Notas iniciais
MENINAS NÃO ME MATEM. Sim, nossa Emma está mesmo viva. Embora em coma, e a bruxa velha da Cora quer forçar a Regina a esse tratamento. To tão feliz com os comentários que já postei outro capítulo pra voces. Boa leitura!

Fazia uma semana desde que eu estive no hospital, uma semana que eu não saia de casa. Bem, exceto para as consultas com o Dr. Hopper e para a sessão do novo tratamento, e mesmo assim, todas eram rigorosamente monitoradas pela minha mãe. Ela não me deixava sair de suas vistas nem por um segundo sequer.

Hoje era a minha segunda sessão. A primeira tinha sido horrivel, mesmo eu estando anestesiada o tempo todo e não sentindo dores. A primeira vez que sai de lá me senti zonza e mal consegui andar, alem de minha memoria estar uma merda. Mas eu ainda me lembrava de Emma, ainda me lembrava que ela estava viva em algum lugar do hospital lutando para acorda.

Isso mesmo, lutando. Eu sabia que Emma aria de tudo para voltar para mim, ela nunca me abandonaria. E mesmo que eu acabasse esquecendo, ela daria um jeito de me fazer lembrar.

Minha loira é uma guerreira, e não se deixaria abater.

— Pronta? — Mamãe perguntou, mas me recusei a responder. Importava mesmo se eu estava pronta? Teria que ir de qualquer forma.

Descemos do carro e fomos em direção ao hospital, aquilo me partia o coração. Emma estava ali, tão perto, e eu não podia nem ir ve-la.

Minha mãe havia parado de produzir imagens de Emma, ou seja, eu não conseguia mais ver ela. Acho que depois que soube que ela estava mesmo viva, e não morta como pensei, meu cérebro parou de me iludir. Embora eu ainda tomasse os remedios, fosse as consultas, e fazia o tratamento.

Chegamos a ala psiquiatrica e uma enfermeira veio me buscar, me levou até um quarto onde troquei minhas vestes por outras do hospital. Me deitei na maca e logo médicos e mais enfermeiros vieram me levar até uma sala de operações.

Quando chegamos até a tal sala, Dr. Whale estava lá, era ele quem tinha aplicado a ultima sessão.

— Olá, Regina. — Ele usava mascara, mas tinha certeza que me oferecia um sorriso amigavel por baixo. — Tudo bem com voce?

Apenas assenti dizendo que sim, mas não estava nada bem.

— Quero que conta de 100 para baixo, ok? Vamos aplicar a anestesia.

Senti uma picada no braço e um liquido escorreu para dentro do meu sistema sanguineo, e enquanto contava me lembrei de frases que Emma já havia me dito.

100...

Vamos começar de novo, ok? Quer beber algo comigo?

99...

Isso foi divertido, deveriamos repetir.

98...

Eu te amo, Regina Mills.

97...

Tentei me ater aquelas memorias, mas logo a anestesia fez efeito e eu cai em um sono profundo.

FLASHBACK

Storybrook — Maine

8 meses atrás

— Regina, para de tremer. Eu não vou te deixar cair. — Emma resmungou.

— EMMA, NÃO ME SOLTA! — Gritei quando senti suas mãos largarem o meu quadril.

— Pelo amor de deus, Regina. Já disse que não vou te deixar cair. — Suas mãos voltaram a segurar minha cintura fortemente.

— Se eu cair e me esborrachar, a culpa vai ser toda sua! — Exclamei nervosa.

— Como pretende aprender a pilotar uma moto, se não consegue nem se equilibrar numa bicicleta? — Ela perguntou enquanto dava um impulso na bicicleta e me ajudava a me manter ereta.

— Pilotar uma moto? — Fiquei branca apenas com a ideia de tentar dirigir aquele monstro que Emma vivia em cima. — Quem disse que eu quero pilotar uma moto? Estou ótima ficando na sua garupa, voce pilota a moto.

— Tudo bem, mas pelo menos uma bicicleta voce tem que saber andar. Seus pais não te ensinaram não?

— Mamãe tinha medo que eu me machucasse. — Respondi.

— É claro, a filhinha da mamãe. — Ela debochou e eu lhe dei um tapa. Pessima ideia, pois Emma se assustou e me largou, o que resultou com as duas rolando pelo chão da oficina de seu pai.

— Ai. — Resmunguei quando tentei me levantar de cima de Emma.

— Vem cá. — Ela aproveitou que eu estava por cima e me puxou para um beijo de tirar o folego.

— Emma... Seu pai está logo ali. — Parei o beijo e olhei para David que nos encarava com um sorriso no rosto.

— Ele não liga. — Emma disse quando nos levantamos.

— Não que eu não goste de ver um casal apaixonado. — Meu sogro gritou para nós duas. — Mas preciso entregar esse carro até as 14hrs para o Sr. French, pode me ajudar Emma?

— O que acha? Quer me ver trabalhar?

— No meio de gracha, suor e pneus de carro? Não, muito obrigada. — Eu disse enquanto dava um selinho nela. — Sua mãe me chamou para ir tomar sorvete com ela, e não posso dizer não a minha sogra favorita.

— Sogra favorita? Por acaso tem outra? — Emma fingiu uma cara emburrada.

— Claro, tenho uma motoqueira como namorada em cada esquina. — Brinquei enquanto andava para longe afim de encontrar Mary.

— Aposto que nenhuma delas é loira e linda como eu. — Emma gritou indignada quando eu já estava a uma distancia consideravel, eu apenas mandei um beijo com a mão como resposta a ela.

FLASHBACK

Acordei um pouco desorientada e enjoada, estava num quarto de hospital, mas não me lembrava exatamente o que havia acontecido para chegar ali. Mamãe estava sentada perto da minha cama, e logo foi até mim.

— Mãe... — Minha voz saiu fraca.

— Calma filha, descansa. — Mamãe acariciou os meus cabelos.

— Por que estou aqui? — Perguntei confusa.

— Voce está fazendo um tratamento, filha. Não se lembra?

— Não, tratamento para que?

— Para algo que vai te ajudar. — Ela sorriu gentilmente para mim e eu resolvi não fazer mais perguntas sobre aquele assunto.

— Onde está Emma? — Percebi sua postura endurecer. — Ela prometeu me ensinar a andar de bicicleta hoje.

Mamãe respirou fundo.

— Emma não pode vir, talvez voces conversem mais tarde. Vou chamar a enfermeira com uma cadeira de rodas para irmos para casa.

Minha mãe saiu do quarto, me deixando sozinha. Me perguntei onde estaria Emma. Estavamos juntas a dois meses, e ela sempre estava comigo. E se eu estava passando por um tratamento, duvido que Emma não fosse acompanhar.

Deixei esses questionamentos de lado e resolvi que ligaria para ela a noite. Cora logo voltou com uma enfermeira e uma cadeira de rodas, as duas me ajudaram a trocar de roupa e sentar na cadeira. Mamãe me levou para fora do hospital e depois de um tempo já estavamos em casa.

Fui direto para meu quarto e me joguei na cama, me sentia exausta. Me remexi e logo me livrei de minhas roupas, ficando apenas de calcinha e sutian e me enfiei em baixo das cobertas. Minha cabeça doia.

Dei uma olhada em meu quarto e vi a jaqueta vermelha de Emma jogada em um canto. O que estava fazendo ali? Não me lembrava de Emma ter deixado comigo.

Cansada demais para pensar em minhas próprias perguntas, fechei os olhos e logo adormeci.

***

2 meses depois

Fazia duas semanas que eu tinha terminado meu tratamento, e não precisava mais de remedios. Agora estava apenas me consultando uma vez por semana com o Dr. Hopper.

Depois de muito insistir, mamãe me explicou o porque do tratamento. Segundo ela, eu estava bem depressiva. O que era ridiculo, nunca me senti tão bem. Exceto pelo ato de que desde que voltei as aulas, minhas duas amigas não falam comigo.

Tudo bem, eu tinha esquecido algumas coisas devido ao tratamento, mas não deveria ser tão ruim, né? E mamãe disse que foi para o meu bem, eu confiava no que ela me dizia.

Então por que Ruby e Belle sempre que me viam, andavam na direção contraria? Eu iria tirar aquela historia limpo agora mesmo.

Na hora da saida, corri para a entrada no colegio e fiquei esperando as duas apareceram.

— Paradas ai! — Gritei quando avistei as duas. Andei até elas e dei uma boa encarada em cada uma. — Vão me explicar por que estão me evitando?

— Re... — Belle estava assustada diante do meu olhar.

— Não estamos te evitando, Regina. — Ruby me respondeu com uma frieza anormal.

— Não estão? Eu voltei faz uma semana, e nenhuma das duas sequer tem a coragem de olhar na minha cara. — Reclamei.

— Eu... Nós... Re... — Belle gaguejava cada vez mais.

— Não estamos, ok? E eu tenho que ir trabalhar, tchau. — Ruby saiu arrastando Belle para longe e as duas sumiram de vista.

Que porra estava acontecendo com essas duas?

Andei irritada até em casa, entrei batendo a porta e procurando pela minha mãe. Depois de revistar cada comodo, notei que estava sozinha.

Ótimo, pelo menos não tenho que aguentar encheção de saco.

Entrei no meu quarto e joguei minha mochila de um lado, os tenis de outro e me deitei na cama.

Algo vermelho berrante estava perdurado na cadeira de minha mesa de estudos, e aquela coisa horrorosa não passou despercebida pelos meus olhos. Andei até lá e agarrei o casaco. Que roupa ridicula era aquela? Com certeza não era minha, eu jamais usaria aquilo. Será que foi minha mãe quem comprou para mim? Duvido muito, ela sabe meu gosto e não erraria ao comprar aquela peça.

A campainha tocou e eu desci correndo para atender, ainda com o casaco em mãos.

Abri e do outro lado um par de esmeraldas verdes me encarou.

— Possou ajudar? — Perguntei a menina loira que me encarava com uma cara de espanto.

— Regina. — Ela sussurrou meu nome.

— Eu te conheço? — Perguntei confusa.

— Não. — Ela balançou a cabeça. — Eu... Um admirador secreto me pediu para te entregar isso. — Ela me entregou uma rosa branca que tinha um bilhete pendurado no caule.

— Admirador? Quem é?

— Secreto. — Ela sorriu, tinha um sorriso lindo. — Meu trabalho aqui está feito, tchau. — A garota se despediu e saiu andando. Fiquei a olhando até que a vi subir em uma moto e sair pilotando.

Entrei para dentro de casa e abri o bilhete rapidamente.

"Sei que não se lembra de mim, mas eu a farei se lembrar.

ES"

Quem diabos era ES? Bufei. Eu detestava surpresa.

Mas a flor era linda. Como esse admirador sabia que era a minha favorita?

Peguei um copo com água e coloquei a rosa, levei até meu quarto e coloquei ao lado da minha cama.

Fiquei admirando durante um bom tempo, e me perguntando quem era a pessoa por trás do bilhete.

Notas finais
E agora????? O tratamento funcionou, e a Regina não lembra da Emma. Comentem o que estão achando, beijos. ps: proximo capítulo será narrado pela Emma