mesmo que ela abrisse os olhos o mesmo lhe deu um tapa que a fez ir direto ao chão, não estava preparada, ela apenas passou a mão no rosto e se manteve no chão.-Levante.-ele disse a puxando pelo cabeço fazendo a morena do um grito abafado pela dor.
Mas ela continuou assim, nada disse, ela não queria mais brigas, e Kevim nunca estivera assim tão fora de controle, ela agora estava com mesmo e até mesmo travada.
–Não Kevim por favor.-conseguiu falar assim que sentiu as mãos de Kevim lhe abrindo a blusa que vestia.-Kevim.-choramingou, mas ele não parou, começou a sorrir de forma apavorante. Ele a virou de costas para a parede e tirou as calças dela que continuou imóvel, não conseguindo reagir a mais aquele pesadelo, ele abaixou as próprias calças com rapidez e voltou a vira-la de frente a ele a jogou na cama enquanto a mesma parecia petrificada e tinha os olhos arregalados. Ela sentiu o espaço no meio de suas pernas começar a latejar. Ele se deitou sobre ela, apertando com força, fazendo a mesma dar um grito de dor, ela sentiu ele se lançando varias vezes dentro dela com força, sentindo dor, a dor era tão forte que ela não conseguia enxerga nada mais que um borrão, a dor era rasgante, ela sentia a garganta seca doer, ela gritava enquanto ele tentava lhe tampar a boca, ela mordeu a mão dele e o mesmo deu um grito de dor, mas antes mesmo de poder enxerga algo com clareza Kevim lhe acertou um soco a fazendo desmaia.
Mas ele não parou continuou oque fazia, ela estava com os olho arregalados olhando do canto do quarto a tudo. Estava chorando, correu até ele e lhe esbofeteou o rosto as costas, mas nada acontecia, ele continuava a abusar dela mesmo ela desmaiada.
Mas ela sabia que não poderia mudar nada daquilo, que aquilo era apenas lembranças de um passado sombrio que ela nunca poderia esquecer.
Caiu ajoelhada no chão, chorando e gritando para aquilo tudo parar, fechou os olhos novamente, mas ela apenas escutou gritos, muitos gritos, de socorro de raiva, tristeza e dor, muita dor.
Ela escutou o próprio grito vindo da garganta, sentiu todo o corpo tremer se lançando para frente, com as pernas ainda bamba, sentiu o chão a acolhendo, ela se manteve imóvel durante alguns segundos mas logo se pôs a chorar novamente, aquilo era forte demais para ela, engoliu em seco e se arrastou para o canto da cama de forma completamente assustada, recuando como um animal selvagem, se encolheu afundando o rosto nos próprios joelhos.
–Foi apenas um pesadelo, apenas um pesadelo. Foi apenas um pesadelo. Não tenha medo...-repetia para si mesma tentando se conforta.
Começou a cantar novamente como sempre fazia a anos atrás, depois de viver todo aquele terror.
Hey, Jude, don't make it bad
Take a sad song and make it better
Remember to let her into your heart
Then you can start to make it better
Hey, Jude, don't be afraid
You were made to go out and get her
The minute you let her under your skin
Then you begin to make it better
And anytime you feel the pain
Hey, Jude, refrain
Don't carry the world upon your shoulders
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