Notas iniciais
OI GENTEEEEEEEEEEEEEEE OLHA EU AQUI ESPERO QUE GOSTEM (E COMENTEM, POR FAVOR, SÓ PRA EU TER CERTEZA QUE TEM GENTE LENDO ;-;) As minhas duas fics estão quase sem comentários esses dias e isso me desmotiva bastante, sabe? Eu sinto que perdi boa parte do meu público e não sinto vontade de escrever, já que eu sei que ninguém vai comentar nem ler mesmo. Me desculpem por toda a minha demora, é difícil eu conseguir tempo livre com o ritmo do meu colégio, mas saibam que eu ainda não desisti das fics e vou me esforçar pra continuar, ok? Beijões e espero que gostem!

Syndra caminhou tão rápido que quase não sentia os pés tocando o chão.

Uma sensação diferente divagava por sua pele, penetrando sua derme e distribuindo pequenas descargas por seu corpo – também, meticulosamente, deixando-a cada vez mais inebriada nos próprios pensamentos. Uma corrente de ar atravessou o salão quando ela aquietou as pernas sobre a entrada do templo e seus cabelos foram sutilmente empurrados para trás. Tragou todo o oxigênio que conseguiu e pela primeira vez naqueles últimos minutos conseguiu respirar fundo, sentindo um aperto no peito.

Colocou as mãos sobre o rosto e suspirou quando o vento empurrou seus cabelos e as pontas do seu vestido novamente, como se a sacudisse para a realidade. Encostou-se numa das pilastras de madeira que ornamentavam a entrada do templo e escorregou lentamente ao chão, até apoiar-se num dos ombros. Observou a grama a sua frente e analisou com cuidado o contraste que ela fazia com o céu – agora alaranjado – até sentir as pálpebras pesarem sobre seus olhos.

Não queria dormir. Não sentia-se segura. Na verdade nunca havia se sentido e naquele momento seria impossível ela não pegar-se pensando nos lábios quentes e macios de Zed, e como já podia senti-los passeando lentamente por seu corpo...

Droga.

Syndra coçou os olhos com as costas das mãos e encostou a cabeça na pilastra, sentindo o rosto esquentar. Seu cérebro parecia não acreditar no que havia acabado de acontecer, então ainda sentia uma mistura de ansiedade com vergonha. Suas pálpebras pesaram mais um pouco, fazendo-a fechar os olhos por alguns segundos. Ao invés da escuridão, ela via o brilho intenso dos olhos escarlate de Zed.

Droga. Agora não teria paz acordada e nem conseguiria sonhar com outra coisa.

Abriu os olhos. O céu ia alaranjando paulatinamente. Molhou os lábios e suspirou, abraçando as pernas. O vento parou de soprar e Syndra sentiu-se sufocada por alguns momentos, até conseguir tranquilizar a respiração. Seus olhos fecharam-se e a atmosfera ao seu redor pareceu tornar-se mais aconchegante, como se uma cápsula de serenidade a envolvesse. O céu chamava-a para dormir, e as nuvens esparsas que o cobriam pareciam sumir conforme o firmamento ficava cada vez mais escuro. Passaram-se minutos que fluiíam como horas e os olhos de Syndra fecharam-se – o breu tomou sua mente, envolvendo-a no sono.

Acordou, como de costume, sem saber direito onde estava.

Era sempre assim. Olhava para os lados, demorando alguns segundos para reconhecer o quarto e pegava-se pensando em como havia parado ali. Mas, depois de algum tempo, ela finalmente lembrava que o templo era seu, os anos haviam se passado e tudo estava tranquilo como nunca.

Dessa vez foi um pouco diferente. Syndra acordou, olhou para os lados e esperou encontrar a grama verde do jardim – entretanto, o cômodo onde ela estava tinha as paredes revestidas por uma tinta lilás fraca, alguns móveis de madeira distribuídos pelos cantos e um enorme e velho baú ao lado da porta. Chegou à conclusão, depois de alguns segundos coçando os olhos e ajeitando os cabelos, que estava em seu quarto.

Ah, mas isso estava errado. Como havia dormido do lado de fora, encostada na pilastra, e agora tinha acordado aconchegada no colchão?

Bocejou, descendo da cama e colocando os pés no chão. Olhou para a esquerda, onde jazia sua penteadeira, e fitou de relance seu reflexo no espelho. Fechou os olhos com força, tentando lembrar-se do que havia acontecido, e quando isso aconteceu deixou o corpo cair sobre a cama novamente. Soltou alguns gritinhos como uma adolescente e abraçou o próprio corpo conforme se enrolava nos lençóis ao seu redor.

Depois de um tempo recompôs-se e ficou de pé, abrindo a porta e olhando ao redor. O templo parecia extremamente calmo e o único barulho a ser ouvido era o farfalhar das folhas das árvores conforme o vento soprava – às vezes calmo, às vezes violento. Entretanto, um som surdo e distante chamou a atenção de Syndra, e ela o localizou no fundo do templo. Checou o quarto de Zed, inclinando-se levemente em direção à porta. A cama estava vazia. Franziu o cenho, virando o rosto em direção ao corredor. Analisou a luz tênue que vinha do lado de fora e suspirou antes de se permitir andar até lá.

Zed estava a alguns metros da varanda do fundo, com as lâminas da armadura nos braços e andando em direção a quatro dos bonecos de madeira que Syndra confeccionava para treinar. Ela franziu o cenho mais ainda quando ele os analisou – enfileirados horizontalmente – e pareceu respirar fundo antes de inclinar-se em direção a um específico.

Ele fez um corte rápido e ríspido que desmontou o boneco em milésimos de segundo, e que fez os pedaços de madeira que compunham seus braços e cabeça caírem sobre a grama. Syndra espantou-se um pouco com a velocidade.

Uma nuvem passageira ocultou boa parte da luz solar no momento exato em que Zed foi para cima de outro boneco – sumindo na escuridão repentina. Syndra ouvia o barulho de cortes mas seus olhos não conseguiam identificar em que posição ele estava, e as sombras das árvores tornavam essa ação bem mais difícil. Os pedaços de madeira que formavam os bonecos iam despencando sobre a grama conforme Zed parecia aparecer e desaparecer entre eles, enfiando as lâminas em seus troncos e cortando suas cabeças. Syndra franziu o cenho quando a luz do sol ficou mais forte e Zed – agora parado em frente aos restos dos instrumentos de treino – virou-se em sua direção.

Tentou não corar, mas não conseguiu. Ele a analisou por alguns segundos, mexendo nas lâminas presas ao seus pulsos, e finalmente desceu o olhar para eles. Syndra recuperou a respiração e apoiou-se na parede, fitando a pilha de mais pedaços de seus bonecos jogadas em um dos cantos. Bufou. No total, Zed devia ter destruído uns trinta dos seus guerreiros bem feitos e resistentes – alguns até com armaduras que arranjava com Ahri.

Observou Zed e ele não parecia nem um pouco cansado. As finas faixas curativas que envolviam seu torso não pareciam estar sujas de sangue – o que Syndra deduziu significar uma melhora em seu ferimento – e nem a sua respiração parecia descompassada. Mesmo com a grande quantidade de bonecos destruídos, ele não sentia nada.

Seus olhos subiram novamente a Syndra e ela perdeu a estabilidade. O silêncio reinou por mais alguns segundos até que ele finalmente se pronunciasse:

— Dormiu bem?

Syndra estudou seu sorriso de canto e ergueu uma sobrancelha ao perceber que ele parecia se divertir.

— Dormi. – Respondeu. Zed soltou uma risada curta que destruiu Syndra por dentro.

— Quando eu te achei ontem, pensei que você tinha morrido. – Ele murmurou, andando em direção à varanda. Syndra sentiu o rosto esquentar mais um pouco e grunhiu, tentando soar o mais normal possível:

— E…?

— Eu te carreguei até seu quarto. – Ele parou de andar quando atingiu a varanda e Syndra remexeu-se, desviando o olhar por um tempo. Mesmo indiretamente, sabia que o sorriso dele havia se enlarguecido. O que ele estava pensando? Que, para Syndra, saber que ele havia a carregado até seu quarto causaria algum tipo de constrangimento e a deixaria mais nervosa?

Ok, ela não queria admitir, mas isso realmente estava acontecendo.

— E…? – Repetiu, tentando soar o mais amistosa e despreocupada possível. Zed continuou a andar até parar a sua frente e apoiar as costas na parede, olhando para o lado oposto da varanda. Syndra analisou seu rosto e também virou-se para frente, buscando conforto na visão da floresta lá em baixo. Ainda de braços cruzados, tentou respirar fundo e fechou os olhos por alguns segundos, mesmo sem conseguir ignorar a presença de Zed a poucos centímetros de distância.

Percebeu que ele devia estar a observando e pressionou os lábios, parando de respirar por um tempo. Sua risada baixa e rouca soou como um afronte.

— Você está nervosa? – Ele perguntou. Syndra virou o rosto em sua direção, tentando parecer o mais séria possível.

— Por que eu estaria?

— Talvez porque eu te beijei. – Ele respondeu de contrapartida, fazendo Syndra desestabilizar-se da sua postura séria e invulnerável. Sentiu o rosto corar mais ainda e voltou a olhar para a frente, respirando fundo quando a risada de Zed ecoou por seus ouvidos mais uma vez.

— Eu te odeio. – Murmurou, concentrando-se no outro lado da varanda.

Subitamente seu quadril foi puxado e ele a pressionou contra a parede, impondo-se à sua frente. Syndra deixou um suspiro escapar quando ele colou o corpo ao seu e aproximou seus rostos o bastante para não houvesse outra alternativa a não ser encará-lo. Seus olhos pareciam analisar cada canto do seu íntimo.

Estremeceu quando sentiu as mãos dele escorregarem ao seu quadril, envolvendo-o com força. Zed pareceu a examinar por um tempo significativo, forçando-a a desviar o olhar, e soltou um “Hm…”. Syndra ergueu uma das sobrancelhas, mesmo não conseguindo parecer tão confiante assim, e esperou que ele falasse alguma coisa. Foi respondida com um sorriso.

Ele a soltou e andou para dentro do templo, deixando-a totalmente estática contra a parede.

— Tudo bem. – Ela o ouviu responder, já distante.

Notas finais
Espero que tenham gostado e, lembrando, COMENTEM! E pra quem não leu o que eu escrevi lá em cima, LEIA, e por favor faça um esforcinho de comentar pelo menos um "Gostei"! Beijos