Notas iniciais
Isto é só para dar a conhecer algumas personagens principais… de qualquer modo, façam bom proveito :3

Abri os olhos por breves instantes.

Vocês não podem fazer isso! – gritava um homem – É só uma criança.

Prisioneiro de guerra – repetia o soldado, fazendo pouco caso.

Escuro….

Voltei a abrir os olhos. Sentia-me fraca e o máximo que pude fazer foi sentar. Estava numa cela espaçosa e impressionante bem cuidada. Do outro lado, sentado num banco, dormitava o soldado que a pouco havia discutido com aquele senhor cuja cara não me era estranha.

Já de pé? – perguntou ao notar que estava acordada – com esses ferimentos, suponho que não consigas fazer muitos movimentos.

Com isso entrou na minha cela, carregando uma travessa cheia de comida. Sentou-se a meu lado.

Vá, abre a boca. – disse, levantando a colher.

A sopa estava quente e sabia a paraíso. Lagrimas vieram-me aos olhos enquanto saboreava aquela pequena bênção… Nem sequer tinha notado o quão esfomeada estava.

Tinha terminado de comer quando voltou aquele homem de antes.

Soldado! – disse, com a sua voz trovejante – A prisioneira pertence-me. – acrescentou, exibindo um contrato.

O soldado virou-se para mim e sorriu.

…….

O homem carregou-me pela prisão a fora, pelas ruas cheias de gente ate sua casa. Era o seu belo semblante que eu havia visto naquela noite, a face da salvação que agora me outorgava a liberdade.

Ao chegarmos, poisou-me num banco e duas crianças, pelo menos dois anos mais velhas do que eu, vieram ao nosso encontro.

Kyaaaa! Tão fofa! – disse a menina.

Parece uma múmia. – retorquiu o rapaz puxando as minhas ligaduras.

Quietos. – rugiu o homem, virando-se depois para mim com um sorriso – Eu sou Spitz e estes são, o meu filho Esel e minha filha Liese.

E eu sou Heim, a mãe deles. – disse uma mulher fascinantemente bela, que saia pela porta principal.

Os meninos faziam- me uma serie de perguntas, as que eu tentava responder antes que lançassem outra.

Oh! Mas nós não sabemos o teu nome, nem a tua idade.– disse a menina.

Daarin. Tenho 6.– respondi enquanto me puxavam o cabelo.

Da-Chiiiin! – gritaram abraçando-me. Estava segura.

Ou isso achava………