Scrownner-Field
16 O Contato
Notas iniciais
– Quem tá falando?
– Olha professora, sou eu, um aluno. O Terrence. – Ele tentava explicar, mas a ligação chiava muito. – Preciso de ajuda, eu preciso que alguém venha buscar a gente.
– O quê? Não tô ouvindo direito... Terrence?
– Professora, têm assassinos aqui. Praia de Scrownner-Field. A cabana era uma cilada pra conseguir comida pra cachorro.
– Scrownner-Field?
– É... A gente tá sendo perseguido por loucos...
A ligação caiu num rompante.
– Droga! – Terrence viu que estava fora de área. – Mas... Que demora é essa? Jim, Ramsey?
Olhou para a escada, ninguém estava perto dela. Continuou a andar para o centro da sala da cabana, então viu pela porta da cozinha, a outra porta atrás da geladeira. Ela estava aberta, e a ponta de uma mão estava visível no chão.
– Jim? Você tá aí?
Ninguém respondeu, nada se mexeu. Terrence pegou um bastão que estava jogado no chão e foi caminhando lentamente até lá. Ele sabia do que podia ter no porão, mas sua mente estava distraída com o membro caído no chão.
– Jim?
Ele chegou na frente da geladeira e ficou aliviado com o que viu: Era apenas um braço de plástico jogado no piso.
– Que droga. Quem deixou essa coisa jogada o chão?
– Não encontrei ele. – Ramsey disse do segundo andar. – A porta do porão... Olha ela.
– Não se preocupe, ele tá acordado. – Terrence pegou o braço no chão e mostrou para o outro. – É brincadeira dele, olha isso.
A geladeira se abriu de uma vez. Todos os pedaços e tripas do corpo de Jim caíram no piso, sujando tudo de sangue. Terrence pulou apavorado para trás, gritando:
– Ele... Ele tá morto!
Não deu tempo de ouvir nada. Ramsey ouviu passos vindos de trás, tentou de virar, mas uma marretada bateu contra a sua cabeça e fez com que ele caísse escadaria a baixo.
– Não! – Terrence gritava de pavor.
O loiro bateu no piso ainda consciente. Tentou se levantar, mas viu que o outro indivíduo: De cabelos tampando o rosto e com martelo na mão, estava prestes a golpeá-lo novamente.
– Morra desgraçado! – O grito foi de Terrence, acertando o outro (Adrian) com o bastão que tava na sua mão.
O encapuzado caiu no chão e ele continuou batendo em sua cabeça com o pedaço de pau. Estava fora de controle, amedrontado e com ódio pela morte do amigo. As batidas estavam ficando cada vez mais forte e o rosto do outro estava ficando desfigurado. O nariz quebrou, os olhos “explodiram” e a pele pálida e doentia se encharcou de sangue.
Ramsey se levantou do chão, assustado com o amigo, que finalmente cessou com as batidas.
– Valeu... – O loiro agradeceu.
– Por nada. Esse desgraçado mereceu, ele matou o...
Antes que pudesse falar, um galho de árvore atravessou as costas de Terrence e varou na barriga. O negro sangrou pela boca e, após alguns gruídos, caiu sem vida no chão. Por trás dele, estava o outro com a cara desfigurada e escorrendo sangue.
– Terrence...
Ramsey, aos gritos, não viu oque fez direito. Pegou o bastão que estava caído no chão e golpeou o outro no rosto, voltando-o para o chão. Começou a bater em sua cabeça, até que ela explodiu em pedaços e a massa cerebral escorreu para fora. O corpo ficou imóvel, morto, e o rapaz largou o bastão.
– Agora você está morto. – Sussurrou, pisando em cima dos órgãos e esmagando-os com o tênis.
Olhou em volta, ainda em choque, e viu que não tinha mais nada para se fazer ali. Mas então recordou-se:
– Tyler... Jenna!
Saiu apressadamente da cabana. Se estavam certo os jornais, tinha um outro assassino a solta... Seus amigos estavam correndo perigo na cidade... “Scrownner-Field”.
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