Scrownner-Field
17 Contra-ataque!
Notas iniciais
Ramsey correu o mais rápido que pôde. Após alguns minutos chegou na colina da cidade, viu que as luzes dos postes e tudo mais estava aceso, ligado. Era como um parque fantasma.
– Jenna! Tyler! – Saiu correndo pela rua, gritando.
Ninguém respondia, não tinha nada ali. Ele olhou pelas portas, estava tudo vazio. As portas balançavam sozinhas, o que causava ainda mais tensão. Os carros apitavam, rádios estavam ligados, luzes piscavam...
– Tem alguém aí? – Perguntou desesperado.
Não tinha ninguém. Ele parou de andar, começou a chorar e colocou as mãos no rosto. “Será que todos foram pegos? Todos estão mortos?”. Então, ao limpar os olhos e olhar para os lados, bufante, viu algo que chamou muita atenção: Uma câmera jogada no chão, perto de um carro capotado. ,
– É a câmera do Cory! – Reconheceu. Correu até ela e pegou-a. – Está filmando... Deve ter filmado tudo que aconteceu aqui... Eu preciso encontrar eles!
Ao rodar a câmera, viu as últimas filmagens: Alguém estava correndo, filmava o que tinha na frente. Era voz feminina, Jenna. Ela falava que Tyler estava morto e pedia por ajuda. Então entrou num carro e acabou causando um acidente. O objeto caiu na rua e filmou o pálido, Vincent, pegando-a inconsciente e arrastando-a pelo chão.
Ramsey largou o objeto e olhou na direção escura à qual a moça foi arrastada a alguns minutos atrás.
– Só tem uma direção praquele lado... – Indagou sozinho. – Ele levou ela pra casa...
*******
Jenna acabou de acordar. Estava zonza, mas percebia que estava presa numa cela. Seus pés e suas mãos estavam amarrados com uma corda, ela estava sentada no chão. Estava noite, mas a lua e a luz de um corredor iluminavam bem a cela.
– Ai... – Sentiu grande dor de cabeça. – Onde eu estou?
Olhou em volta e não viu ninguém.
– Socorro! – Gritou, ouvindo seu eco se espalhar. – Ramsey, Terrence... Me ajudem!
“Craug...”. Um gruído chamou sua atenção na escuridão à sua frente. Ela olhou e ficou horrorizada: Um enorme cachorro estava ali, caído no chão. Ele gritava em múrmuros e ringia, mas parecia estar ferido.
– Ai meu deus... – Jenna começou a chorar em pânico. Se recordou que Tyler estava morto, provavelmente todos estavam. – Eu... Eu não quero morrer...
“Ahuua”. O cachorro conseguiu se levantar aos tremidos. Ele urrava de fúria, da sua boca pingava sangue e da sua barriga também. Seus dentes afiados estavam apontados para a sua vítima mais a frente.
– Não...
Jenna se apavorou. Lixando as mãos por trás, percebeu que cortou seu braço com algo. Se mexeu novamente e viu seu celular cair de seu bolso, com um caco de vidro (pedaço da tela). Ele tinha se quebrando na batida de carro, provavelmente.
– Por favor... Funcione...
Ela começou a passar a corda pela parte cortante do pedaço de vidro. Depois de algumas lixadas a corda se partiu e soltou suas mãos. Olhou em volta e percebeu que o cachorro estava vindo lentamente em sua direção, e foi rapidamente tentar desatar o nó dos pés.
*******
Depois de trazer seu cachorro ferido para casa, Vincent voltou atrás dos jovens que perseguia. Depois de correr um pouco, o sádico chegou numa cabana na beirada da praia. Foi entrando direto, estava louco pra picaretar alguém. Mas ficou espantado com o que viu no chão da sala: Um garoto morto, mas seu irmão “perdido” também estava imóvel no chão.
“Graug”. Rugiu em fúria. Aproximou-se do corpo de Adrian e abraçou, tentou reanimar, mas estava morto. A cabeça deformada e os órgãos pra fora eram sinais de que o grupo estava revidando. Mas... Ele se lembrou: Se um dos garotos estava morto, só tinha mais alguém vivo por aí...
Se levantou e pegou sua picareta. Agora a guerra estava declarada, e ele iria destroçar o sobrevivente, osso por osso.
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