Save me...Take me... Hold me
6 Capítulo 6
Notas iniciais
— Como assim? Não sabe? — Tobias me pergunta confuso.
— Eu não conheci meus pais — digo desviando os olhos, olhando fixamente para um ponto na parede — sou órfão, fui encontrada em um convento — termino e um silêncio se forma.
— Okay, e o nome do convento pra que possamos entrar em contato? — Marie fala.
— Eu, não estou mais no convento — falo e eles me interrogam com os olhos — vivo por conta própria — falo, o que não é completamente mentira.
— Okay, mas precisamos de um maior que se responsabilize para assinar sua alta médica — Marie fala — Você não é de maior ainda -
— Eu não posso fazer isso? — pergunto.
— Não, como eu disse você ainda é de menor, vão chamar um assistente social pra você -
— NÃO — a fala sai mais alto que eu esperava, Marie me olha assustada — quer dizer, você não pode fazer isso -
— Por que não? — quem pergunta é Tobias.
— Eles... Eles vão querer me levar pra ele de novo — Beatrice fala meio desatinada.
— Ele quem Tris? — pergunto a menina.
— Tris? -
Pergunta sorrindo.
— É — falo coçando a nuca — Beatrice é muito grande e você não disse seu apelido — Tobias fala dando de ombros, sorrio com sua atitude.
— Eu me responsabilizo por ele — ele fala, arregalo os olhos surpresa com sua atitude.
— Por que esta fazendo isso? — Tris me pergunta.
— Como eu disse você me deu a chance de tentar fazer algo bom, vou aproveitar e não pensar em mim mesmo por um momento — Tobias fala e da com os ombros novamente.
— Okay crianças — Marie fala vou me ir agora, volto mais tarde para e checar Beatrice — e você — ela aponta uma caneta para Tobias — Precisa preencher um formulário de responsabilidade sobre a dita anteriormente — ela diz sorrindo saindo do quarto.
Um silêncio cai sobre o quarto por alguns instantes, até ser quebrado por nós nossas risadas.
— Okay senhorita Beatrice a Misteriosa, trouxe umas roupas pra você — Falo pegando umas sacolas que estavam ao meu lado no chão.
Fico sem ração por sua atitude, ninguém nunca foi gentil comigo assim sem querer algo em troca.
— Não precisava — Falo sem olhá- lo.
— Não foi nada, toma pega — Falo colocando a sacola de papel sobre seu colo — A não ser que você goste de usar essa camisola de hospital — Digo.
— Obrigado — ela fala — não precisava mesmo, mas obrigado ela fala sorrindo corada.
Me perco admirando sua beleza e volto atona com Tris sacudindo sua mão sobre meu rosto, dando uma risada no mínimo gostosa.
Tobias sorri para mim, deixando seu rosto sério mais relaxado.
— O que você tinha dito? — ele me pergunta.
— Se você trabalha, ou do que você trabalha — ela pergunta.
— Sim, trabalho, na empresa dos meus pais — falo achando meio estranho, porque desde que disse meu nome Tris não fez nenhuma cara de "Ai meu Deus" como todas fazem quando o digo, não que eu esteja me gabando mais minha família esta no ranking das mais conhecidas do país.
— Ah sim — falo.
— E você? — ele me pergunta
— Eu o que? — pergunto.
— Você trabalha? — pergunto.
Penso no meu "trabalho" e logo mudo de ideia. Se é que prostituição é um "trabalho".
— Sou garçonete — Tris respondo olhando para a "janela" a sua frente.
— Em que hospital estou? Não é nenhum público — Tris fala.
— Não, não é nenhum público, te trouxe pra cá, tenho convenio aqui, e não sei se te atenderiam direito em outro — Tobias responde. É público aqui não é penso.
— Obrigado — falo novamente, Tobias sorri — Então... -
— Então — Digo a olhando quando vou falar o médico de Tris entra no quarto.
— Olá Tobias, senhorita, sou Doutor Pettengill seu médico, como se sente? Alguma dor? -
— Não — Tris fala — Me sinto ótima.
Depois disso o Tobias foi embora o médico também, e eu acabei dormindo, pensando que essa talvez também seja minha chance de mudar.
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