Sebastian Smythe
8 Prioridades
Notas iniciais

Acordo na manhã seguinte com a sensação de que a minha cabeça vai explodir a qualquer instante. Provavelmente acarretado por todo o estresse e gritaria da noite passada, seguida por uma série de pesadelos onde eu gritava ainda mais.
Levanto-me da cama com as roupas da Dalton amarrotadas ainda em meu corpo. O cansaço da noite passada foi tão grande que não me importei em tirar o uniforme da Academia.
Sigo para o banheiro. Tiro as roupas as deixando jogadas ao chão. Entro no box e ligo o chuveiro. Me enfio debaixo dele recebendo uma pancada de água quente sobre a minha nuca, apoio minhas mãos no parede onde o registro do chuveiro fica.
– Que droga de vida. – digo de olhos fechados enquanto a água cai sobre todo o meu corpo agora.
Pego um tubo de lubrificante que esquenta com a fricção ou esfria se assoprar, derramo uma quantidade mais do que necessária em minha mão e pego meu pau.
“Não faço isso sozinho há muito tempo.”
“E a culpa é de quem por ter que fazer isso sozinho?”
“Silêncio, cérebro!”
. . . . . . . . .
Naquele dia, passei a manhã toda evitando ser visto por Andrew, que por sua vez deve ter evitado ser visto por mim. Por que não nos encontramos o dia todo.
As coisas entre nós estavam esquisitas, como você pode imaginar. Na noite passada ainda nos falamos por telefone.
FLASHBACK – Algumas horas atrás.
Sebastian estava largado sobre sua cama perdido em um profundo sono enquanto seu celular tocava insistentemente. Ele acorda com o barulho sem ter ideia de onde está. Após alguns segundos o rapaz começa a tatear em busca do próprio celular no criado mudo.
– Alô? – Sebastian diz com a voz grogue.
– Sebastian?
– É ele. Quem tá falando?
– Andrew.
– Ah... – Sebastian esfrega os olhos. – Que horas são?
Sebastian tira o celular da orelha para eleva-lo acima de seu rosto a fim de ver as horas, mas acaba o deixando escapar da sua mão e fazendo-o cair em seu rosto.
– CACETE! – Sebastian praguejou de dor.
– O que foi? – Andrew perguntou do outro lado da linha.
Sebastian procurou pelo celular novamente.
– Deixei o celular cair na minha cara.
– Machucou? – Andrew perguntou.
– Meu nariz. – Sebastian segurava o próprio nariz.
– Celular bonzinho! Muito bem. Poupou o trabalho que o tio Andrew teria amanhã.
Sebastian estava cansado demais para dar qualquer resposta a aquilo.
– Tá. O que você quer? – Sebastian pergunta.
– Uma explicação do porque você não apareceu ou porque não atendeu aos meus telefonemas seria um bom começo. – Andrew disse.
– A gente pode conversar amanhã? Tô muito cansado agora.
– Bom, me diga você. Será que você vai aparecer amanhã pra a gente conversar?
– Sério cara! Eu tive uma noite péssima e não quero ter que lidar com os seus draminhas agora.
– Meus draminhas? Você é um cuzão, sabia? – Andrew disse começando a se irritar com Sebastian.
– É eu sei. – ele suspirou. – Sou uma vadia sem coração, cuja capacidade de dar reciprocidade ao amor de Andrew são nulas.
Andrew não disse nada por alguns segundos.
– Está dizendo que não gosta de mim pra valer? – a voz de Andrew era de mágoa.
– Estou dizendo que sou incapaz de te dar o que você merece ou precisa. – Sebastian esclarece.
– Por que você está fazendo isso? – o tom de voz de Andrew voltou para irritação – Por que está estragando tudo?
– Eu estragando tudo? Foi você quem meteu na cabeça essa ideia ridícula de namoro. Isso é querer estragar com tudo. – Sebastian desata a falar. – O que a gente tem funciona, não funciona? Então pra que querer deixar sério ou oficial? Se eu quisesse tanta ladainha eu ficaria com uma garota.
– Pra mim já deu, Sebastian. Não tem nada aí dentro.
– Ah eu feri os seus sentimentos? Foi mal, princesa.
– Vai se foder, Sebastian.
Sebastian não teve a oportunidade de dar uma resposta a Andrew, pois este desligara o telefone em sua cara.
Fim de Flashback
Mais tarde, por volta das 6:30 p.m, eu já estava a caminho do bar Scandals, onde havia marcado de me encontrar com Blaine e o enxerido do Kurt.
Fiquei sentado no bar, me adiantei pedindo uma caipirinha, uma cerveja e a bebida mais gay do cardápio que pude encontrar: um Shirley Temple. Fiquei ali sentado por um tempo bebericando minha caipirinha e olhando em volta para ver se tinha alguma coisa boa.
“Lamentável! O nível do público desse lugar está decaindo cada vez mais.”
Volto para a minha caipirinha.
Por volta das 7:30 p.m vejo Blaine e Kurt adentrarem pelo bar deslumbrados. Enquanto a música Poison Arrow do ABC tocava pelo bar me perturbando.
“Não há nada aqui tão deslumbrante assim pra vocês ficarem desse jeito.”
Reviro os olhos.
“Talvez se eu estivesse pelado houvesse alguma coisa com o que se deslumbrar.”
Levanto meu braço para que Blaine possa me ver, abro um largo sorriso para ele enquanto ambos se aproximam de mim.
– Uma cerveja para o Blaine – digo entregando a cerveja para ele. – E pro Kurt um Shirley Temple com cerejas extras.
Kurt me olhava desconfiado, demorando alguns segundos para pegar a bebida da minha mão. Então continuei.
– Eu soube que você costuma dirigir. – digo tentando diminuí-lo na frente de Blaine. – Tipo, todas às vezes.
Kurt se limita a apenas me dar um sorrisinho amarelo.
– Saúde meninos. – digo levantando meu copo. Olho apenas para Blaine – Um brinde a vida glamourosa.
Apenas Blaine e eu brincamos.
Blaine virou a terceira cerveja dele em poucos minutos. É engraçado como gente que nunca bebeu acha que sabe o que está fazendo quando finalmente bebe. Mas aquela habilidade de engolir tão rápido que Blaine tem me intrigou e me excitou bastante.
A música continuava:
Who broke my heart, you did, you did
Bow to the target, blame Cupid
You think you're smart, that's stupid
Right from the start when you knew we would part
“Isso é sério? Nem aqui eu vou ter sossego?”
– Hey! Vamos dançar? Essa música é a minha favorita – minto.
Blaine bêbado concorda de imediato. Kurt se recusa, certamente estava ficando irritado com Blaine.
“Perfeito!”
Dou um sorrisinho maldoso indo pra pista de dança com Blaine.
Kurt nos vigia enquanto dançamos. Eu o encaro de vez em quando, mas Blaine, que está embriagado demais, não nota nada.
Blaine parece um filhote de anta que não percebe que está perto de dar o paço que irá prende-lo na armadilha de seu predador.
A música termina, olho para Kurt, mas este já não está nos olhando mais. Ele agora está com sua atenção voltada para um cara gordão que se sentou ao seu lado.
“Isso vai ser mais fácil do que pensei.”
– Tá curtindo? – pergunto para o Blaine.
– Muito! – ele sorri de orelha a orelha. – Isso aqui é incrível!
Ele diz abrindo os braços para indicar a nossa volta.
– Eu sei, dá vontade de morar aqui pra sempre, né? – digo todo sorridente.
Blaine concorda todo alegre. Como um gambá. Um gambá bêbado. Um gambá bêbado e alegre.
– É uma pena. – digo.
– O quê? – ele parece confuso.
– Kurt. – digo como quem não quer nada.
– O que tem o Kurt? – ele franze o cenho.
Uma nova música irrompe pelo bar: Don't leave me this way da Thelma Houston.
“Isso é sério mesmo? Quem é que tá escolhendo as músicas hoje? O Andrew?”
Voltamos a dançar e girar.
– Ele não sabe se divertir. Não está se divertindo com você. Isso é estranho. –digo.
Blaine dá de ombros.
– Tudo bem.
Quando dou a volta por trás dele esbarro de propósito minha virilha na bunda dele.
– Foi mal. – digo rindo – Tô meio bêbado.
Eu não estou bêbado.
– Ah... – ele continuou dançando. – Tudo bem. Eu também estou.
“Sério Blaine? Ninguém no bar inteiro tinha percebido isso ainda.”
Sorri flertando com ele.
– Você fica todo sensual quando dança, Blaine. – digo dançando com ele. – Sua voz é linda, mas foi com a ajuda dessas pelves frenética que você tem, que garantiu tantos prêmios pros Warblers!
Agora eu estou sendo apenas cara de pau mesmo.
Blaine riu absurdamente.
– Eu queria esperimentar. Deve ser uma loucura. – digo com um sorriso safado no rosto.
– Sebastian... – Blaine me olha com desaprovação.
– Tudo bem...
Continuamos dançando. Blaine estava concentrado em sua própria dança.
Olho para o lado e vejo um cara razoavelmente bonitinho. Ele tinha uma bunda muito gostosa.
“Olá você. Onde é que você estava à uma hora, que não te vi?”
“Sebastian! Foco!”
Continuo dançando flertando com Blaine, quando Kurt se mete entre nós dois. O olho com cara de “Tá. Beleza. Quer jogar? Vamos jogar.”. Recuo e vou para trás de Blaine dançando próximo a ele quando Kurt pega Blaine pela mão e o gira, fazendo com que ele próprio fique na minha frente agora.
“Cuzão!”
Quando a música termina ofereço mais bebidas para eles. Kurt recusa, mas Blaine não. Dançamos mais algumas vezes e bebemos muito mais. A única oportunidade que tive de ficar sozinho com Blaine novamente foi quando Kurt precisou ir ao banheiro.
– Deixa eu ver uma coisa. – digo enfiando minha mão na gravata de Blaine e a desatando.
– O que... que que você tá fazendo? – ele pergunta com uma cara de criança inocente que tem seu pirulito roubado por um adulto.
– Vendo como você fica... – digo abrindo o primeiro botão da camisa dele.
– E como eu fico? – Blaine diz todo sorridente sem perceber qualquer maldade naquilo.
– Muito sexy. – digo passando minha mão pelo pescoço dele. – Você tem um pomo de adão legal.
– Legal? Legal! – Blaine já não tinha ideia do que estava fazendo ou falando.
Kurt volta do banheiro e sou obrigado a me afastar de Blaine.
As 23:00 Kurt arrasta Blaine para fora do Bar, eu porém, fico ali para não ter que voltar para a minha casa.
– Oi! – digo pro cara de bunda gostosa.
– Oi. – ele diz sorrindo para mim. E foi aí que tudo acabou. Ele tinha três dentes faltando na boca.
– Então tá. – digo me afastando e voltando para o bar para fechar a conta.
Saio do bar indo em direção ao meu carro no estacionamento que estava deserto. Pego o celular e vejo se há alguma mensagem ou ligação de Andrew.
Nada.
Não devo, mas ligo para ele.
– Alô? – Andrew atende no oitavo toque. Ele costumava atender no primeiro ou segundo.
– Oi. – digo um pouco envergonhado.
– Que foi agora, Sebastian? – Andrew foi curto e duro.
– Tá puto?
– To puto!
Tanto eu como ele não falamos nada por quase um minuto.
– A gente não precisa conversar? – pergunto.
– Pode falar. – ele diz seco.
– Acho que tinha que ser pessoalmente. – eu estava me odiando por ter ligado pra ele. Andrew não merece coisas ruins por que ele é um cara bom que está afim do cara errado.
– Tá. Vou pra sua casa. Minha mãe já ta em casa, então não dá pra você vir aqui. – ele diz.
– NÃO! – digo antes que ele desligue. A vergonha me consome ainda mais. – Não to em casa, to no Scandals.
Mais silencio.
– O que você tá fazendo aí? – Andrew pergunta. – Tá, tanto faz a gente conversa quando eu chegar.
Ele desliga.
Entro em meu carro por que a noite está bastante fria. Quarenta e cinco minutos depois vejo o carro de Andrew entrando no estacionamento. Saiu do meu carro e fico parado ao lado da porta traseira.
Andrew estaciona o carro fora da faixa, atrás do meu bloqueando a saída do meu carro.
– Você é um péssimo motorista. – digo apontando para a barbeiragem dele tentando quebrar o gelo enquanto ele saia do próprio carro.
Ele não ri e nem sorri, como sempre fazia quando eu falava minhas piadas infames.
Eu sei que se eu quiser acertar as coisas com ele eu vou ter que mostrar qualquer sentimento que seja. E isso é difícil.
– Olha Andrew, — começo. – foi mal não ter aparecido ontem. Eu tava cuidando de umas coisas importantes e depois tive um problema com o meu pai, a gente brigou feio e tal...
Andrew se mantinha calado. Aquilo começou a me preocupar, quero dizer, ele não cala a boca nunca. Tipo, nunca mesmo.
– Vai ficar aí parado só me dando gelo? – pergunto.
Ele avança para cima de mim, fiquei esperando o soco que nunca veio. Andrew me agarrou pela cintura me puxando pra si de modo que nossos corpos ficassem colados.
Andrew me beijou cheio de tesão e eu correspondi da mesma forma. Passo minhas mãos pela bunda dele a apertando com veracidade. Pude sentir o pau dele ficar duro na minha coxa.
Ele me apertava com tanta força contra a lataria de meu carro que fiquei com medo de que na hora em que terminássemos aquilo eu veria que meu carro havia ganhado um amassado em forma de bunda na lataria. Andrew beija meu pescoço meticulosamente me deixando mais excitado.
Antes mesmo que eu pudesse perceber, Andrew tira meu pau pra fora da calça e se ajoelha na minha frente. Ele começa a me chupar avidamente.
– Caralho, isso tá muito bom. – digo agarrando os cabelos da nuca dele.
Andrew simplesmente não parava.
“Ele nunca me chupou tão gostoso assim.”
Fecho meus olhos reclinando minha cabeça para trás por alguns minutos, tamanha a minha excitação. Andrew não para me levando a loucura.
Aperto o ombro dele como sinal de “Sai! Vou goza.” Mas Andrew se mantém em seu posto levando um jato de porra dentro da boca.
Meu corpo se contrai e relaxa de forma involuntária. Naquele momento tudo parecia bem novamente, tinha um sorriso de orelha a orelha em meu rosto. Tudo estava perfeito. Acariciei o rosto de Andrew e então disse:
– Cara, eu te amo.
Andrew me olhou com os olhos arregalados.
A ficha havia caído em mim agora. Arregalo meus olhos também.
“PORRA! QUE MERDA QUE FOI QUE VOCÊ DISSE?”
Poderia jurar que ouvi a música de marcha nupcial tocando na cabeça de Andrew.
– Não me entenda do jeito errado. – tento ajeitar o inajeitavél. Inajeitável existe? Acho que não, mas se encaixa perfeitamente para essa situação. – Tipo... eu não amo. Quero dizer, eu curto ficar com você...
“DROGA!”
– Você é legal e tal... A gente tem um lance casual. Você sabe disso, não sabe?
Andrew se levanta farto com aquilo.
– Eu sou um idiota! – ele diz mais para si do que para mim.
– Que? Por que? – olho pra ele guardando meu pau de volta na calça.
Ele passava as mãos em seus cabelos e começa a andar de um lado para o outro na minha frente.
– Eu achei que você finalmente tinha se tocado do que a gente realmente tem. Que você tivesse ligado a sua parte humana, se é que tem. – Andrew estava começando a parecer um pouco descontrolado.
– Olha, — digo com cautela. – pedi pra você vir aqui para poder esclarecer as coisas. Não que eu tenha feito alguma coisa errada.
Andrew ri sem achar graça realmente de alguma coisa.
– Se foi por isso que achou que te chamei aqui, para me desculpar, foi mal, mas não vai acontecer. – digo a ele. – E se foi por isso que me chupo. Bom... foi mal também.
Ele parou de ficar andando de um lado para o outro para me encarar.
– Então tá bom, Sebastian. – ele me olhava enfurecido. – Você me disse que “Estava cuidando de umas coisas importantes”. Que coisas importantes eram essas?
– Você sabe... – digo enfiando minhas mãos em meus bolsos. – Warblers.
– Tava com aquele garoto? – ele rebate.
– Blaine. Sim. Ele vai me ajudar a acelerar o processo. Você sabe, a ideia foi sua. – esclareço.
– E hoje você estava aqui, por quê?
– Ah... – legal peguei a gagueira do Blaine. – Porque marquei com o Blaine. Sabe a gente tem que ficar amigo...
Sim eu estou sendo deliberadamente patético.
“Por que estou dando satisfações?”
“Por que você deve isso a ele.”
“Não, eu não devo.”
“Sim, você deve! Você acabou de confessar que ama ele.”
“Eu não amo ele.”
– Mas o que isso tem a ver? – pergunto.
Andrew balança a cabeça negativamente e ri sem achar divertido. Ele consegue ver alguma coisa que eu não consigo.
Aquilo começa a me irritar.
– Tá vendo? – digo. – É esse tipo de coisa que não quero entre a gente. Essa cobrança e esses “nhe nhe nhe”.
Sei que estou pisando em ovos, mas continuo.
– É por isso que eu disse desde o início. Não é nada sério. Nós não somos namorados. E eu não amo você, foi só uma coisa de momento. Tesão.
Andrew queria me socar. Isso era transparente em suas feições.
Ficamos ali parados apenas nos olhando. Andrew limpa o próprio rosto de forma ríspida. Não pude ver se ele estava chorando porque o estacionamento estava muito escuro.
– Você entende que você quebrou com o nosso trato inicial, certo? – digo quebrando o silencio. – Tentando me pedir em namoro.
Andrew se manteve calado.
– Eu não tenho tempo ou cabeça pra ter qualquer coisa séria agora. – digo tentando me explicar. – Eu sempre vou gostar de você, mas eu não posso perder tempo com isso agora por que não é uma prioridade na minha vida agora.
– Eu entendi. – ele finalmente diz. – Você é um ser humano oco, Sebastian. Eu entendo isso perfeitamente. Mas você não tem nada aí dentro porque nunca foi apresentado a coisas boas em sua vida e não porque é incapaz de sentir.
Andrew limpou o rosto mais uma vez, mas sua voz não parecia de alguém que estava chorando.
– E eu tenho pena de você por isso. Eu tentei te mostrar uma coisa boa e você pisou em cima disso. Não acho que você seja uma pessoa ruim, acho que essa falta de sentimentos é só consequência de seus pais nunca terem te amado o suficiente.
Aquelas últimas palavras realmente havia me machucado.
– Você não sabe nada sobr...
Sou interrompido por Andrew.
– Não terminei. – ele disse. – Sei mais do que você imagina. E realmente está tudo bem, Sebastian. Acredite em mim. Eu insisti em você por tanto tempo porque acreditava que algo de bom pudesse provir da nossa relação, mas como você disse. É só casual.
Ele pigarreou.
– E eu, Sebastian, mereço mais do que isso. – Andrew disse.
Tive que concordar com ele. Assenti com a cabeça, calado.
– Esse lance casual, como você chama, acabou. – Ele me encara. – Não somos sequer mais amigos.
Era doloroso ouvi-lo dizer isso.
– Andrew... – o chamo.
Mas Andew já estava entrando em seu carro.
– Qual é cara? – olho para ele.
Andrew sai com o carro do estacionamento me deixando ali. Sozinho.
“Legal, Smythe. Perceu o único amigo que tinha.”
Chuto de leve a roda traseira do meu carro, olho para a lataria.
– Ótimo! – digo infeliz ao ver um amassado na lataria.
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