Save Me

10 Reptilla


Notas iniciais
FALA GALERAAA!! A Julia aqui! Não, não morri, nem tive um infarto, nem fui pro hades, estou aqui viva vivíssima apenas extremamente atarefada! Então me desculpem meus lindos leitores. Foi realmente um mês louco e por isso não consegui postar. So Sorry. MAS ESTE CAPÍTULO É TOP E FODA. Acho que vocês vão gostar. A música do capitulo é Reptilla da maravilhosa banda The Strokes. Boa leitura!

“The room is on fire as she's fixing her hair”

Às vezes Percy podia ser bem teimoso quando queria, pensei nisto quando estava fazendo os primeiros traços das silhuetas dos prédios a minha frente.

Estava definitivamente numa situação favorável e invejável por qualquer garota, ao meu lado estava um cara bem atraente apenas de cueca, me observando com um sorriso lindo e mexendo na sua câmera fotográfica que ele me contou ser seu hobbie favorito.

Não tenho palavras o suficiente para descrever o quão lindo era a visão à minha frente, sentada naquela manta azul e vendo os prédios como que sem fim contrastados com as nuvens carregadas e cinzentas me senti definitivamente num lugar especial.

Foi muito mais fácil do que eu queria começar e terminar o desenho, de repente estava pronto.

Depois de vários prédios numa linha de contorno, extremamente parecidos com os prédios normais, na minha folha A3 também tinha nuvens carregadas usadas com a esfumação dos lápis.

No final já estava confortável o suficiente para não me sentir envergonhada com mais nada ao lado de Percy, ele ficou bastante em silêncio o tempo inteiro. No processo de uma hora consegui a silhueta perfeita dos prédios, e enquanto apreciava o trabalho senti um flash na minha direção.

–Ei! – comentei, revoltada. Ele deu um sorriso malicioso enquanto abaixava a câmera.

–Foi digno de uma foto – falou quase murmurado, os cabelos antes molhados e penteados perfeitamente para trás agora secos e bagunçados de uma forma bem sexy.

–Quero os direitos de imagem – comentei, fazendo um bico falso. Ele riu e colocou a câmera de lado.

–Se você quiser virar minha modelo pode até ter direitos remunerados – sorri.

–Eu posso ser sua modelo, se você quiser – me levantei, tirando meus óculos e pondo-os na mesinha longe e soltando meus cabelos. Depois abri os braços numa pose vergonhosa.

Ele riu, gargalhou. E eu me senti bem por isso, parecia certo fazê-lo feliz.

–A pose da nova edição da vogue, tenho certeza – ele disse enquanto eu me sentava de novo na manta ao seu lado. Peguei o desenho.

–Um presente – disse, entregando-o o papel. Ele ficou um tempo observando o desenho, e olhou para os prédios a sua frente.

–Ficou perfeito, de verdade – comentou enquanto passava os dedos de leve no papel – Annabeth, você precisa mostrar esse seu talento para as pessoas. Todos ficariam impressionados.

Dei de ombros, não respondendo nada. Isso não era um assunto confortável para mim. Ele percebeu que não era uma boa ideia insistir no assunto porque logo pegou sua câmera mais uma vez.

–Faça a pose mais sexy que você consegue – dei um sorriso, revirando os olhos em seguida. Depois fiz uma careta bastante vergonhosa e senti o flash no meu rosto, ele riu e colocou a câmera de lado.

Antes que eu pudesse ter reação ele acabou me roubando um beijo, e não qualquer beijo: Foi o beijo. Sua língua ia a cada parte da minha boca e suas mãos passavam das minhas coxas para a virilha.

Sua boca passou para meu pescoço, sua barba por fazer roçando no fim dele e me fazendo arrepiar.

–Eu falei que te daria uma recompensa – sussurrou no meu ouvido, e eu sorri enquanto fechava os olhos.

–Você é eficiente – respondi, e sua mão pesada me empurrou lentamente para o chão, me fazendo deitar nele.

Estava sóbria. Bastante sóbria. Sentia tudo com bastante intensidade, suas mãos pegaram na barra da blusa cinza pertencente a ele e a subiram lentamente, tirando-a pela cabeça.

Ele deu uma risada quando viu sua cueca, o que deixou minhas bochechas vermelhas.

–Isso foi sexy – ele disse, olhando para as minhas bochechas – Você, envergonhada.

Mordi a parte interna das minhas bochechas, pensando se conseguia ficar mais quente que já estava, e minha resposta para ele foi minhas mãos empurrando sua cabeça para mais perto dos meus seios, fazendo-o obrigatoriamente chupa-los.

Ele não pestanejou e começou a dar chupões nos meus mamilos, depois beijando todo o meu seio e fazendo meu corpo envergar-se de excitação.

Foi descendo seus beijos, respirando fundo no meu abdômen e me fazendo contorcer-se lentamente. Tudo bem, já tinha percebido que ele era bom de cama na primeira vez que transamos, mas definitivamente ele sabia exatamente o que fazer.

Quando ele tirou a sua cueca no caso a que estava no meu corpo, já tinha ficado tensa o suficiente para saber o que estaria me esperando. Ele fazia tudo lentamente de propósito, beijando minha virilha e roçando o nariz muito perto da minha vagina.

Sua barba por fazer roçando na minha pele me deixava tensa, e seus olhos verdes tão brilhantes estavam em mim, totalmente em mim. Era intimidantemente sexy.

Percy era intimidante, e isto era o que o deixava tão atraente. Tudo nele era intimidante: sua beleza estupenda, sua elegância fora de contexto, sua voz e o jeito que falava. Tudo nele exaltava “intimidante”, parecia que era impossível existir alguém bom o suficiente para ele.

Mas enquanto isto não acontecia, lá estava eu. Meus olhos revirando enquanto sua língua fazia um trabalho estupendo me chupando. Ele era bastante bom em sexo oral, e parecia gostar de fazer. Minha mão puxava seus cabelos enquanto sua língua sugava meu clitóris e lambia toda a extensão da minha vagina. Eu me movimentava de encontro a sua boca, tentada a enfiar sua cabeça ali, sentindo que queria e precisava de mais.

Até que ele me deu mais, seus olhos verdes brilhavam como que se ele estivesse se divertindo bastante e as vibrações dos seus gemidos propositais me faziam estremecer. Assim, de repente, ele deixou tudo mais intenso e mais rápido, seu ritmo começou a ficar insano e eu rebolava, sentindo espasmos no meu corpo e uma vontade enorme de gritar de prazer.

Meu abdômen se contraiu assim como todos os meus músculos, e fechei os olhos sentindo um líquido quente escorrer pela minha virilha, que depois foi chupado por Percy.

Coloquei as mãos nos olhos, sentindo meu corpo inteiro tremer e minhas pernas bambearem. Sua aptidão sexual piorava tudo, se ele não fosse tão bom de cama as coisas ficariam extremamente mais fáceis.

Depois de um tempo tirei as mãos dos olhos, minha respiração voltado ao normal. Percy ainda beijava minhas coxas, mas agora sem nenhum quê sexual, totalmente carinhos, e ele era tão confiante, não pedia nada daquilo. Não pedia nada em troca, era absurdo. Eu o odiava por isso.

Enquanto tudo isso passava na minha cabeça Percy olhou nos meus olhos, dando uma pequena risada em seguida.

–O que foi? – ele se levantou, sentando-se na manta e tomando uma taça de vinho que do seu lado estava. Suspirei, mordi o lábio inferior e também me sentei na manta.

–O que você acha de uma recompensa dessa recompensa, que vai dar outra recompensa dessa recompensa, e assim sucessivamente... – comentei, Percy deu um sorriso de lado: charmoso e misterioso.

–Acho uma ótima ideia – comentou, virando seu rosto para ficar de frente para mim, agora conseguia ver cada detalhe dos seus traços. As bochechas marcadas, as sobrancelhas grossas e negras, os olhos verdes tão verdes quanto mar contrastados com o cabelo negro totalmente desarrumado. E o sorriso mais malicioso que eu já vi.

Lentamente, tirei as duas taças do nosso campo de visão. Não seria nada interessante ter coisas quebradiças perto do que eu faria a seguir.

Ele olhava fixamente para cada movimento meu, foi interessante e ao mesmo tempo um pouco nervoso ser a que comandava por um tempo. Também foi o primeiro momento que fiz exatamente tudo que queria com ele, era um tipo de liberdade que sempre almejei e finalmente estava conseguindo.

Passei meu nariz por seu pescoço, sentindo todo aquele cheiro de fragrância masculina que normalmente me deixava hipnotizada. Ele fechou os olhos, e seu sorriso não era mais malicioso.

Não sei o que deu em mim, foi realmente automático, de repente me deu vontade de começar a beijar cada detalhe do seu corpo. Cada pedaço de pele que eu encontrasse. Desci meus beijos por seu peitoral, respirando fundo e sentindo sua pele que era macia e bronzeada, desci pelo seu abdômen que tinha os músculos sempre muito bem escondidos pelas dezenas de roupas de marca, finalmente chegando aonde queria chegar.

Brinquei com o elástico da sua cueca, observando seu olhar até pensativo sobre mim. Parecia que ele estava tentando entender para onde eu queria chegar com aquilo.

Decidi facilitar as coisas e tirei sua cueca, jogando-o para o lado. Dela saltou um membro já até bem excitado, mais do que eu imaginei que estaria.

Seus olhos observavam muita coisa ao mesmo tempo, saíam das minhas mãos até cada parte do meu corpo, depois voltava para o que eu estava fazendo. Tudo muito rápido. Era intimidante.

Passei minha língua pela glande, e ele finalmente entendeu aonde eu queria chegar. Tanto que suas sobrancelhas se arquearam, e depois ele deu um sorriso malicioso demais para minha sanidade mental.

–Annabe...

Costumava me concentrar bastante quando fazia sexo oral, então não prestei atenção nos seus sussurros, mas sabia que falavam meu nome, e isto já era excitante o suficiente para uma terceira, quarta e quinta rodada do que estávamos fazendo.

Tentei olhar para os seus olhos enquanto chupava sua glande, depois chupando metade do seu membro, era até engraçado, ele olhava meio estonteado para tudo aquilo. Parecia surpreso ou algo assim.

A verdade é que eu raramente fazia sexo oral em homens, a não ser que eu confiasse bastante nele. Percy parecia já ter sacado aquilo há algum tempo, mas por algum motivo nunca falamos sobre o assunto.

De qualquer forma não precisava mais, eu confiava nele.

Masturbei a base do seu membro, enquanto chupava a ponta, o mais forte e ritmado o possível. E de repente não eram mais sussurros, eram gemidos. E não falavam meu nome, falavam qualquer outra coisa realmente inaudível.

Chupei com mais força, percebendo que ele iria chegar ao orgasmo, masturbei o mais rápido que consegui. E seus olhos se fecharam, sua cabeça foi para trás e ele estocou de leve minha boca, jogando os quadris para frente.

Não precisou de aviso, sabia que ele estava chegando. Dei um sorriso malicioso e em seguida abri a boca, esperando tudo aquilo chegar.

E chegou, mais forte do que imaginei, e muito mais do que imaginei. Percy abriu os olhos, seus músculos das pernas tremiam assim como seu abdômen e os braços.

Seus olhos não paravam de encarar os meus, sabia que estava lambuzada do gozo dele, e aquilo deveria ser algo interessante de se observar, mas decidi ir além: comecei a chupar seus testículos, o mais de leve possível. Então, ele fechou os olhos mais uma vez, e eu percebi que ele estava gostando bastante daquilo porque envergou a coluna, apoiando-se pelo cotovelo.

–Para- sussurrou, puxando meu cabelo de leve. Afastei, tentando observar o mais “inocente” possível o seu rosto esculpido divinamente. Ele tinha a boca entreaberta e a respiração um tanto ofegante.

–Você não está gostando? – perguntei, nunca tinha acontecido de um cara me fazer parar um sexo oral assim no meio. Novidade. Ele deu uma risada irônica, abafada pela sua própria respiração pesada.

–Claro que não... – ele passou seu braço pela minha cintura, encaixando-me perfeitamente no seu quadril – Eu não quero deixar de fazer isto.

Mordi o lábio inferior, sentindo seu membro roçar em mim esporadicamente. Ele, que estava deitado, decidiu que eu tomaria as rédeas do sexo daquela vez, tanto que suas mãos saíram da minha cintura.

Encaixei nele, revirando os olhos quando senti seu membro me preencher perfeita e lentamente, tão alentador que me fez pulsar. Joguei meus braços para trás, apoiando-os no chão, e me movimentei o mais lentamente que conseguia, sentindo seu membro ir e vir, de acordo com o que me mexia.

Não consegui deixar os olhos abertos, era uma sensação maravilhosa de preenchimento, e sua glande batia perfeitamente no meu ponto G, fazendo os meus braços se arrepiarem e a vontade súbita de fazer movimentos mais rápidos.

Ele mordia o lábio inferior, provavelmente muito ocupado tentando não mexer o quadril.

Passei meu corpo e meus braços para perto da sua cabeça, sentindo a necessidade de me mexer mais rápido. E assim fiz, cavalguei no sentido mais pervertido da palavra, e meus braços se enfraqueceram de tanto prazer, meu abdômen se contraiu e minhas pernas começaram a tremer.

Os últimos momentos são simplesmente indescritíveis, meus olhos se semicerraram e meu corpo relaxou, sentindo tudo aquilo acontecer muito maravilhosamente bem. Estava pulsando e me sentindo bem, adoravelmente bem.

Joguei-me ao seu lado, que parecia muito ocupado respirando fundo, inebriado. Era legal saber que o sentimento era reciproco, que o sexo era louco tanto para ele quanto para mim.

–Você... – ele sussurrou, as mãos nos olhos enquanto sua respiração continuava pesada – É surpreendente, sabia?

Mordi o lábio inferior, percebendo que tinha um pouco do seu gozo no meu queixo, que fiz questão de passar os dedos, lambuzando-me de tudo aquilo. Era divertido fazer sexo oral nele, como uma disputa de quem conseguia fazer o outro sentir mais prazer.

–Você gostou? – sussurrei – Não faço isto com muita frequência.

Percy arqueou uma sobrancelha, olhando na minha direção. Era a segunda vez que eu perguntava se ele realmente tinha gostado, ele era o terceiro ou quarto cara que eu fazia um sexo oral, talvez o primeiro que fazia sóbria. Então estava insegura quanto aquilo, mas principalmente porque ele sempre ia tão bem, sempre me fazia tão bem, queria que o contrário fosse tão bom pra ele quanto era para mim.

Ele se sentou, agora totalmente nu e sem vontade alguma de vestir qualquer peça de roupa, assim como eu. Passou os dedos pela minha barriga, fazendo-a se arrepiar com seu toque.

–Não parece que você não faz com muita frequência – respirei fundo, não tinha porque pararmos de transar. Era tudo tão bom, e eu decidi ceder àquilo que ele queria, poderia ficar o fim de semana inteiro ali, com ele, não precisava nem de comida – Aliás, foi a cena mais sexy que você já me proporcionou, e vai ficar na minha memória por um bom tempo.

Involuntariamente dei um sorriso de lado, feliz com a resposta. Era uma bosta estar apaixonadinha, tudo que ele falava me fazia ficar com o coração acelerado.

Decidi olhar para a janela, o tempo nublado deixava tudo realmente mais sexy. Parecia que ia começar a chover a qualquer hora, ouvíamos barulhos de trovoadas.

Lá fora provavelmente fazia uns quinze graus, mas dentro do seu apartamento tudo estava quente, eu e ele éramos como uma reação de combustão.

Decidi fazer o que normalmente pessoas que se gostam faziam, e não transar toda a parte do tempo. Me levantei, percebendo que ele tinha juntado as sobrancelhas.

Vesti a cueca dele que já estava usando normalmente e depois sua blusa cinza, que tinha seu cheiro arrebatador. Por último, peguei a garrafa de vinho.

–O que você está fazendo? – sussurrou Percy, seu tom de voz era rouco na última oitava, como normalmente é. E eu dei um sorriso de lado em seguida.

–Vamos ver TV... Você tem chocolate?

(...)

–Isso não faz o mínimo de sentido – sussurrou ele, observando o final do filme, eu mordia minha unha e tentava não parecer iludida o suficiente. Era uma comédia romântica das mais péssimas, mas por algum motivo me emocionei com o final mais clichê de todos: o beijo do amor verdadeiro, e a câmera ia subindo e subindo e deixando a imagem panorâmica até o final.

Normalmente eu odiaria um filme desses, se estivesse com Thalia começaríamos a rir e fazer palhaçada com o filme. Mas estranhamente eu me sentia tocada, emocionada, e feliz de estar com Percy. Era como se todos os sentimentos que eu não tive durante toda uma vida começassem a crescer exponencialmente no meu peito.

–Você está bem? – perguntou Percy, me observando enquanto eu sorria. Não queria que ele soubesse que eu estava de coração mole. Na verdade, isso não era algo que nem eu mesma queria admitir.

–Estou – não sabia quantas horas eram. O tempo continuava dublado assim como de manhã, mas muito mais escuro. O que me fazia crer que estávamos no final da tarde.

Tinha passado tão rápido que eu nem sequer percebi que estava lá o dia inteiro. E não fizemos nada demais: Ficamos vendo séries, depois filmes, e depois dando uns amassos, e depois mais filmes.

Estava deitada no sofá, com as pernas encima do colo de Percy, que se sentava aconchegado no canto enquanto trocava os canais. Comecei a rir quando ele fez uma careta para um jogo de futebol americano. Másculo.

–Meu pai gosta dessas coisas, mas eu nunca gostei – comentava enquanto eu ria da sua cara, e comentava exatamente que era bem macho da parte dele não gostar de futebol americano.

Ele decidiu por num canal aleatório, enquanto fazia uma careta irônica na minha direção. Ri quando ele pegou minhas pernas e me puxou para perto dele.

De repente ouvimos gemidos, olhamos para a direção da televisão e Percy começou a gargalhar.

–Sério mesmo? – comentei, sorrindo ironicamente enquanto olhava para tudo aquilo que acontecia na tela da televisão. Percy tentava não dar um sorriso malicioso, totalmente em vão.

–Não olhei o número do canal, você viu!– virei, observando a televisão. Estava sentada ao lado de Percy agora, minhas pernas ainda encima do seu colo.

No caso, a garota estava cavalgando até de forma interessante no rapaz, mas era estressante a quantidade de maquiagem que ela tinha colocado no rosto. Os gemidos dela, em compensação, eram excitantes.

O sexo deles estava bem bom, o cara estava duro e entrava saía muito rápido, parecia o final do pornô ou algo assim. De repente os movimentos ficaram tão rápidos que foi até desumano, estava ficando quente e excitada, e percebi que era a primeira vez que ficamos realmente calados e prestando atenção em algo que não era um ao outro.

Os dois chegaram ao orgasmo, o gozo escorrendo pela perna da garota. E tudo dentro de mim se revirou, talvez fosse a hora de começarmos a fazer a mesma coisa.

–Hum, Percy... – chamei, e ele se virou para mim depois de alguns segundos de delay.

–Sim? – respondeu arqueando as sobrancelhas, e entendendo aonde eu queria chegar – Sim... Por favor.

Me joguei na sua frente, ficando no seu colo. Queria que ele parasse de prestar atenção na televisão e começasse a prestar atenção em mim. Então claro, tirei a blusa dele, e seus olhos foram para a direção dos meus seios.

Depois ele olhou nos meus olhos, e tudo ficou estranhamente sexy demais. Como se fosse alguma cena do mundo animal, e ele fosse o caçador e eu fosse a presa.

Mas eu também era a caçadora, e ele a presa.

Então tudo aconteceu rápido demais. De repente estávamos tirando nossas roupas, e pegando em todos os lugares que conseguíamos um no outro, nossos beijos estavam ficando urgentes como nunca antes, era uma batalha para quem conseguia achar mais espaços na boca um do outro. E eu o queria, estava pulsando por aquilo.

O casal gemia na televisão, e nós estávamos gemendo mais alto dentro de casa. Não tinha entendido como isto tinha acontecido, foi tudo muito repentino.

Nós roçávamos um no outro, e eu sentia que poderia chegar ao orgasmo justamente só com aquilo, nos beijamos mais animalescos, e com mais vontade de ter um ao outro.

E então a campainha tocou, e eu me assustei tanto que caí do seu colo, sentando-me ao lado dele no sofá. Nos entreolhamos, e eu senti primeiramente um sentimento de frustração enorme, e depois uma vontade súbita de matar quem quer que estivesse ali.

A primeira coisa que Percy fez foi desligar a televisão, depois pegou sua cueca e a bermuda jogadas no chão. Com um pouco de retardadamento decidi também me vestir, pegando a camisa de Percy.

–Quem é? – perguntei, arrumando meu cabelo que estava uma bagunça num coque alto.

–Não sei – respondeu ele enquanto coçava os cabelos e enfim abrindo a porta do apartamento. Não consegui ver quem era de primeira, apenas ouvi Percy – Ah, oi.

–Oi meu querido – Percy deu um beijo na bochecha da mulher, que eu não sabia quem era – Você decidiu que não usa mais seu telefone? Estou tentando falar com você já o dia inteiro.

–Ahn... Estava meio ocupado, na verdade – finalmente consegui ver a mulher, até porque ela entrou no apartamento sem pedir licença. E de fato eu nunca tinha a visto na minha vida. Tinha os cabelos maravilhosamente longos, e um rosto meio que endeusado, só que um pouco bravo. Os olhos assustadoramente verdes, desumanos.

–Ah- ela olhou para mim e falou isso, depois olhou para Percy que parecia desconcertado demais para falar alguma coisa, então só fechou a porta – Você é a... Annabeth, certo?

Como ela sabia meu nome? Quem era ela? Será que ela percebeu que eu estava usando uma cueca? Todas essas perguntas rondavam minha cabeça quando eu falei:

–É... – olhei para Percy, que ainda olhava impassível para toda aquela cena, e depois de alguns segundos de silêncio constrangedor finalmente Percy percebeu que era o único que poderia fazer com aquilo ficasse menos embaraçoso.

–Annabeth, está é a Anfritite. Ela é a minha madrasta – Anfritite parecia ofendida.

–Madrasta?

Percy deu um sorriso feliz, como se sempre tivessem aquela conversa.

–Uma segunda mãe – respondeu, sorrindo. Eram muitas informações ao mesmo tempo. Não sabia que os pais dele eram separados, muito menos que ele tinha uma madrasta tão... Bonita.

E agora ela sabia que eu era a Annabeth, o que queria dizer que ele provavelmente tinha falado de mim para seus pais. Sem querer meu estômago se embrulhou de nervoso, mas algo dentro de mim se revirou de felicidade.

–É um prazer te conhecer — falei, sem saber exatamente o que falar sobre tudo aquilo. Anfritite me deu um sorriso simpático. Ela tinha um quê de elegância que era digno da família Jackson. Era como se ela fosse boa demais para esse mero mundo mortal.

Não sabia exatamente por que, mas ela parecia feliz demais em me conhecer. Como se já tivesse várias suposições sobre mim ou algo do gênero. Ou talvez porque, sinceramente, ela não me conheceria se não fosse numa situação como aquela.

–Não era minha intenção ser inconveniente – ela disse, olhando maliciosamente para seu “filho”, que estava muito ocupado envergonhado, com a mão no rosto – Mas você não atende as ligações dos seus pais, é um costume terrível.

–Isso não vai se repetir... – Percy foi andando distraidamente pelo apartamento, até a cozinha – Aceita uma xícara de chá?

–Não não, obrigada... Vim passar rapidamente já que estava resolvendo alguns assuntos da modesty ali na frente. Vai ter uma festa muito importante esse fim de semana da nossa família, vai ser no sítio nos Hamptons.

Um sítio nos Hamptons, era impressionante como eles falavam aquilo como se falassem “vai ter um churrasco na laje esse fim de semana”. Percy suspirou.

–Festa da nossa família? Só tem investidores lá... Essa é a nossa família? – Percy cruzou os braços, em frente o balcão. E pela primeira vez no dia me senti de fato num lugar desconfortável, como se eu não devesse estar ali.

–Percy... Você tem que entender que cada família tem seus costumes. Não somos a família tradicional americana, mas somos uma família, e você faz parte dela querendo ou não.

Percy revirou os olhos, e pela primeira vez vi que ele não estava de boa, já que ele sempre está de boa.

–E outra coisa, não é uma festa de investidores. Só aqueles que são realmente nossos amigos foram convidados. Percy... – Anfritite suspirou tão alto que me pareceu até esgotada- É o aniversário do seu pai esta semana, não faz isso.

–Tá bom – olhei para o lado. Estava me sentindo de fato um fantasma naquela conversa. Percy tinha a expressão brava, como nunca antes tinha visto nele, talvez quando eu e Jason ficamos naquela festa dele. Mas não era daquele jeito, ele parecia genuinamente chateado desta vez.

–Você me promete que vai?

–Não – respondeu Percy. Anfritite agora parecia realmente brava.

–Se você não for vou ficar extremamente chateada com você. E você não quer comprar briga com todos os seus pais, quer? – ela usou aquele tom de voz de “mãe realmente decepcionada” e Percy acabou por suspirar.

–Não prometo nada- respondeu ele, um sorriso cresceu no rosto de Anfritite. Ela pegou sua bolsa que por alguns segundos ficou encima do balcão e se virou, andando com elegância nos seus saltos altos Jimmy Choo, e eu tentei não olhar na direção dos dois e sim para o chão, para talvez dar a entender que eu não prestava atenção na conversa.

–Você também vai – Anfritite afirmou. Juntei minhas sobrancelhas, estupefata – Não aceito não como resposta... Percy, leve ela.

–Ahn – disse, com uma espinha de peixe imaginária na minha garganta. Não consegui falar mais nada, Anfritite foi embora tão repentinamente quanto apareceu. Olhei para Percy, que ainda estava encostado no balcão, e ainda bravo com a conversa – Alguma explicação lógica?

–Minha madrasta é louca.

Notas finais
Beeeeeeeem, o que vocês acham da família do Percy? Será que eles são tipo o pessoal da série Revenge? Ou são barraqueiros? Ou são pessoas amáveis? Comentem ai suas suposições. Gostaram da Anfritite? Ela não é uma filha da puta nesta fic. :) DEIXEM SEUS REVIEWS PRA EU ANIMAR DE POSTAR VAI VAI. beijos pra vocês e até o próximo!