Scrios An Soul

20 Você me faz bem – Parte 2.


Sangue.

Era isso que todos viam. Sangue... Pingando dos corpos, inertes e sem vida, aquilo provocou enjoos em algumas magas, Jeanny olhava horrorizada, não havia vida, o cheiro chegou às narinas do Dragons Slayer. O som do baixo ritmado coração de alguns corpos, ainda viviam? Natasha se aproximou de um corpo, com cuidado... Uma faca quase, que por muito pouco não a mata, claramente um Zumbi de Zeref, era inimigos mortos, tudo para mata-los. Ela quebrou o pescoço dele, as outras...

-PARE COM ISSO!? – gritou Erza, olhando todas.

-Querem morrer? – rosnou, Winney estava quebrando os membros deles, urros de dor foram ouvidos.

Mesmo ali... Ela queria ver sangue...

Sangue...

Era isso que ela via ali... Natasha estava ali, olhando tudo com surpresa, eram corpos cobertos de sangue, mutilados, Raisu apareceu, sentiu o forte cheiro vindo dos corpos que jaziam no chão. Wendy estava em choque, enquanto os corpos ainda estavam ali, todos, sem exceção olhava os magos da Zerstörung, Kira virou-se levemente ao ver a morena ali. Ela viu os corpos, cortados... As mãos com sangue fresco, algumas ali, sorrindo sadicamente, parecia uma guerra em aberto ali.

-O que houver aqui? – questionar, olhando todos. – Perderam a língua é?

-Não, mas são zumbis de Zeref... – Kathy chutou um dos braços dos corpos, parecia um gemido de dor do homem. – Temos que destruí-los?

-Sério mesmo? Pensei que podíamos brincar com eles... – Yue ironizou.

-Vocês são bem grandinhas para isso... – resmungou Yuri, rindo levemente das caretas de todos.

Raisu suspirou, um sorriso largo e irônico em todos os rostos.

-Quebrem os membros e arranquem os corações, agora! Crianças... – sussurrou levemente interessada, mas os olhos em todo o sangue jorrado ao chão.

Elas quebraram tudo aquilo, aquilo lhe deu enjoos, mas era preciso. A mesma pergunta martelava em sua mente como um mantra de gosto duvidoso, por que aquilo estava ali? Era uma das perguntas dela, estava claramente cansada das coisas que aconteciam em sua vida, mas era normal, não é? Raisu suspirou, realmente aquilo estava lhe dando dor de cabeça. Natasha mandou um olhar mortal para Raisu que ignorou seus olhos castanhos fitando os corpos ensanguentados no chão. Ela desceu, até ao lado de Kira, e mexeu nos cabelos que sentiu, a pressão vinda deles. Alguns estavam pálidos, por que aquilo era anormal até mesmo para Zerstörung, o que havia ali? Era uma das perguntas que Kira e Raisu se faziam. Ela andou ate os corpos, mesmo daquela distância o cheiro estava mais forte para a Dragon Slayer. Ela claramente queria matar alguém, ou melhor todos ali presentes, ela olhou sem emoção aqueles corpos, isso era sangue imundo, segundo ela mesma.

-Saiam todos daqui, para fora... Agora! – sua voz soou fria.

Ela mataria, arrancaria os membros e a cabeça do ser que fizera isso com aqueles pobres coitados. Kira olhou o rosto dela, todos os magos saíram, ela queimou os corpos com as chamas flabelastes com rapidez e eficiência, era boa nisso. Do lado de fora, alguns magos estavam vomitando, Lucy olhava com cinismo aquilo...

Pobres coitados, não sabem o que esperam eles.

Ela olhou Levy, Katsuo estava sentado ali, num canto distante de todos, só fazia alguns dias que havia sido iniciando pela guilda mais tenebrosa do mundo. Raisu saiu de lá, os lábios num escarnio, olhando todos os magos negros, alguns estavam tremendo, a Líder da Noctis parecia letal naquele momento, em que ela olhava todos. Kira e Jellal estavam atrás de si, olhando aquilo com normalidade.

-Todos os magos da guilda ali... Os idiotas dos meus subordinados ali... – diz Raisu sem paciência nenhuma com eles.

Alguns magos grunhiram olhando a maga com raiva e ódio. Só era o começo de um treinamento duro e sem descanso. Ela desviou de um soco vindo dele. Realmente Natsu Dragneel era insistente, mas antes que isso a acertasse... Uma mão pálida o impediu novamente, parecia que Lucy havia deixando de ser aquela menina que Natsu e outros conheceram. Ela chutou abarriga dele, rápida e sem nenhum arrependimento, seria uma luta interessante... Raisu impediu que Kira ou Jellal ajudasse à loira, que se movia rápido ao lado de Natsu, parecia uma dança perigosa demais para ambos. Mas aquilo era esperado da loira... Mas a adaga estava no pescoço dele, ela queria perfura-lo ate jorrar sangue, um sorriso sádico no rosto dela... Ela queria mata-lo, ou melhor, rasgar os músculos com a sua lamina, tudo aquilo para mata-lo, era um destino inevitável, tudo isso para satisfazer a sua sina. Os pensamentos de Lucy estavam nublados, pelo ódio que sentia de Natsu, tudo por aquela noite, aquela noite em que ela chorara, onde ela descobrira o seu verdadeiro demônio...

Tudo isso de forma dolorosa, demais para a maga loira perdoar.

-Pare Lucy! – chamou dos seus devaneios, Kira estava ao seu lado.

Raisu olhava o rosto da maga. Isso estava ficando... Perigoso... Interessante ao mesmo tempo. Raisu riu-se levemente, seria interessante ver mortes do rosado, bem interessante.

-Pare com isso... – rosnou Jellal, ele estava olhando o rosto da morena.

Ela viu o rosto dele, algo que só ela conhecia. Mas ignorou, olhando com aspereza.

XXX

Jellal olhava firmemente o olhar dela, mas está ignorava a presença dele, ou melhor, não olhava, conhecia bem aquela postura, era algo que ele aprendera nas horas a fio que passou com ela, sobre quatro paredes. Ele mordeu o lábio inferior, como poderia falar com ela? Estavam todos do lado de fora, sentiu a expressão esquentar com os pensamentos do corpo desnudo em sua cama. Ele molhou os lábios de forma dolorida, mas tentou concentra-se na sua tarefa do dia.

-Então, o que faremos com eles? – pergunta Winney toda animada.

Se fosse para mata-los, ele era contra, era uma das regras de Klaus, nenhum deles mortos ou mutilados, o que não valeria nada a pena. Mas o azulado, percebeu o franzi do rosto da morena.

-Ora, cadê a Ultear? – a voz dela soou fria, ele olhou atentamente a reação de todos.

-Está numa missão, levou uns novatos até as montanhas... – diz Kira, olhando a morena com peculiaridade.

Ela franziu o cenho, e olhou para cima, ele viu a marca da guilda, lembrando de quantas vezes a beijou com luxuria.

-Cuide disso Kira, eu tenho algo fazer... – resumiu, mas a voz soou com um resmungo.

Ela saiu, ideias vinham a cabeça do azulado com aquilo...

Rasgar músculos a sangue frio com uma lâmina cega*.Era certo que ela queria fazer isso, tudo isso para lamber a lamina com gosto em frente a sua presa, um sorriso sádico arranhou nos lábios dela estava claramente sendo coagida a matar por prazer, mas ela cortou esse pensamento. Tudo isso... Para ver o sangue... Cair do corpo do seu inimigo lambeu os lábios em excitação, seria bem satisfatório isso, pensou a maga com suspiro, longo e seco. Filha da mãe que fizera isso iria pagar de forma dolorosa e cara, com a vida, ela pensou em mil maneiras de mata-lo, aquele filha da mãe que fez isso, ela passou as mãos pelo cabelo lembrando das palavras de Kira.

Perdidos, Raisu... Eles querem você de alguma maneira, você a alvo.

Grunhiu, lembrando-se das palavras de Jellal, mesmo sendo só amigos, eles haviam e envolvido, mas do que profissionalmente e o mago negro gostava dela, isso complicava a sua situação, ela praguejou em todas as línguas antigas que encontrou de uma forma de outra, estava claramente perdida com aquilo, como aquilo acontecerá? Nem ela sabia. Sentia falta do abraço dele, mas ela... Ela era a sua amiga, e nada mais. Ela balançou a cabeça, por que simplesmente não a matava? Era mas fácil, e menos idiota do que Zumbis, mas quem vai entender a maldade daqueles reles vermes? Ela não entendia, e nem entenderia. Ela suspirou, mas passos atrás de si, alertara do que viria isso.

-Podemos conversar? – a voz soou, ela olhou, para ele, por que aquilo agora.

-O que foi Jellal? – pergunta rudemente, sua educação estava guardada para outra pessoa.

Jellal sorriu se aproximando do rosto da morena, tocou levemente a face meio pálida dela, estava mais pálida e gélida do que habitual, mas fazia alguns meses que eles não tinham esse contato. Ele acariciou, ela encarou ele, havia vestígio de magoar em seus olhos, ela estava magoada, confusa e tremendamente temerosa, ele suspirou, algo incomum na vida dela.

-Pare com isso... – sussurrou baixinho, ela estava perdida de alguma forma.

-Não está gostando? – pergunta ele olhando os olhos castanhos, diferentes em todos os aspectos.

-Eu não sou o seu brinquedinho, Jellal... – sussurrou baixinho. – Pare com isso, vá com a Erza, ela merece você...

Estava a mercê dele, ele sabia como fazer isso... Jellal olhou os olhos, eram sérios e magoados, e cheios da verdade que ela conhecia, mas do que tudo mundo, Jellal queria tirar aquela magoar dela, mas ele... Não podia, ele também tinha as suas magoas. Ele riu baixinho, pegando o rosto dela, beijando os lábios avermelhados, mesmo que ele amasse Erza, os desejos que sentia por ela, eram fortes ate esse ponto, ele sentiu sua vontade esvair de si para interromper aquele beijo, e sentiu o mesmo vindo dela, e só ficar o desejo canal de ambos. Tinha que admite para si mesmo, aquela garota que um dia o salvara, dera a ele algo mais do que simples amizade, ele desejava o corpo dela, como desejava aqueles lábios nos seus. Ele pediu passagem pela boca dela, explorando cada canto que conhecia de cor e salteado, era uma das coisas que ambos não havia relevando para a sua guilda, podiam esperar tudo deles, ate mesmo a morte, da guilda, mas o que havia ali? Era mas do que desejo era o envolvimento, um beijo cheio de luxuria e desejo de ambos, agarrou os cabelos azuis e sedosos, perdendo um pouco do juízo que ainda lhe restava, ele morder o lábios dela.

Ela arfou, até mesmo ali, sentiu os lábios capturarem os seus de forma que ele só conhecia através daquilo. Separa-se, a falta de ar era um dos motivos mas óbvios por parte dela, ela sentiu os pulmões falharem com aquilo, isso era patético, por que aquilo? Ela odiava aquilo, sua fraqueza por coisas sem sentindo, Jellal colou a testa na dela, olhando firmes aqueles olhos... Olhos que um dia, ele virá sorrir, mesmo que só uma vez.

-Eu... – a voz saiu baixa, ele viu a expressão se franzi. – Raisu, por favor? Escute-me?

-Escutar o que? – pergunta zangada, ela sentiu as bochechas queimarem. – Você mesmo disse, eu amo a Erza... Somos só amigos, e ponto final, não faça mais isso Jellal, eu realmente te peço isso.

Viu os olhos faiscarem para si de forma seca, até mesmo ela sabia daquilo, mas ele passou as mãos pelos cabelos, vendo os olhos dela novamente, malditos olhos castanhas. Ela virou-se, Jellal olhou confuso para ela, era uma verdade, eles eram amigos, mas algo que o mago não esperava era se afeiçoar tanto da mulher forte e decidida que ele chamava de companheira, um sorriso triste brincou em seus lábios... Ironia aquilo... Uma ironia do destino...

XXX

Perturbada, era uma das palavras que definiam a jovem. Raisu andou, sozinha por ali, até mesmo para si aquilo estava nos limites de sua paciência ou sanidade, por que o beijara? Por que retribuíra? Por quê? Ela não tinha respostas para isso, se tinha, era que desejava aquele mago, o rosto queimou em vermelho. Merda, merda, merda... Ela tinha que parar com isso, Erza era a prioridade dele, não é? Ela não sabia de mais nada. Dane-se tudo isso, eu sou livre, e não um brinquedo. Ela sentiu o cheiro da floresta ali, até mesmo aquilo estava irritado ela. Por que aquele assassinato? Chutou uma das pedras, e sentou-se no chão, queria sumir do mundo, isso era obvio demais. O vento acoitou os seus cabelos, rebeldes... Ela estava claramente cansada.

-Merda! – resmungou seus lábios se retraindo. – Eu tô ficando maluco, só pode...

Rosnou para si mesma, desde quando se deixava levar por sentimentos tão estranho? Era uma das coisas que uma assassina tinha que aprender, a lidar com os seus sentimentos. Raisu estava claramente querendo sangue, mas aquilo não era possível ali. Mas ela suspirou, cadê o seu autocontrole? Bem, ela podia dizer onde estava, mas rosnou para si mesma. Queria ficar só, por isso andou sem rumo novamente... Ela andou sem rumo por horas a fio, o vento batia em seu rosto, ela parecia mas calma, mas o mau humor ainda estava ali, mas sendo seguida, olhou para trás, os grandes olhos em si, ela virou olhando o moreno sem nenhum tipo de humor.

-O que faz aqui? – sua voz soou fria, mas fria que o habitual.

Ele sorri, mas era fraco.

-Por que me trata assim?- soou a voz dele, em seus ouvidos.

Ela riu-se, por que simplesmente não o matava de uma vez só? Mas era verdade, sua promessa impedia de matar Gray Fullbuster.

Ela ergueu o olhar castanho, fitando os azuis dele.

-Não lhe interessa... – soou fria novamente, era uma estranha sensação essa.

Lembrou-se novamente do azulado, xingou-se por dentro, estava claramente louca.

-Eu preciso falar com você... – diz ele baixinho.

Eu já ouvir isso hoje, e olha no que deu, o pensamento era irônico. Ela mordeu a língua, e olhou com raiva, contida, mas a raiva de si mesma, por sua fraqueza quanto a Jellal... Seria uma longa conversa com o mago do gelo...

Talvez fosse...

Interessante.

Notas finais
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