Save My Life
31 Don't wanna dance alone
Notas iniciais
P.O.V Damon
–Damon, quanto tempo...- se aproximou mais. Dei um passo pra trás.
–sim, muito tempo...o que está fazendo aqui?
–Damon...o que tá acontecendo?- Sr Gilbert cochichou em meu ouvido
–Perdão... devo me apresentar- aquele homem que não sinto a minima vontade de chamar de pai se aproximou de Sr Gilbert e estendeu a mão- Sou Giuseppe Salvatore o pai de Damon...
–mas o que?
Todos os convidados fizeram uma cara de "que merda está acontecendo", abaixei meu rosto, estava envergonhado...
–isso é algum tipo de brincadeira?...
–não, Senhor...-sorriu- sei que hoje é aniversário de meu filho e não podia deixar de desejar os parabéns pessoalmente... 18 anos, não é qualquer um que chega lá...- só eu que senti duplo sentido nessa frase
–Damon...?-Sr Gilbert se aproximou de mim. Estava com sua maior cara de espanto
–Sr Gilbert...eu...-Não aguentei. Não queria ficar ali. Não queria ver a cara de todas aquelas pessoas confusas me olhando com curiosidade. Não queria ver a cara dele. Meu aniversário foi destruído. Apenas corri e me tranquei no quarto.
Escutei passos e batidas ágeis na porta
–Damon... abre a porta- era Sr Gilbert
–não...não quero Sr Gilbert...-meus olhos já estavam cheios de lágrimas
–Damon...por favor, precisamos conversar, querido...-escutei mais passos
–eu não quero conversar, vai embora por favor- minha voz já estava totalmente falha, e as lágrimas que eu tentava tanto segurar caiam uma atrás da outra, me joguei na cama- por favor...
–Damon...-era a voz de Klaus- abre a porta amigo...
–eu não quero ver ninguém...
–Damon...por favor- era Elena. Eu não queria abrir a porta, não queria que eles me vissem nesse estado mas sei que só estavam tentando ajudar.
Fungei e passei as mãos tentando limpar aqueles borrões de lágrimas. Abri a porta e sem olhar pra ninguém voltei a me atirar na cama.
–Damon, o que diabos tá acontecendo?- Era a voz de Sr Gilbert- ele é realmente seu... pai?
–não... ele não é meu pai, é apenas a pessoa que me colocou no mundo mas ele não pode ser chamado de pai... não pode- voltei a soluçar
–calma, Damon...-klaus se aproximou
–nem ouse...por favor, quero ficar sozinho!
escutei mais alguns passos se aproximando, tinha mais gente chegando. Não bastava ser constrangedor ter a festa de 18 anos estragada, ainda estava jogado sobre uma cama, chorando, e sendo observado pelos convidados...
–Gente, temos um problema...-era a voz da loirinha
–ele disse que não vai sair enquanto o Damon não falar com ele- era a voz da Isobel. Como se eu não tivesse sido humilhado o suficiente- é melhor você descer e falar com ele...
–Eu não vou...-gritei e me virei imediatamente olhando para os rostos daquelas pessoas que pareciam ter se assustado com meu tom
–Damon...você não precisa descer- Sr Gilbert disse compreensivo
–é o melhor a fazer, esse homem não vai embora enquanto você não conversar com ele...-isobel mordeu o lábio
–eu não entendo...- Elena sussurrou baixo- ele não tinha te...ham...
–abandonado?...-completei
–é...-abaixou a cabeça- o que ele quer, Damon?
–provavelmente descobriu que fui adotado pelo Sr Gilbert, um dos médicos do hospital e quer tirar alguma vantagem com isso...
–então quer dizer que ele quer tirar proveito da minha família!...- isobel exclamou irritada
–isobel...agora não é hora- Sr Gilbert se virou e empurrou ela até a porta- por favor mande todos os convidados embora...
–o que? mas nós nem cantamos parabéns pro Damon...-loirinha bateu o pé no chão
–depois dessa é o melhor a fazer... Damon não está com cara de quem ainda tem animo para festas, não vê Caroline?
–essa festa foi um erro, nem devia ter acontecido...-completei
–então eu vou dispensar os convidados...-isobel fez cara de tédio- mas um assunto pros moradores desse condomínio ter pra comentar sobre a gente amanha
–Caroline...é melhor irmos...- Klaus pegou no braço da loirinha e puxou ela, sendo seguido por isobel. Agora restava apenas Sr Gilbert, Elena e eu.
–Damon, não precisa descer, vamos chamar os seguranças e colocar esse homem pra fora... você não precisa passar por isso
–obrigado, Sr Gilbert...-me joguei contra o colchão e cobri a cara com os travesseiros
–papai?- era a voz de Elena, continuava falha mas com o mesmo toque docê que sempre teve- posso falar a sós com o Damon?
–é melhor não, Elena... ele não está em um bom momento
–eu sei. por isso mesmo. Preciso falar com ele...por favor!
–ok, mas não fale nada que o deixe agitado. Você sabe que ele não pode ter fortes emoções e...
–eu sei...- escutei a porta sendo fechada e Elena sentando ao meu lado na cama.
Ficamos em silencio. Ela não disse nada, nem eu levantei meu rosto para encarar o seu. Senti suas mão pousarem sobre meus cabelos e fazer um carinho gostoso, aquilo era tão bom...
–Damon...- não respondi- acho que devia descer!
–Elena... eu não quero... por favor, não diz mais nada... vai embora- as lágrimas voltaram ao meu rosto. Eu não vou descer, não vou falar com aquele homem.
–Damon, tá tudo bem...-suas mão agora pousaram sobre minhas costas e permaneceram lá-sabe de uma coisa? sabe o que eu realmente faria se fosse você e meu pai visse anos depois me procurar só porque estou morando em uma casa grande com uma família rica?
–você mandaria ele pro inferno?- ela riu
–sim... mas primeiro eu desceria...
–Elena...
–escuta....-pediu- e perguntaria o que ele quer? quando começar com o teatro, dizendo que sente minha falta ou sente muito por ter me deixado, eu diria que não senti nem um pouco a falta dele durante esses anos e que ele ter me deixado foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida...-levantei o rosto
–wow...isso é mal...-ela sorriu
–e depois, antes de ele voltar a pronunciar qualquer coisa com aquela boca imunda, provaria que estou bem- A Encarei- secaria todas minhas lagrimas e colocaria o melhor sorriso no rosto. Depois, falaria do quanto estou feliz e que vivo com pessoas "Ótimas", ele não precisa saber que brigamos por tudo- sussurrou e eu ri- falaria de todos os amigos que fiz, como estou gordo por só comer besteiras, sobre a casa maravilhosa em que vivo e todas as mordomias que tenho por aqui, da minha namorada...- Meu sorriso desapareceu. Isso é sério? ela insinuou que nós eramos...
–namorada? e eu tenho uma?...-Elena abaixou a cabeça
–não, sei... tem?- soltou um pequeno sorrisinho
–você está tentando dizer que nós...
–eu não sei... quer dizer...-ela se levantou e estendeu a mão- vamos, Damon... você tem que encarar seus medos...
–não, Elena...-recusei- não quero falar com aquele homem...
–por favor. Ele precisa saber que você está melhor sem ele.
Pensei e ela tinha razão. Não podia deixar aquele homem passar a vida toda achando que sou um fracasso, ela tem razão, estou melhor sem ele, muito melhor...
–ok...-peguei sua mão e me levantei- mas com uma condição- me observou atenta- você tem que ficar o tempo todo comigo...
–Damon eu não sei...
–não quero ter que lidar com isso sozinho...-ela coçou a cabeça e me olhou. Sorriu
–tudo bem, não precisa me olhar com essa carinha...-sorri-vamos...
Descemos até o andar de baixo. Aquele homem estava lá, parado com os braços cruzados e um sorriso vitorioso na cara, depois de tantos anos... eu sentia repulsa em vê-lo. Todos aqueles pensamentos que me atormentavam voltavam como um sopro em minha mente.
–Damon... feliz aniversario...- se aproximou mas dei um passo pra trás
–Damon, você quer que eu fiquei ou...- Sr Gilbert coçou a cabeça
–tudo bem Sr Gilbert... Você pode ir-sorri pra ele- qualquer coisa te chamo
–então tá... mas qualquer coisa você chama ok?
–o que você acha que vou fazer com meu filho?- perguntou bruto
–Eu não sou seu filho e não fale assim com Sr Gilbert, você está na casa dele e deve respeito...-fechou a cara
–Tudo bem, Damon... não precisa se exaltar- Sr Gilbert bateu em meu ombro- Vamos, Elena...
–Elena fica, Sr...
–ah não, Damon... temos que falar a sós- aquele Homem cruzou os braços e me olhou com uma cara reprovadora
–Eu já estou fazendo o favor de falar com você, então se quiser conversar a Elena também vai ficar, se não...
–são assuntos pessoais... são de sua importância, de mas ninguém...
–então já que não quer conversar... adeus-me virei mas ele me puxou pelo braço
–ei, cara- Sr Gibert tomou meu braço de suas mãos
–então tá bem... a garota pode ficar
–Elena, qualquer coisa me chame...-Sr Gilbert se virou e deu uma ultima olhada para aquele ser antes de sair
–pode começar....-falei assim que Sr Gilbert fechou a porta
–eu não me sinto a vontade falando na frente dessa garota...
–essa garota e minha melhor amiga...- Elena tentou encobrir o sorriso mas foi impossível- eu não escondo nada dela... então pode começar se não pode se retirar
–já arrumou uma namoradinha... tem quanto tempo que mora aqui, Damon? um mês? é já pegou uma riquinha, bom garoto...- sangue me subiu na cabeça
–já que só tem besteiras pra dizer, com licença...
–espera...primeiro, queria lhe desejar parabéns
–já falou isso...
–não vai agradecer?- arqueou uma sobrancelha
–não tenho porque agradecer...pode continuar
–hum, parece que meu docê e inocente Damon virou um garoto respondão...
–vamos dizer que ele teve que aprender a ser mais frio nos últimos anos...
–então tá...como anda a vida, Damon?
–sério? porque não chega logo na parte que você quer dinheiro?
–como você pode pensar uma coisa dessas, Damon?- sorriu- seu pobre pai, veio aqui apenas com boas intenções, saber como você estava... se já tinha aprendido a conviver com sua...
–você não é meu pai...
–bom, não é isso que sua certidão de nascimento diz...
–pai, é aquele que cuida de seu filho, que protege ele, que ama ele... Tudo que é o oposto de você...
–como pode dizer isso...não sabe meus sentimentos por você- deu de ombros
–você me abandonou...
–você sabe que eu não tinha dinheiro, não podia te dar uma vida boa, ainda mais com sua...doença. Precisa de remédios caros Damon, eu não poderia lhe dar isso...
–ah, conta outra...
–você sabe que é verdade...séria mais feliz longe de mim, os médicos do orfanato cuidariam melhor de você...
–ah, nisso pode ter certeza...-Respirei fundo. Precisava dizer tudo que está preso na minha garganta- Mesmo sofrendo naquele orfanato, sem pai, sem mãe, sendo humilhado por aqueles outros garotos, toda vez que tinha uma crise eu pensava em você, pensava que depois que nasci arruinei sua vida...-Me encarou. Percebi os olhos tristes de Elena sobre mim também- mas eu estava enganado. A única pessoa que arruinou a vida de alguém, foi você a minha. Séria muito melhor se quando tivesse nascido você já tivesse me jogado em qualquer um orfanato, pelo menos não saberia de sua existência, e não teria sofrido por todos aqueles anos- me encarou de boca aberta- mas não se preocupe, minha vida melhorou muito, não poderia estar melhor. Encontrei pessoas que me amam, bons amigos, moro em um lugar ótimo, tudo que podia querer, já você...
–hum, Damon... estou feliz por ter conseguido oque queria e morar em um lugar tão grande com pessoas ricas mas não se iluda muito porque essas pessoas nunca vão aceitar você pelo que é- engoli um seco- você é doente. Tem câncer. Eles podem até fingir mas pobre Damon, não deve nem imaginar o que falam de você pelas costas. Vejo que ainda continua inocente, querido...
–Quem é você pra falar assim do Damon?- Elena se levantou e me deu um empurrou ficando frente a frente com aquele Homem....sentia lágrimas em meus olhos, mas não podia chorar, não na frente dele- você abandonou ele, como acha que tem um pingo de autoridade pra falar alguma coisa...
–só estou falando a realidade, agora se me der licença acho que a conversa ainda não chegou em você...
–como você acha que algum de nós pode falar alguma coisa do Damon pelas costas? nos amamos ele, diferente de você.
–olha garotinha, você deve ter nascido em um berço de ouro, não sabe o que é passar por dificuldades...
–sei sim, já vi muitas pessoas passarem por dificuldades, nem por isso abandonaram seus filhos...
–como eu disse, a conversar não é com você... alem de intrometida é mimada...
–não fala assim da Elena...-interrompi- olha se era tudo que tinha pra dizer, já pode ir e por favor não aparece mais na minha frente....
–eu to devendo dinheiro... para um caras ai
–e o que eu tenho a ver com isso?- revirei os olhos
–é por causa de umas bebidas que não paguei. Mas intenda eu não tinha esse dinheiro, tive que gastar com umas contas e...
–não acredito mesmo que vai me pedir dinheiro...- Tudo passava menos o vicio de meu pai pela cachaça
–eles vão me matar, Damon...
–eu não tenho nada a ver com isso... não tenho dinheiro, tudo aqui é do Sr Gilbert e mesmo se tivesse, não daria para você...
–vai mesmo deixar seu pai morrer por causa de uma conta...
–vejo que nunca parou seu vicio pelas bebidas... tentei te ajudar uma vez, dizendo que isso te levaria a um caminho sem voltas, mas se lembra de como me respondeu?-abaixou a cabeça- sim, me deu um soco no olho esquerdo...agora se era tudo que tinha pra falar ou melhor pedir, já pode se retirar...
–Damon, você tem que me ajudar- agarrou em meu braço
–ele disse que não vai te dar dinheiro, acho que não ouviu bem...
–garota não se intromete, já está me irritando...
–papai...-Elena gritou
–é mesmo, não sabe resolver seus problemas e chama o papaizinho, típico de rico...- deu um passo se aproximando dela
–ah sei sim resolver meus problemas, então nem quera ter um problema comigo...
–acha mesmo que sou aquelas garotinha com quem briga na escola. Tenho certeza que também não quer ter um problema comigo...-deu mais um passo
–não se aproxime dela...
–agora virou herói defendendo a namoradinha, Damon?
–papai...-Elena gritou mais uma vez
Sr Gilbert e Isobel entraram correndo, sendo seguidos por Caroline e Klaus
–o que aconteceu?
–Damon e esse moço terminaram a conversa e não querem se retirar...
–Senhor, por favor... não queremos ter problemas- Sr Gilbert pediu
–não terminei a conversa ainda...
–terminei sim...-dei de ombros
–Seguranças...-isobel gritou
–não precisa disso tudo Senhora...
–claro que precisa, te pedimos pra sair mas você não fez. Aqui não damos segunda palavras
–Damon eu preciso muito do que te pedi...
–já disse que não vou te dar dinheiro....
–garoto, você vai ficar com peso na consciência depois disso tudo...-me olhou raivoso. Percebia suas veias ganhando vida própria. Me lembrava dessa face, era a mesma que ele adquiria no passado quando ia.... me bater
Os seguranças chegaram e isobel apontou para meu pai. Foram até ele e o seguraram pelos braços
–Quem você acha que é pra invadir minha casa e tentar pegar dinheiro da minha família?- isobel falou cara a cara com ele- nunca mais ouse se aproximar de minha casa ou do Damon, a não ser que quera ir preso...- me surpreendi. Isobel tinha me... defendido?
–ele é meu filho, tenho todo o direito de chegar perto dele- se contorceu nos braços do seguranças- e podem me soltar....
–ele deixou de ser seu filho assim que o abandou no orfanato- Sr Gilbert disse
–vocês tão roubando meu filho... vou coloca-los todos na cadeia
Isobel gargalhou- só pode ser uma piada!
–você não tem mais direito sobre ele. Assinei os papeis, agora ele é meu filho... se me der licença, Adeus Sr...pode leva-lo
–vocês todos vão se arrepender, acham que podem tudo só porque são riquinhos...
–se me der licença...-Klaus interrompeu, não consegue encobrir o riso. Ele conseguia ser cômico até nessas horas- eu não sou riquinho. Sou um órfão também. é pelo que me lembro o Sr disse que queria distancia do Damon assim que deixo ele no orfanato. Então porque não cumpre sua palavra e deixa ele em paz...
–ham, eu me lembro de você...-sorriu maldoso- Klaus. Aquele garotinho impertinente que me deu um chute
–exato... e se não quiser levar outro mais acima, em partes que posso afirmar que doi muito e melhor deixar todos nós em paz e seguir com sua vida...- Caroline riu e escorou em seu ombro
–agora recebo ameaças de crianças?
–estou cheio disso... pode levar- Sr Gilbert ordenou e os seguranças levaram meu pai que deu um ultimo berro
–você vai se arrepender, Damon...- depois todos nós caímos na risada... até isobel
–essa foi muito boa, klaus- Sr Gilbert bateu em seu ombro- me lembro direitinho de quando o pai do Damon deixou ele lá e você deu um chute nele, acho que estava revoltado...
–por isso que somos melhores amigos...você está bem, Damon?
–melhor do que pensava... foi bom dizer umas verdades para ele- respondi-mas agora que todo mundo foi embora a festa foi arruinada...
–bem, todo mundo não...
–é claro loirinha... tem vocês, mas moram aqui, isso não contam
–não é bem isso que estou dizendo...-foi até a porta de entrada-...pode vir gente, a treta acabou
imediatamente, Jenna, Ric, Rebekah, Jeremy, Matt e Bonnie entraram
–deixei alguns convidados, não são muitas pessoas mas...-loirinha sorriu tímida
–são as que realmente importam...
–o que estamos esperando- ric disse batendo palmas- vamos cantar logo os parabéns e começamos a comer aquela delicia de bolo
–Ric, você está pensando no que estou pensando...-Elena sorriu maliciosa
–Como praticamente todos os convidados foram embora então vamos ter umas 10 fatias de bolo a mais pra cada pessoa...estamos feitos, Lena- os dois bateram as mãos comemorando
–isso só pode ser brincadeira, parem de ser gordos- Caroline reclamou
–deixa eles, Car...- Rebekah bateu no ombro da amiga- pra quem vai ser o primeiro pedaço, Damon?
–Claro que é pra mim- Ric bateu no peito
–desculpe lhe informar querido Ric mas eu sou o melhor amigo do Damon...
–ah, quale...eu adotei ele- Sr Gilbert se escorou em meu ombro- primeiro pedaço meu, certo Damon?
–porque não cantamos logo esses parabéns e decido pra quem vou dar...
–hoje você não vai dar querido, você vai distribuir- Rebekah piscou
–para de ser puta garota...- Bonnie fez cara de nojo
–sem brigas, Garotas- Jeremy se aproximou. A primeira vez que escuto a voz dele hoje, vamos dizer que jeremy é o tipo de pessoa de poucas palavras...
Fomos em direção a mesa da Cozinha onde o bolo tinha sido colocado depois de toda a confusão
–Senhores já arrumei todos os talhares na mesa, agora se me dão licença...-Rose disse em direção a porta
–ei espera, rose... onde a senhorita acha que vai?-puxei ela pelo braço
–Para meus aposentos, Sr Damon...-sorriu
–nem pensar, não acredito que vai recusar um pedaço de bolo...
–eu não devo...
–não deve mesmo...-isobel se intrometeu
–Claro que deve- Sr Gilbert sorriu- vem Rose, você é praticamente da família
–mas...
–sem mas nenhum isobel...
–esse bolo é pra hoje ou tá difícil?- matt fez cara de tédio
–vem logo Rose...- ric puxou ela pelo braço- ninguém em sã consciência recusa um pedaço desse bolo gostoso...
–se é assim, sim...- rimos
As luzes foram apagadas e as velas acesas, depois a voz de todos foram escutadas pelas melodias daquela cançãozinha clássica de aniversário. Essa com certeza é uma das melhores experiencias da minha vida. Para algumas pessoas uma festa de aniversário é normal mas para mim que nunca tive uma isso é fantástico, me sinto o centro das atenções, me sinto amado pela primeira vez... Assoprei as velinhas e não acredito que não fiz isso antes, é tão divertido. Elas não apagaram no inicio, então tentei de novo e de novo mas isso é tão complicado, não queria apagar...
–vai, Damon...- Elena incentivou
–mas não querem apagar...
Tentei mas uma vez e por fim elas apagaram, deixando a gente no escuro, mas Sr Gilbert acendeu a luz em seguida...
–COM QUEM SERA, COM QUEM SERA QUE O DAMON VAI CASAR- Rebekah começou mas logo Elena tampou sua boca
–nada disso Bekah. O Damon não gosta dessas coisas- ela tremia. Conheço Rebekah a pouco tempo mas tenho certeza que ela é louca o suficiente pra terminar aquela música.
–sei que ele gosta...
–não ele não gos...ah, vamos Damon pra quem é o primeiro pedaço
–se me permite...- Jenna se aproximou e cortou um pedaço do bolo e colocou no pratinho me entregando em seguida
–Não quero que fiquem irritado, considere esse primeiro pedaço pra todos vocês porque são minha família agora...-recebi um awn de alguns de meus amigos
–vai logo Damon, para de viadagem e me da esse primeiro pedaço, to morrendo de fome- Ric bateu na barriga
–mas...vou dar esse primeiro pedaço pra uma pessoa que me aceitou muito bem. Pra alguém que esteve comigo desde o primeiro dia que estou aqui, e que me ajuda desde então. Ela e docê e uma ótima amiga.é pra você, Elena...- Ela abriu o sorriso mais lindo que já tinha visto na vida. Veio até mim pegar o pratinho, minhas mãos tremias.
–Ah não, não, não...- Ric entrou no meio- como assim o primeiro pedaço é pra Elena? o que ela já fez de útil pra você? te deu um livro?
–ah você nem imagina...- Rebekah piscou recebendo uma cotovelada de Caroline
–vocês não percebem que com essa discussão só estamos perdendo o tempo de comer esse bolo...- Klaus passou o dedo pela beirada do bolo
–não se preocupa amor,essa família é assim mesmo...- Caroline disse
–você chamou ele de... amor?- isobel arqueou uma sobrancelha
–vamos comer esse bolo...- Caroline bateu palmas
–mas você nem gosta de comida...-Jeremy se intrometeu
–porque vocês todos não calam a boca...- Ric fez cara de choro- olha que ridículo a Elena comendo meu pedaço de bolo- ela deu a língua
E assim procede o resto da "festa". Conversamos, contamos historias engraçadas, comemos, e aproveitamos a companhia um do outro. Muito melhor do que uma festa gigante cheia daquelas pessoas que não conheço. Gostava de ficar assim na companhia das pessoas que me fazem bem.
Ric e Jenna foram embora, depois os outros seguiram o mesmo ritmo fazendo o mesmo. Restou apenas que Rebekah que dormiria na casa mas ela sempre fazia isso nos fins de semana então não era novidade.
Tomei meu banho e já estava com pijama prestes a me deitar quando escuto uma batidinha e a cabeça de elena entrar pela gretinha da porta...
–e seu aniversário acaba em 5.4.3.2.1...Acabou- o relógio da sala deu 12 badaladas anunciando que novo dia estava começando
–é... até que gostei de tudo isso, espero que tenha mais vezes-sorri e ela entrou por completa em meu quarto
–agora você é maior de idade... já pode beber e entrar em boates
–nossa que divertido, é a primeira coisa que vou fazer quando o dia amanhecer- ela sentou na cama- vou comprar algumas bebidas e quando anoitecer vou na maior e melhor boate da cidade...-deu um tapinha no meu ombro
–bobo...-me encarou- você tá bem, Damon?
–vou ficar melhor quando estiver dominado pelo álcool...
–é serio, sei que deve ser difícil pra você...ver seu pai depois de todos esses anos
–me sinto melhor. Depois que fiz o que você disse...
–viu como eu posso ser útil...ele é um idiota. Não consigo imaginar como alguém pode abandonar um mini Damon com esses olhos enormes e azuis e essas bochechas rosadas que da vontade de apertar até ficar vermelha...
–espero que não faça isso...
–você é tão lindo, tenho vontade de te apertar e de te morder todo...
–isso é meio bruto...posso te denunciar menina canibal...- Ela riu e me deu um abraço de lado- Lena, sabe, queria ter feito uma coisa hoje...
–o que?
–Dançar...-sorriu divertida
–pensei que não soubesse dançar, foi o que me disse outro dia...
–mas eu não sei...-dei de ombros- mas achei que poderia ser divertido
–e porque não fazemos agora?
–sério?
–claro, não tem ninguém olhando, melhor ainda...-me puxou pelo braço, levantando-me.
Foi até o pequeno som que tinha no quarto e ligou ele...-hum essa não- passou o rock barulhento que tocava- nem essa- sorriu. Era uma musica country daquelas bem vergonhosas- muito menos essa- Justin Bieber. Concordo plenamente- essa é legal...- Elena deixou em never let me go da florence and the machine, ah amo essa música! Estendeu a mão e exitei antes de pega-la, ela me puxou de uma vez até nossos corpos estivessem colados um no outro- não precisa ter vergonha muito menos de mim, Damon. Olha minha cara não levo nada a serio...-abaixei a cabeça envergonhado- é serio que você está com vergonha?
–é meio constrangedor...-sussurrei
–dançar?
–não sei... essa situação!
–acha constrangedor ficar perto de mim?
–não, nada disso- levantei o rosto-para de falar besteiras...-ela riu e encostou a cabeça em meu ombro.
Seu corpo começou se mover aos poucos, estava muito nervoso pra fazer algum movimento. Elena desceu suas mãos até minha cintura e começou a sacudi las de leve, com forme a musica ditava- assim...-disse. Suas mãos se soltaram de minha cintura e meu corpo continuou com os movimentos contra o seu. Tinha razão, isso é divertido. Sorri e ela me acompanhou gargalhando- Não falei que era legal?
–não é uma situação ruim...- Elena agarrou em meus braços e começou balança-los de um lado para outro. Ela é louca. Girei seu corpo e quando tomou o impulso pra voltar, sua boca veio direta pra minha...
Nos beijamos. Um beijo calmo mas com todo o desejo que sentíamos. Seus lábios são tão viciantes, não tenho vontade de parar nunca...mas me lembrei de algo. Uma coisa que tinha que questionar...
–o que você quis dizer mais cedo sobre minha namorada...
–que namorada?-me olhou confusa...
–exato...que namorada?...Não se faça de boba. Sei que estava falando de você e Eu...
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