Save My Life
32 Story of my life
Notas iniciais
P.O.V Damon
–não sei do que está falando...-Elena se fez de desentendida, soltando-se de mim mas não deixei se afastar, puxei-la de volta
–Para sua boba... me fala- passei as mãos por seu rosto nervoso mas ela continuava resistindo.
–Damon... era um exemplo do que você devia fazer, não estava falando sério
–sei...-olhei desconfiado
–Estou falando a verdade, se você não acredita problema seu... não tenho culpa se levou a sério- meu rosto se fechou- ... nós nunca poderíamos ter nada, Damon, Nunca. Somos pessoas...diferentes- olhei com mágoa
–você quis dizer que somos de mundos diferentes...
–não...- meus braços deslizam pelos seus, não podia prende-la mais- Nós não podemos ter nada sério, Damon. Quer dizer... você mesmo não iria querer isso, certo?- abaixei a cabeça. Dói ouvir Elena falando isso- eu gosto muito de você, Damon... você sabe, mas...
–eu não sirvo pra você!
–claro que não, Damon... não é disso que estou falando- pegou minhas mãos e colocou em seu coração- você sabe o que eu sinto por você mas olha pra gente. Somos espécie de "irmãos" não podemos ter nada. Você acha mesmo que meu pai aceitaria, ou minha mãe? logo minha mãe? Acha mesmo que alguém aceitaria isso?- soltei uma risadinha irônica.
–não, Elena... não acho que alguém aceitaria "isso"- me referi irritado ao nome que Elena tinha dado aos nossos sentimentos- mas eu pensei que você não fosse do tipo de pessoa que liga para o que os outros dizem ou acham. Mas tá certo, me enganei mais uma vez. Sou iludido, como meu pai disse...-me afastei dela, andando até a janela e observando o céu a fora...- Elena pareceu rir
–sabe o que eu odeio mesmo em você, Damon?- não respondi- essa sua mania chata de se sentir inferior ao mundo... você é negativo. Ver apenas o lado pra que não devia ligar...
–esse é quem eu realmente sou... desculpa, se não posso mudar
–não... esse é quem você acha que é... -me virei irritado
–esse é quem sou- bati no peito- você acha que se eu não fosse realmente assim, falaria essas coisas? A verdade, Elena é que nunca posso ter você, então é melhor desistir desses pensamentos idiotas que tenho desde que te encontrei no parque. Eu sou um nada em comparação a você.... não sou esses riquinhos que nasceram em berço de ouros, não sou o tipo de pessoa que foi feita para você- esses sentimentos que eu tinha agora era tão fortes. Era raiva misturada com mágoa da vida....
–quando parar de se rebaixar, Damon... me chame. E revisa seus pensamentos e veja se sou eu que estou realmente me importando com a opinião das pessoas...- Elena disse calma mas logo depois que saiu bateu a porta com muita força. Meu coração doía, não só por esses sentimentos mas por causa do câncer, não podia ter tipos de emoções fortes como essas, não podia me exaltar. Respirei fundo como senhor Gilbert disse mas estava difícil...
Escutei a porta ser aberta de novo....
–Damon?... me desculpa. Eu não queria ter falado essas coisas, mas é que eu gosto tanto de você e...-a voz de Elena estava falha- Damon?
–meu coração doí...
–o que?- Elena correu até mim levantando minha cabeça e colocando em seu colo. Seus olhos estavam marejados- Meu Deus, me desculpa... vou chamar meu pai
–não!- segurei em sua mão- está passando...
–tem certeza? achou melhor chamar meu...
–apenas fique assim, Elena... não se mova
–ok...- uma lágrima caiu de seus grandes olhos castanhos. Eles pareciam tristes. Passei minhas mãos por sua pele, secando-as
–se sente melhor?
–sim...-me levantei de seu aconchegante colo- a dor passou...
–desculpa...
–você não tem culpa da minha doença...-sorri. Ela retribuiu com um sorriso sem graça
–Ei... eu não queria te magoar- pegou em minhas mãos
–tudo bem...- me levantei. Não conseguia ficar perto de Elena por muito tempo sem toca-la. Não estava com raiva, é impossível ficar com raiva de Elena, estou apenas magoado com a situação...
–Eu aceito...-me virei. Ela vinha em minha direção...
–aceita o que?
–ser sua namorada....-ham?...
–e eu te pedi em namoro?
–mas eu pensei que...- Elena mexeu nos cabelos confusa- depois de tudo que aconteceu, depois do que você disse... quer dizer, eu achei que... Desculpa- soltou um suspiro- mas é que deu pra entender que você queria que nós sejamos namorados. Abaixou a cabeça.
–então,você quer ser minha namorada?
–isso. Agora, foi um pedido?- apontou o dedo e eu acabe rindo
–não... foi mais como uma pergunta...
–Ah, sim...é, se você tivesse pedido mas... isso tudo é uma grande confusão. É melhor deixarmos pra lá.
–então você aceitaria namorar comigo se eu pedisse?
–Damon, vamos esquecer isso- peguei em sua mão fazendo um pequeno carinho... Ela está tremendo
–você está nervosa...-observei- desse jeito parece até eu- Elena corou...-Fica linda corada
–Damon, para...
–então? aceitaria ser minha namorada?
–olha, nos se beijamos varias vezes, transamos, gostamos um da companhia do outro. Quando você está com a katherine eu sinto ciúmes, quando eu estou com stefan você sente ciúmes, certo?
–se você assume eu também posso assumir- fiz uma careta
–nós vivemos sempre um na companhia do outro, desde que você chegou não largamos um ao outro por nada... acho que se namorássemos, não seria tão mau?
–e você não liga para o que seus pais vão achar?
–não é que eu ligue, Damon... mas, é complicado. Podemos dar algumas indiretas que estamos juntos, não precisamos contar de início, eles até podem se acostumar...
–então, isso é um sim?
–o que?- sorri
–Elena Gilbert... você daria a honra de ser minha maravilhosa namorada?
–agora foi um pedido?
–aham...-sorri
–então, sim...-sorriu tímida
flashback
Estava pulando de felicidade... mas ao mesmo tempo me sentia esquisito. Tinha acabado de beijar Elizabeth, a única garota que não me odiava na escola. Tinha alguma coisa de estranha com meu estômago, ele estava todo revirado, acho que são as tais "borboletas" que sentimos depois do primeiro beijo. Tenho apenas nove anos, nunca pensei que essa situação podia acontecer comigo, ainda mais tão cedo. Foi um beijo calmo, mas foi além de um selinho, na árvore que nos encontrávamos as vezes...
Entrei em casa todo sorridente. Papai estava lendo um jornal e comendo cereais.
–onde estava?-perguntou sem olhar para mim
–na escola...
–até essa hora?-deu uma grande colherada em seu cereal
–na verdade, parei pra conversar com Elizabeth um pouquinho, papai... mas nós estávamos na árvore aqui em frente de casa...
–de novo essa menina?- perguntou bruto
–ela é a única pessoa que fala comigo na escola...- não conseguia tirar meu sorriso do rosto
Papai jogou o jornal em cima da mesa e me olhou
–porque esse sorriso todo?
Mesmo querendo, acho que não é certo contar pro meu pai sobre o meu primeiro beijo. Queria que mamãe estivesse aqui, queria contar pra ela...
–tirei 10 na prova de matemática...
–não é mais que sua obrigação...leva essa vasilha de cereal até a pia...-deixei minha bolsa no sofá e peguei sua vasilha, comecei lava-la e cantar uma musiquinha enquanto papai ainda olhava o jornal
–Olha aqui, garoto...-Deixei a vasilha de um lado da pia e olhei pra figura que agora me olhava curioso- você não está assim porque tirou 10, você sempre tira notas boas e nunca fica assim... o que aconteceu?
Pensei bem, e achei certo contar para meu pai. Ele é a pessoa mais próxima de mim, e os pais sempre agem com mais naturalidade do que as mães quando os filhos falam de beijo...
é que.... ah, como posso contar isso- mexi as mãos inquietamente- sabe elizabeth né? ela me perguntou hoje, se eu já havia beijado uma garota e eu disse que não, então ela disse que ficava surpresa porque a maioria dos garotos já haviam beijado garotas com minha idade mas eu disse que ainda me achava novo. Então ela perguntou se eu queria experimentar um beijo, e eu disse que sim, porque não sei quando vou ter essa oportunidade de novo, e eu gosto muito dela...
–e vocês se beijaram?- papai arqueou a sobrancelha
–sim...-sorri bobo
Alguns segundos se passaram e a única expressão de meu pai foi morder o lábio, depois ele deu um risinho baixo mas logo depois caiu na gargalhada....
–pai, eu sei que sou muito novo pra isso mas...
–Damon... sabe quantas garotas já tinha beijado com sua idade?- rodei a cabeça- umas quinhentas...
–então não tem problemas eu ter beijado a Elizabeth?
–sabe porque você nunca tinha beijado uma garota?-voltou ao assunto- porque você tem uma doença terminal...-meu sorriso se desfez- porque ninguém quer chegar perto de você, Damon...porque você é nojento. As garotas chegam perto de você e sente sabe o que? nojo, vontade de vomitar- minhas lágrimas começaram a cair- Não só as garotas como todo o resto do mundo. Você é um nada.
–mas ela pareceu gostar...
–ela te beijou por pena... ver se enxerga, garoto. Para de ser iludido. Depois disso tudo ela vai sair e contar pras amiguinhas e rir o resto da tarde, vai escovar a boca tantas vezes que sua escova vai se acabar. Você é um nada, Damon... Além de ter matado sua mãe na hora do parto...-riu- você tem uma doença condenada...merece isso tudo e muito mais
desabei no chão e comecei a chorar. Tinha me arrependido por completo de ter contado.
–para de ser um molenguinha...-me puxou pela orelha- você é inútil, tá entendendo? você é o pior ser humano na terra...
–para...-coloquei as mãos no ouvido, não queria ouvir mais nada. Ele puxou minhas mãos e me jogou no chão de novo
–você nunca vai conseguir uma namorada Damon... intendeu? Nunca ninguém vai sentir algo por você, ninguém vai te amar... — nunca senti uma dor como aquela, minha vida estava acabada, eu sou um nada, ele tem razão. Mereço morrer- agora ver se limpa esse chão, está imundo...
Meu corpo todo doía. Ele tinha me machucado de todas formas possíveis. Queria que a morte chegasse e me levasse logo.
–não, não... eu quero morrer- gritava o mais alto possível. Queria que de alguma forma Deus escutasse e tirasse essa minha dor...
nunca mais falei com elizabeth depois desse dia. Todas vezes que ela me procurava na escola, eu ignorava. Não queria que ela nem ninguém sentisse pena de mim...
flashback off
–porque você ficou triste de repente?- Elena segurou meu rosto- fiz alguma coisa?
–claro que não...-sorri pra ela- apenas lembrei de algo que meu pai me disse quando morava com ele...
–o que aquele velho disse?- sorri
–nada que vala a pena lembrar...
–Damon... ele é um idiota. Você já me contou algumas coisas que ele fez e eu não consigo acreditar. Como alguém pode fazer mal a você?-passou suas mãos delicadas por meu rosto em forma de carinho- como alguém pode te machucar? como pode machucar um mini Damon?
–ele disse que eu nunca ia ter uma namorada...-desabafei
–ele estava mais que errado- sorriu- viu, agora você tem uma namorada...-me empurrou contra a cama, gargalhando, puxei-la e caiu sobre mim...
–ele também disse que nunca, ninguém iria se apaixonar por mim, me amar...-abaixei o rosto
–isso também é mentira...-meus olhos brilharam
–por que?- sussurrei
–porque eu amo você...
–você... me ama?- engasguei
–sim...-rodou a cabeça olhando meus lábios
–isso é meio inacreditável...
Elena colocou as mãos no peito se fazendo de ofendida -não acredita no meu amor?
–acho que... eu não consigo acreditar que alguém sente alguma coisa por mim, Elena
–mas eu sinto... Damon, desde que te vi no parque eu sempre venho sentido uma coisa esquisita, aqui dentro-colocou sua mão no coração- e como se você fosse a coisa mais preciosa do mundo, fosse minha vida! Se isso não for amor eu não sei o que é...
–você me disse uma vez... que era muito nova pra saber o que é amor...
–porque eu nunca tinha sentido... Damon, eu tenho total certeza do que estou dizendo. Eu amo você e nunca quero perdê-lo
Meus olhos brilharam e o sorriso mais bobo que já dei na vida apareceu em meus lábios. ela disse que me ama? me ama? eu o garoto doente, que todos ignoram, que passou a vida toda sofrendo, acabou de ouvir da garota que ama que ela retribuí o sentimento... Uma vontade imensa me bateu, de sair cantando na chuva que nem aquele carinha do filme!
Elena sorriu. Ela conseguia ficar cada vez mais linda, ela é perfeita.
Meus lábios encontraram os seus. O beijo era lento mais intenso. A música que dançamos juntos continuava repetindo no fundo. Me deite sobre Elena passando as mãos por sua coxas. Meu extinto parecia ficar selvagem quando ela está por perto. A língua de Elena começou a fazer movimentos mais fortes e deliciosos, achei que era impossível sentir todas essas sensações. Minhas mãos passaram por seu corpo decorando cada milímetro, sua pele se arrepiava ao meu toque. Cheguei com minhas mãos em sua sua blusa do pijama, de ursinhos por sinal, que Elena usava. Puxei com pressa revelando seus seios desprovidos de sutiã
–Desculpa, se estiver indo muito rápido...
–não Damon, assim tá bom...-Ela parecia nervosa mas eu estava na mesma situação. Meus lábios desceram para seus seios dando leves chupadinha neles- ah... Damon- ela gemeu meu nome... isso me deixava mais excitado, mais quente...
Meus dedos enroscaram na calça de seu pijama e sem mais demora puxei pra baixa, deixando ela apenas de calcinha. Elena levantou minha camisa sai de cima para que ela pudesse puxa-la. Ajudei me livrar daquela peça de roupa que incomodava, queria senti-la. Percorri seu corpo com beijos molhados, ela estava totalmente entregue. Passei meus dedos por cima de sua calcinha e Elena gemeu alto.
–acho melhor você...ham...sabe, mais baixo-sorri
–desculpa...-seu rosto estava corado
–não me leve a mal, amo ouvir seus gemidos mas pode acordar seus pais...
–Damon...-abriu os olhos- pra quem tem vergonha de me dar um beijo, você não acha que está meio tarado?
–desculpa, perdi o controle- Colei nossos lábios novamente e agarrei na beirada esquerda de sua calcinha, deslizei até que Elena estivesse sem roupa nenhuma. parei nosso beijo e a olhei...
–você é linda... -Eu precisava fazer isso. Passei meus dedos por sua intimidade molhada e Elena gemeu- tão pequena, tão deliciosa- colei minha boca em seu pescoço.
Desci meus beijos até que meu rosto estivesse de frente com sua intimidade. Elena levanto a cabeça pra me olhar. Seus olhos castanhos estavam enormes, como se implorasse...
Passei minha língua por completo. Elena voltou a gemer alto. Comecei com movimentos lentos e ela empurrava o quadril como se pedisse por mais. Era delicioso ver minha pequena sentindo prazer, isso era a cena mais exitante pra mim.
–Damon...por favor...- Deixei de explorar suas partes e me levantei da cama para tirar a calça. Elena abriu os olhos desesperada como se perguntasse aonde eu havia ido, sorri. Me livrei da cueca também e voltei para cama, em cima dela...
–você quer ficar por...
–tanto faz, Damon... apenas continua- Elena fez uma careta e eu ri
Entrei dentro dela e me senti completo. Era a melhor sensação do mundo.Nos encaixamos perfeitamente. Comecei a guiar os movimentos lentos e profundos, nossos corpos se chocavam tão intensamente.
–abre seus olhos, Lena...quero vê-los
me obedeceu e abriu seus lindos e grandes olhos castanhos, estavam tão quentes. Agarrei sua cintura e comecei a dar mais firmeza pros movimentos. Com a mão que não a segurava, entrelacei nossos dedos.-Dam...on, ah- sorri, era tão lindo vê-la assim, tão entregue, tão minha.
Sua pernas se prenderam em meu quadril e percebi que seu corpo se contraia, seu ponto alto tinha chegado. Seu corpo começou a relaxar e o meu entrou em estado mais intenso. Senti aquele orgasmo, que podia jurar ser mentira de tão maravilhoso que foi. Não queria que acabasse mas meu corpo estava morto de cansado, me joguei ao seu lado.
depois de tudo começamos a gargalhar...
–por que estamos rindo?- ela perguntou deitando sobre meu peito
–não sei...
–acho que somos meio retardados...- mordeu o lábio
–não morde o lábio, isso é tão sexy...- me deu um tapinha no ombro
–eu gosto tanto de estar com você... você me faz tão bem...
–eu não mereço você!- disse, mexendo em seus longos cabelos....
–não... eu que não mereço você!
–ah, Elena... estava esquecendo- bati na cabeça como sinal de quem devia contar algo
–que foi?- me encarou
–também amo você !
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