Notas iniciais
Scarlett tem muitos mistérios ao seu redor, espero que curtam.

Aquilo só poderia ser um sonho, um sonho lucido, de fato, porém os dias se passaram e cada dia tenho a estranha sensação de que estou sendo observada, não somente nas ruas, ou no meu escritório, ou na casa do meu pai... Mas principalmente na minha casa, tenho dormido todos os dias com as luzes acesas, por que não suporto os olhos brilhantes perto da porta, acho que estou com estresse pós traumático, tenho deixado minha arma perto, dentro da minha gaveta. Edgar, Stiven, Benjamim, tem aparecido para trabalhar, eles fizeram um Club do bolinha, e só interagido entre eles, Edgar fala comigo as vezes. Já faz uma semana, eu ainda não consegui chorar, nem si quer uma gota, mas está doendo ... Eu simplesmente não consigo, marquei uma consulta com o senhor Jones, ele é amigo do meu pai, e um dos psicólogo mais respeitado do estado, além de ser psicólogo é um amante do folclore da cidade, tem inúmeros livros que contam a história da cidade, sempre gostei de ir à casa dele, foi o único a saber sobre a minha existência na vida do John. Indo para casa depois de trabalhar o dia inteiro, fui até o estacionamento, que não era incomum estar vazio uma hora daquela, havia apenas quatro carros estacionados, acho que devem ser dos médicos que ficaram de plantão, não sei por que diabos estacionei meu carro longe, odeio ouvir o som dos meus sapatos ecoando, me lembra os filmes de terror, comecei a acelerar meus passos, estou sentindo aquela sensação de estar sendo observada, quando cheguei ao meu carro, pude ver que a porta estava completamente arranhada, como se um animal tivesse tentado abrir a porta, puxei a arma da minha bolsa, e comecei a andar pelo lugar, seja lá o que fosse ainda estava lá.

–Vamos !!! Aparece!!!! Você está me observando a semanas, falou comigo naquele dia, e agora fica se fazendo de tímido!!! -Gritei minha voz ecoou, ouvi som de patas saindo de trás de um Gol estacionado perto da pilastra.

–Não... Eu nunca falei com você, mas sim tenho lhe observado mulher. — Um grande lobo saiu das sombras, e se sentou perto, bem a minha frente.

–Quem... Ou o que é você? ... -Não sentia medo, nem dor, mas uma estranha sensação, adrenalina corria por minhas veias, seus olhos eram estranhamente familiares.

–Eu sou... Aquele que foi designado para ser seu protetor, por hora só me chame de Storm. -Ele começou a andar em minha direção, apontei a arma, ela não tremia, mas abaixei, seus olhos não eram como do outro lobo, mas um tiro foi disparado, ele fez um som de dor, então correu mancando.

Olhei ao redor e o vi atrás do carro com uma pistola na mão, Stiven ele veio correndo em minha direção.

–Você... Está bem? E por que não atirou? Por que abaixou a arma? Da distância que estava podia mata-lo. -Ele estava como eu ofegante, e confuso, não queria matar... Não agora, mas queria sabe o que é.

–Não sei por que, apenas achei que se fosse me atacar já teria feito, você ouviu o que ele me disse? -Falei apoiando minha mão na parede.

–Falando do que? Eu ouvi apenas ele rugindo para você, por isso atirei, pena que errei está escuro aqui, uma coisa que tem que ser mudada urgentemente. — Ele pós a arma por dentro do seu terno, ao lado da cintura, puxou seu cabelo para trás tirando do rosto, certamente pude ver seus olhos azuis claros, ele sorriu pra mim nervosamente, e ajeitou a gravata. -Por que me olha assim? Também como eu carrega uma arma, não me julgue por ficar um pouco paranoico depois daquela coisa está atrás de nós.

–Não estou julgando, apenas acho esquisito, você tem dinheiro, por que usar uma arma tão faro oeste? Por que não passa amanhã na loja da minha avó tenho certeza vai haver uma que é bem mais o seu estilo. -Colocando a arma na bolsa e tentando abrir a porta do meu Audi R3, ele me segurou o pulso e começou a me puxar pelo estacionamento vazio. -O que está fazendo? Está maluco?

–Não... Você é que é burra, seja lá o que era aquilo, era inteligente, eu não confio no estado do seu carro, nós vamos no meu carro. E pra ser bem franco quero discutir umas coisas com você já faz um tempo, se não fosse pela morte de nossos irmãos já estaríamos em outra situação. –Puxando-me me colocou no carro, e depois entrou, fomos para a sua casa que por sinal fica bem perto do meu prédio, ele tinha bom gosto, tudo muito monocromático, arrumado ao extremo, ele odiaria minha casa.

–Então o que tem de tão importante para discutirmos? –Sentei em seu enorme sofá de couro marrom, ele estava de costas para mim, colocando licor em duas tacinhas de cristal.

–Casa-se comigo. –Oi?

–Oi? O que diabos se passa pela sua cabeça Steel? Pare de usar drogas. –Falei me levantando tomando a taça de sua mão e virando. –Não tem nada mais forte?

–Olha você também não seria minha primeira escolha, mais como eu e você somos os únicos herdeiros de três grandes fortunas, seria o mais logico não concorda? –Fala colocando um copo de vodka pra mim.

–Então é disso que se trata, dinheiro? Espera você disse três grandes fortunas? Como assim? –Amélia nunca me daria seu dinheiro, preferia doar pra caridade, ela irá deixar tudo pra John júnior, meu pai, já me deu a minha herança, e minha avó... são bem mais provável também.

–Quer dizer que você não sabe? Não sabe quem era sua mãe? Interessante, vamos fazer um acordo eu te conto sobre a sua mãe e você aceita casar comigo, vamos Scarlett, não vai ser um grande sacrifício, olhe pra mim. –Além de idiota, chantagista, era narcisista.

–Acredite, pretendia viver minha vida como freira... ok vamos fazer isso nos casar, mas só se a informação for muito importante, se não for.... Nem a uma ficada a gente chega. –Não seja tolo, vou conseguir o que eu quero e depois um beijo e um abraço.

–Ah... claro, mas antes de tudo, você vai assinar isso, é apenas um pré-contrato, eu já esperava relutância, e de ter que usar de chantagem para persuadi-la.

–Claro que sim... afinal um advogado sempre está pronto... –Merda!

–Então...? quer uma caneta? –Merda o que eu faço? Só tem um jeito de saber, e ficar tudo por isso mesmo.

–Sim... Mas antes disso... o que você estava dizendo sobre “não ser um sacrifício”?

–Achei que tinha ignorado essa parte, eu não sou convencido sabe... mas eu realmente tenho minhas habilidades, e nunca recebi uma nota ruim, se que você me intende. –Disse tirando o copo com Vodka da minha mão, deslizando a outra mão por minha cintura, colocou o copo na mesa, logo depois vagou sua mão pelo pescoço até meu rosto.

–Percebo que não é.... –Falei encostando minha mão em seu peito.

–Não, não sou... –Falou ao pé do meu ouvido, sentia seus lábios rosando em meu pescoço, descendo até meu ombro, ele me encarou por alguns segundos e sussurrou. –Deus... como seu gosto é bom. –Fechou os olhos e apertou seus lábios nos meus, o beijo foi divagar, como se quisesse sentir muito mais do que eu estava desposta a oferecer, ele sugou com intensidade minha boca, e a essa altura se eu não parasse... Nossa senhora... quem se lembra do objetivo agora? Esse homem sabe beijar. –Diga... diga que me quer...

–Sim... quero, aqui e agora... –Sim eu queria, queria ver até onde esse homem podia chegar, ele me empurrou até seu grande sofá de couro, e me deitou abaixo dele, tirou a gravata, e eu tirei a sua camisa, Senhor... que corpo, ele tirou minha blusa.

–Mulher... que corpo...

Nesse momento a porta da casa se abre, e uma pessoa fica parada na porta, eu dou um grito ao ver que era o pai de Stiven, tão chocado quanto eu. –Mas que Mer.. Stiven!

–Pai? –Falou não surpreso, mas sim nervoso.

–Filho, eu sei que ela pode ser sua noiva, mas tenha respeito, o pai dela não deu permissão.

–É.... eu vou... Vou indo, depois você passa lá em casa pra falarmos daquele assunto, é foi um prazer te conhecer senhor Steel.

Peguei minhas coisas e sai, praticamente voando de lá, fui abotoando minha camisa no caminho, comecei a andar algumas ruas até chegar perto do meu prédio, no momento em que eu estava andando, tudo apagou e só senti um par de mão em mim e uma voz.

– Lindinha... Nós iremos cuidar muito bem de você.

Notas finais
Gente comentem, eu adoro ouvir suas opiniões e tirar suas duvidas.