Scrios An Soul

21 Ceticismo.


Dois dias depois.

Ela fixou os olhos no céu, o vento fazia os seus cabelos dançarem com uma dança estranha, o penhasco a sua frente, jogada naquele chão duro e frio, mas a mente longe de tudo... Muito longe para si... Os pensamentos de novo nele, Gray Fullbuster intrigava a morena, que suspirou, Raisu estava claramente distante de tudo, até que as palavras vieram a sua mente confusa e distorcida da realidade que vivia naquele momento.

Quero que você me ouça, estou confuso com tudo que se passar em minha cabeça. Vejo em seus olhos a dor, mas quero cura essa dor, por favor, me ouça? Muito amedrontado agora para falar, mas eu preciso que me ouça. Eu nem sou nada agora e faz muito tempo... Desde que eu escutei o som, o som da minha única esperança. Sua voz... Isso pode me matar, mas eu quero que seja de verdade... Você está em meus pensamentos.

Aquilo soou em sua mente novamente, estava realmente pensando naquilo, por que diabos estavam pensando nisso? Ela balançou a cabeça de novo, sentiu os lábios seco, simplesmente estava confusa. O céu estava mais seco. O vento batia em seus olhos, enquanto fechava aproveitando aquele momento de paz, único momento de paz em sua vida. Ela fixou os olhos no céu, estava certa sobre isso... As coisas estavam erradas demais, ou melhor, erradas para ela. Ela fixou os olhos no céu, estava perdida de alguma forma, suspirou novamente, estava cansada daquilo, não havia mais o que pensar naquilo. Inflamou as narinas, estava claramente distraída, estava tudo confuso em sua cabeça. Tudo o que ela menos queria, era isso... Abriu os olhos quando sentiu que a tocavam no ombro, deparando-se com a loira, olhou com sorriso amargo no rosto. Ela viu o rosto dela, frio e sem emoção da garota a sua frente, suspirou esticando os braços. Ela viu o rosto meio frio, meio angustiando... Ela estava confusa, isso era obvio.

-O que foi? – pergunta ela baixo, olhando para cima.

-Eu estou confusa... – sussurrou seus olhos castanhos fitando os dela. – Eu...

-Quanto ao seu ódio do Natsu? – indagar, seus olhos fitando os dela insondáveis, sem emoções plausíveis. – Ou da sua atração por Ken?

Lucy suspirou.

-Ken e só um amigo... – diz ela com a voz levemente, seus olhos fitando os castanhos. – Você está distante?

Ela olhou para cima, seus olhos castanhos fitando os da loira.

-Eu estou aqui, não estou distante... – suspirou, enquanto tentava olhar o céu.

Lucy reparou no olhar distante dela. Raisu não se virou estava cansada daquilo, mas o grito de dor foi ouvido, Raisu levantou-se num ímpeto, e suspirou sua cabeça nas nuvens, sumiu na fumaça negra, e olharam ambos as magas, enquanto um sorriso arranhava os lábios de Natasha, ela estava por certo, ela estava à frente da ruiva, enquanto os olhos de Raisu olhava aquilo, com estranheza.

-O que está havendo aqui? – a voz soou masculina e grossa, Raisu segurou os lábios num sorriso seco, seu mestre estava ali.

Klaus andou devagar, como uma cobra, uma cobra prestes a da o bote, Natasha grunhiu em sua defesa, todos os magos, de alguma forma aquilo era respeitoso.

-Olá, mestre... – diz Kira, com as mãos no bolso, olhou com sorriso irônico no rosto.

-O que esta havendo aqui? – ele fixou os olhos na morena. – Raisu-san?

Ela levantou o olhar, e deu de ombros.

-Parece que Erza provocou a Natasha, ou algo assim... – diz com a voz lenta, sem emoção, fria como o gelo.

-Isso pode resolver mestre, o que está fazendo aqui? – indagar Jellal, olhando o rosto o do mais velho.

Klaus fixou os olhos nos rostos de Jellal e Raisu, olhando-os com sorriso.

-Parece que o moleque do Doma mandou uns membros do Conselho para ficar com vocês... – soou divertida, Raisu ergueu o olhar confuso. – Você, Raisu, foi pedida como protetoras deles...

A mulher não sorriu, olhou os olhos do seu mestre.

-Prefiro matar mil homens a ser baba de alguém... – rosnou seus lábios num sorriso seco.

A voz soou muito fria, Jellal percebeu a distancia de sua amante ali, ela estava bem distante do comum, pensou ele olhando o rosto pálido dela, a palidez mais evidente do que nos outros dias, Raisu parecia uma criança ao lado dele, mas aquela criança era jovem e forte, Klaus, riu sem ironia, um riso macabro.

-Então, deixaremos nas mãos hábeis de Ultear... – diz ele citando a mulher ausente.

Raisu deu de ombros, mas percebeu o olhar de Jellal em si, mordeu o lábio inferior de forma irritada, ele estava ali, olhando-a, isso era insano pelo menos era isso que ela pensava tudo o que ela havia feito nos últimos dias estava ali, tentado entender a sua vida.

-Raisu, eu tenho uma missão para você? – chamou o mestre, de seus devaneios.

Os olhos castanhos fixos no rosto de Klaus, olhando firmes os olhos dele.

-Qual a missão? – pergunta decidida a ir.

Klaus sorriu, olhando o rosto dela.

-Missão Rank-Ss – diz ele lento, olhando-a. – Irá sozinha, ou com alguém?

-Com alguém... – diz Jellal, a voz soou levemente intrigada.

A maga travou a língua, olhando-o com ódio.

-Nenhum de nos... Sair sem companhia, mestre? Não é? — indagar ele, olhando Kira como defensor. – Kira?

-Concordo com o Jellal, ela não deve ir sozinha... – diz Kira, coçando a cabeça de forma peculiarmente calmo.

Raisu olhou fixo para ambos, um sorriso arranhou nos lábios dela.

-Por que o interesse em minha vida? Já que estou condenada... – a voz soou levemente irritada.

Um sorriso seco brincou nos lábios de Jellal.

-Por que e minha... – diz Jellal num tom autoritário.

-Amiga... – completou Kira, cortando o amigo. – Não é? Nossa amiga, não seja impulsiva Raisu-chan...

Raisu sorrir, mas os lábios num sorriso seco e irônico.

-Por que não levar um de nos com você? Não pode ser eu... – comentou Yuri animadamente. – Eu tenho aula amanhã com a Ultear-san...

-Eu vou com ela, e ponto final... – diz Jellal, olhando com a expressão neutra.

Klaus riu daquilo, todas às vezes eram isso.

-A decisão e da Raisu-san, ela já e de maior... Não é? Minha estrela... – diz saudoso, olhando a mais nova.

-Eu irei sozinha, não quero estorvos no meu pé... – diz ela levantando, olhando Klaus. – Pra onde é?

-Selena Kurt, e o seu alvo... – diz ele olhando-a.

Um sorriso levemente interessado subiu nos lábios dela.

-Certo, eu estou indo... – diz ela olhando todos, mas olhando para o moreno.

Jellal olhou, travou o maxilar, ela era teimosa demais. O azulado olhou o seu mestre, Klaus riu internamente aquilo, por que era divertido ver a relação de seus amados membros, olhou Raisu, que segurou os lábios num sorriso. Mas a maga suspirou longamente...

-Eu tô indo... – diz ela dando um aceno, e sumido.

O que ela queria era ficar só, com os seus dilemas. Por um momento todas as suas certezas foram pelo ralo. E ela se viu mais uma vez no ponto de partida, novamente estava confusa com tudo...

O que ela desejava, era só esquecer...

O passado.

XXX

- Um momento... – a voz soou fria, Jellal olhava com a testa vincada.

Talvez fosse uma péssima ideia isso, ou não. Ele adentrou no quarto, o mago estava ali, sentado num canto, olhando com estranheza a visita dele.

-O que desejar Jellal? – pergunta Katsuo rindo. – Mas cedo ou mais tarde, iria vim até mim...

-Precisamos conversar... – Pigarreou, olhando o mago. – Quero saber do passado de Raisu...

Um sorriso brincou nos lábios de Katsuo.

-Certo, você saberá o problema da Família Senju... – diz ele com sorriso seco e irônico.

-Problema? – indagar Jellal, olhando para Katsuo.

-Vem de família, sabes que a Raisu e Satoru quando crianças... – ele começou os olhos dele fitando a parede. – Asga deu ambas um de suas magias, Raisu era Magia da Luz e Satoru a magia das Trevas, mas parece que a Dragon Slayer da nossa guilda desenvolver a magia mais negra do mundo, mesmo que não... Asga não teve escolha senão treina-la... Isso causa ódio, mas depois que Asga sumiu, aquele piralho surtou de vez...

Katsuo riu-se.

-Machucou a Raisu, até a beira da morte, mas sua magia a salvou da morte trágica que estava por vim em sua vida, saber quantas vezes em o vi morrer em meus sonhos, Jellal? – indagar num tom solenemente calmo.

-Quantas? – pergunta olhando com frieza.

-Muitas vezes, todas da mesma forma, o coração sendo estilhaçado como se fosse um vidro... – diz ele num tom frio, claramente controlado a sua raiva. – Única coisa que Satoru quer dela... O seu coração de criança, que ainda está lá, bem enterrada. Mas que a nova Raisu não deixar ninguém vê-lo, até algum tempo atrás... Não é? Jellal?

Jellal engoliu a seco, será?

-Não seja tolo, você não o que ela está procurando... – diz Katsuo rindo.

-O que ela está procurando? – pergunta confuso.

-Seu coração, ele se perdeu por ai, atrás de alguém... – diz ele rindo, com ceticismo.

Ouviu a historia de ódio dos irmãos, além da dor que a maga sentia em seu coração, ela era diferente de tudo...

E de todos, por isso sofria, mas do que todos...

Por causa de uma magia negra...

Um dia para os Jogos Mágicos.

O vento açoitou os cabelos dela, enquanto andavam pela noite adentro, ela estava cansada, seus olhos castanhos fitando o castelo do rei, um sorriso arranhou os lábios, se fosse ali, ela andou, fazia pelo menos duas semanas que ela quebrou o pescoço de Selena, lembrando-se de tudo, com sutileza, estava cansada e farta de tudo, mas ignorou, deixando o tempo passar.

As preparações estavam sendo feitas, tudo estava arrumado, as instalações, num canto, Raisu estava calada, olhando para fora do prédio branco, não era a primeira vez que se instalava ali, olhou para os magos de outras guildas, suspirou, pelo menos fez o seu trabalho, o quarto era branco num tom neutro, ela apenas olhou o quarto com desdém, além de ser a única ali presente no momento, dividia o quarto com Lucy, Levy com Natasha, Róxy com Yume, Yuri com Kathy, e Yue com Meredy, já que a Ultear estava na cabine juntamente com outra maga desconhecida para a líder da Noctis, Noctis... Ela pensou no mestre, em seu aviso.

-Aqui está a Estrela Negra Raisu... – diz o homem num tom insolente para ela.

Ela não o olhou.

-Lorde Ary, como está? – pergunta peculiarmente.

Olhou o homem de barba e os olhos escuros, ele era alto, parecia uma criança ao seu lado, ou melhor, para ele era uma criança. Ele fixou nos olhos dela, estava no quarto dela, olhando.

-Souber que encontro à bastada de minha filha... – a voz soou grave, séria e fria.

-Ela está morta... – retorquiu sem malicia nenhuma, olhando com frieza. – Me dera trabalho para encontra-la, mas no fim era só maga de palavras...

Lorde Ary a olhou com sutileza.

-Isso e um bom sinal, minha Joseni descansara em paz agora... – diz ele seco, olhando-a. – Soube que treino os magos oficias, como foi isso?

Ela mordeu a língua.

-Nem um pouco prazeroso... – diz num tom seco, e negligente estava farta de tudo. – Cheio de regras, muito chatos... Senhor das Trevas.

Ary riu-se, olhando a jovem, ela tinha idade de sua Selena, mas hoje a maga estava morta, como uma boneca quebradiça.

-Segurança aumentou ao redor dos jogos... – comentou olhando os magos que andavam imperceptíveis. – O que fará? Hein? Jovem Raisu...

-Nos estamos protegendo a vossa majestade... – diz ela num tom entediado. – O que fazes aqui, Lorde? Se bem me lembro, você mandou-me para caçar a sua filha...

Ele engoliu a seco. Aquela maldita mulher era ótima no que fazia, um sorriso brincou nos lábios dela.

-Estava pensando... – diz ele pigarreando. – Você está pronta para... ?

-Morrer... – completou a frase com, franzi de lábios. – Sim, sempre estiver. Senhor deveria saber melhor que ninguém... Selena estava agonizando quando a encontrei...

O homem perdeu a cor.

-Ela foi descartada... – diz ele num tom sombrio.

-Sim, infelizmente sim meu senhor, ela estava lá para morrer, pelo modo que encontrei a aposto em Sho, aquele bastado... – diz ele num tom irritado, por tê-lo perdido de vista.

Lorde Ary suspirou, estava velho e cansado daquilo.

-Você sabe onde ele está? – indagar olhando os olhos castanhos.

-Está em algum lugar do inferno, por que e lá que ele se encontra quando eu mata-lo... – diz num tom insolente, mas educado. – Então senhor, qual o problema?

Ele olhou o rosto dela com vislumbre.

-Você estará amanhã não é? – pergunta olhando firme.

-Sim, eu estarei lá, esperando os magos no torneio... – diz num tom cético. – Esperamos que a Fairy Tail se saia bem...

Um risinho saiu dos lábios do lorde.

-Certamente, Lady Senju...

Notas finais
Cometários?