Se eu fosse você...
5 Capitulo Quatro- Decisões.
Notas iniciais
– Eu sabia que você estaria aqui. – falou Cascão ofegante no alto do morro do careca, aonde Magali estava sentada em cima de uma árvore comendo uma maçã.
– Como você sabia que eu estaria aqui? – ela pareceu surpresa e começando a descer da árvore.
– Você sempre vem aqui quando está triste ou quando briga com alguém, não sei por que um lugar tão longe, mas tudo bem.... – disse ele meio sem jeito.
– É porque é longe do mundo, me faz pensar... Aonde foi que eu errei Cas? Sempre fiz de tudo para ser uma boa namorada, sem o Quim me sinto a pessoa mais sozinha do mundo. – ela começou a chorar, Cascão não sabia o que fazer e abraçou a amiga.
– Você não está sozinha Maga, eu... Er... A turma toda está com você, somos amigos desde que eramos pequenos, isso nunca vai mudar! – ela deu um sorriso triste e não sabia mais o que dizer, ainda continuava inconsolável, mas sentia-se um pouco melhor com aquele consolo. – Não se sinta uma pessoa péssima, você não é! Muitas coisas não duram pra sempre, mas é bom guardar as lembranças boas e bola pra frente, eu tenho pensado muito nisso ultimamente, e sei como é difícil seguir em frente.
– Eu me sinto mal, deixei a Cascuda falando sozinha, não consigo nem te ajudar Cas! Eu fui no encontro e ela parecia encantada com o novo Cascão, em parte as coisas deram certo... Mas...
Cascão segurou os ombros de Magali e olhou fundo em seus olhos, ele imaginava que aquilo ia acontecer:
– Ela gosta do Cascão arrumado, o Cascão que não se atrasa, o Cascão que não vive no mundo da lua, o Cascão que fica se importando o tempo todo, né? Mas eu sou o Cascão que curte andar largado, eu sou meio distraído por isso me atraso, e eu me importo e MUITO, só que tenho uma maneira diferente de demonstrar isso... E eu preciso que você faça algo por mim, Maga.
– O que? – perguntou ela com um certo receio.
– Eu preciso que você dê um ponto final nisso tudo, eu e a Cascuda não vamos mais ficar juntos, eu não quero ficar com alguém que não me aceita pelo que eu sou!
Cebola precisava falar com Mônica, resolver as coisas, ver ela e DC juntos partia seu coração, mas ao mesmo tempo não queria ver ela triste, estava em uma encruzilhada e não sabia que caminho seguir. Tocou a campainha, foi a Sra.Cebola que atendeu:
– Oi Mõnica! O Cebolinha... Quer dizer, Cebola, não está... – ela pareceu meio indecisa, Cebola conhecia aquela cara, a mãe estava mentindo, ele desviou dela e foi entrando mesmo assim.
– Mãe! Quer dizer, Dona Cebola, eu sei que ele está aí! E ele vai ter que me ouvir. – subiu as escadas, o quarto estava trancado e começou a chutar a porta:
– Abre isso aí! A gente precisa conversar! AGORA! – ficou batendo na porta até que ouviu um “clique”, e deparou-se com a imagem de si mesmo: ESTAVA UM CACO! Olheiras fundas, cabelo bagunçado e cara de choro.
– O que você veio fazer aqui? Não consegue me deixar em paz um minuto? – Mõnica deitou na cama e puxou a coberta cobrindo o rosto e virou para o lado.
– Eu vim resolver as coisas Mô... Eu não tive a intenção nenhuma de fazer você e o DC terminarem, nenhuma!
– Acho que seu plano infalível deu certo, nós não vamos voltar, quando o DC se desaponta com algo, é difícil conquistar a confiança dele de novo.
– Não Mõ... Eu... Eu não suporto te ver mais assim, chorando, e por minha culpa de novo! Eu.... Eu vou ajudar você a reconquistar o DC de novo! — ele falou engolindo em seco, pela primeira vez Mônica olhou nos olhos de Cebola e sentou na cama:
– E por que você ia fazer isso Cebola?
– POR QUE EU TE AMO! – e segurou nos braços dela e a beijou, ok, beijar a si mesmo parecia muito estranho naquele momento, mas ainda era Mônica que estava ali, e ele queria fazer isso fazia tanto tempo... Ele soltou o braço dela e saiu do quarto irritado, sua cabeça estava mais confusa do que nunca.
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