Notas iniciais
oi gente!!! Desculpem pela demora de séculos, na verdade aconteceu tragédias absurdas na semana passada e eu não consegui postar. Primeiramente meu pc que decidiu dar aquela quebrada, e depois o hiper hiatus do nyah! para deixar todos nós desesperados. :/ A música de hoje é daquele rapper futuro presidente dos EUA o foda do Kanye West - Power. Que aliás é uma música foda ouçam. Boa leitura!

“You got the power to let power go”

Percy gostava de ressaltar o quão misteriosa eu era, mas enquanto olhava na sua direção naquela mesa descobri que ele também tinha seus mistérios.

Lembrei-me do que ele tinha dito quando conversei com ele pela primeira vez, naquele clube elitizado. Odiava todas aquelas pessoas, todos aqueles seus amigos. Entretanto, era inundado naquela sociedade elitizada, naquelas pessoas tão supérfluas.

Dei uma olhada naquela mesa de vidro negra que mostrava meu próprio reflexo. Meu olho esquerdo estava desinchado, mas a sobrancelha tinha o curativo que ele tinha feito. Minha bochecha estava vermelha e levemente inchada, mas de qualquer forma não estava deformada.

Percy bebia o gole da sua cerveja enquanto o dono do bar conversava com ele. Parei de prestar atenção no primeiro minuto da conversa, e tinha certeza que ele já estava ali há quase cinco “Seria de grande ajuda...” “É uma honra...”. Não me lembro de outras falas.

O próprio Percy terminou com a conversa.

–Farei tudo que está ao meu alcance, Kit. Minha influência nas escolhas do meu pai é... Ínfima – juntei as sobrancelhas – No momento estou me divertindo com uma convidada, depois com toda a certeza podemos discutir esse assunto.

Não acreditava que o próprio dono do bar mais bem frequentado da cidade estava ali, implorando seja lá o que fosse para Percy. As bochechas do dono coraram, e ele nem sequer poderia brigar com ele. Percy tinha usado aquele seu tom educado que ninguém conseguia dizer não.

Ainda prestava atenção naquele lugar que eu sempre quis ir, mas nunca tinha vaga o suficiente para pessoas normais como nós. Percy, ao contrário de mim, que poderia ficar a vida inteira tentando entrar naquele bar e não conseguiria, somente chegou perto da funcionária que controlava quem entrava no bar e falou duas ou três palavras e de repente tínhamos uma mesa.

Quando sentamos, a moça tirou a plaquinha de reservado. Ainda estava boquiaberta porque tinha entrado no Bunker Club, e então assim que entramos o próprio dono veio conversar com Percy.

Rapidamente fiquei feliz de sempre andar com roupas de luxo por aí. O lugar era muito mal iluminado, como um bom bar. As mesas tinham uma privacidade que você nunca encontrará em outro lugar, com um sofá laranja embutido na parede, que era onde eu e Percy estávamos sentados.

Tinha uma lamparina encima da mesa, assim como em todas as outras mesas. Jazz tocava no local, Jazz. Sabe o quão difícil é encontrar Jazz num bar?

Bebi mais um gole de cerveja. Quando o convidei para sairmos beber pensei em qualquer estabelecimento com um garçom boa pinta, que servisse qualquer tipo de porção e cerveja sem limite.

Aquilo era... Surpreendente.

Quando o dono finalmente foi embora, Percy se virou para mim. Estávamos um do lado do outro, como os sofás implicavam que era para fazer. E eu amava aqueles sofás porque sentia as nossas pernas se roçarem e toda aquela tensão sexual presente entre nós, minha cabeça não parava de pensar em nós dois juntos naquele apartamento praticamente batizado, seu rosto quando me penetrava e todas aquelas sensações inesquecíveis...

–Annabeth? – perguntou, sorrindo. Balancei a cabeça, sentindo meu rosto corar – Desculpa por ele, é um sócio do meu pai.

–Pelo jeito seu pai é o magnata da cidade – dei um sorriso, mas Percy não parecia feliz em ouvir aquilo. Bebi mais um gole da cerveja gelada e provavelmente artesanal que bebíamos.

–Na verdade, ele é – arqueei uma sobrancelha. Queria entender qual era o problema com a família dele. Thalia, porém, havia falado que Percy não gostava de falar sobre aquilo. E eu decidi mudar a conversa.

–Se você pudesse ser um animal, qual seria? – sutil, não? Ele sorriu. Surpreso com a pergunta.

Caramba, como ele era bonito. Algumas mulheres olhavam para nós com aquela expressão que eu sabia ser inveja, bem, eu não podia fazer nada se ele era realmente bonito. A sua malha escura na cor vinho continuava perfeitamente engomada. Seus cabelos pretos eram perfeitos contrastando com os olhos verdes. E seu sorriso, o seu gentleman sorriso, era realmente uma perdição.

–Algum animal que vive na água... Provavelmente um tubarão. Um tubarão é um animal bem legal – ele riu, parecia não acreditar que estávamos discutindo aquilo. Virou-se rapidamente para olhar no meu rosto – E você, o que seria?

–Eu seria uma coruja – respondi diretamente. Envergonhando-me porque já tinha a resposta na ponta da língua. Ele riu, e meu objetivo tinha sido cumprido. Ele não estava mais mal humorado com as questões familiares – Porque ela fica acordada à noite inteira, e dorme de dia. Como eu.

Percy riu mais, e eu pensei que poderia estar fazendo papel de idiota. Mas valia a pena porque ele parecia estar muito feliz. Depois juntei as sobrancelhas pensando o quão idiota era aquele pensamento. Eu podia ser tudo, menos uma boba apaixonada.

Nos serviram realmente uma porção. O que foi algo bem engraçado na minha mente, mas não uma porção de batata frita bem gordurosa como eu pensei, era camarão. Camarão empanado e enorme. Aquele negócio era caro, tinha um molho vermelho servido em potinho do lado. Eu nem sabia como comia aquilo.

Percy foi o primeiro a comer, pegando o camarão pela ponta e passando a cabeça no molho.

–Minha mãe costumava fazer camarão para mim quando eu era pequeno – ele disse dando um sorrisinho – É um pouco nostálgico para mim comer esse peixe.

–Eu não tenho mãe – falei, ele olhou na minha direção atordoado e eu acabei rindo – Desculpa, isso estragou totalmente seu clima nostálgico.

Ele assentiu, limpando as mãos com o guardanapo.

–Desculpa.

–Não, tudo bem. Isso já tem tipo, duas décadas, superei.

E era realmente verdade. Na verdade nem sei por que tinha falado aquilo com Percy, foi mais uma questão de reflexo. Minha mãe não me fazia falta, nunca fez e nunca faria. Olhei na direção do garoto mais lindo que eu já tinha visto, e sua expressão demonstrava que algo estava incompleto.

–Ela sumiu assim que me teve – concluí. Sua expressão era indecifrável.

–Não precisa falar se você não quiser – respondeu. Arqueei uma sobrancelha, feliz de ouvir isto dele. Sempre ouvi das pessoas coisas como “você pode desabafar” ou “joga pra fora”. Não tinha o que jogar para fora, não conhecia a minha mãe. Pronto.

Assim como ele peguei o camarão e passei o molho que quando invadiu meu paladar descobri ser de pimenta. E estava muito gostoso.

–Deve ser legal comer camarões nostálgicos – respondi. Ele sorriu ainda me analisando, com aqueles olhos verdes da perdição.

–Você sempre faz isso- comentou – Sempre foge de assuntos problemáticos.

–Você é um assunto problemático, e não estou fugindo de você.

–Fez de novo – respondeu. E eu revirei os olhos, ele acabou rindo. Rindo daquele jeito que dava para perceber que ele não estava realmente bravo comigo, nem realmente bravo com nada.

Ele era assim, a raiva dele passava por alguns segundos. O seu incômodo era passageiro, o seu bem estar parecia eterno.

–Eu sou um assunto problemático? – perguntou, falsamente ofendido – Não vejo porque seria um assunto problemático.

Ele por fim bebeu um gole de cerveja e deu um sorriso mínimo com a boca perto do copo, mordi o lábio inferior sentindo a ardência gostosa com o camarão.

–Você com toda certeza é um problema, Jackson — ele arqueou uma das sobrancelhas negras, eram boas sobrancelhas. Grossas. Combinavam com o rosto dele- Você beija bem demais para não ser um garoto-problema.

Percy deu um sorriso de lado, seu corpo virando-se para ficar na minha frente.

–Então não devo te beijar? Porque estava pensando seriamente no assunto.

–Com toda a certeza que não – respondi, sorrindo – Acho que o problema maior seria se você não me beijasse.

Seu rosto chegou mais perto do meu. Seu sorriso era galanteador, e eu sabia que estava séria. E meu estômago parecia que tinha dado um nó, o frio na minha barriga me deixando ansiosa. Eu não o via a duas semanas, duas semanas que só conseguia pensar em beija-lo mais uma vez. Com toda certeza ele era um problema.

Seus lábios encostaram-se aos meus assim como nossos olhares e quando sua língua invadiu a minha não consegui ficar com os olhos abertos. Picante. Era o gosto daquele beijo. Beijo com gosto de pimenta e cerveja, e era muito gostoso.

Sua mão foi para os meus braços, massageando-os levemente para cima e para baixo. E quando pensei em deixar as coisas ainda mais “picantes” ele se afastou, e eu me lembrei de que ele não era Jason, nunca faria uma cena em público. Em outras palavras, um nobre gentleman.

Por fim, chupou meu lábio inferior. Afastando-se totalmente em seguida.

–Pimenta – sussurrou. Seus olhos verdes estavam tão escuros que me remeteram ao dia que transamos. E eu imaginei se ele estava se sentindo tão excitado quanto eu, se realmente conseguia se excitar somente com um beijo assim como eu estava.

Passei uma das mãos nos seus cabelos, massageando-os. Eles eram sedosos e macios. Pensei em beija-lo novamente quando alguém nos interrompeu. Um homem engravatado.

–Percy? – perguntou. Percy em seguida arqueou uma sobrancelha.

–Zeus, olá.

Zeus? Era o pai de Thalia. Arregalei os olhos, pensando se ele iria me reconhecer, o conheci numa festa que Thalia foi obrigada a ir. Ela me chamou para fazermos uma baderna. E foi o que fizemos. Deixamos sua madrasta, Hera, literalmente de cabelo em pé. Pelo jeito que ele me olhou, como se eu fosse um mísero inseto, percebi que não estava se lembrando da minha aparição.

Percy se levantou, cumprimentando-o com uma mão. Depois deu um beijo na bochecha da acompanhante de Zeus, que definitivamente não era sua esposa.

Muito educadamente Percy decidiu não notar esse pequeno problema. Sentou-se ao meu lado novamente.

–Seu pai e eu temos muitos negócios a tratar por mais que ele insista em fugir de mim, não se esqueça de comentar isso com ele – Percy ajeitou sua gola branca.

–Falarei com ele, fique tranquilo – Zeus era um cara assustador. Seus olhos eram iguais os da filha, e ele parecia um armário de tão grande, além da sua pose prepotente.

Ele comentou alguma coisa sobre “assuntos inacabados” que eu realmente não estava interessada. Bebi um gole de cerveja e pensei nos olhos verdes de Percy que estavam num tom tão diferente.

Mordi rapidamente o lábio inferior, Zeus gesticulava enquanto a moça ao seu lado parecia tão perdida quanto eu, por mais que tentasse ao máximo prestar atenção e assentir com tudo que ele falava. Percy também prestava muito atenção.

Olhei rapidamente para sua calça verde musgo, depois na direção de Zeus mais uma vez. Por baixo da mesa preta, ninguém perceberia nada. Sorri maleficamente.

Passei a ponta do meu salto por sua perna, levantando sua calça lentamente.

Percy continuava olhando na direção de Zeus, por mais que eu pude perceber um mínimo sorriso em seu semblante.

–Se conseguirmos essa empresa, podemos com toda certeza fazer aquilo que seu pai tanto deseja...

Minha mão repousou no seu joelho, passando lentamente pela sua coxa até a sua virilha. Ali, senti seu pau excitado, massageei lentamente.

–Isso... – Percy parou por um segundo, respirando – Parece uma ótima ideia. Com toda a certeza tudo isso será... Contatado ao meu pai. Não se preocupe.

Zeus deu um sorriso falso.

–Tenho certeza que sim. Continue o seu encontro, foi um prazer revê-lo.

Apertei o seu pau.

–O prazer é meu – respondeu Percy. E eu quase ri, quase. Zeus passou seu braço pela cintura da sua acompanhante nova demais e quando ele estava fora do nosso olhar a mão esquerda de Percy tirou a minha do que seria uma ótima preliminar – Não me provoque, por favor.

Sorri, e percebi que ele estava sério. Seríssimo. Seu tom de voz foi severo, por algum motivo aquilo me excitou.

–Você sempre tem conversas sobre negócios em todos os lugares que vai?

–Estranhamente é a primeira vez que isso acontece com tanta frequência – respondeu. O camarão tinha acabado, e tudo que sobrou foi o resto do molho de pimenta.

Passei o dedo indicador lá, lambendo-o lentamente. Não sabia o que estava fazendo, na verdade eu sempre ficava no modo automático quando provocava garotos. Na maioria das vezes dava certo.

Percy arqueou uma sobrancelha enquanto me via chupar o dedo, lambendo meus próprios lábios em seguida. Depois ele olhou para o outro lado, como se por algum motivo estivesse cometendo algum pecado.

Olhei para baixo, a protuberância na sua calça agora muito mais evidente. Dei um sorrisinho, o meu modo automático costumava dar muito certo.

–Você está muito excitado – sussurrei no seu ouvido. Ele passou as duas mãos pelos cabelos, deu uma risada indignada.

–Ah, sério?– ele olhou na minha direção. Eu já estava um pouco tonta de cerveja, e pela calcinha de presente que tinha deixado em sua casa ele já deveria ter ideia que meu inibido era zero quando bebia cerveja – Acho que Zeus desconfiou de alguma coisa.

–Ele não vai contar nada até porque está num bar com uma amante – Percy arqueou uma sobrancelha.

–Como você sabe?

Gelei. Percy não sabia que Thalia era filha de Zeus, nem ele nem quase todos os nova-iorquinos. Tive que pensar rápido, que ainda bem era uma das minhas muitas especialidades.

–Ela é muito nova e muito gostosa para não ser uma amante – respondi, ele abaixou os ombros parecendo concordar. Quase suspirei, se por algum acaso ele soubesse que Thalia era filha de Zeus com toda certeza perderia minha melhor amiga e a minha moradia.

Bebi mais cerveja, era meu quarto ou quinto copo e eu sentia que estava ficando boba demais para os meus padrões. Afastei o copo.

–Não prestei a mínima atenção no que Zeus disse, era sério? – perguntei, somente para distrair tudo aquilo que estava acontecendo na sua calça naquele momento. Ele suspirou, e depois sorriu de um jeito que eu poderia sentir vários estragos na minha calcinha.

–Francamente também não prestei atenção – ele se virou para mim, parecia estar me analisando – Sabe, as minhas namoradas costumam prestar muita atenção nos assuntos de negócios... Da minha família.

–Bem, eu não sou sua namorada – dei um belo sorriso malicioso. E ele ainda tinha aquele olhar de que estava me analisando, eu definitivamente não me importava – E depois o quê? Vocês ficavam discutindo sobre empresas e todas essas coisas?

Percy deu de ombros.

–Na maioria das vezes, sim – foi minha vez de analisa-lo, ele falava como se fosse algo bastante normal.

Não era normal você conversar com uma namorada se as empresas deram lucro ou se iriam abrir mais um negócio e etc. O normal era conversar sobre namoro, sexo, ou qualquer outra coisa avulsa. Duvidava muito que estava errada naquele momento.

–Tudo bem. Então qual a probabilidade, pensando em estratégias de mercado, de você deixar de ser tão educadinho e deixar a minha mão exatamente no mesmo lugar que antes? Eu estava me divertindo bastante.

Ele mordeu o lábio inferior.

–Uma probabilidade bem baixa, você está alterada pela quantidade de cerveja que ingeriu e isso não seria um bom investimento.

Revirei os olhos, não queria admitir que ele estava certo, mas ele estava certo. Voltei a pegar o copo de cerveja, bebendo o resto da bebida que lá estava.

–Nem um talk dirty?

Ele riu. E eu acabei sorrindo também, arqueou uma sobrancelha na minha direção. Tinha toda uma pose de galã de cinema, as pernas cruzadas num quatro, um dos braços no sofá e uma mão tamborilando a mesa. De longe as pessoas poderiam pensar que estávamos conversando sobre ações na bolsa ou a programação da Netflix.

–Acho que... Eu nunca fiz isso – ele comentou, juntando as sobrancelhas e rindo em seguida.

Bebi um gole do que poderia ser o sexto ou sétimo copo de cerveja. Tamborilei meus dedos no copo, pensando em como fazer aquilo com um cara que nunca tinha feito aquilo. Era uma situação inédita na minha vida. Na maioria das vezes os homens que começavam com o papo sujo.

–Bem, como eu sou uma enciclopédia, puro conhecimento linguístico, cultural e sociológico... – ele riu – Talk dirty seria algum tipo de preliminar, em que eu ou você tentaríamos... Nossa, isso fica muito patético em definição. Eu prefiro partir pra prática.

Ele arqueou uma sobrancelha, e eu não dei tempo dele estranhar qualquer coisa. Beijei seus lábios, agora com somente o gosto de cerveja, e senti sua língua na minha, gelada. Era gostoso, bastante gostoso.

Nos separamos ofegantes, e eu beijei sua bochecha e depois fui até o seu ouvido.

–Seria como se eu te falasse o quão excitada estou agora – sussurrei lentamente – O quanto queria que você me tocasse, e se tocasse, o quanto sentiria o quão molhada estou. Por causa de você. E como estou pensando desde o primeiro copo de cerveja em você dentro de mim nessa mesa, no banheiro ou em qualquer outro lugar porque quando você me fudesse eu ia gemer tão alto que todos os engravatados deste lugar se assustariam e enfim nos deixariam em paz.

Parei de falar em seu ouvido. Era a primeira vez que eu falava um palavrão para ele, e pensei que tinha sido uma boa ocasião. Ele ficou alguns segundos olhando para frente, e depois olhou para mim, seus olhos verdes e tão escuros que me arrepiaram.

–Vamos sair daqui – murmurou ele, rouco. Pegou a carteira no bolso de trás da calça e jogou duzentos dólares na mesa. Depois pegou na minha mão e se levantou.

Sorri, teve um efeito mais imediato do que eu pensei. Ele passou uma mão nos próprios cabelos, me guiando para fora do lugar. Passamos pela sala de recepção e ele parou, olhando para a esquerda.

Tinha uma porta branca, Percy me guiou até lá e praticamente empurrou as portas. Percebi que era um banheiro, branco, com uma pia de mármore e uma luz alaranjada bastante escura assim como o resto do bar. Estava vazio.

Percy me pressionou contra a parede, chupando meus lábios e passando a mão por todo o meu corpo, pelos lados do vestido e subindo-o até a minha barriga. Seus dedos apertaram minha calcinha e me separei dos seus lábios para gemer.

Ele estava sério, tão sério que era extremamente excitante. Sua expressão brava era realmente sexy, as sobrancelhas juntas e os olhos inquisidores, as bochechas coradas e a boca numa linha reta.

–Você está mesmo molhada- murmurou, respirava fundo. Seu corpo se separou do meu, e eu imaginei se teria que implorar por sexo. Ele estava tão excitado quanto eu. Dava para perceber. Qual era o problema com ele? – Mas eu não posso perder o controle, linda. Esse bar é do meu pai.

Fiquei boquiaberta. O melhor bar da cidade era do pai dele? Ele realmente tinha falado sério quando confirmou que seu pai era o magnata da cidade.

Recompus o mais rápido que pude. Era por isso que ele queria parecer tão calmo, todos ali deviam estar olhando na nossa direção. E eu nem sequer tinha percebido. Ele tinha me levado para o bar do pai dele, o que também queria dizer que ele não ligava das pessoas nos verem juntas.

Ajeitei meu cabelo, que estava uma bagunça. E passei as mãos pelos próprios lábios. Olhei para a calça dele, que agora não mostrava nada. Ele tinha um ótimo autocontrole.

–Então vamos embora – confirmei e olhei no espelho. Minha bochecha não estava mais inchada, a única evidência da minha luta com Clarisse era o curativo na minha sobrancelha esquerda.

Empurrei a porta do banheiro, saindo do saguão e chegando à porta de saída do bar, assim que empurrei a porta senti o vento da noite no meu rosto e os sons da rua. Metros à direita tinha uma fila enorme de pessoas tentando uma mesa no lugar.

Ia chamar um táxi, quando Percy pegou no meu pulso.

–Você está brava? – seu tom era aquele que não tinha como dizer não, sorri e neguei com a cabeça. Claro que não estava brava, era praticamente impossível ficar brava de verdade com ele – Então dorme comigo hoje.

Arqueei uma sobrancelha. Por um momento, no banheiro, pensei que ele poderia estar me rejeitando. Olhei para a rua, os táxis indo e vindo a todo o vapor. E acabei dando uma risada. O vento batia no meu cabelo, jogando-o para o lado.

Já era quase uma da manhã.

–Nós vamos ir para a sua mansão, brincar de Monopoly com os seus pais?

Percy gargalhou. Seu cabelo também estava para o lado por causa do vento. As luzes das ruas e dos prédios eram viciantes, por isso que eu poderia me colocar como uma coruja, amava a noite.

–Se você quiser ir para lá, tudo bem. Mas podemos ir para vários imóveis espalhados pela cidade.

Arqueei uma sobrancelha. Pensando quantos prédios da cidade deveriam ser do pai dele. Mordi o lábio inferior e dei um sorriso.

–O mais perto do Brooklyn.

Notas finais
ENTÃAAAAO next chapter COM MISTÉRIOS DE PERCY JACKSON REVELADOS, ou quase isso..................... Deixem seus reviews que eu vou tentar postar mais rápido, tudo bem? (E LEITORES FANTASMAS VOCÊS NÃO TEM VERGONHA DE SEREM TÃO INGRATOS?? Deixem seus reviews também!). Beijos e até o próximo!