Secret.
46 Oque está querendo dizer com isso?
Notas iniciais
E eu estou tentando acabar a fic em 50 caps, no maximo 55, por isso tenho feitos os caps um pouco "maiores" pois nem estão tão grandes não é mesmo? rsrs
Espero que gostem.
Podem escutar a musica do Stone Sour "Bother"
Bejus e desculpem os erros.
No meio da madrugada, depois de chorar e tentar convencer a ela mesma de que aquilo só havia sido um pesadelo e de que Kevim estava morto, ela finalmente levantou do chão e voltou a deitar na cama, mas não dormiu, ficou acordada a abraçada ao travesseiro, apenas desejando que Tony estivesse lá.
Ela viu o dia amanhecendo mas não se levantou.
"-Senhorita."–Jarvis chamou a mesma que nem mesmo ousou se mover.
–Sim Jarvis.
"-O senhor Clint Barton está lhe esperando na sala."
–Mande-o subir.-disse e logo deu um longo suspiro.
Minutos depois ela escutou os passos se aproximando dela, ela sabia que era Clint. Ela apenas o sentiu pular na cama e a abraçar por trás.
–Bom dia mana.-disse com a voz feliz.
–Clint.-choramingou.
–Andressa, oque aconteceu?-perguntou virando a mesma de frente a ele.-Oque aconteceu como você? Porque está chorando.
–Clint... O pesadelo... Foi tão real, foi tão real.-repetiu abraçando o irmão, que apenas a acolheu nos braços enquanto acariciava os cabelos dela.
–Com oque você sonhou? Como era o pesadelo?-ele perguntou e ela apenas fez negativo com a cabeça ainda com o rosto enterrado no peito dele.-Tem que me falar.
–Não. Por favor.-pediu agarrada a ele.
–Tudo bem.-ele deu um longo suspiro, sentou ao lado dela enquanto a mesma abraçou o próprio corpo e olhou para ele desconfiada enquanto algumas lagrimas ainda rolavam de deus olhos verdes.-Fury me pediu para leva-la para a base, ele precisa que você faça os exames de rotina, sabe?-perguntou passando a mão no cabelo que estava caído no rosto dela o colocando para trás.-Mas acho que você não está bem, não é mesmo?
–Tá tudo bem.- falou mais para si mesma, do que para Clint.-Vou toma um banho.-forçou um sorriso e caminhou para o banheiro em passos lentos e sem vontade.
Se despiu, e entrou de uma vez na banheira. A água estava fria e a fez da um pequeno gemido e ao mesmo tempo abraçar o corpo com apenas um braço, já que o outro estava engessado, sentindo arrepios, mas ela não se moveu, continuou parada sentindo a aguá no corpo.
...
–Aonde está Andressa Jarvis?-o moreno perguntou já no corredor do quarto.
"-A senhorita Andressa se encontra no banho a esse momento senhor."–Jarvis respondeu.
–Banho.-Ele falou com a voz sex e deixando um sorriso malicioso transparecer nos lábios.-Acho que preciso de um banho.-levou as mãos até os botões da blusa a abrindo, mas assim que adentrou o quarto se surpreendeu. Clint estava sentado na beirada da cama e tinha a expressão preocupada.-Légolas, não era você que eu estava esperando.-falou terminando de entrar no quarto. Clint levantou da cama e revirou os olhos.-Na verdade, estava esperando encontra sua irmã, deitada naquela cama.-apontou a mesma.-de preferencia ...-deixou um sorriso escapar dos lábios.
–Não preciso saber oque quer fazer com a minha irmã Stark. Mas...
–Ou saindo do banho.-interrompeu o arqueiro que deu um passo a frente ficando de cara com Tony.
–Ela não está bem.-Clint falou e o sorriso sumiu dos lábios de Tony.
–Oque ela tem? Está doente? Oque aconteceu com ela Legolas, anda põe pra fora.-Mas antes mesmo que Clint pudesse explicar oque havia acontecido, Tony já adentrava o banheiro, olhou para o box e não a viu, adentrou mais o banheiro e a viu na banheira. Caminhou até ela que tinha os olhos fechados.
–Toda molhada.-falou dando um pequeno sorriso e parando ao lado da banheira.
–Tony.-ela disse deixando o ar escapar, sentindo alivio assim que o viu.
–Oque aconteceu?
–Nada.
–Nada? Clint disse que não está bem, então me conte.-disse em tom baixo.
–Os sonhos... Os pesadelos. Voltaram. Foi tão real Tony, eu senti tudo de novo. Foi horrível, horrível.
–Aquilo oque? Oque você sentiu?
–A dor , era muita dor. Ela viu, ela sabia, ela via, ela via, ela via.-falou sem pausas fazendo o mesmo se assusta e a chamar em tom alto.
–Andressa.-ela apenas o olhou.-quem sabia? Era a sua vizinha? A Rachel?- ela apenas continuou em silêncio e abaixou a cabeça.
–Chega.-disse num sussurro.-Não quero mais falar, por favor.
–Mas... Tudo bem.-ele falou ainda a olhando.-Termine o banho, te esperarei lá fora.- deu um beijo na cabeça dela e se retirou do banheiro. Deu de cara com Clint e estava com os braços cruzados e andava de um lado para o outro.
–E ela?
–Não quer fala. Ela nunca quer fala.
–Então não é a primeira vez que isso acontece?-perguntou, ele sabia que a irmã tinha pesadelos, mas não que ela havia tido na torre, e que Tony sabia.
–Não, já aconteceu várias vez, principalmente nas primeiras semanas em que ela começou a morar na torre. Você faz algumas ideia do que possa ter acontecido com ela?
–Não, mas tenho a pequena impressão de que os pesadelos voltaram por causa da Rachel, se não me engano é esse o nome da ex vizinha. Eu e ela saímos ontem para ver se encontrávamos algo, Andressa me ligou no meio da noite, já era tarde, disse que havia descobrido que Rachel havia morrido de gripe suína, mas que não acreditava na hipótese, tentei fazer com que ela se conformar-se, mas sei que os pensamentos dela não mudaram. Perguntei se ela queria que eu vinhe-se passa a noite com ela, pois sabia que ela estava insegura, percebi pelo tom de voz dela, mas ela recusou e foi dormi. Não sei mais oque aconteceu com ela até hoje quando cheguei na torre, fiquei na sala a esperando e depois Jarvis me avisou de que ela havia me pedido para subir. Quando cheguei no quarto ela estava deitada agarrada ao travesseiro, tentou brincar com ela, a diverti pois sabia que ela estava mexida com a descoberta da noite, mas assim que a abracei ela chamou meu nome em tom choroso, virei ela e ela me abraçou chorando.-Clint fechou os olhos rapidamente parecendo sentir dor.-Eu preciso saber que fez isso a minha irmã, quem a machucou dessa forma, quem a deixou assim.
–Eu também quero Legolas, mas ela não me tem dado espaço, ela conta apenas quando quer e oque quer, ela toma cuidado com as palavras. A única coisa que sei é que essa Rachel e irmã de Kevim, que era o ex dela, ela me disse que Kevim era como... Não sei explicar, mas, pela forma que ela falou dele comigo, parece que ele só a fez mal quando ela precisava de ajuda. — Tony disse andando pelo quarto.
–Oque vocês tanto estão cochichando?-ela perguntou saindo do banheiro com um enorme sorriso nos lábios. Ela havia dito a ela mesma que deveria mudar o humor para que Tony e Clint não se preocupassem e que não ficassem no pé dela.-Em?
–Oque?-Clint perguntou com o rosto repleto de confusão.-Porque?.-mas ele logo se deu conta que aquilo era apenas uma forma dela se proteger.
–Oque Fury quer falar comigo?
–Ele não quer falar nada, apenas que que faça os testes, de rotina, vê se sua mente está em ordem para que possa continuar no trabalho.
–A sim.-ela falou normal e se encaminhou para o Closet aonde encontrou Tony trocando a blusa preta social que usava por uma de banda do AC/DC.-Adorei a blusa.-falou sorrindo.
–E eu adorei essa cena.-falou fazendo um bico e olhando a morena nua, enquanto ela vestia as peças intimas.-Muda suas coisas para o meu quarto foi a melhor escolha que já fez sabia?
–Escolha, não foi uma escolha minha, lembra? Eu cheguei um dia de missão e não encontrei minhas coisas no meu quarto e quando vim aqui a senhorita Roots arrumava minhas roupas no seu Closet.
Senhorita Roots era empregada de Tony, ela sempre esteve com Tony desde que ele era pequeno, cuidava dele e da casa, era como uma segunda mãe para o moreno. Ela era viúva, o marido havia morrido a alguns anos atrás de ataque cardíaco, na época da morte, ela não trabalhava mais para Tony, mas o moreno percebeu que ela estava triste e sozinha e a contratou novamente. Ele sempre cuidou para que a senhora tivesse a melhor vida possível, lhe ofereceu tudo, mas a unica coisa que ela quis foi ficar perto do "menino" dela, já que agora não havia mais o marido, Tony não conseguiu nega o pedido dela, já que a mesma havia sido como uma mãe, sempre cuidando dele e lhe dando conselhos, esse era o lado que ninguém sabia que existia de Tony Stark.
–Nossa, isso não foi uma ordem minha.-falou e a morena o encarou com uma sobrancelha erguida.-Tudo bem, foi uma ordem minha, mas...
–Mas nada Tony.-ela riu e pegou uma blusa de banda dele.
–Ei, minha blusa.-reclamou.
–Nossa pensei que fosse minha.
–Sério?
–Não.-respondeu com um sorriso cínico que o fez sorrir.-Mas vou usa-la como um castigo a você por ter mudado minhas roupas sem minha permissão.- fez um bico e voltou a se vesti.
...
Eles já estavam na base, Tony havia ido junto, por mais que a morena tivesse pedido para ele não ir ele foi mesmo assim.
Nesse momento ela estava numa sala que só havia ela respondendo a alguns questionários por meio dos computadores de ultima tecnologia da Shield, até que ela estava achando legal. Nada de pessoas, psicólogos ou psiquiatras, ela sabia que computadores eram facies de enganar, mas pessoas não, ainda quando eram profissionais que estavam a anos no ramo.
Em outra sala, ao lado da que a morena se encontrava respondendo aos questionários, Clint E Tony conversavam com Fury sobre a morena.
–Encaminharei ela a conversar com um psicologo da Shield.-Fury disse olhando os mesmos. Tony não havia gostado da ideia de contar a Fury sobre os pesadelos que a morena tinha, até porque ele sabia que Andressa não confiava em Fury, e até ele mesmo ainda não tinha total confiança no mesmo. Fury se retirou da sala e so sobrou Tony e Clint.
–Não achei uma boa ideia legolas, Andressa não gosta do Fury.
–Ta tudo bem Tony, isso é apenas para o bem dela.
–Você acha mesmo que se ela não fala conosco ela vai falar com um psicologo?
–Não sei oque esperar dela. Ela não é mais a garotinha, a minha irmanzinha de anos atrás. Eu só quero descobri oque aconteceu a ela.
–Mas não é contando ao Fury que você vai descobri.
–Olha Stark, sei também que você quer saber oque aconteceu. Sei que já está impaciente e sei também que está preocupado com ela.
–Tudo bem.-Tony disse e se retirou da sala.
...
–Não tenho tido tempo para conversamos, sempre que saído de uma missão é ela que está em uma.-Natasha disse andando pela base ao lado se Steven.-Barton está preocupado.
–Todos estamos.
–Sim, apesar dela aparentar ser bem durona ela é bem frágil.-Natasha disse cabisbaixa, saber que a amiga não estava bem era difícil, ela que ainda estava abalada com a morte do amigo em missão e ainda culpava a si mesma .
–Devo concluir, que ela é igual a você então.-Steven disse sorrindo olhando a ruiva que apenas sorriu de lado timidamente.
–Não mesmo capitão, temos nossas motivos, totalmente diferentes.
–Não falo pelos motivos Natasha.-ele parou no corredor sendo acompanhado dela.-falo em ser sensível, e fingir ser durona.
–Eu não finjo ser durona.
–Tem certeza?-ergueu uma sobrancelha a olhando.-Sei que apenas é uma forma de se proteger, mas não precisa fingir quando está no meio dos amigos.
–Capitão... Quer dizer, Steven, eu...-não encontrou palavras.
–Lembre-se, está entre amigos.
–Só de amigos.-ela segurou no braço dele que a esse momento já começava a andar novamente, mas parou assim que sentiu os dedos frios de Natasha lhe tocando o braço malhado dele.
–Como?
–Estou só entre amigos?-Ela perguntou novamente e ele continuou a não intender oque ela queria dizer com aquilo.-Deixa.-ela deu um sorriso triste e andou pelo corredor deixando o mesmo ainda pensando.
...
–Psicologo? E quem teve essa genial ideia? O teste não era só responder ao questionário?-Ela perguntou perdendo a paciência, ela não gostava de ser avaliada, não quando as pessoas queriam testa sua sanidade mental.
–Agente Andressa...-Fury tentou falar mas a morena o interrompeu.
–Eles falaram não falaram?-Olhou para Tony e Clint.-Muito obrigado.-deu um sorriso de lado demostrando apenas ironia.-Muito obrigado. Estão me ajudando demais.-falou seria.
–Estamos fazendo isso para o seu...-Clint não terminou de falar.
–Para o meu bem? É claro que estão.- levantou da cadeira que estava sentada.-Quando vamos começar?
–A doutora já está chegando.-Fury disse cruzando as mãos para trás das costas.
–Okay, esperarei ela lá dentro.-falou entrando numa sala de interrogatório deixando os mesmo no corredor.
Ela odiava aquelas sala, quando na verdade o "alvo" era ela. Ela perguntou a si mesma se a Shield não tinha uma sala melhor para agentes se consultarem com psicólogos e psiquiatras. Deixou um riso de deboche escapar dos lábios e sentou-se em frente a mesa de inox gelada, ficou tamborilando os dedos sobre a mesma até que depois de alguns minutos a porta se abriu.
–Boa tarde.-uma voz doce e serena ecoou pela sala fazendo a morena rir.-Sou a doutora Catherine. Psicologa.-Andressa olhou para a mesma e sorriu.
Ela era pequena, não media mais que 1 e 67, aparentava ter 35 anos, era magra e vestia um conjunto de blusa e saia rosa bebe, com um lenço preso ao pescoço florido, os cabelos eram castanhos claros e estavam presos em um coque impecável para trás.
Catherine se sentou de frente para a morena que ainda a olhava em silêncio a avaliando.
–E você, como se chama?
–Não querendo ser grossa doutora Cath, mas acho bem que você já sabe.
–É claro que sei.-Catherine repousou uma mão nas coxas e sorriu timidamente.-Andressa. Percebi que não gosta de rodeios. E que também não quer criar qualquer vinculo comigo. Não me leve a mal, apenas estou fazendo o meu trabalho.
–Como deseja doutora, sei que esse é seu trabalho, e eu só quero terminar logo com isso.
–Como desejar. Então Andressa, conte-me mais sobre você.
–Não há muito oque contar doutora, a coisa que a senhora...
–Senhorita por favor.
–A única coisa que a senhorita precisa saber é a que é mais importante, é que eu sou uma assassina.
–Isso me soou como uma ameça.
–Não mesmo, isso não foi uma ameaça doutora. É apenas a única coisa que precisa saber.
–Você não gosta de se abrir com as pessoas não é mesmo?
–Não, e muito menos quando eu sei que estão me avaliando tentando saber se sou louca ou não.
–Não posso dizer se é louca.
–É claro que pode, sei bem que não uma psicologa.
–Parece que ler bem as pessoas Andressa. Porque?
–Sou uma assassina, tenho que ler as pessoas, saber quem é o bom e quem é o ruim.
–Não está me dando muito espaço. É fechada. Um pouco agressiva. Mas, tem algo por trás disso.-Catherine disse e viu quando a morena respirou fundo e se recostou na cadeira, tentando demostra tranquilidade, mas ela sabia que a morena estava nervosa.-Irei lhe fazer algumas perguntas e você responde tudo bem?
–Okay.
Catherine peguntou algumas coisas, e sempre avaliando a forma que a morena se esquivava, levando a conversa para outro rumo.
–De que você tem medo?-Catherine perguntou olhando a morena nos olhos.
–De nada.
–Você tem medo da morte?
–Medo da morte?-Andressa perguntou com a voz repleta de ironia dando um riso de lado.
–Sim, você tem medo dela.-mas doutora se manteve firme na pergunta.
–Claro que não.-respondeu calma, cruzando as mãos uma na outra.
–Porque?
–Porque, você tem?
–Quem está sendo avaliada aqui é você Andressa, não mude as perguntas para mim. Você não vai me confundi.-Catherine disse com a voz suave, encarando a morena que apenas sorriu.-Vai cooperar?
–Talvez. Me surpreenda Doutora Catherine.-riu mais uma vez.
–Por favor, continue respondendo as perguntas sem muda o foco.
–Tudo bem.-disse pausadamente.
–Você tem medo de morrer?-voltou a pergunta, a morena apenas revirou os olhos e coçou o cabelo e se recostou mais na cadeira.
–Não.-finalmente respondeu.
–Porque?
–Porque a morte é uma coisa que eu desejo desde sempre.
–Porque deseja a morte?
–Porque...- ela se viu sem palavras.-Porque a vida só me trouxe dor. Ela foi ruim comigo.
–Oque aconteceu para ela ser ruim? Existe um motivo? Um alguém?-Catherine perguntou firme, observando a morena que estava calada a olhando com a expressão cheia de dor emedo.
–Existe.-disse num sussurro abraçando o próprio corpo e olhando o espelho da sala, aonde ela sabia que havia pessoas a olhando.
...
Tony estava junto a Clint e Fury em outra sala olhando a morena. Ela parecia assustada como uma criança perdida.
...
–Andressa.-a doutora chamou a morena que parecia presa numa espécie de transe. A morena logo a olhou parecendo acorda.-Qual o motivo?
–Não estou preparada para falar agora.
–Se não me disser, não poderei lhe ajudar. Preciso que me conte.-disse agora com a voz suave.-Fique tranquila.
–Com eles me olhando? Me avaliando, assim como você? Achando que estou ficando louca?
–Andressa, não tem ninguém ali. Essa conversa é particular , só nós duas.
–Você mente tão mal. Olha, a mentirosa aqui sou eu Catherine, não minta para mim okay?!-a voz da morena estava ficando alta e ela estava nervosa.
–Andressa, preciso que fique calma.
–Para de repetir o meu nome Droga.-falou alto se levantando da cadeira e indo até a porta, tentou abrir a mesma mas deu um sorriso doentio assim que percebeu que a porta estava trancada.-Doutora acho melhor abrir a porta.-a voz soou baixa e ameaçadora.
–Vamos terminar nossa conversa está bem? Depois dela te deixo sair.
–Tudo bem, eu vou ser gentil.-disse voltando e parando na frente da mesa aonde Catherine se encontrava, observando os olhos castanhos claros da mesma.-Doutora, será que poderia abrir a porta para que eu possa sair?
–Qual o motivo?
–Abre a porta.
–Qual o motivo?
–Abre a porta.-Andressa repetiu séria.
–Qual o...
–ABRE A PORRA DA PORTA.-Gritou virando a mesa que estava em frente a doutora.
–Preciso que se acalme Andressa.-Catherine disse com a voz suave, não demostrando nem um pingo de alteração, olhando a morena que andava de um lado para outro dentro da sala.
–E EU PRECISO, QUE VOCÊ CALE A BOCA. ME TIRA DAQUI. ABRE A PORTA.
–Andre...
–ABRE A PORRA DA PORTA.-ela gritou pressionando a doutora contra a parede, colocando a mão contra a garganta da mesma, mas não a apertando.-Acha que estou louca, acha? Acha?
–Não, só com um grande problema, que precisa ser posto para fora. E Eu estou aqui para lhe ajuda.-falou enquanto a morena a largava.
–Eu não preciso da sua ajuda, eu não preciso da ajuda de ninguém. Vocês acham não é mesmo? Acham que eu estou louca, que estou maluca, mas eu não estou, NÃO ESTOU. Vocês não passaram pelo oque passei, vocês não sentiram a minha dor.- ela gritava contra o espelho e a esse momento já começava a chorar.-Ninguém passou, eu passei por tudo sozinha, EU NÃO POSSO ME SENTIR CULPADA.
–Andressa.-Catherine a chamou, ela ainda gritava para o espelho.-Querida.-tocou-lhe o ombro.
–Não toque em mim. Não toque em mim.-ela disse escorregando para o chão.
–Se acalma. Fica calma, está tudo bem. Respira fundo.-Disse abaixando até a morena e levantando o rosto dela que tinha a respiração pesada.-Calma, respira fundo.
–Me desculpa.-disse sussurrado.
–Está tudo bem. okay?! Tudo bem.-ela deu um longo sorriso para a morena.-preciso que descanse e amanhã conversamos um pouco mais, tudo bem?
–Tudo bem.-respondeu olhando a doutora que sorriu para ela e levantou começando a catar as coisas que estavam jogadas pelo chão.
Ela ficou calada, sentada no chão, pensando na forma que havia agido, o descontrole. E sabia que tinha que ter se controlado, e que agora mais do que nunca iam acha que ela estava louca. Deu um pequeno sorriso com a cabeça ainda baixa, mas a verdade era que até ela mesma estava achando que estava enlouquecendo.
Escutou assim que a porta foi aberta e Catherine se retirou em passos lentos e calmos, logo ela escutou quando outra pessoa adentrou a sala, ela nem mesmo precisou olhar para saber quem era. Ela viu assim que o irmão abaixou até ela deu um pequeno sorriso.
–Vai ficar ai sentada no chão?-ele perguntou.
–Não na verdade queria está deitada, meu traseiro está começando a ficar dormente.-disse arrancando uma risada de Clint.
–Vá para a casa. Fury te liberou por hoje.- ela fez positivo e levantou, trocou um pequeno sorriso com o irmão e saiu da sala em passos largos. Deu de cara com Tony. Quando o mesmo estava abrindo a boca para falar ela o interrompeu fazendo negativo com a cabeça, ele se aproximou e ela recuou um passo.
Andou até o estacionamento e entrou no carro de Tony, sentou no banco de carona e ele logo entrou no carro.
Eles não disseram nada, ele ligou o carro e acelerou. Assim que chegaram na torre ela desceu do e subiu para o quarto deixando o mesmo sozinho no carro. Quando subiu a mesma estava no banho, ele se tacou na cama respirando fundo. Minutos depois ela saiu do banheiro apenas enrolada numa toalha, caminhou até o closet e se vestiu lá apenas com uma cuequinha e uma regata branca.
–Você não vai dizer nada?-ele perguntou assim que a morena estava saindo do quarto, mas ela parou e virou de frente a ele que agora estava sentado na cama.
–Oque quer que eu diga?
–Que...
–Que aquilo me ajudou? Que "conversar" com a psicologa me ajudou em algo? Quer que eu agradeça por isso?
–Não quero que agradeça.
–Então oque quer que eu faça? Oque quer que eu diga Tony? Eu não sei oque vocês querem mais de mim.
–Nós queremos te ajudar.
–Me prendendo numa sala de interrogatório com uma mulher que acha que pode entender tudo que passei. Vocês acham que me fazendo falar vai me livrar disso tudo?- encarou o mesmo.-Não vai Tony.
–Eu...
–Eu perdi todo o meu controle, eu... Eu quase a estrangulei.
–E...
–Não. Vocês não estão me ajudando, mas sim me ferrando. Acabando comigo.
–VOCÊ NÃO ESTÁ ME DANDO ESPAÇO PARA FALAR.-gritou com ela que franziu a testa e ficou em silênico. Ele respirou passando as mãos sobre o cabelo e logo as colocando na cintura.-Sabe porque estamos fazendo isso? Porque estamos preocupados com você.
–Estão, é claro que estão.-disse sorrindo.
–É claro que estamos. E você está fingindo não ver não é mesmo? Só queremos que você fique bem. — encarou ela que se controlava para não mais chorar.-Se olhe no espelho Andressa. Será que você não consegue ver oque está causando em si mesma?-ela apenas fechou os olhos.-Estou cansado disso tudo.
–Oque está querendo dizer com isso? Perguntou o olhando parecendo assustada.-Tony...
–Nada, desculpe me expressei mal. Preciso de um banho Okay?!-falou caminhando para o banheiro a deixando sozinha no quarto, ainda assustada com as palavras dele "Estou cansado disso tudo".
Ela deitou na cama e esperou por ele, o mesmo saiu do banheiro longos minutos depois, deitou na cama ficando de conchinha com ela.
–Me desculpa, falei sem pensar, sei que está...
–Não me deixa... Eu preciso de você agora.- virou de frente a ele.-Por favor.
–Não vou fazer isso.- lhe tomou os lábios intensamente, estava com saudade da boca colada a dela.-Tenho que volta a Malibu.
–De novo?-perguntou manhosa.
–Sim, mas... Quero que vá comigo, oque acha? Lembre-se, não poderá trabalhar até tirar o gesso do braço, e tem que se recuperar da costela.- sorriu para ela que respondeu o sorriso.
–Eu vou.- ela sorriu de lado e ele a abraçou, adormecendo nos braços dela que não conseguiu dormi, já era tarde mas mesmo assim ela não conseguiu dormi.
Ficou pensando nas palavras de Tony, ele havia se desculpado, mas quando as palavras soaram da boca dele, foi como uma confissão, apenas verdades, um desabafo que deveria está entalado na garganta a bastante tempo, talvez até desde que eles se conheceram. E foi com esses pensamentos que se deixou escorregar para o mundo dos sonhos.
Mais uma vez os pesadelos a atormentaram, ela acordou assustada e suava, Tony ainda estava agarrado a ela, e ela se sentiu feliz, mas aquele sentimento de segurança já não existia mais, aquele sentimento de segurança já se escapara entre as mãos sem mesmo que ela percebe-se. Se levantou de vagar para não acorda o mesmo e foi para o banheiro, lavou o rosto, e passou aguá na nuca, deu um logo suspiro enquanto se olhava no espelho, os olhos estavam inchados os cabelos completamente bagunçados, deu um pequeno sorriso "Se olhe no espelho Andressa." a voz de Tony ecoou na cabeça dela que riu mais. Fez a higiene matinal e logo saiu do banheiro, viu Tony se remexer na cama e andou até ele.
–Bom dia.-ele disse com a voz rouca a olhando assim que ela sentou na cama, a agarrou pela cintura e deitou a cabeça nas coxas dela.
–Bom dia Tonyzinho.-riu junto a ele.
–Vamos toma café?-ele perguntou levantando da cama e indo para o banheiro.
–Acho uma ótima ideia.-respondeu entusiasmada, ela havia comido nada no dia anterior.-Estou morta de fome.
–Aonde vai querer ir?
–Ir? Pensei que iriamos comer aqui na torre. O café que a senhora Roots faz é muito bom.
–Também acho, mas quero sair oque acha?-perguntou saindo do banheiro com uma toalha na nuca.
–Temos que ser rápidos, lembra que tenho que ir na shield?
–Não precisa ir se não quiser.
–Ta tudo bem, eu quero.
–Tem certeza?-ela fez positivo com a cabeça.-Tudo bem, quando chegarmos podemos ir para Califórnia oque acha.
–Acho ótimo.-riu e levantou da cama, pegou a calça jeans que estava jogada no sofá do quarto e a vestiu, assim como a blusa do mesmo que estava junto a calça.
Quando os dois já estavam prontos eles saíram, foram para uma lanchonete que Tony a levou, pediram panquecas com calda e de deliciaram rindo e contando piadas, tudo que os dois queriam eram esquecer oque havia acontecido no dia anterior.
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