Notas iniciais
tive que editar o capítulo anterior deem uma olhada se quiserem é claro.

— Como assim? Não sabe? — Tobias me pergunta confuso.

— Eu não conheci meus pais — digo desviando os olhos, olhando fixamente para um ponto na parede — sou órfão, fui encontrada em um convento — termino e um silêncio se forma.

— Okay, e o nome do convento pra que possamos entrar em contato? — Marie fala.

— Eu, não estou mais no convento — falo e eles me interrogam com os olhos — vivo por conta própria — falo, o que não é completamente mentira.

— Okay, mas precisamos de um maior que se responsabilize para assinar sua alta médica — Marie fala — Você não é de maior ainda -

— Eu não posso fazer isso? — pergunto.

— Não, como eu disse você ainda é de menor, vão chamar um assistente social pra você -

— NÃO — a fala sai mais alto que eu esperava, Marie me olha assustada — quer dizer, você não pode fazer isso -

— Por que não? — quem pergunta é Tobias.

— Eles... Eles vão querer me levar pra ele de novo — Beatrice fala meio desatinada.

— Ele quem Tris? — pergunto a menina.

— Tris? -

Pergunta sorrindo.

— É — falo coçando a nuca — Beatrice é muito grande e você não disse seu apelido — Tobias fala dando de ombros, sorrio com sua atitude.

— Eu me responsabilizo por ele — ele fala, arregalo os olhos surpresa com sua atitude.

— Por que esta fazendo isso? — Tris me pergunta.

— Como eu disse você me deu a chance de tentar fazer algo bom, vou aproveitar e não pensar em mim mesmo por um momento — Tobias fala e da com os ombros novamente.

— Okay crianças — Marie fala vou me ir agora, volto mais tarde para e checar Beatrice — e você — ela aponta uma caneta para Tobias — Precisa preencher um formulário de responsabilidade sobre a dita anteriormente — ela diz sorrindo saindo do quarto.

Um silêncio cai sobre o quarto por alguns instantes, até ser quebrado por nós nossas risadas.

— Okay senhorita Beatrice a Misteriosa, trouxe umas roupas pra você — Falo pegando umas sacolas que estavam ao meu lado no chão.

Fico sem ração por sua atitude, ninguém nunca foi gentil comigo assim sem querer algo em troca.

— Não precisava — Falo sem olhá- lo.

— Não foi nada, toma pega — Falo colocando a sacola de papel sobre seu colo — A não ser que você goste de usar essa camisola de hospital — Digo.

— Obrigado — ela fala — não precisava mesmo, mas obrigado ela fala sorrindo corada.

Me perco admirando sua beleza e volto atona com Tris sacudindo sua mão sobre meu rosto, dando uma risada no mínimo gostosa.

Tobias sorri para mim, deixando seu rosto sério mais relaxado.

— O que você tinha dito? — ele me pergunta.

— Se você trabalha, ou do que você trabalha — ela pergunta.

— Sim, trabalho, na empresa dos meus pais — falo achando meio estranho, porque desde que disse meu nome Tris não fez nenhuma cara de "Ai meu Deus" como todas fazem quando o digo, não que eu esteja me gabando mais minha família esta no ranking das mais conhecidas do país.

— Ah sim — falo.

— E você? — ele me pergunta

— Eu o que? — pergunto.

— Você trabalha? — pergunto.

Penso no meu "trabalho" e logo mudo de ideia. Se é que prostituição é um "trabalho".

— Sou garçonete — Tris respondo olhando para a "janela" a sua frente.

— Em que hospital estou? Não é nenhum público — Tris fala.

— Não, não é nenhum público, te trouxe pra cá, tenho convenio aqui, e não sei se te atenderiam direito em outro — Tobias responde. É público aqui não é penso.

— Obrigado — falo novamente, Tobias sorri — Então... -

— Então — Digo a olhando quando vou falar o médico de Tris entra no quarto.

— Olá Tobias, senhorita, sou Doutor Pettengill seu médico, como se sente? Alguma dor? -

— Não — Tris fala — Me sinto ótima.

Depois disso o Tobias foi embora o médico também, e eu acabei dormindo, pensando que essa talvez também seja minha chance de mudar.

Notas finais
desculpem os erros, bjs bjs até o próximo...