Notas iniciais
DOIS CAPITULOS EM UM DIA, talvez assim voces não me matem. Sério, vou começar a colecionar quantas ameaças de morte ja recebi por causa dessa fanfic uashuashuashuas To muito feliz hoje por dois motivos: os comentarios MARAVILHOSOS de voces, e a Bex curtiu dois tweets meus hoje. Então, boa leitura! Ps: como eu disse nas notas finais do ultimo capítulo, esse vai ser narrado a partir do ponto de vista da Emma.

Minha cabeça doía como o inferno, mas eu não conseguia me mexer. Escutava vozes ao meu redor, e nem abrir os olhos fui capaz. Escutei minha mãe chorar, escutei a voz de Regina perguntando se também estavam vendo aquilo, escutei Cora gritando.

Parecia ter uma multidão naquele lugar. Falando, se movendo, interagindo. E eu ali, sem conseguir mandar qualquer tipo de sinal.

Ei! Eu estou aqui! Conseguem me escutar?

Gritei isso várias vezes, durante dias, mas minha boca recusava a se mexer.

Eu me lembro do acidente. Me lembro de Regina rolando pelo asfalto. Regina! Ela estava bem? Deveria estar, certo? Eu escutei sua voz, então ela devia estar bem. Não importa, preciso ver com meus próprios olhos.

Fiz outro esforço enorme, mas nada se mexeu.

Por que não consigo me mexer?

Os dias estão passando, acho que estou ficando louca. Minha mãe vem me ver todo dia, nós conversamos. Bom, ela conversa. Eu não consigo responder.

Ela me conta sobre a oficina, como meu pai está cada dia mais desolado devido ao meu estado. Ela até me disse que ele reformou minha moto, está novinha em folha.

— Voce precisa acordar, Emma. — Minha mãe sussurrou para mim certo dia. — Regina não está nada bem, seu pai e eu não estamos nada bem. Todos sentimos sua alta. — As lágrimas de minha mãe molharam minha mão. — Cora está a fazendo passar por um tratamento, eu a vi hoje indo para a sua quarta sessão. Emma, isso está apagando as memorias de Regina. Ela está se esquecendo de voce. — Regina estava esquecendo de mim, mas como? Ela estava seguindo em frente? Tratamento? O que era aquilo?

Um medo se apoderou do meu corpo, um misto de emoções que eu nunca senti antes. Mais do que todas as vezes, eu me esforcei para sair dali. Cada fibra do meu ser lutava para que um unico osso do meu corpo se movesse. Parecia que eu tentava puxar um caminhão com minhas próprias mãos.

Depois de um esforço inimaginavel conseguir agarrar a mão de minha mãe e abrir os olhos, pude ver a expressão de pavor dela se transformar em alegria quando me viu.

— Mãe... — Tentei dizer algo, mas minha voz praticamente não saia.

Mary tentou levantar, mas eu me recusava a soltar sua mão. Então ela pegou o botão da enfermaria e começou a pressiona-lo repetidas vezes. Logo uma enfermeira apareceu a porta, também espantada ao me ver acordada.

— Ela acordou... Eu não sei como, estava aqui falando e ela simplesmente acordou. — Minha mãe balbuciava com um enorme sorriso no rosto.

— Vou chamar o Dr. Whale imediatamente. — A mulher disse e saiu do quarto.

Tentei falar novamente, mas minha cabeça doeu tão forte que desisti.

— Emma, minha ilha. Minha filhinha, voce está aqui. Seu pai vai ficar tão feliz. — As lágrimas desciam sem cerimonia pelo rosto de Mary Swan, e pelo o meu também.

Minutos depois um médico loiro e de olhos azuis entrou correndo no quarto, usando a mesma expressão espantada de minha mãe e da enfermeira quando me viram.

— Doutor, olhe só. Emma acordou, é um milagre. — Minha mãe repetia e chorava.

O tal Dr. Whale se aproximou de mim e pegou uma pequena lanterninha no bolso de seu avental.

— Emma, vou apontar a luz para os seus olhos e quero que siga, ok? — Eu assenti com um leve movimento de cabeça. Ele apontou a luz e aquilo quase me cegou, mas me concentrei e segui o rastro. — Consegue falar?

— Eu... — Mais um vez minha voz falhou.

— Tudo bem, é normal ter algumas dificuldades quando se acorda de um coma, principalmente um tão longo quando o seu. Mas seus sinais vitais parecem bons, o que é ótimo. — Ele se virou para minha mãe. — Vou mandar fazer uma ressonancia para determinar o motivo dela ter acordado. Irei deixa-las a sós por um momento enquanto mando uma equipe para fazer o exame, com licença. — Ele disse por fim e se retirou.

— Regina...

— Não se preocupe com ela agora, Emma. Primeiro, vamos tratar de tirar voce desse hospital. — Com uma mão ela acariciou meus cabelos e com a outra correspondeu o meu aperto.

Horas já haviam se passado, eu fiz o exame como solicitado e felizmente já conseguia falar normalmente. Minha mãe estava do meu lado na cama, e Dr. Whale estava parado na nossa frente analisando os resultados do exame.

— Então? — Minha mãe perguntou impaciente.

— Emma, suas ondas cerebrais estão por todos os lados. — Ele comentou. — Voce se lembra do que estava pensando antes de acordar?

— Sim, eu estava ouvindo a minha mãe.

— Estava me ouvindo? Esse tempo todo?

— É perfeitamente normal que pacientes em coma escutem o que acontece ao seu redor. — Dr. Whale explicou. — Continue.

— Minha mãe estava falando que Regina está passando por um tratamento. — Dr. Whale assentiu como se concordasse. — Disse que ela estava se esquecendo de mim, eu fiquei desesperada. Acho que isso que me deu forças para acordar.

— É possivel que pacientes em coma acordem depois de experimentar um misto de emoções muito fortes. — Ele disse.

— É verdade? Ela está se esquecendo de mim? — Perguntei com medo.

— Emma, Regina está passando por um tratamento psiquiatrico, mas eu não estou autorizado a discutir o diagnostico de outra paciente com alguém que não é da familia.

— Mãe, o que aconteceu com ela? — Implorei para que me contasse.

— Eu não sei, filha. Cora manteve quase todos aastados de Regina depois do acidente, alguns boatos dizem que ela via e conversava com voce como se ainda estivesse ali. Mas ninguém sabe ao certo. — Mary me disse. — A única vez que consegui falar com ela, foi quando convenci Ruby e Belle a trazerem ela escondida até seu quarto, para que ela soubesse que voce não estava morta.

— Cora disse que eu estava morta? Eu estava aflita, sabia que Cora não gostava de mim, mas não pensei que chegaria a esse ponto para me erradicar da vida de Regina.

— Emma, a unica que pode te responder isso é Regina. — Minha mãe respondeu.

— Bom Emma, voce fisicamente está bem. Posso te dar alta hoje mesmo, o que acha de ir para casa? — O médico me perguntou.

Sair daquele hospital foi uma das melhores sensações que já senti, o ar fresco que não sentia a meses renovou minhas forças. Mamãe dirigia igual uma louca até em casa, a cara de meu pai quando me visse seria impagavel.

Quando chegamos ela mandou eu esperar no carro que iria trazer meu pai, e assim o fiz.

Ao voltar, meu pai tinha uma venda nos olhos e tateava o ar para tentar encontrar algo na sua frente. Minha mãe o guiava pelos braços e o mandou ficar quieto. Me chamou com a mão e eu sai do carro, parando em frente ao meu pai.

— David, não tenha um infarte. — Minha mãe pediu ao tirar a venda dele.

Quando meu pai me viu seu queixo desabou, ele parecia ter visto um fantasma. Meu sorriso não podia ser maior, e logo ele sorriu também. Me puxou para um abraço apertado e eu correspondi prontamente.

Depois de dias sendo mimada por meus pais, eles finalmente me deixaram pegar na minha moto e sair do casulo que tinha sido a minha casa.

A primeira coisa que fiz foi dirigir até a escola de Regina, eu sabia que ela não se lembrava de mim, mas eu precisava ve-la. Quando cheguei, estacionei perto da entrada e me escondi atras de uma arvore. Ela estava ali. Estava linda com uma saia preta rodada, regata branca e sapatilhas também brancas. Seu cabelo estava maior do que eu me lembrava, mas não deixava de estar lindo.

Minha vontade era correr e beija-la, mas ela me acharia uma louca. Me conti quando vi ela conversando com Ruby e Belle, pareciam discutir.

Ruby agarrou Belle e a arrastou dali, estavam vindo na minha direção. Quando as duas iam passar pela arvore que me oferecia proteção, as interceptei.

— EMMA! — Ruby gritou e me abraçou. Ela me conhecia a anos, desde a primeira vez que foi a uma das festas do clube.

— Calma garota. — A abracei de volta. Belle também me abraçou e eu correspondi.

— Ficamos sabendo que saiu do coma como se sente? — Belle me perguntou.

— Como se fosse de ferro, nada pode me matar. — Respondi brincando.

— O que isso importa? Emma, voce tem que ir atras da Regina imdiatamente e colocar algum senso na cabeça dela. — Ruby reclamou.

— Como assim?

— A mãe dela a obrigou a fazer um tratamento maluco, e agora ela não se lembra de voce Emma. Ou melhor, não se lembra do motivo que a fez ficar meio doida da cabeça. — Ruby explicava. — Nesse caso, voce. Nem estamos falando com ela, com medo de dizer alguma coisa e ela pirar novamente. Então voce marche até a casa de Regina agora mesmo e reconquiste aquela morena birrenta.

— Eu não posso fazer isso, Ruby. Ela nem sabe quem eu sou.

— Então a faça se lembrar, oras. — Belle completou.

Elas me encheram tanto o saco, que eu resolvi ir. Não precisava nem elas alarem tanto, eu iria de qualquer forma.

Me despedi das duas e subi na moto, dirigi até uma floricultura e comprei uma rosa branca. A favorita de Regina. Rabisquei um bilhete e subi na moto de novo, fazendo o maior esforço para dirigir e segurar a flor ao mesmo tempo.

Chegando lá, constatei que a garagem estava vazia, o que significava que nem Cora ou Henry estavam em casa. Andei até a entrada e toquei a campainha.

A mulher da minha vida abriu a porta, ela estava ainda mais linda de perto do que eu conseguia me lembrar. Olhei para sua mão esquerda e vi que ela segurava minha jaqueta vermelha, uma pontinha de esperança achou que ela se lembrava de mim.

— Posso ajudar?

— Regina. — Sussurrei seu nome, mas uma expressão de confusão dominou seu rosto. Ela não se lembrava.

— Eu te conheço? — Minha namorada, ou ex, já não sei mais, perguntou.

— Não. — Balancei a cabeça negando. — Eu... Um admirador secreto me pediu para te entregar isso. — Lhe mostrei a flor e depositei em suas mãos macias.

— Admirador? Quem é? — Ai estava a minha menina, sempre curiosa.

— Secreto. — Sorri. — Meu trabalho aqui está feito, tchau. — Odiei me despedir, odiei deixa-la ali. Ela é a minha mulher, o amor da minha vida.

Ela só não se lembra disso ainda.

Notas finais
É isso ai gente, Emma está de volta pra valer e vai ao ataque pra recuperar sua mulher. Não esquecem daquele comentario bacana na caixinha ali em baixo, quanto mais reviews mais rápido eu volto. Beijos.