Notas iniciais
Oi pessoal, daremos um pequeno salto na linha temporal da história a partir desse capítulo. Espero que aproveitem e se divirtam com a leitura.

Sete meses depois — Setembro de 2012

É sábado de manhã, Andrew e eu estamos em casa aproveitando nosso tempo juntos, ou pelo menos tentando, antes do inicio do próximo ano letivo começar.

Andrew está na escrivaninha de meu quarto enquanto pesquisa alguma coisa na internet. Me aproximo por trás dele encostando minha barriga em suas costas desprotegida pelo encosto da cadeira. Repouso minhas mãos em seus ombro e os apertando carinhosamente.

– Eu estou mortalmente entediado... – me queixo para ele.

– O que você quer fazer? – Andrew desvia sua atenção da tela do computador para me olhar sobre seu ombro.

– Não sei... – digo.

Desde que Andrew e eu começamos a namorar demoramos algum tempo para encontrar coisas que ambos tivéssemos interesse. Bom, para ser sincero não tenho muita certeza de que já tenhamos encontrado o nosso próprio ritmo.

Não estou me queixando, na verdade o namoro com Andrew tem sido ótimo em vários sentidos. Estamos juntos a cerca de sete meses agora. Tudo bem, nós terminamos algumas vezes desde que começados a namorar pela primeira vez. Isso soa estranho.

No geral, ele é um ótimo ouvinte, o sexo é ótimo como sempre, mas o mais importante é que Andrew consegue me fazer me soltar e agora não tenho tanto problema com demonstração de afeto como antes. Mesmo assim ainda encontramos algumas dificuldades durante o caminho. Fomos mais bem sucedidos em encontrar coisas que não gostamos de fazer em comum do que coisas que gostamos de fazer. Andrew não gosta de sair para dançar ou beber em boates e bares como eu amo fazer, o que é compreensível devido o que aconteceu desde a sua última visita a um bar. Eu, em contra partida, não gosto de ficar em casa assistindo aos filmes ou séries idiotas que ele gosta tanto de ver. Então isso meio que nos deixa com poucas opções.

– O que está fazendo? – pergunto.

Andrew me olha com a sua cara de “já te falei isso mil vezes e você não me ouviu.” em resposta eu o olho com a minha cara de “Desculpa, não fica bravo. Eu sei que não vai ficar bravo por que você me ama!”. Andrew responde a isso revisando os olhos e soltando o ar de seus pulmões pesadamente. O seguro pelo queixo, me reclino sobre seu rosto e beijo seus lábios.

– Tudo bem! – ele diz. – Estou fazendo minha inscrição nas matérias da faculdade.

– Você não tem que fazer isso pessoalmente? – pergunto olhando para tela do computador.

– Não. Dá para fazer isso pelo site da universidade. – Andrew diz.

Andrew havia ganhado uma bolsa integral na faculdade local, – eu já estava cansado de ouvi-lo falar da faculdade, talvez seja por isso que não o tenha escutado falar sobre fazer matrícula das matérias. – por ser líder do time campeão nacional de lacrosse de ensino médio no último ano letivo. Mesmo sobre tanta pressão e com a falta de um técnico profissional nos guiando, Andrew nos liderou com perfeição, nos levando a terminar a temporada vitoriosos sobre os alunos de Nova York.

Diferente de mim, que levei os Warblers a derrota. O conselho de pais não poupou palavras para descrever seu profundo desagrado com a derrota dos Warblers nas regionais e obviamente a ira da direção da academia caiu sobre mim. Andrew esteve comigo me apoiando, foi o que me manteve em pé para continuar frequentando as reuniões dos Warblers.

– Acho que a gente vai ter que terminar... – digo entediado.

– De novo? – Aquela frase já estava perdendo o efeito para nós dois depois de tantos términos assim como um soco no braço dado repetidas vezes em um curto intervalo de tempo perde seu efeito tornando a sensação anestesiante.

– Aham... – digo encostando meu queixo no topo da cabeça de Andrew.

– Qual é o motivo dessa vez? – Andrew volta sua atenção para a tela do computador novamente sem dar muita importância ao que eu falava.

– Por que é sábado de manhã e parecemos um casal de velhos que fica em casa ao invés de estar lá fora despirocando por aí. – explico.

– Não vamos terminar hoje, é sábado e eu não quero ficar lá em casa. – ele contrapõem, então sugere: – Vamos fazer isso amanhã...

Solto o ar de forma audível para demonstrar meu desagrado.

– Tá bom, amanhã... – saio me arrastando para a sala.

– A onde vai? – ele me observa saindo do quarto.

– Sala. – digo sem emoção.

– O que vai fazer lá? – ele pergunta com certo tom de diversão em sua voz.

– Não posso contar. – mantenho meu tom.

– Pode sim, sou o seu namorado. Pode me contar tudo. – ele argumenta.

– Venha para a sala quando terminar aí, namorado. – digo saindo do quarto sem olhá-lo.

“O namorado irá, namorado.” Andrew grita do quarto para que possa ouvi-lo das escadas.

– Tá vendo? É por isso que iremos terminar. Somos muito piegas! – grito de volta para ele.

“É eu concordo!” ele grita em resposta.

Me deito no carpete da sala pegando o joystick do playstation jogado ao chão enquanto o aparelho liga. Andrew aparece na sala após alguns minutos.

– Já terminou lá? – pergunto surpreso com a sua rapidez.

– Não. Eu posso fazer aquilo depois. – Andrew me dá seu sorriso doce e agradável. — Eeh! Nós vamos jogar o que?

Assassin's creed Pirates, marujo – digo lançando a ele o outro joystick.

Com um movimento rápido e impecável Andrew o pega no ar e senta-se ao meu lado no chão. “Legal!” ele exclama animado, não perdendo a oportunidade de dar um tapinha na minha bunda.

– Não sei o por que está tão animadinho, todas as vezes que jogamos eu sempre chuto sua bunda, sabe o por que? – o provoco.

– Não, por que? – ele pergunta perdendo sua animação.

– Por que você é péssimo nisso! – digo bagunçando seu cabelo.

Andrew finge um choro falso. Nós dois passamos alguns minutos rindo disso.

– Tão idiota... – digo a ele.

Passamos várias horas jogando, é uma das poucas coisas que conseguimos descobrir ter em comum. Mas não jogamos pra valer, pois quando um de nós vai ai banheiro, o outro rouba o joystick do outro ou distraímos um ao outro para induzir o outro ao erro. Beliscões, socos, beijos, tapar os olhos, bombardeamento de almofadas... Tudo é válido para distrair.

Afim de uma das missões, Andrew e eu estamos exaustos.

– Cansei! — Andrew diz inclinando-se em minha direção beijando meus lábios em seguida. Os beijos ganham mais intensidade a cada segundo. Nos interrompo antes que avancemos com aquilo.

– Vai arregar? – o desafio.

– Vou sim! – ele diz.

– Então, nada de Assassin's creed? – pergunto.

– Pro inferno Assassin's creed. – Andrew afirma.

Raro são os momentos em que eu e Andrew desfrutamos de um tempo juntos e que na ocasião as roupas são mantidas em nossos corpos por muito tempo. Se não ficou bem claro, nós trasamos o tempo todo. Mas é claro que não fazemos apenas isso, mas fazemos quase o tempo todo.

Com o inicio das aulas se aproximando, tanto Andrew quanto eu, sabemos que o nosso tempo juntos será reduzido em cerca de setenta por cento. Nos veremos apenas nos finais de semana e isso é um saco. Talvez seja por isso que o nível de frequência em que fazemos sexo tem aumentado desde o último mês.

Andrew montra em cima de mim, sentando-se em minha bunda. A sensação é deliciosa. De forma carinhosa ele desliza suas mãos por debaixo de minha camiseta, seu toque é delicado o que me causa arrepios deixando minha pele e pelos eriçados. Eu fico ali, quietinho enquanto ganho seus carinhos. Andrew tira suas mãos de meu corpo e eu involuntariamente solto um gemido em forma de protesto.

Posso ouvi-lo rir baixinho com o meu protesto. Ele se inclina, deitando-se sobre mim, agora posso senti-lo melhor. Sorrateiro me surpreende com alguns beijos em minha nuca e pescoço, elevando minha excitação e arrepios pelo corpo. Andrew movimenta sua pélvis devagar com movimentos suaves e deliciosos em minha bunda. Aquilo me excita rapidamente. Arfo de excitação.

– Vem! – Andrew ordena me puxando pela camiseta de volta para o quarto. Acho sexy quando ele fica todo mandão comigo, por isso o obedeço. Subimos as escadas e ao chegar em meu quarto Andrew me empurra contra a cama, mas não se junta a mim nela. Caminha até o outro lado do quarto e vasculha sua mochila que repousa sobre a poltrona.

– O que vai fazer? – pergunto a ele. Tento espiar o que ele está tirando de lá, mas não consigo, o que me deixa ainda mais curioso.

“Shhh!” ele ordena novamente. Não sei a onde aquilo está nos levando, ou que tipo de brincadeira pervertida estamos prestes a fazer, mas aquilo me excita pra cacete.

Finalmente ele tira um pedaço de corda grossa de sua mochila e me olha com um sorriso sacana em seus lábios. Eu, porém, olho da corda para ele sem entender muito bem o que aquilo significava.

– E isso é para o que? – o questiono.

– Não se preocupe, você vai gostar. – ele diz com a sua voz sensual.

– Confio em você, mas para o que é isso? – insisto.

Andrew não consegue ser durão por muito tempo e acaba saindo de seu “personagem” dizendo: “Bom, eu fui escoteiro quanto era...” ele começa a falar, mas preciso interrompe-lo. Escoteiro? Definitivamente meu tesão por ele estava caindo abruptamente.

– Uau! – digo fingindo anamação com o que estava falando. – Pare de falar e só vamos continuar.

O peço antes que me broche. Andrew abre as cortinas do quarto e as janelas, ele sabe que gosto trepa junto com a sensação de liberdade e perigo de sermos pegos, e de alguma maneira, fazer isso de janelas arreganhadas e descobertas de deixa cheio de tesão.

Ele se volta para mim e se junta a mim na cama. Estou sentado encostado na cabeceira da cama, Andrew aproveita minha posição para sentar-se de frente para mim e sobre minha virilha dessa vez.

Tiro sua camisa com urgência. É relevante dizer que desde o acidente no bar, Andrew começou a malhar e por isso seus músculos quase dobraram de tamanho, o que é uma delicia para mim.

Beijo seu peitoral com desejo, mas Andrew tem urgência também e tira minha camisa, ao fazê-lo segura meu braço direito com força passando a corda pelo meu pulso, dando nele um nó esquisito e complicado. Coloca meus braços para trás de meu corpo passando a outra ponta da corda no outro pulso livre.

Nos beijamos por alguns minutos e posso sentir o pau de Andrew encostado em minha barriga mesmo ainda sobre sua calça jeans, da mesma forma que ele pode sentir o meu sobre minha calça. Com as mãos atadas, é Andrew quem termina o trabalho de nos despir. Livre de nossas roupas, Andrew se põem em pé na cama, mas tem que dobrar um pouco os joelhos para seu pau ficar na altura de minha boca. Não é uma posição muito confortável para Andrew.

Você quer isso?” ele me pergunta aproximando-o de meus lábios. Sim, eu quero muito aquilo e preciso agora. Separo meus lábios para pega-lo, mas Andrew o tira de meu alcance antes que tenha a oportunidade de abocanhá-lo. O olho sem compreender. Que porra foi aquela?

– Seja um menino bonzinho, e diga o que quer. – Andrew o aproxima de mim novamente acariciando meu rosto.

– Eu quero chupa essa rola. – digo entrando em seu joguinho.

– E o quanto você quer? – ele provoca.

– Muito! Eu quero muito ela! – o respondo.

Bom garoto!” Andrew diz passando sua mão em meus cabelos agora. Consigo finalmente passar meus lábios na cabeça de seu pau, Andrew arfa ao toque. Passo a língua por toda a extremidade e colocando-o, finalmente, em minha boca. Andrew me deixa chupá-lo por alguns minutos até ele tomar controle da brincadeira novamente. Me agarrando pelos cabelos da minha nuca, que desde agora estão um pouco mais longos do que o de costume desde que começamos namorar — ainda acho que é uma tara de Andrew — , Andrew faz movimentos rápidos e repetidos. Seu pau entra e sai de minha boca e o atrito com ele é apenas na parte interna de minha bochecha. Posso senti-lo ganhar mais protuberância pelas veias que começam a saltar em todo pau.

Andrew tira seu pau da minha boca se ajoelhando na cama comigo entre suas pernas. Nos beijamos intensamente com mordidas e chupões. Andrew para por um segundo para pegar alguma coisa no criado mudo ao nosso lado, não vejo o que é por estar ocupado demais beijando e chupando seu peitoral delicioso, mas descubro em seguida do que se trata.

Andrew agarra meu pau e o lambuza com lubrificante que esquenta com o atrito e que esfria ao bater um vento na área que estiver com o produto. Ele não demora muito até que se sente em meu pau o colocando pra dentro de sua bunda.

Nos beijamos intensamente. Andrew quica em meu colo freneticamente. Cada toque e cada sensação se torna mais intensa a cada segundo. Não há por que fazer silêncio, estamos sozinhos em casa. Após o terceiro orgasmo não estamos gemendo, estamos gritando de prazer.

SOCA MAIS! ME FODE, SEBASTIAN!” Andrew ordena enquanto soco meu pau em sua bunda por completo. Estou ajoelhado atrás de um Andrew de quatro a minha frente. Ainda com as mãos atadas consigo fazer um bom serviço. A sensação a seguir é única e sem precedentes. Meu corpo explode em sensações e puro prazer jorrando para fora de mim. Cada centímetro do meu corpo vibra e relaxa com a sensação. Olho para Andrew e está todo lambuzado com a minha gozada que sai de seu cu escorrendo por suas pernas e saco.

. . .

Uma semana depois...

– Muito bem, garotas... – O garoto de cabelos loiros alinhados em um topete diz se levantando da mesa vazia do conselho dos Warblers. – Espero que tenham descançado bem em suas férias, pois darão duro esse ano. Mas acredito que suas férias nas atividades no clube do coral foram antecipadas com a desclassificação de vocês nas regionais.

O ar em que o garoto novo falava conosco era soberbo e autoritário. Provavelmente ninguém ali o conhecia, pois todos se entreolhavam sem saber como reagir a aquilo. Então tomo um passo a frente e digo:

– E quem é você para nos dar ordem? – pergunto mantendo o mesmo nível que ele impusera a aquela conversa.

– Quem é você? – ele me responde com outra pergunta.

– Sebastian Smythe. – digo cruzando meus braços o encarando.

O rapaz ri de minha resposta como se ouvir o meu nome fosse a coisa mais hilária do mundo. Mas logo ele se interrompe transformando sua feição para séria.

– Então você é o Sebastian Smythe. Muito me surpreende ter você aqui de volta conosco. – ele me fita por alguns segundos. – Posso sentir o sangue fluir pelo meu rosto mais rápido agora. Ele estava prestes a pisar em um terreno perigoso. – Respondendo a sua pergunta, eu sou Hunter Clarington. Os diretores da Danton me deram uma bolsa integral para sair de Colorado Springs onde levei o coral da academia militar a uma vitória regional com honras presidenciais. Se vocês tiverem algum problema com isso, sugiro que digam agora.

Todos continuaram calados. Sabendo que a própria diretoria da Dalton havia interferido na maneira em que os Warblers funciona não era bom sinal.

– E quanto aos conselho? – digo fazendo breve menção as cadeiras vazias que outrora eram ocupadas pelos lideres do conselho.

– Dissolvido! – Hunter diz com certo prazer.

Um murmurinho instantâneo começa atrás de mim entre os Warblers.

– E quem está no comando? – pergunto.

– Não ficou claro, Smythe? – Hunter dá um sorriso maldoso. – Eu estou liderando esse grupo agora, por que... – Hunter se aproxima de mim e me segura pelos ombros, me virando para encarar os Warblers passando seu braço em volta de meus ombros e continua a falar. – aparentemente o seu último líder, que é esse cara aqui, vejam só que vergonha... Não soube liderar bem o coral e o conselho estava de comum acordo com as ações burras do senhor Smythe aqui.

Hunter me dá algumas sacudidas enquanto se refere a mim para os Warblers. O fuzilo com puro ódio. Poderia esfolar sua cara no chão agora mesmo.

– Mas todos haviam concordado em mudar a set list em prol de uma causa. – Trent diz.

Hunter retira seu braço de volta de meus ombros. Ele anda até Trent e seu andar é felino e cada movimento seu é perspicaz.

– Simpatia é para os perdedores. E é por isso... – Hunter enfia seu dedo indicador no peito Trent e o empurra com ele a cada palavra que diz. – que perderam. E além disso todos vocês estão fora dos Warblers, senhor **!

– E como pretende ganhar sem nós? – Nick toma a frente agora.

– Não pretendo. – Hunter recua para o centro da sala, ficando visível para todos nós. Ele anda de um lado para o outro com o seus braços cruzados. – Todos vocês serão bem-vindos a se candidatar para fazer uma audição comigo amanhã ao meio-dia. Venham preparados, mas venham apenas aqueles dispostos a fazerem o que for necessário para salvar o clube de vocês. Não me façam perder o meu tempo.

Hunter para finalmente no centro da sala e nos encara. Nós o encaramos de volta.

– O que estão olhando? – ele pergunta levantando uma sobrancelha. – Podem se retirar agora, não pertencem a essa sala até passarem na audição.

Todos os Warblers batem em retirada inclusive eu. Não tenho a intenção de ficar no clube do coral se for para ser liderado por esse cretino soberbo e arrogante.

– Smythe! – Hunter grita meu nome. — Você fica! Precisamos conversar.

Existe um tipo de pessoa que você simplesmente não se dá bem, você não as conhece bem, mas as odeia com toda a plenitude que o coração pode comportar um sentimento, ou seja: Absurdamente intensa e profunda. Hunter é esse tipo para mim, em apenas alguns minutos ele já demonstrou ser um completo filho da puta. Odeio esse cara.

Paro de andar, mas não me viro de imediato, trinco minha mandíbula ao ouvi-lo se referir a mim daquela forma arrogante e naquele tom. Respiro fundo.

– O que você quer, Hunter? – me viro para encará-lo. O fuzilo com o olhar mais uma vez.

– Sabe, me disseram que você era o cara certo para eu me informar. – Ele se senta em uma poltrona. – Venha, pode se sentar. Eu preciso que você me deixe por dentro do clube.

Dou uma risada debochada de sua cara.

– E por que você acha que eu te ajudaria? – o encaro curioso.

– Simples, — ele diz. – Por que você ama isso aqui.

– Não. Eu amo café, isso aqui é só um passa-tempo. – me aproximo ameaçadoramente dele. – E não estou afim de fazer parte disso se for para ter um idiota condescendente como você como líder.

Hunter sorri. Aquilo era um jogo para ele e isso estava o divertindo.

– Deixa eu esclarecer uma coisinha aqui, Sebastian. – Hunter senta-se na beirada da poltrona para se intensificar. – Isso não é um pedido de um novato para um veterano. É uma ordem do superior, eu, para o subordinado, você. A diretoria me pediu para me atualizar e me naturalizar com a situação desse clubinho, que deixo bem claro que não me importo nem um pouco, com você. Agora se você se recusa a cooperar, eu posso fazer do meu jeito e notificar a sua insubordinação para a direção da academia. Acho que não ficarão felizes em saber disso.

Cerro meus punhos e o encaro. Eu estava prestes a estrangulá-lo.

– Se fiz um trabalho tão péssimo ao ponto de me expulsarem, então por que precisa da minha ajuda?

Hunter não me responde, apenas ri de mim.

– Acho que vou ter que avisar a direção... – ele se faz menção de se levantar de sua poltrona.

– O que quer saber? – digo relutante.

– Huum. Muito melhor agora. – Hunter cruza suas pernas parecendo muito a vontade com aquela situação. – O que você pode me passar sobre a experiência que teve como líder dos Warblers?

– Você pode pegar dados nas atas de anotações que o conselho fazia todas as reuniões. – Eu não iria entregar nada tão fácil assim para esse idiota. – Isso vai te dar uma boa idéia de nosso perfil.

Hunter bufa entediado.

– Sim já li aquele monte de lixo. – diz balançando sua mão em um gesto de menosprezo. – O que mais pode me dar Sebastian? Seja criativo dessa vez.

“Quantos socos no meio da cara será que ele deve aguentar antes de apagar?”

– Você pode fixar seu trabalho em nossos pontos fracos, como coreografias e sobrepor e compensar a falta de sensualidade feminina na nossa equipe. – digo sem animação.

– Hmm... – ele me analisa.

Aquilo já era o bastante. Me levanto para deixar a sala, mas no meio do caminho Hunter pergunta: “O que você pode me dizer sobre o senhor Blaine Anderson?”, aquela pergunta me faz parar no meio do caminho. Não ouvia aquele nome havia um bom tempo e ouvi-lo novamente trazia uma certa dor. “O que tem ele?” digo sem olhá-lo novamente, mas ele rebate dizendo: “Não se faça de idiota. Agora sente-se por que ainda não terminamos aqui.”.

– Foi o melhor cantor dos Warblers como você certamente já deve saber... – digo a ele me sentando novamente.

– Sim, mas parece que você e o senhor Anderson tinham um relacionamento próximo.

– Não. – digo secamente.

– Você não está me prestando para nada, Smythe. – Hunter diz. – Você ao menos sabe o por que ele deixou a Academia Dalton?

Eu não gostaria de envolver Blaine nisso por que seja lá o que esse cara for, não é coisa boa.

– Acho que foi por causa do namorado. – digo o menos possível.

– Você acha? – Hunter parece estar preparado para aquilo, talvez poderia ficar com aquele interrogatório cretino pelo resto de nossas vidas.

– Ele saiu para estudar junto com o namorado no William McKinley. – digo me odiando por fazer aquilo.

– Que piada. – Hunter ri.

Ali pude perceber que eu era Hunter há alguns anos atrás. Chegando em um novo colégio, destruindo o que outros lutaram para conseguir e eu os destruiu por vaidade. Aquela idéia me deixa enjoado e enojado.

– Por que quer saber dele? – o estudo cautelosamente.

– As pessoas gostam de tradição, Smythe. – Hunter explica. – E é isso o que se trata a Academia Dalton. E Blaine é uma tradição que os jurados querem ver e que nós iremos lhes dar.

– Boa sorte com isso. – falo com tom de deboche em minha voz.

– O que quer dizer com isso? – agora é Hunter quem me estuda com cautela.

– Que ele não vai deixar aquele lugar só por que você está afim. – esclareço.

– E como pode ter certeza?

– Por que eu já tentei trazê-lo de volta. – finalizo.

Hunter se levanta de sua poltrona e estuda o caso por alguns segundos.

– Parece que não somos tão diferentes assim, Sebastian. – ele me olha novamente. – Mas a onde você fracassou, eu irei sair vitorioso.

– Nós não somos parecidos em qualquer sentido que seja. – minto.

Hunter apenas me ignora.

– Como um gesto de boa fé você ainda é um membro dos Warblers, sei que os seus garotos podem se sentir intimidados com um novo líder que tenha pulso firme então manterei você no sub comando perante aos olhos deles, mas você responderá a mim, Smythe.

Hunter me faz levantar da poltrona em que estou sentado e aperta minha mão, mas mão retribuo o comprimento.

– E por que acha que eu aceitaria isso? – questiono.

– Por que esse é o seu ultimo ano, garoto. – Ele me dá um tapinha nas costas. – E pelo que me lembro desde a última vez que conferi, ter participado de uma atividade extracurricular premiada te põem em destaque na hora de ser cotado para entrar em uma universidade. A menos que esteja querendo se juntar ao seu namorado na Faculdade Comunitária Patética de Lima.

Hunter percebe que estou muito próximo de socá-lo, por isso diz:

– Se acalme, somos dois homens civilizado tendo uma boa conversa. Temos muito ainda o que conversar. E ao final disso você vai me agradecer. Então, de nada!

Notas finais
* Stay Puft - Essa é uma referência ao personagem do filme de ficção "Os Caça-Fantasmas" de 1984. Stay Puft é conhecido como Stay Puft Marshmallow Man ou Homem Marshmallow. Eu sugiro que busque em imagens no google e compare com o nosso querido Trent de Glee. - - - - - Como sempre, agradeço a cada um e a todos vocês por lerem a minha humilde fanfiction. Por favor sinta-se a vontade para opinar sobre a fic nos comentários, isso ajuda no desenvolvimento e no processo criativo da história. E ainda, se for possível, compartilhe essa história com os seus amigos interessados em glee/seblaine. Não deixe de conferir o tumblr da fic em Seblaine4Ever. Tenham uma ótima semana e até quinta-feira.