Notas iniciais
Muito obrigada a todos os comentários, VOCES SÃO DEMAIS! Fico tão feliz que estão gostando, pois estou dando tudo de mim nessa fanfic. Um SUPER MEGA HYPER MASTER BLASTER obrigada a Talita Oliveira pela recomendação linda que voce fez a fanfic, serio MUITO OBRIGADA. Não tenho como expressar o quanto me deixou feliz ler a sua recomendação. Eu estava tento um dia horrivel, e ai entro no nyah e dou de cara com isso, MELHOROU TUDO. Obrigada mesmo. Bom, tenho certeza que esse capítulo vai ser bem esclarecedor para todas voces. E acreditem, não foi nada facil escreve-lo. Boa leitura!

Acordei as 11:43 da manhã, o que foi muito estranho, porque quando meu despertador não tocava, mamãe fazia questão de que eu levantasse. Ela odeia que eu falte a escola.

Me levantei num pulo, e de pijama mesmo fui atras de minha mãe para questiona-la do porque não me acordou. Meu queixo caiu quando cheguei até a sala e encontrei sentamos no sofá Cora Mills, Henry Mills e... Dr. Hopper?!?!

Meu psiquiatra estava sentado numa poltrona mais ao canto tomando chá com meus pais, como se fosse de casa. No momento em que meus olhos bateram nele, sabia que algo estava muito errado. Meu médico não iria aparecer na minha casa sem um motivo muito forte, e tenho certeza que esse motivo atendia pelo nome de Cora.

Além de me forçar a ir há essas consultas e me obrigar a tomar esses remédios, agora minha mãe estava convidando o psiquiatra para tomar chá em casa? Qual seria o próximo passo? Me trancar num manicomio pro resto da vida?

– O que esta acontecendo aqui? — Perguntei cruzando os braços e encarando cada um dos tres.

– Querida... — Mamãe começou a falar, ela sempre adorou ter a primeira palavra. — Seu pai e eu estamos cada vez mais preocupados com voce. Então hoje mais cedo pedimos ao Dr. Hopper para vir aqui, sabe, numa consulta em familia.

– Consulta em familia? — Arqueei uma sobrancelha.

– Sim. Eu, voce e seu pai.

– Vou me trocar. — Murmurei e sai de lá irritada. Consulta em familia? Mas que merda é essa? Sou obrigada a expor meus pensamentos com todo mundo agora.

Puta que pariu!

Voltei ao meu quarto. Vesti uma calça e blusa qualquer, calcei umas botas de cano baixo que quase nunca usava e por ultimo a jaqueta vermelha de Emma. Eles sabiam que era dela, então só coloquei para afronta-los.

Podem fazer o que quiser comigo, mas não vão me afastar dela.

Desci as escadas e voltei a sala de estar, me afundei no sofá e fiquei lá encarando a parede. Eles queriam uma consulta familiar? Ótimo, mas eu não iria facilitar.

– Acho que podemos começar. — Ouvi Dr. Hopper dizer, mas não dei a minima. Continuei com a minha interessantissima tarefa de fingir que era surda. — Senhor Mills, por que não me conta como tem sido seu relacionamento com Regina nos ultimos seis meses?

Papai suspirou. Ele sempre foi muito carinho comigo, diferente de minha mãe. Sempre me mimava e fazia minhas vontades. Mas os ultimos meses acabaram nos afastando. Eu sabia que ele ainda me amava, mas toda vez que ele me olhava nos olhos parecia não saber o que dizer. Entre minhas idas ao médico, os remédios e as brigas constantes com minha mãe, as conversas com o patriarca da familia se tornaram cada vez mais escassas. Até que chegou ao ponto em que apenas nos cumprimentavamos.

Como eu sentia falta de meu pai.

– Eu e Regina... — Ele parecia não saber como começar. — Eu amo a minha filha, doutor. Sempre fomos muito ligados, mas de um tempo pra cá sinto que ela vem me afastando. E eu queria que Regina confiasse em mim o suficiente parta me contar seus medos. — Senti meus olhos lacrimejar. Ele achava que eu não confiava nele?

– Talvez essas consultas e remédios não sejam o melhor para ela. — Meu pai continou a falar. — Mas eu e minhas esposa estamos sem opções aqui. Não quero perder a minha filhinha, não como ela perdeu... — Ele não conseguiu completar. — Eu quero que Regina seja capaz de viver sua vida inteira, sem essa tristeza que ela carrega no peito.

Explodi e de raiva.

– EU ESTOU AQUI, PAPAI. ESTOU BEM AQUI. — Me levantei e comecei a gritar. — EU ESTOU VIVENDO, NÃO CONSEGUE ENXERGAR ISSO? EU ESTOU VIVA!

– Regina, sente-se agora mesmo! — Minha mãe disse num tom autoritario. — Está vendo como ela fica, doutor? Esses remédios e consultas não estão ajudando em nada, precisamos tomar uma atitude mais ativa.

Atitude mais ativa? O que aquilo significava?

– Do que estão falando? — O medo estava evidente em minha voz. Só a ideia de me mandarem para longe, me afastarem de Emma... Eu não suportaria isso.

– Regina, eu e seus pais estavamos conversando antes de voce acordar. Decidimos que está na hora de tentar um novo tratamento.

– Que tratamento? — Percebi meus pais se entreolharem e repeti a pergunta. — Que tratamento?

– Esse tratamento vem recebendo ótimas recomendações de varios terapeutas que estudam casos similares ao seu. — Dr. Hopper começou a me explicar com a maior calma do mundo. — É chamado de ECT. E na minha opinião médica, essa é a sua melhor chance.

– ECT? O que significa?

– Eletroconvulsoterapia. — Meu sangue gelou ao ouvir aquilo.

– VOCES QUEREM FRITAR O MEU CEREBRO? ESTÃO LOUCOS? — Novamente voltei a gritar.

– Regina, não iremos fazer nada disso. — Dr. Hopper ainda alava com sua costumeira calma. — Voce estaria anestesiada o tempo todo, não sentiria dor e não se lembraria do procedimento. Os pacientes que se submeteram a esse tratamento tiveram uma melhora significativa, acredito que o mesmo pode acontecer com voce.

Meu rosto estava encharcado de lágrimas, mas não me dei ao trabalho de seca-las. Como podiam fazer aquilo comigo?

Me virei para meu pai procurando por qualquer sinal de ajuda, mas ele apenas abaixou a cabeça. Então olhei para minha mãe, mas ela estava impassivel.

– Voce é um monstro. — Cuspi aquelas palavras para cima de Cora Mills e sai correndo de casa.

Corri, corri, e corri. Não sei por quanto tempo, quando me dei conta já estava na praia. Me joguei na areia, as lágrimas ainda tapavam minha visão.

Não sei dizer ao certo quanto tempo fiquei naquela posição. Só tive coragem de me mover quando escutei meu celular tocando, olhei no visor. Ruby.

– O que voce quer? — Atendi grosseiramente. Minha amiga não tinha culpa de nada, mas no momento eu não era capaz de tratar ninguém com educação.

– Re? O que aconteceu? — Ela tinha notado minha voz de choro.

– Nada. — Tentei disfarçar, mas sou péssima nisso.

– Regina, o que aconteceu? — Ruby tornou a perguntar, dessa vez enfatizando meu nome.

– Meu pai, minha mãe... — Não consegui completar, e voltei a chorar como uma desesperada.

– Regina, onde voce está? — Escutei a voz de Belle ao fundo. — Diga e estamos indo ai te buscar agora mesmo.

– Estou na praia. — Funguei o nariz. — Mas não venham aqui, por favor. Estou indo para a sede do clube, preciso ver Emma. Ela é a unica que pode me ajudar agora.

– Emma? — Ouvi Ruby exclamar exaltada. — Regina, não se mexa. Entendeu? Não mova um musculo, estamos indo te buscar.

–Não meninas, eu só quero a Emma.

– REGINA! — Belle gritou. — NÃO SE MEXA, ESTAMOS INDO TE BUSCAR.

Quando eu ia protestar, as duas desligaram. Sentei na areia novamente e fiquei observando o oceano.

Minha cabeça pesava com tantos pensamentos.

O que tem de errado comigo? Por que meus pais estão fazendo isso? Por que tem que ser tudo tão complicado?

Essas questões me manteram distraida até que minhas amigas chegassem. Ruby agarrou meu braço esquerdo e Belle o direito, juntas fizeram força e me levantaram, me arrastando pela praia até o carro da morena.

– Onde vamos? — Perguntei quando Ruby deu partida.

– Eu e Belle queremos te mostrar algo.

– Me mostrar o que? — Minha voz saia baixa por causa de todo o choro de alguns minutos atras.

– Voce vai ver. — Belle encerrou o assunto.

Cruzei os joelhos no banco de trás. Estava todo mundo agindo muito estranho. Meus pais com aquela ideia maluca, e minhas amigas me impedindo de ver Emma. Qual era o problema de todo mundo?

Olhei a placa do lugar que estavamos entrando e franzi o cenha.

"Cemitério de Storybrook"

O que tinhamos ido fazer no cemitério?

Ruby estacionou e nós tres saltamos.

– O que viemos fazer aqui? — Perguntei estranhando toda aquela situação.

As duas não me responderam. Ao invés disso, pegaram na minha mão e começaram a me guiar por um caminho que eu desconhecia.

Passamos por várias sepulturas e mausóleu das familias de Storybrook. O lugar era enorme, e eu já estava me cansando de andar.

Me senti esquisita por estar ali. Eu nunca tinha conhecido alguém que morreu, nunca tinha ido a um funeral. E certamente, nunca tinha ido a um cemitério.

Paramos no que parecia ser o limite do local. As sepulturas eram mais simples e a floresta da cidade estava logo ali.

– Então, o que estamos fazendo aqui? — Voltei a perguntar. Olhei para Ruby e seus olhos estavam cheios de lágrimas, Belle esmagava minha mão de tão forte que apertava.

–Olhe. — Belle sussurrou apontando para uma sepultura que estava ali perto.

Olhei.

Olhei de novo.

E de novo.

Meu corpo todo estremeceu, meu cérebro foi inundado com lembranças que eu tinha me forçado a esquecer.

FLASHBACK

Storybrook — Maine

Seis meses atrás

Era a noite do baile de boas vindas da minha escola, e depois de praticamente implorar de joelhos, Emma aceitou me acompanhar. Ela não era o tipo de garota que ia a bailes, mas eu insisti tanto que minha loira acabou cedendo apenas para me fazer feliz.

Ruby e Killian conseguiram contrabandear duas garrafas de tequila para dentro do baile, e nós quatro não demoramos a nos embebedar.

Arrastei Emma para a pista de dança, ela era horrivel nisso e estava a todo momento pisando nos meus pés. Ela era uma péssima dançarina, tinha pouca coordenação motoro e ainda por cima estava bebada. Mas não me importei, estava nos braços da mulher que eu amava.

You know there's no need to hide away

You know I tell the truth

We are just the same

I can feel everything you do

Hear everything you say

Even when you miles away

Eu amava aquela música, e dançar ela com Emma no baile estava sendo perfeito. Aproximei minha boca de sua orelha e terminei de cantar junto com a música.

– Coz I am me, the universe and you.

Emma me abraçou mais forte e me beijou. Aquela estava sendo a noite mais perfeita da minha vida.

O baile continuou por horas, e eu já tinha bebido tanto que nem sabia como ainda estava de pé. Ruby e Killian já tinham sumido pra se pegarem em algum lugar.

Depois de tanto beber, comecei a me sentir meio aventureira. Comecei a insistir para Emma ir me levar pra andar de moto, mas ela estava relutante devido ao tanto que tinhamos bebido.

Eu amava quando ela me levava para andar de moto. Segurar na sua cintura e esquecer o resto dos problemas, era uma das melhores sensações do mundo.

Usei novamente meu poder de persuasão, e reforcei o quanto aquilo me faria feliz. Emma não resistiu, e mais uma vez cedeu aos meus caprichos. Ela subiu na moto e me passou seu capacete para me proteger, me ajudou a subir e eu agarrei em sua cintura.

Emma deu partida e acelerou, fazendo manobras numa velocidade cada vez mais rápida. Eu dava risada do vento batendo em seu cabelo loiro e me impedindo de enxergar.

Passamos pela placa de saida da cidade e Emma acelerou ainda mais pela estrada aparentemente vazia.

Eu nem sabia mais que velocidade estavamos, só sei que era rápido. Muito rápido.

Emma olhou para trás e me viu sorrindo para ela.

Notei uma luz se aproximando atrás da cabeça de Emma, e essa luz estava cada vez mais próxima.

Tudo aconteceu muito rápido.

Emma continuava olhando para mim, enquanto um caminhão vinha com tudo em nossa direção.

Gritei para avisa-la, e Emma rapidamente se virou para frente, desviando a moto.

Não foi a tempo.

Batemos de lado no caminhão e eu sai rolando pela estrada. O capacete me protegeu e impediu que eu perdesse a consciencia. Num subito de adrenalina me levantei rapidamente, ignorando meus musculos que gritavam de dor.

Vi a moto se transformar numa pilha de ferro retorcido.

Olhei para todos os lados a procura de Emma. Vi uma massa cinzenta na beira da estrada e corri até la, era Emma.

Sua cabeça estava sangrando.

Tinha muito sangue.

Muito mesmo.

Me abaixei até ela e agarrei seu corpo, o balançando freneticamente. Os olhos esverdeados de minha namorada me encaravam de volta completamente sem vida.

– Emma. — Gritei. — Emma, acorde. Por favor. — Eu chorava e gritava. Me inclinei sobre seu rosto e comecei a beijar toda sua face na tentativa de que ela reagisse. — Emma, voce não pode morrer. Eu te proibo, entendeu? — Ainda sacudia seu corpo, mas ela não me respondia. Isso não podia estar acontecendo. — Não Emma, não devia ser assim. Nós temos um futuro juntas, Emma. Faculdade, casamento, filhos. Voce não pode me deixar, entendeu? — Eu implorava para que tudo aquilo fosse um sonho, mas não era. — EU AINDA NÃO TERMINEI DE TE AMAR, EMMA SWAN.

Não adiantou, nada adiantou.

Emma estava morta.

Era minha culpa.

FLASHBACK

Emma Swan

09/01/1994 — 02/08/2013

Era isso o que a lápide dizia.

Eu me lembrava agora.

Emma estava morta, era minha culpa.

– Não foi sua culpa. — Como um passe de mágica Emma estava ali na minha frente. Olhei para ela, depois para Ruby e Belle, mas eu era a unica que tinha notado a presença de minha namorada.

– Foi sim. — Sussurrei para ela. Minhas amigas me olharam espantadas.

–Está vendo ela? — Assenti para Ruby.

– Ela não está aqui, Regina. — Belle me disse.

– Eu estou sim, meu amor. Estou aqui para voce. — Emma me estendeu a mão. — Venha comigo.

Eu quase fui.

– Voce não é real. — Comecei a chorar de novo. — Voce não é real, voce está morta. Eu te matei. EU TE MATEI. VAI EMBORA, SAIA DA MINHA CABEÇA. — Berrei para Emma, mas na verdade estava berrando para o meu subconsciente.

Eu era incapaz de aceitar a perda, então meu cérebro não me deixou aceitar.

Emma era real? Emma não era real? Emma foi real? Emma estava morta.

E era tudo minha culpa.

Minha visão escureceu e eu tombei no chão ao lado da lápide de minha namorada.

Notas finais
Então, a teoria de muitas estava certa. Emma morreu, e Regina não sabe lidar com isso. Por isso que só ela ve a loira. Comentem e digam o que estão achando, o próximo capitulo vem logo. Beijos ps: a música do baile é Universe and U da KT Tunstall