Se Puede Amar De Nuevo
8 Inseguranças
" Eu guardei meus segredos mais obscuros na minha caixa preta "
Autor: Meu outro eu que habita em mim
Em um hospital fora da cidade:
— você ainda está aqui? porque não saiu dessa espelunca? já esta bem Victoriano .
— já está na hora de se vingar de Máximo Huerta?
— o plano esta pronto meu caro — puxa uma cadeira pra sentar.
— isso é bom
— você vai conseguir a vingança e de quebra vai levar a Inês — fala em tom de deboche.
— eu devo lembrar que á Inês Huerta, ninguém vai fazer mau — fala o olhando sério — meu problema é com o Huerta Junior.
— quando vai aparecer na mansão?
— em breve — com um sorriso maléfico — quando menos aquele homem esperar.
No final de semana todos da casa viajam menos Máximo e Ana que ficaram cada um no seu lugar até ela ser chamada no escritório do mesmo.
— porque não viajou — enchia mais um copo de uísque — você poderia ter ido senhorita Leal.
— eu poderia, mas não poderia deixar a casa e o senhor sozinho.
— não sei o que fazer com uma mulher tão encantadora e... — lentamente chega perto de Ana e passa a mão delicadamente por seus cabelos — tão linda e jovem.
— senhor eu tenho que ir -vira de costas e vai em direção a porta para sair.
Máximo é mais rápido e a envolve em seus braços deixando seus rostos bem perto.
— porque nunca te beijei Ana Leal?
Ele se aproxima e beija os lábios da mulher com um selvageria absurda e a joga no sofá rasgando sua saia e sua blusa com violência.
— não faz isso Máximo — tentando lutar contra o homem que tanto adorava e estava preste a ser violada sem piedade.
Mas Máximo não escutou e começou a se despir para tomar aquela mulher como sua.
— te amo Máximo — fala a frase em uma ato desesperado de parar aquela loucura — não faz isso comigo meu amor.
O homem se separa com certa surpresa pelo que escutou daquela mulher sentou no chão confuso e dos seus olhos as lágrimas desciam e molhava sua face.
— me perdoe Ana — falava olhando o chão — sou um estúpido mesmo.
Ana não falou nada e levantou correndo para fora do escritório em que quase tinha sido violada.
Ela tirou a roupa rasgada e colocou no lixo e logo depois entra no chuveiro chorando como criança.
— ia acontecer de novo meu Deus. Eu não ia aguentar de novo — tentava se limpar esfregando o corpo desesperada — e como continuar na mesma casa que um monstro como ele?
Máximo estava no escritório se recriminando por ter feito aquilo com a única pessoa que lhe tinha respeito e admiração e nunca deixava ele sozinho.
— você é um imbecil Máximo Huerta Junior — se levanta e vai até a porta do quarto de Ana — será que eu bato? — senta ao lado da porta — quando ela aparecer eu peço desculpa.
Alejandro e Fernando não se desgrudavam um só momento enquanto estava conhecendo o racho que alugou Victor para o fim de semana já que a fazenda do pai estava indisponível no momento.
— esse racho é ótimo garotos — fala enquanto montava no cavalo.
— é bárbaro seu Victor
— obrigado por deixar o Nando vim com a gente.
— não tem de quê rapaz — olha ao redor — onde está sua mãe?
— está no povoado pra comprar algo pro jantar.
— está bem — logo começa a cavalgar e se afasta dos garotos.
— você gosta do Victor
— sabe o que é Nando? ele tem um jeito paizão que eu nunca tive por perto — fala triste — nunca conheci o meu pai.
— então somos dois Alejandro — sorri melancólico — Eu também não cresci com meu pai.
No povoado Inês caminhava com as sacolas nas mãos quando encontra uma pessoa que conhecia há muito tempo.
— dona Soledade há quanto tempo
— menina Inês? É você mesmo?
— sou sim — sorri e a abraça — a senhora está morando nesse povoado?
— vivo em uma casinha afastada daqui
— posso ir amanha a sua casa.
— estou indo viajar para capital amanhã.
— onde vai ficar? pode ficar na minha casa.
— não precisa minha filha vou fazer um tratamento de saúde que não vai ser longo.
— é algo sério?
— não é nada sério, mas não vou lhe aborrecer com meus problemas.
— a senhora nunca aborreceu.
— e como você está? Meu neto já deve ser um homem.
— o Alejandro está tão lindo quanto o pai.
— eu pretendo visitar vocês na cidade em breve
— eu estou esperando a sua visita Soledade.
Inês volta muito feliz para o rancho e chama a atenção de Victor que prefere se calar e só perguntar o motivo mais tarde no quarto do casal.
— porque voltou com esse sorriso no rosto? — entrando no quarto junto a Inês.
— encontrei uma velha amiga — indo em direção a cama.
— posso saber quem é? — parado no meio do quarto de braços cruzados.
— a mãe do Victoriano — tira a roupa e coloca a camisola.
— você encontrou sua ex sogra? — desabotoa a camisa e fica só com a camiseta de dentro.
— dona Soledade é quase uma mãe pra mim Victor
— você ainda ama o filho dela? — pergunta preocupado.
— o Victoriano morreu há quase vinte anos — responde sem acreditar no que foi perguntado.
— e se ele aparecer um dia na sua frente? — estava com medo por dentro e serio por fora.
— eu gritaria e fugia do fantasma de Victoriano Santos — fala em tom de brincadeira.
— e se não fosse um fantasma? — a olha sério.
— nesse caso eu só posso te responder quando isso acontecer Victor — vai ate a penteadeira e deixa os brincos dentro da gaveta — e pode ter certeza que isso vai me surpreender de mais se acontecer.
— isso é um sim? Você ainda ama ele? — demonstrando toda a insegurança interna.
— eu não pude ir ao velório e a dona Soledade me falou que o Victoriano tava tão machucado que foi velado com o caixão fechado, então — respira fundo e fala paciente — por favor Victor deixa de falar que ele está vivo porque isso é impossível.
— você me falou que nunca foi ao velório e que a mãe dele falou que foi velado de caixão fechado — senta na cama confuso.
— o que você está insinuando é que o pai do meu filho está vivo?
— eu não tô insinuando nada Inês — levanta da cama nervoso e vai até a sala onde encontra Alejandro.
— ainda acordado garoto?
— eu pergunto o mesmo Victor
— você gostaria que seu pai fosse casado com sua mãe? — espera a resposta apreensivo.
— que pergunta é essa?
— se não quiser responder tudo bem filho.
— eu queria conhecer ele, mas queria minha mãe casada com você um dia — fala sem sentir.
— que bom que pense assim.
— você está sério Victor
— não foi nada rapaz — sorri — coisa minha Alejandro.
De volta a mansão Huerta, Máximo ainda estava sentado esperando Ana sair, mas com a demora acaba dormindo.
Quando Ana sai do quarto ela se depara com o chefe dormindo.
— assim do jeito que está agora parece um bom homem — vai em direção a escada.
Maximo que tinha acordado se levantou o mais rápido que pode e foi atrás dela.
— eu sou o pior homem da terra por te tentado transar com você a força e isso que eu fiz foi errado, me desculpa — já estava próxima dela.
— não me diga que se arrependeu senhor Huerta? — falava com nojo de olhar ele — você fez papel de homem asqueroso.
— e o que acha que estou falando senhorita Leal? Estou me desculpando por uma atitude imoral da minha parte.
— a vida e o mundo não gira ao seu redor e você não senhor de mim — falava alterada — você pensa que sou uma vagabunda? E que vivo transando com vários por aí.
— não pensaria isso nunca de você Ana — falava calmo.
— mas acho que foi exatamente o que demonstrou quando me agarrou a força.
Ela desce as escadas com um certo descuido e acaba caindo quando faltava uns cinco degraus para o fim da escada:
— CUIDADO ANA — gritou desesperado vendo ela cair estendida no chão.
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