Save Me

5 Wholle Lotta Love


Notas iniciais
Olá queridos leitores. Cá estou eu novamente postando em "save me", espero que tenham sentido minha falta. Então, o capítulo de hoje é a música do Led Zeppelin "Wholle Lotta Love" e quem conhece a letra da música ou quiser ouvir e dar uma olhada vai entender porque eu escolhi essa música nesse capítulo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Boa leitura.

“Way, way down inside, I'm gonna give you my love”

Percy era um homem distinto. Num momento daqueles, esperava de qualquer outro homem que provavelmente me agarrasse sem perder tempo assim que fechei a porta.

Mas lá estava ele, olhando curiosamente para os detalhes do apartamento. Pensei qual era o problema comigo. Provavelmente a tensão sexual estava só na minha cabeça.

–Você gosta de vinho tinto?- perguntei, pondo as chaves na mesinha de centro do apartamento. Ele olhou rapidamente na minha direção, parecia fascinado com a estante de livros no corredor de entrada.

–Gosto – assenti com a cabeça e fui correndo até a cozinha, que não era outro cômodo. Só um balcão que o separava da sala. Fui até a geladeira.

Quando enfiei a cabeça naquele ar frio percebi o quão idiota estava sendo, parecia uma virgem. Ri comigo mesma com o pensamento estúpido. Enchi duas taças de vinho e fui até ele que continuava observando os livros.

–São seus? – perguntou, pegando a taça que estendi.

–A maioria. Gosto bastante de mitologia e a maioria dos livros são sobre isso – ele deu um sorriso enorme, e eu não entendi porque ele estava tão feliz.

–Você gosta de mitologia? Isso é bastante interessante, não acha? – semicerrei os olhos, não entendi nada do que ele estava falando. Percy sorriu – Meu nome é Perseu.

Fiquei surpresa. Não tinha ligado o apelido ao nome, é claro, estava bastante ocupada nos últimos dias ligando seu nome à minha tentativa suicida. Nem sequer tinha pensado em relacionar uma coisa com a outra. Por fim, acabei rindo também.

–Isso é tão estranho – comentei – Perseu é o meu herói favorito da mitologia grega. Imagino que isso seja...

–Destino.

Ele repetiu essa palavra. Fazendo-me lembrar porque nós nos relacionávamos muito com ela. Foi ele que me tirou da ponte, foi ele que presenciou a cena mais desesperadora da minha vida. E naquele momento, naquele dia, a única coisa que se passava na minha cabeça era como meu coração acelerava quando eu o via.

Por um segundo decidi parar, aquilo que estávamos fazendo me parecia errado, até mesmo esquisito. Mas depois eu percebi exatamente o que ele estava falando. Era o destino. E o destino não é forçado nem imposto, as coisas acontecem naturalmente. E me aproximar dele foi tão natural que nem ao menos percebi o quanto ele tinha mudado na minha visão.

Ele não era mais o homem da minha imaginação que me pegou da morte, e sim Percy Jackson, o gentleman mais adorável do mundo.

Bebi o vinho, percebendo que fiquei tempo demais calada. Ele já tinha acabado sua taça, como sempre bebendo sem eu nem ao menos perceber. Estávamos com o corpo perto um do outro, e era como se tivesse um tipo de aura quente que nos envolvia e de alguma forma me influenciava totalmente.

–Eu vou tirar meu salto, sente-se – apontei para o sofá – Fique à vontade.

Pensei em convida-lo para me seguir, mas depois percebi que era bastante estranho convidar um homem para ir ao seu quarto. Assim que entrei no meu quarto fiquei feliz por ser uma garota bastante organizada e ter deixado a casa no mínimo limpa, quase que em tempo recorde joguei meus sapatos no armário que ocupava toda uma parede.

Voltei andando rápido, ele estava sentado exatamente no lugar que eu havia falado, parecia bastante entretido em olhar as paredes com alguns quadros de prédios que eu tinha desenhado.

–Não é tão bom assim – falei, sentei-me ao seu lado no pequeno e aconchegante sofá azul que eu e Thalia compramos naquele mês maravilhoso em que decoramos o apartamento. Ele tinha colocado sua taça de vinho no chão. E eu prontamente a peguei e coloquei na cozinha junto com a minha.

–Não seja modesta, não combina com a sua personalidade.

–E você já me conhece deste jeito para falar quais características combinam ou não comigo? – andei na sua direção de volta, sentando-me novamente.

Ele fingiu ponderar com a cabeça.

–O mínimo para saber que você combina mais com o estilo dama fatal – mordi o lábio inferior. Era impressionante o jeito que ele falava, era calmo e arrastado. Sua voz era rouca e às vezes ele chegava a quase sussurrar. Respirei fundo enquanto o via dar um mínimo sorriso, parecia pensar — Você é misteriosa e cheia de energia. É como uma bomba, afeta totalmente tudo que está a sua volta.

Dei um sorriso de lado. A bomba também destruía tudo que estava a sua volta, até a si mesmo. Era a comparação perfeita. Mas a bomba também era temida. E homens odiavam temer.

–Você não acha isso uma característica ruim? – perguntei. Percy negou com a cabeça – Homens normalmente não gostam deste tipo de mulher...

–É porque homens não gostam de mulheres mais poderosas que eles – ele deu um sorriso gentleman, e eu amava aquelas covinhas –Mas mulheres poderosas são sexys.

Nos primeiros dias que conheci Percy fiquei estrondosamente arrebatada, impressionada e apaixonada. Aquele dia foi um dos ápices, aquela fala foi o que me derreteu.

Ele se endireitou no sofá, seu corpo chegando perto do meu. E eu também não fui inocente, disfarçadamente cheguei mais perto do seu rosto. Percy parecia do tipo que precisava de uma permissão.

–Você quer me beijar? – perguntei, sussurrando. Meus olhos não conseguiam sair dos seus lábios, estávamos tão perto um do outro que a proximidade das nossas bocas fazia meus lábios formigarem.

Faça tudo diferente – ele sussurrou. Agora tão pertos um do outro seus olhos verdes me eram tão detalhados, era como se eu enxergasse um novo planeta neles – Quero.

E foi isso que ele fez, e foi como o meu primeiro beijo só que bom. Gostoso e lindo. Seus lábios eram tão delicados e macios como eu imaginei, e assim como ele havia falado na festa ele realmente me beijava devagar, nossas línguas se encontravam lentamente, quase parando. E eu sentia tudo: felicidade, excitação, e pela primeira vez em anos aquela parte enorme de tristeza que tomava conta do meu corpo parecia novamente uma porcentagem ínfima do que eu sentia.

Nos separamos ofegantes um tempo depois, eu realmente não sabia quanto. Sorri, fechando os olhos. Foi um beijo perfeito, foi tudo perfeito. Percy, naquele momento, era perfeito.

Abri os olhos, e percebi que ele também olhava na minha direção. Quando nossos olhares se encontraram Percy deu um sorriso de tirar o fôlego, e a partir dali eu decidi não ligar. Puxei sua blusa na minha direção, agora lhe arrancando um beijo abalador. Era rápido e desesperado, e naquele beijo senti muitas coisas ao mesmo tempo, seus lábios, sua língua, a convicção de que ele beijava barbaridades, sua mão antes tão inocente agora apertava a minha cintura de um jeito que me deixou extremamente excitada.

Era quase injusto o jeito que ele fazia as coisas, eu sempre queria mais. Separei-me dele, beijando seu pescoço e sentindo o cheiro cítrico e sexy do seu perfume. Fechei os olhos e passei a mão por seus braços, arranhando-os o mais devagar que eu podia.

Abri os botões da sua blusa, finalmente vendo o corpo que as roupas de marca escondiam os detalhes com bastante eficácia. Ele tinha um peitoral definido e bronzeado, e quanto mais eu desabotoava mais meus olhos não conseguiam sair daquela direção: do seu abdômen bem definido para o final dele. Aquelas marcas maravilhosas que mostravam o caminho da perdição.

Sentei-me no seu colo, jogando a sua blusa em qualquer direção. Rebolava com a maior calma que podia, não queria parecer uma atriz de filme pornô. Seus olhos verdes estavam muito longe do verde oceano com que estava acostumada, agora eram quase um verde musgo. Sua expressão era séria, quase fechada. E era a coisa mais sexy que eu já tinha visto.

Enquanto rebolava, sentia algo protuberante embaixo de mim e eu sabia que ele estava excitado, bastante. Até porque ele não teve paciência de tirar minha regata, a rasgou no meio como se quisesse se livrar dela há séculos.

Meus seios quase saltaram quando ele fez aquilo, e meus cabelos começavam a tampar minha visão de tão bagunçados. Ele respirava fundo e lentamente. Sua mão direita tirou meu sutiã tão rápido que eu mal a percebi nas minhas costas.

Ele parecia bastante satisfeito com o fato de que eles eram grandes o suficiente para sua mão esquerda mal conseguir apalpá-los.

Ele chupou os mamilos como um pirulito, quase os puxando para si. Suas mãos abriram a braguilha da minha calça e ele a puxou bruto para baixo, arrancando-as quase que à força do meu corpo. Sua boca estava muito ocupada chupando toda a parte dos meus seios. Meus braços estavam arrepiados e eu sentia muitas sensações boas ao mesmo tempo. Seu dedo indicador passava lentamente pela minha barriga, provocando contrações gostosas.

Ele passou sua mão para dentro da minha calcinha, seu dedo indicador massageando meu clitóris e me fazendo gemer com bastante intensidade, meus sussurros virando pequenos gritinhos vergonhosos.

Pela primeira vez ele sorriu enquanto olhava na minha direção, eu estava quase gozando ali e o garoto ainda me deu aquele sorriso safado que me deixou mais molhada do que já estava.

Eu que estava alguns centímetros mais alta que ele tive meu rosto puxado para um beijo sedento, quase animalesco. Ele podia rugir porque agia como um macho alfa. Era um comportamento que eu não conseguiria relacionar senão vivenciando, em minha imaginação ele era aquele príncipe encantado que perguntava tudo antes de fazer, sempre recatado. Aquilo era bem melhor que as minhas expectativas. Enquanto uma de suas mãos fazia o trabalho de me estimular a outra puxou os meus cabelos, sussurrando.

–Linda– disse no meu ouvido, revirei os olhos. Ele estava totalmente no comando naquele momento e podia fazer o que bem entendesse. Ele chupou meu lábio inferior, e quando eu estava quase chegando ao meu orgasmo seu dedo parou de massagear meu clitóris.

Seus dedos estavam lambuzados e ele prontamente chupou. Fez muitos estragos lá embaixo assim que vi a cena, e eu fechei os olhos. Não estava acreditando, aquilo ia me fazer chegar ao orgasmo. Peguei nos seus ombros.

Meus gemidos aumentaram, e eu senti aquela sensação arrebatadora e gostosa. Sim, orgasmo. Repousei minha cabeça no seu pescoço. Quis rir, mas era meio vergonhoso. Era a primeira vez que ver alguma coisa tinha me feito chegar literalmente num orgasmo.

Passei meus cabelos para trás, tirando meu rosto do seu pescoço e ainda respirando fundo. Raramente homens controlavam o sexo comigo, e nunca eu gozava primeiros que eles.

–Tudo bem?- ele perguntou tirando um fio de cabelo da minha boca. Maldito. Maldito seja.

Mordi o lábio inferior, minhas mãos concentraram-se em tirar sua calça jeans. E ele olhou o meu esforço e deu um mínimo sorriso de lado, as sobrancelhas arqueadas.

Ele usava cueca box da Calvin Klein, azul. Mas eu não prestei atenção no detalhe da cueca, e sim no que a preenchia muito bem.

Pensei no que faria, era muito cedo para chupa-lo, e muito tarde para não tocar em algo que já tinha me atiçado. Abri mais as pernas, esfregando-me o mais lentamente possível. Ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas sua voz não saiu.

Seus olhos não paravam de fitar os meus, uma mistura de pré-gozos molharam sua gloriosa Calvin Klein, e eu me senti satisfeita em vê-lo murmurar, como um leão ferido, os olhos se fecharam e seu quadril investiu contra o meu.

Senti um arrepio na espinha, minha vagina pulsando. Não podia gozar de novo.

Eu e ele pensamos na mesma hora, as duas mãos se encontrando ao tirar aquela peça idiota. E eu me agradeci por ter feito aquilo, seu pênis saltou, duro e grosso. Um pouco mais intimidante do que eu imaginava.

Desci o quadril, mas ele segurou minha cintura com muita força. Com bastante agilidade meu corpo foi jogado contra o sofá, minhas pernas afastadas e de uma forma quase que surpreendente ele me penetrou, com tudo. Sem medir forças, tamanho e estocadas.

Foi estarrecedor. Uma sensação delirante, meus gemidos sussurrados e gritos baixos viraram gemidos altos, eu mordia seus ombros atrás de algo para compensar aquela sensação de excitação que me consumia totalmente. Nossos quadris se chocavam, era perfeito.

Ele rosnava, como um animal poderoso. Sua mão puxava meus cabelos com força para trás, deixando meus seios expostos para sua boca que ele mordia e chupava sem controle, passando de um para o outro.

Cheguei quase que estarrecedora, sentindo uma sensação de preenchimento e alivio tomarem conta de mim. Senti aquele orgasmo, múltiplo, até a ponta dos meus dedos dos pés.

Ele veio junto comigo, e saiu do sofá, deitando-se embaixo no tapete. Respirava fundo ainda com os olhos fechados, a mão na testa e nos cabelos e o corpo suado.

Meu cabelo estava uma zona, eu estava uma zona. Aquilo tinha sido a melhor transa da minha vida, e não era somente um (ou vários) orgasmo, não era somente sexo. Eu sentia que tinha algo de diferente em fazer aquilo com ele, parecia perfeito, como se o seu corpo fosse feito para o meu.

Olhava timidamente na sua direção, que ainda respirava fundo e bagunçava os cabelos. Ele abriu os olhos pela primeira vez em minutos, encontrando-os com os meus. E lá estavam límpidos como o oceano mediterrâneo. Ele mordeu o lábio inferior enquanto olhava na minha direção, depois sorriu de um jeito tão safado que eu considerei repetir aquilo tudo mais algumas vezes.

Sua mão pegou na minha, que estava caída do lado do sofá. E eu achei aquilo bastante fofo, até que ele me puxou para o chão, me fazendo cair encima dele.

Ele riu enquanto eu dava um soco no seu braço. Seu dedo massageou minha bochecha, passando meu cabelo para trás da orelha.

–Você tem sardas – ele constatou, dando um sorriso bobo. Tinha me esquecido que até então ele só tinha me visto com algumas bases apropriadas para disfarçar essas inconvenientes manchas – Ia ser uma cena e tanto se Luke e Thalia abrissem a porta e nos encontrasse aqui.

Ri. Minhas mãos passeando livremente pelo seu peitoral.

–Seria um merecido troco já que eles fizeram a mesma coisa comigo, na cozinha – respondi, e Percy gargalhou. Deu alguns beijos na minha bochecha.

–Podemos ir para cozinha também, se você quiser – dei um sorriso malicioso.

–Prefiro o meu quarto – respondi, mordendo o mais leve possível seu lábio inferior. Se não houvesse forças externas não sairia daquela posição nunca, mas com bastante força de vontade me levantei.

Ele também assim fez, e eu fui catando as roupas jogadas pela sala, observando ele fazer o mesmo o mais disfarçadamente possível, ainda secava seu corpo digno de heróis gregos e me perguntava se ele tinha algum defeito físico. Impressionantemente perfeito.

Abri a porta do meu quarto enquanto recolocava distraidamente o sutiã. Eu já usava minha calcinha e Percy infelizmente sua linda cueca Calvin Klein.

Enquanto tentava achar o fecho daquele sutiã maldito fui drasticamente interrompida pelas mãos pesadas de Percy. Ele tirou mais uma vez meu sutiã, abraçando-me por atrás e os massageando lentamente.

Minha bunda se empinou propositalmente no seu corpo, tentando sentir algo que não conseguia. Mas eu estava cansada, exausta, ele tinha sugado toda a minha energia.

Me virei, empurrando-o para a cama atrás dele. Volto a repetir o quão bem surpreendida estava, o que ele tinha de bem educado normalmente era de bruto na cama. Uma surpresa agradável.

Ele tinha as mãos atrás da cabeça, que já estava confortavelmente no travesseiro. Deitei-me perto dele, minha cabeça apoiada na sua barriga. Meus olhos foram até o relógio digital, abri a boca quando vi a hora.

–Meu Deus, já está de noite – sussurrei, eram quase sete horas da noite. Pensei o quanto tempo tinha passado rápido, nunca na minha cabeça tínhamos ficado tanto tempo... Transando.

Percy riu, seus dedos passavam despretensiosos pelo meu corpo. Ele tinha essa mania gostosa de sempre me tocar, massageando as minhas costas e barriga.

Ainda bem que era nova, e bastante disposta, porque ele não parecia perder sua disposição sexual. Levantei-me da cama num pulo.

–Vou tomar um banho – disse, mordendo o lábio inferior. Ele assentiu sorrindo maliciosamente, desgraçado.

Fui até o corredor, entrando no banheiro. Decidi deixar a porta propositalmente aberta, pelo espelho conseguia vê-lo. Ele parecia distraído olhando meus desenhos nas paredes e os detalhes do meu quarto.

Meus seios estavam inchados e vermelhos, assim como os mamilos, a minha cintura que ele tinha segurado com tanta força estava com hematomas dos dois lados do meu corpo e eu me sentia basicamente destruída, infelizmente seu corpo esparramado na minha cama me dava sensações bastante opostas à situação precária do meu corpo. Tirei minha calcinha rendada, rindo com a situação triste que ela se encontrava. E os olhos de Percy me fitaram de novo pelo espelho.

Sentou-se na beirada da cama, olhando na minha direção.

–Desculpa pelas marcas- comentou, suas mãos bagunçando os cabelos – Eu posso controlar mais à força e não te deixar tão... Roxa.

–Não! – interrompi um pouco ansiosa demais, fiquei vermelha quando ele arqueou uma sobrancelha – Quer dizer, eu gosto bastante disso... Não das marcas, mas do seu jeito. Não mude em nada... É...

Juntei as sobrancelhas confusa e com raiva, não estava no meu itinerário regular elogiar um cara pela boa transa, mas seu sorriso parecia ter mudado totalmente as minhas programações.

Ele andou até o banheiro e me puxou para um abraço por trás, seus olhos encontrando com os meus no espelho.

–Você é linda.

Droga, droga, droga. Eu odiava ouvir meu suspiro mental, como ele conseguia ser tão naturalmente romântico, as palavras flutuavam da sua boca como que se não fossem nada demais, era muito fácil para ele falar o que sentia e eu tinha esse bloqueio que odiava.

Consegui sentir pela minha bunda o quão excitado ele estava de novo, por mais que suas mãos estivessem bastante recatadas. Mesmo ainda por trás, consegui tirar sua cueca e coloca-la no chão.

–Não, Annabeth. Você tá... – ele parou quando rebolei mais uma vez procurando sentir seu pênis excitado de novo, ele murmurou alguma coisa inaudível no meu ouvido e eu sorri, jogando o cabelo para o lado.

Ele tentou se afastar, mas eu o puxei pela mão e a coloquei propositalmente no meu clitóris, gemendo em seguida.

–Estou excitada, vamos – falei como um miado, e pelo espelho vi seus olhos se fecharem. Ele balançou a cabeça, suas mãos subiram para a minha cintura e ele me penetrou por trás, encaixando-me nele.

Ao contrário da última vez, seus movimentos eram lentos e calmos. Propositalmente provocantes.

–Annabeth! Cheguei! – gritou Thalia, arregalei os olhos. Com um tapa desliguei a luz do banheiro, e Percy tentou fechar a porta, mas foi apenas um leve empurrão. Uma fresta continuava lá – Eles devem estar no quarto.

Ouvi uma risada de Percy e ele voltou a me penetrar lentamente. Ele era maluco. Meus gemidos eram como miados cortados, e a sua mão foi para a minha boca. Os passos de Thalia com aquele salto agulha faziam meu coração bater rápido, coloquei as duas mãos apoiadas na parede enquanto mordia o dedo de Percy para não gemer, era uma tarefa difícil já que eu ouvia os seus próprios gemidos tão próximos do meu ouvido. Sua respiração lenta e murmurada.

Thalia passou direto pelo banheiro, arregalei os meus olhos para a sombra dela e joguei meu cabelo para trás, respirava ofegante tanto pelo sexo quanto pela inebriante sensação de ser pega.

–Eles não estão no quarto – comentou Thalia, Percy apoiou sua cabeça no meu ombro, nós estávamos quase lá. Ouvi os passos de Luke.

–Devem ter saído, ou nem chegado. Acabou o vinho, vou lá embaixo comprar uma garrafa – disse Luke. Ouvi a sombra de Thalia passar, parando exatamente na frente do banheiro. Prendi a respiração. Se ela olhasse para nossa direção, conseguiria ver uma cena bastante distinta.

Percy colocou a mão na minha boca e deixou as estocadas mais lentas.

–Que estranho – disse Thalia. E na minha cabeça eu só conseguia pensar o quanto queria mata-la naquele momento – Eu vou com você.

Ela finalmente saiu do corredor, e Percy voltou a estocar mais rápido. Assim que a porta do apartamento se fechou ele tirou a mão da minha boca, meus gemidos tomando conta do apartamento.

Aquela posição era muito boa, eu o sentia por completo entrando e saindo e apoiei a cabeça na parede fria, apertei meus próprios seios e fechei os olhos quando cheguei ao orgasmo pela milionésima vez naquele dia.

Percy mordeu o meu pescoço, seus cabelos pretos e macios perto de mim. Massageei seus cabelos e fui com o meu quadril ao seu encontro, senti sua mordida mais forte no meu pescoço e seu gozo dentro de mim, o corpo dele se aliviando por completo.

Nós dois ficamos ali por um tempo. Respirando fundo. Minha franja estava nos meus olhos e eu me sentia extasiada pela sensação de perigo e o orgasmo. Ele beijou minha bochecha.

–Sua revanche – sussurrou no meu ouvido. Mordi o lábio inferior. Torcia para mais revanches como aquela.

(...)

–Onde vocês estavam? – ouvi Thalia perguntar revoltadíssima na sala. Dei uma risada enquanto acabava de passar a maquiagem no meu quarto. Estava bastante recatada para os meus padrões, usava uma calça de couro preta que vinha até a minha cintura (propositalmente, claro, depois das várias manchas) e um cropped maravilhoso da Valentino branco com listras vermelhas. Meu salto era digno de nota, um belo Louis Vuitton preto e altíssimo, que me deixava com meus sonhados um metro e setenta e cinco de altura.

Você deve estar se perguntando como uma garota quebrada e ferrada como eu conseguia aquelas peças de marca tão facilmente. Bem, Nova York se encontra de tudo, inclusive marcas de luxo em brechós e vintages. As pessoas normais iriam se surpreender com a frequência que encontrava peças Louis Vuitton por meros quinhentos dólares. Claro, gastava todo o meu dinheiro naquilo, mas eu sabia que valia a pena assim que dei meu primeiro passo com aqueles sapatos maravilhosos.

Estava pronta. Prontíssima. Finalmente sabendo também como me vestir para ir num lugar daqueles. Meu batom vermelho estava perfeito, e meu delineado o mais perfeito que conseguia.

Fui para a sala, e Thalia parecia convencida com seja lá qualquer história que Percy inventou.

–Você não pode parar quieta? – perguntou ela assim que cheguei, juntei as duas sobrancelhas enquanto olhava o mais disfarçadamente para Percy, que somente assentiu.

–Que foi? Não é nada demais – respondi, jogando qualquer coisa no vazio.

–Não é nada demais? A gente devia ter saído meia hora atrás só que você, como sempre, estava muito ocupada comprando sapatos.

Por um segundo eu não fazia realmente a mínima ideia do que ela estava falando, então somente concordei. Que droga de história complexa Percy tinha contado?

–Tudo bem, me desculpa. Não precisa estressar – Thalia olhou na minha direção, por um segundo pensei que ela já tinha descoberto tudo. Mas então ela deu de ombros e sorriu.

–Vamos? Nico e Leo já estão lá e pelas fotos que eles fizeram questão de mandar o lugar está lotado – concordei. Thalia também parecia mais confortável em ir numa festa que sabíamos exatamente quem estava e o que tinha de interessante.

Descemos as escadas e quando chegamos à rua tinha estranhamente um táxi nos esperando. Entramos.

–Eu esqueço todos os dias que vocês não dirigem – comentou Thalia, que estava no meio. Eu que olhava distraidamente para os prédios, as luzes e a movimentação da cidade arqueei uma sobrancelha descrente em sua direção.

–Vocês não sabem dirigir? – Percy parecia revoltado.

–Claro que sei. Isso é uma calúnia.

–Ele dirige tão mal que não sabe nem passar a marcha – disse Luke.

–Porque você não sabe dirigir direito? – perguntei. Percy agora estava sorrindo e eu sabia que ele não estava com raiva de verdade.

–Nunca precisei dirigir, sempre tinha um motorista em algum lugar me esperando. E estamos em Nova York, ninguém tem um carro por aqui.

–Eu tenho – respondeu Luke.

–Tudo bem ovelha negra, e quantas vezes você já dirigiu sua preciosa Ferrari? – o loiro se calou, e eu acabei rindo. Era engraçado vê-los conversando porque transpassava obviamente que eram amigos de longa data. Pensei se eu e Thalia ou os garotos passávamos a mesma impressão.

Não foi difícil chegar ao Hapiness Forgets, era o lugar mais cheio do centro. Percy e Luke provavelmente nunca vieram num lugar daqueles, era aqueles bares de ricos, mas não tão ricos. Só um pouco ricos. Ricos que podem ostentar ocasionalmente em redes sociais, mas não ricos de verdade que veem uma peça da Channel e não acham nada demais. Como Percy e Luke.

Abri a porta do táxi, amolando propositalmente meus saltos e respirando o ar poluído que eu tanto amava. Luke estava abraçado com Thalia e eu e Percy parecíamos ter entrado num acordo silencioso de que era melhor ninguém saber o que estava acontecendo. Até porque seria complicado explicar porque estávamos... Tão ligados.

A fila era enorme, mas Nico e Leo estavam esperando a gente na porta do bar. Eles conheciam todos os seguranças da cidade, além da maioria dos donos de bares, especialmente Leo.

Quando nos viram e apontaram, os seguranças nos deixaram passar. Um deles eu até conhecia de algumas baladas anteriores. Dei um beijo na bochecha de Nico e outra na de Leo.

–Vamos? – perguntei. Percy ao meu lado parecia curioso para saber o que estava acontecendo lá dentro. Ouvíamos grito e música ao vivo. O som típico de estreias de bares como aquele.

–Graças a Deus vocês chegaram, o pessoal do SexBAR estão todos perguntando por você – Leo comentou. Sorri. Finalmente em meu habitat natural.

Notas finais
Nossa, quanto hentai. Acho que tem muito tempo que eu não escrevo um capítulo com tanto hentai, mas a cena com esse Percy por algum motivo as palavras pareciam pipocar kkkkkkkkkkk Deixem seus reviews, não gosto de fantasminhas nas minhas histórias e espero que todos que tenham realmente gostado comentem, isso seria legal da parte de vocês. Beijos e até o próximo!