Save me...Take me... Hold me
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Já se passaram uma semana que eu estava internada quando recebi alta médica, todos os dias Tobias me visitava no hospital, as vezes conversávamos, outra somente ficávamos em silêncio assistindo algum programa ruim na tv, mas sua companhia era maravilhosa e suave, me deixando calma, as vezes discutíamos pelo fato de ele querer que eu ficasse em sua casa, após sair do hospital o que para mim era meio que digamos inadequado e agara era um desses momento.
— Não posso e não vou ficar em sua casa — digo.
— E porque não? — Ele pergunta exasperado.
— Você nem me conhece direito! Como pode querer que uma total e completa estranha fique em sua casa? — Digo alto revirando os olhos.
— Você não é mais uma estranha, já nos conhecemos ah uma semana, isso para mim já é o suficiente — Ele diz, me fazendo bufar e revirar meus olhos em revolta e descrença.
— Meu Deus! E como você tem tanta certeza assim que só isso já basta?!? Como você pode ter certeza que não vou fazer nada? Como sei lá, roubar sua casa? — Pergunto.
— Eu confio em você, estou lhe dando um voto de confiança, e espero que você saiba usa- lo — Tobias responde me olhando nos olhos e logo desvio o olhar.
— Você sabe que eu nunca faria algo como isso né? — Pergunto — Algo como roubar sua casa — Falo para deixar claro que não sou dessas.
— Por Deus, claro que eu sei Beatrice — Tobias responde.
Depois dessa breve "discussão" Tobias foi para o trabalho e eu fique no hospital mais que ansiosa para a noite chegar, hoje eu receberia alta do hospital.
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O dia se arrastou lentamente, como uma tortura para minha paciência já escassa, as 18:00 da tarde, meu médico o doutor Pettengill veio ao meu quarto me examinar para aprovar minha alta, as 18:10 Tobias chegou para me buscar.
— Bom, bom. Beatrice esta ótima, ainda tem algumas escoriações e ferimentos mas isso vai curar logo, nada de errado em seus exames, vou mandar preparar sua alta, Marie vai traze- la aqui para que o senhor Eaton a assine — doutor Pettengill diz — Agora se me deem licença — Diz saindo e quando esta quase fechando a porta atras de si a abre novamente — Ah e Beatrice, quero marcar um dia para fazer novos exames, quero ser seu médico — Ele diz mas olhando para Tobias que prontamente o responde com um aceno de cabeça.
Após alguns minutos Marie chega com a alta, Tobias a assina e logo podemos ir embora.
— Vou sentir falta de suas piadas Beatrice — Marie fala ao me abraçar.
— também vou Marie — Responde sincera, Marie foi uma das poucas pessoas que realmente me tratou bem e cuidou de mim, okay que esse era seu trabalho, mas ela o fez tão bem e com tanta dedicação que me vi apegada a ela, seguro minhas lágrimas para não chorar, Marie passa os dedos por minha bochecha.
— Cuidado — Ela fala olhando em meus olhos — A vida tem algo melhor para você lá fora criança — Ela fala como se tivesse visto através de minha alma, o que fez as comportas abrirem e lágrimas cair por meus olhos.
— Cuide dela senhor Eaton, ela é uma boa menina — Marie fala.
— Claro, pode deixar Marie — Tobias fala.
Apos essa despedida Tobias me pega pela mão me levando para fora do quarto, um homem entra no quarto que antes era meu, saindo segundos depois com uma mochila contendo todos meus pertences, Tobias anda em direção ao elevador que se encontra no final do corredor, o elevador se abre revelando algumas pessoas no mesmo, entramos nele, e me pego me observando pelo espelho do mesmo, cabelos loiros e meio bagunçados soltos sobre o ombro até o quadril, uma blusa azul claro com um decote em V de malha leve e macia, uma calça Jeans escura, e uma sapatilha também azul, ambas as peças (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=182464136 ) compradas por Tobias, pareço um pouco abatida, com leves olheiras sobre as maças magras do rosto, mas me sinto bem. O elevador se abre revelando a entrada do hospital, aonde algumas pessoas se encontram sentadas conversando, mexendo no celular ou vendo algo que se passa na grande televisão posta na parede, andamos até a porta saindo do local, e a brisa maravilhosa que me acerta o rosto e braços são bem vindos como uma leve caricia, fecho os olhos respirando o cheiro da cidade de Chicago, cheiro de arvores e plantas e não a porra do cheiro de drogas e esgotos da periferia.
Um Suv preto para a nossa frente, Tobias abre a porta e me manda entrar o que faço me acomodando no banco de couro, ele senta ao meu lado e instantes depois o cara que pegou minhas coisas também entra no carro o dirigindo.
Depois de não sei quanto tempo, o carro para em Frente a uma mansão enorme, fazendo meus olhos se abrirem mais, Tobias desce do carro me ajudando a sair do mesmo, me pucha pela mão até aporta de entrada abrindo a mesma, esse processo foi tão rápido que nem consegui observar a entrada da casa direito o que me deixou um pouco curiosa e chateada ao mesmo tempo.
A entrada era enorme e toda feita em mármore branco com um enorme corredor, com várias obras de arte, desde vasos caríssimos a quadros desde os mais conhecidos aos que eu nunca ouvi falar, logo somos recebidos por uma sala com um único e solitário sofá de couro preto uma lareira em uma das paredes, as paredes feitas de vidro mostrando a parte exterior da casa, uma grande escada que se separa em duas, por onde Tobias sobe me levando junto.
— Primeiro vamos mostrar seu quarto e lhe acomodar, depois comeremos algo e faremos um tour pela casa, tudo bem para você? -
— Oh sim — respondo o seguindo pelo corredor.
Ele para em uma porta a abrindo, me dando passagem entro e vejo um lindo quarto, ele é branco, com uma cama dossel em madeira branca, com cortinas de um rosa pálido, uma penteadeira também branca já ocupada com coisas como maquiagem, creme e perfumes, uma comoda da mesma cor, uma das paredes de vidro e só agora percebo isso, me aproximo olhando e vejo um imenso jardim se estendendo pela propriedade que se mostra maior do que parece. Me volto para o quarto onde vejo duas portas.
— Aquela, é seu closet — Tobias fala apontando uma das portas ao ver meu olhar — E aquela diz apontando outra — O banheiro.
O que me deixa surpresa, não preciso de um closet, não vou ficar muito tempo, mas não digo nada.
— Obrigada Tobias, tudo isso é muito pra mim, mas obrigado de qualquer forma é lindo eu amei — agradeço, ele sorri.
— Bom, vamos comer algo — Ele diz me levando para a cozinha, tento memorizar o caminha mas é impossível, e assim foi o meu resto de noite, conhecendo Tobias e sua casa.
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