Se eu fosse você...

4 Capitulo Três - Encontros


Magali andava de um lado pro outro no quarto de Cascão, que furada! Como ia se encontrar com Cascuda sem dar nenhuma bola fora? Ela tentaria ajudar o amigo, mas estava confusa em relação a o que fazer, não queria desaponta-lo, mas também não estava indo muito com a cara de Cascuda ultimamente, mas ela teria de fazer esse sacrifício.

Se entupiu de perfumes e procurou uma roupa mais “chique” no armário, mas o Cascão era todo “se frescura”, foi difícil achar algo mais social para ele.

Parou no caminho em uma floricultura e pensou: Bem, se é pra ajudar, acho que se eu fosse uma garota, não que eu não seja... Mas, eu gostaria de ganhar flores em um encontro, o Quim sempre faz isso...

Comprou um buque simples de rosas, e foi andando em direção a sorveteria aonde haviam combinado de se encontrar, Cascuda chegou alguns minutos depois e estava com as bochechas vermelhas ao ver as flores:

– Cas... Eu achei que você ia se atrasar, mas... Essas flores são lindas!

– Er... São pra você! – Magali entrou na sorveteria e puxou a cadeira para Cascuda sentar:

– Quem é você e o que fez com o Cascão? – perguntou Cascuda rindo.

– EU HEIN, QUE IDEIA! – Magali ficou nervosa, Cascuda olhou desconfiada:

– Foi só uma piada... Mas você está esquisito ultimamente...

– Relaxa, está tudo bem... Er, um sorvete de chocolate duplo por favor! – ele pediu para a moça do balcão da sorveteria.

Enquanto isso na casa da Magali, Cascão procurava alguma forma de acabar com aquilo, mas na internet só haviam filmes do gênero e algumas páginas estrangeiras que ele não conseguia entender nada. Ele estava concentrado quando ouviu batidas no quarto:

– Filha, o Quim está aí e quer falar com você. – era a mãe de Magali.

– Ai... To ocupada! – falou ele tentando arranjar uma desculpa, ele não era tão bom em disfarçar quanto Magali, e não estava afim de falar com Quim naquele momento.

– Ele disse que não vai sair daqui até conversar com você...

– TÁ BOM, TÁ BOM! MANDA ELE ENTRAR! – bufou Cascão fechando as janelas de pesquisa e abrindo algum site de receitas qualquer. Quim entrou no quarto, sua expressão estava fechada e ele sentou na cama e respirou fundo.

– Precisamos conversar Maga...

“Droga!” Cascão conhecia muito bem esse precisamos conversar, Cascuda começou com a mesma frase quando eles haviam terminado, era injusto ele terminar com Magali agora, sendo que ele não estava nem ali para se defender ou ouvir o que ele tinha a dizer.

– A gente anda tão distante um do outro, eu nem estou te reconhecendo, você parece outra pessoa!

– Você nem imagina o quanto. – falou Cascão começando a se irritar, e ele nem sabia o por que de estar tão bravo naquele momento, mas, quem o Quim pensava que era? Dispensando uma menina tão legal e amiga? Que fazia de tudo por ele? Se a Cascuda fizesse metade do que Magali fazia pelo Quim ele não precisava se preocupar pelo resto da vida!

– Sua cabeça está em outro lugar, e muitas vezes eu me questiono se você gosta de mim mesmo, ou só está comigo por comodidade, eu preciso saber. – Quim segurou as mãos de Cascão (obviamente pensando que estava falando com Magali), — Você me ama, de verdade?

– Eu... – Cascão não sabia como agir, que situação! Ele desviou o olhar, e no momento em que fez isso Quim soltou de sua mão e levantou:

– Era disso que eu precisava saber... Adeus Magali. – Cascão não pode fazer nada, como iria contar a Magali? Ela ia pensar que a culpa era toda sua! E como ele não percebeu que o relacionamento dos dois estava naquele ponto? Magali e Quim sempre foram tão reservados...

– Não tive nada haver com isso! – falou Angelo de braços cruzados olhando para Mônica e Cebola que pareciam desesperados agora.

– Você tem que ajudar a gente! Eu não posso ficar a vida inteira presa nesse corpo! Tenho tanta coisa pra viver ainda, tenho um namorado! – falou Mõnica com lágrimas nos olhos.

– Você acha que eu quero ficar muito tempo preso nesse corpo? – Cebola olhou pra ela irritado. Angelo tentou acalmar os dois:

– Eu vou falar com os meus contatos, vocês já passaram por tanta coisa, isso é só mais uma barra! Se acalmem que eu entrarei em contato ok?

Angelo desapareceu, deixando-os sem resposta nenhuma, Cebola e Mônica depois do que aconteceu só sabiam discutir:

– Acho que isso é tudo mais um plano infalível seu, só pode! – falou Mônica irritada chutando pedras no caminho.

– Meus planos infalíveis ultimamente são só pra te ver longe! Não aguento mais me olhar no espelho e ver você!

– O que quer dizer com isso? – Mônica parou encarando Cebola irritada.

– O que eu quero dizer com isso? Imagina você ver a pessoa que você AMA, com outra pessoa todos os dias e não ser você do lado dela, ver ela trocando carinho com outra pessoa, e ter que fingir que tá tudo bem! Você nem imagina como é! Você nem sonha como é! – Cebola falou com lágrimas nos olhos, Mônica ficou vermelha e tentou se recompor:

– Sim, eu sei como é! Quando eu gostava de você, e você dava bola pra outras meninas, você sempre me deixou em segundo plano Cebola, e eu decidi fugir disso, fugir daquilo que me magoa! – agora ambos estavam chorando, aquela situação precisava ser encarada havia muito tempo, eles precisavam daquele tipo de conversa que nunca havia acontecido.

– Olha... Eu sei que mais do que qualquer pessoa eu errei, se eu tivesse um plano, uma magia, eu não trocaria a gente de corpo, NUNCA! Eu voltaria no passado e arrumaria todas as burradas que eu já fiz. – falou Cebola se aproximando de Mônica, olho no olho, como ele sentia falta do beijo dela, do abraço dela, de ficar junto dela...

– O QUE TÁ ROLANDO AQUI?! – Era DC muito irritado.

– Dc, não é nada do que você... – Mônica saiu um pouco de perto de Cebola.

– Cebola, não quero papo com você! Eu vi vocês dois combinando de se encontrar pelas minhas costas, eu não tô entendendo Mõnica, aí eu chego e pego um pedaço da conversa de você falando que quer voltar no passado?

– Você tá entendendo tudo errado! – gritou Mônica.

– CALA A BOCA CEBOLA! Bem, você deve estar bem feliz agora. Vão ter a oportunidade de arrumar o passado de vocês, por que pra mim já deu! – ele falou tirando a aliança do dedo e jogando no chão.

Mônica caiu de joelhos debulhada em lágrimas, Cebola não sabia o que fazer, não era pra ter sido assim, não queria magoar a amiga mais uma vez, tentou abraça-la, mas ela o afastou:

– Você não pode voltar no passado Cebola... Mas você conseguiu estragar com um futuro. – falou ela olhando para ele com raiva, levantando-se e deixando ele sozinho.

O encontro entre Magali e Cascuda estava correndo bem, as coisas pareciam estar funcionando, o amigo ficaria feliz por ela conseguir arrumar as coisas:

– Sabe Cas... Você está tão atencioso... Nem parece o Cascão que eu conheço, você está como eu sempre quis que você fosse... – as palavras de Cascuda ecoaram na mente de Magali, Cascuda estava gostando daquele encontro, mas, não era Cascão, não era o namorado dela ali, era uma pessoa que ela gostaria que ele fosse, se portasse. Um choque de realidade invadiu sua mente, ela estava fazendo tudo errado! E também não sabia por que estava com tanta raiva da Cascuda naquele momento.

– Aconteceu alguma coisa? – falou Cascuda notando o desconforto de Magali.

– Nada não... – falou ela continuando a tomar seu sorvete, quando viu Quim entrando na sorveteria, com cara amarrada, o que teria acontecido?

– Olha, o Quim! Ei Quim! — falou Cascuda acenando, Quim acenou de volta e acenou um sorriso, Magali conhecia aquele olhar, coisa boa não havia acontecido, os olhos de Quim estavam tristes.

– Tudo bem cara? – falou Magali dando um sorriso amarelo. – Ué, que estranho você aqui na sorveteria sem a Magali, vocês sempre vem juntos!

– Como você sabe disso? – perguntou Quim um pouco irritado.

– Ah... Ela sempre comenta que vocês vem aqui juntos. – falou Magali tentando disfarçar.

– Ah... Tenho que ir... E galera, faz um favor?

– Claro Quim! — falou Cascuda sorrindo.

– Não falem mais da Magali perto de mim, ela é passado agora. – falou Quim saindo da sorveteria.

– Uau! Então eles terminaram? Cascão? Aonde você vai? – Cascuda parecia perdida ao ver Magali na porta da sorveteria, ela estava chorando muito, mas não queria que Cascuda visse aquilo e desconfiasse de alguma coisa.

– Nada não, outra hora a gente se vê! – falou ela tentando engolir o choro e saindo dali o mais rápido possível.