Scarlatt e os dois Lobos.
3 Olhos no escuro.
Notas iniciais
Depois do meu breve susto com o meu tio Nico na cozinha da casa da minha avó, me sentei na sala com Edgar e começamos a beber uma garrafa de vinho, nós estávamos em silencio quando Edgar começou a rir, ele olhava para mim é ria, contagiada por ele comecei a rir também, e meu tio ainda estava lá em cima pegando a empregada, e os risos viam dos gritos que ela dava, e de como meu tio que a poucos minutos não tinha tido dela o bastante.
–Seu tio é meu ídolo, como ele consegui depois de ter uma Glock 9mm na cabeça? Menina cada minuto com você é interessante, então esperamos a empregada desmaiar lá encima? Ou nós podemos ir pegando as suas coisas, e depois conversamos com o ninfomaníaco?
–Vamos pegar minhas coisas, mas um minuto ouvindo isso, e meus ouvidos vão explodir. –Ele segurou meu braço e me olhou profundamente.
–Ou você quer sair daqui, por que todo esse clima te deixou Excitada... –Me aproximei de seu corpo, minha mãe viajou do seu peito até seu pescoço e chegou a sua orelha.
–Sim claro... Quer que eu te mostre? –Chegando bem perto, eu apertei sua orelha e comecei a Puxa-la com força. –Vamos Casanova, tenho um apartamento para arrumar.
Meu tio esqueceu completamente de mim, ele sempre foi a ovelha negra da família do meu pai, sempre viajando e gastando dinheiro, minha avó faz parte do ramo principal da família Weanpon, a família está subdividida em três, os que tem o sangue puro da família, os primos, e os netos, os sangues puros na nossa família são os irmãos da minha avó, e os filhos dela, minha avó se casou muito jovem com seu primo de primeiro grau, para que o sobrenome e o sangue permanecesse puro na família, mas ele nunca quis se casar com alguém da própria família, ela sempre me disse que amava outro, mas que o seu pai a obrigou a casar com o seu único primo homem, meu pai também se casou com sua prima, mas foi por livre espontânea vontade, mas vivia em segredo com minha mãe.
–Scarlett? Você escutou o que eu te disse? –Disse Edgar olhando para frente segurando no volante, meus devaneios na linhagem da família é irrelevante agora, meus irmãos mortos e eu na mira daquela besta, eu tenho que pensar muito bem no que eu vou fazer, tenho que comparar um sistema de segurança para o meu apartamento e pesquisar sobre o que era aquilo.
–Oh desculpa... eu ainda estou muito cansada... não dormi muito bem, tive muitos pesadelos com a noite do massacre... desculpa eu...
–Minha irmã, ela era como você, obediente na frente do meu pai, e uma louca longe dos seus olhos, as vezes eu me lembro de você quando criança... me surpreendi quando a vi quando chegou a cidade no carro da sua avó, era uma pequena magrela, agora uma mulher de negócios. –Disse com um sorriso nos lábios, mas com os olhos tristes, a bebida nos cegou pra realidade do dia.
Voltamos pra cidade, e paramos em frente a meu prédio, nós começamos a levar as caixas para cima, quando acabamos nos sentamos no sofá da minha casa, olhando para o teto.
–É... Acabou...
–Se quiser ir... sabe eu sei que você devi ter um compromisso.
–Na verdade não... eu estou com fome... tem o que na sua geladeira?
–Na verdade tem uns refrigerantes, energéticos, salgadinhos e comida congelada... mas eu queria mesmo uma pizza, o que você acha? –Ele virou seu rosto lindo para mim, e eu olhei para ele.
–Não sei... pode ser. –Ele aproximou seu lindo rosto, e roçou seu nariz no meu, senti seu cheiro de uva e de menta.
–Acho que sim... –Ele fechou seus olhos e senti seus lábios quentes, macios e úmidos, nos meus, foi calmo, divagar, quase como se estivesse pedindo permissão, então sua língua invadiu a minha boca, e tinha um gosto peculiar, sua mão chegou a minha nuca pressionando meu rosto com o dele, minha mão subiu pelo seu pescoço, a posição de nossos corpos mudaram e seu enorme tronco me pressionou sobre o sofá, sua mão subindo pela minha blusa, então eu o empurrei de leve apenas para dar uma distância mínima entre nos.
–Ed.... você sabe ... nós, isso você tem certeza que quer? –Eu não abri meus olhos, mas senti sua respiração no meu rosto, ele disse.
–Scarlett... Querida, beijar você é meu dever como homem, e recuar agora é meu dever como cavalheiro. –Ele tirou suas mãos de mim ofegante, encarando minha boca e olhos, pela primeira vez me senti constrangida com ele.
–Hum... Ok... Então uma pizza... de quatro sabores e um vinho... certo?!
–Certo, onde fica os seus vinhos?
–Não tenho um... É no outro lado da rua tem uma loja de bebidas, você compra o vinho, e eu ligo pra pizzaria. –Falei enquanto arrumava minha blusa, ele ficou em pé na minha frente pegou a chave no criado mudo, e saiu.
Passado algum tempo, ouvi a campainha da porta, olhei pelo olho magico, não podia ser Edgar, ele estava com as chaves, era o meu tio Nico na porta segurando a minha pizza.
–Tio? –Falei abrindo a porta.
–Filhote, por que não me esperou?
–Por que eu não esperar você finalizar a Sabrina, os gritos e gemidos dela, não em interessam.
–Oh? Dava para ouvir?
–Sim né tio, então o que quer?
–Está esperando alguém?
–E se estiver?
–Hum... Essa pequena cresceu mesmo.
–Anda tio... e me dá minha pizza, quer um pedaço?
–Claro eu paguei.
–Fez apenas a sua obrigação.
–Sua avó me mandou te entregar isso. –Ele retirou um livro de dentro do bolso do casaco e me deu. –é o diário da sua mãe.
–E o que o diário da minha mãe estava fazendo com a sua mãe?
–Não com a minha com a da sua, sua avó por parte de mãe me mandou te entregar.
–Oh... mas minha vó está desaparecida faz anos, eu a procurei por tanto tempo tio..... Como você a encontrou?
–Minha linda... seu tio é um parvo pervertido, mas você sabe que eu daria um braço e uma perna pela sua mãe, e se ela tivesse me escolhido eu seria seu pai, então eu tenho que cuidar de você, por que você é uma parte dela. A porta se abriu e Edgar entra com duas garrafas de vinho e latas de cerveja.
–Nico? Oque faz aqui?
–Pergunto o mesmo pra você.
–Ajudando na mudança e você?
–Cuidando da minha pobre e indefesa sobrinha.
–Ahh Scarlett... seu pai estava na porta do prédio, e mandou eu te entregar isso.
Nos três comemos na sala, meu tio e nico foram embora depois de algumas taças, voltei pra minha cama, e adormeci, abri levemente os olhos ainda pesados ,mas consciente, olhei para a escuridão do quarto, e olhos brilhantes me observavam do escuro,virei-me para o abajur, e as luzes tomaram o quarto, porém vazio o quarto estava. Quando olhei para o chão onde os olhos estavam, havia apenas marcas de patas no meu tapete.
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