Save Me

9 Drunk in love


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI! Tudo bem? Desculpa pela demora, estou focando em outras fanfics e tudo o mais. Na verdade postei esse capítulo ontem mas por algum motivo o nyah não enviou (?). ENFIM, a música de hoje é drunk in love da beyoncé que deixa o capitulo num clima muito legal. Boa leitura!

“We be all night and everything all right”

Percy não tinha um apartamento perto do Brooklyin.

Pelo menos não um que ele realmente gostava — era o que ele me explicava enquanto andávamos de táxi pelas avenidas da cidade. Pelo que parece, a vida dele era maravilhosamente concentrada na ilha de Manhattan, sem desvios das congestionadas pontes do seu mundo repleto de magia e elegância.

Enquanto parávamos na frente de um prédio incrivelmente lindo e de magnitude estupenda, arquitetura louvável e que me fez ficar basicamente babando Percy me guiava entre as pessoas que passavam na calçada segurando meu cotovelo educadamente.

Atravessamos o saguão mais luxuoso que eu tinha visto. Foi naquele momento que caiu a ficha que Percy não era só rico, ele era bem milionário. Do tipo que te deixa fora de órbita e sem chão por ser de um mundo tão completamente diferente do seu. O mais interessante era como ele não parecia ser nada disso numa primeira impressão. Claro, roupas de marcas eram como placas chamativas, mas eu também tinha e estava numa situação bastante precária. Não só eu, todos os devedores de cartão de crédito da cidade (que não são poucos).

Quis rir quando me lembrei do saguão do meu prédio, um lugar pequeno e com as paredes mofadas, um armário enorme com os escaninhos amontoados de correspondências e Hernandez assoviando distraidamente enquanto varria o saguão. Por um pequeníssimo momento me senti envergonhada, e incomodada. E poucos segundos depois me estabilizei, poderia sentir vergonha de tudo em mim mesmo, e realmente sentia. Menos de não ser rica, eu nunca ia precisar de tanto dinheiro para ser feliz, os meus problemas não melhorariam com um prédio luxuoso.

Depois percebi o quão problemática era, onde estava chegando somente por um saguão, por um piso de mármore e um puta lustre de... Cristal.

O lugar era tão limpo que parecia que a minha presença sujava o lugar, o saguão era extremamente silencioso, até incômodo. Percy ainda me guiava pelo cotovelo para um balcão preto, onde um homem se sentava com a coluna perfeitamente ereta. Aquele lugar parecia um hotel de luxo, e me perguntei momentaneamente se Percy não estava sendo extremamente safado e me levando para um motel cinco estrelas.

Minha suposição foi por água a baixo cinco segundos depois quando ele próprio falou:

–Minhas chaves, por favor – o homem que trabalhava com ele era careca e atarracado, não parecia gostar muito do emprego. Mas foi estranhamente sociável com Percy.

–Ah, seja bem vindo de volta. Espero que tenha feito boas viagens à Paris – ele se levantou, pegando a chave numa gaveta assegurada com outra chave.

–Isso é bastante improvável – respondeu Percy, de repente bastante não ele. Parecia bravo e até mesmo triste. Minha curiosidade quase me matava, mas mais uma vez decidi não perguntar nada.

–Não fique bravo pela faculdade, suas notas boas te deixam com crédito para muitas viagens – o homem riu, e parecia genuinamente feliz em ver Percy.

Algo no meu “garotinha boba e apaixonada” esquentou e se revirou. Era muito legal ver que Percy não era um metido estúpido com pessoas que trabalhavam para ele. Ele bateu com as chaves no balcão duas vezes, roubando-as com a palma da mão em seguida.

–Muito obrigada e bom trabalho – ele pegou meu cotovelo mais uma vez, me guiando até a porta metálica e brilhante que eu reconheci como o elevador. Ele apertou o botão familiarizado com a rotina, era como eu subindo as minhas escadas naturalmente.

Nós dois entramos no elevador, e eu sorri de lado enquanto sentia o puxão na minha barriga e a certeza que estávamos subindo. Percy apertou para um dos últimos andares.

–Então você tem um barraco na cidade bem estilo de universitário? – ele deu uma risada rápida, bagunçando seus cabelos e encostando um dos braços na parede do elevador.

–É incomum demais?

–Bastante – ri – Na verdade eu achei que você morava naquela mansão em que deu a festa.

Ele arqueou as duas sobrancelhas, parecia cogitar a possibilidade. Depois deu um sorriso de lado.

–Eu ainda sou meio adolescente, e morar na casa dos pais é algo bem broxante- concordei com a cabeça, realmente era.

Chegamos ao que poderia ser o milésimo nono andar, que na verdade era o vigésimo ou algo parecido. Percy saiu primeiro, andando para a esquerda. E eu o segui, ao fundo e com escritas metálicas no meio da porta, estava o seu apartamento. “27”.

O que eu percebi, e era algo realmente de cair o queixo, ele não tinha vizinhos no andar inteiro.

Supondo que todos os andares fossem iguais, aquele prédio enorme e extremamente alto tinha no máximo trinta moradores. Devia ser uma fortuna de saltar os olhos.

Percy encaixou as chaves e girou a maçaneta habilmente. Abriu a porta e fez um gesto para que eu passasse. Dei um sorriso e assim fiz. Meus olhos se acostumaram com a escuridão do lugar, e o mais impressionante: Aquelas janelas gigantescas que davam a vista da rua. Era assim, lindo. Elas iam do chão até o teto e dali conseguia ver todas as luzes nova-iorquinas e os outros prédios igualmente soberbos e maravilhosos.

Eu estava boquiaberta e sabia disso, porque Percy olhava na minha direção com um sorriso fantástico. Dei uma risada descrente enquanto olhava mais uma vez na sua direção, que continuava parado na porta.

–Ahá, você está tentando me impressionar- falei. Ele deu um sorriso grande enquanto fechava a porta. Atrás de mim, tateou a parede e deu um tapa em todos os interruptores. Luzes brancas acenderam no topo, não eram nem lâmpadas. Não sabia nem sequer o nome dos detalhes do apartamento dele. Só sabia que tudo exclamava rico em letras garrafais.

Era um apartamento bem grande, por isso que eu entendi o fato de não ter vizinhos no andar. Tinha um corredor enorme à direita, e uma cozinha grande à esquerda que era separado da sala somente pelo balcão de mármore branco.

O lugar era muito bem estilizado, eu não podia negar. Tinha móveis com cores elegantes e parecia que escolhido a dedo por um ótimo designer de interiores. Um sofá branco no meio da sala, de costas para as janelas mais incríveis que eu já vi, e na parede, bem ao nosso lado, uma televisão embutida e enorme.

–Sinta-se inteiramente à vontade – ele disse, descendo o nível acima de piso que estávamos e indo para a cozinha. Continuei andando para a esquerda, a televisão de umas duzentas polegadas era rodeada por uma parede estilizada de madeira, com luzes amareladas para baixo. Uma bancada abaixo da televisão tinha algumas molduras de fotos. Eu queria sentar e olhar, mas não queria parecer enxerida, então dei apenas algumas olhadas no que parecia ser ele na praia e viajando para alguns lugares que eu nem sequer sabia quais.

Ao lado da televisão, em molduras pretas de fundo branco, tinha fotos lindas em preto e branco de lugares que ele parecia ter ido. A torre Eiffel, a igreja de São Petersburgo e o Coliseu.

–Você gosta de vinho tinto, só não sei o quanto – ele comentou, me estendendo uma taça da coloração avermelhada e chamativa. Peguei, pensando no que tinha acontecido para que nossos mundos se colidissem. Mundos inteiramente diferentes, curiosamente distintos.

O chão era todo acarpetado, pelo menos da sala. E tinha uma mesa de centro diferente e preta, com uma vela avermelhada no meio.

–Você foi em todos estes lugares?- perguntei, olhando mais uma vez aquelas fotos de lugares maravilhosos tirados de ângulos tão diferentes.

–Sim. “As melhores viagens de Percy Jackson”– comentou, olhava diretamente para as fotos – Gosto de olhar para elas e pensar que existem estes lugares mágicos no mundo, e muitos outros que eu gostaria de visitar.

Era uma boa lógica de vida, um bom mantra. Para quem queria ter uma vida, é claro. Olhei para a taça com aquela dúvida constante de o que exatamente estava fazendo ao lado dele, mas logo bebi o vinho e o álcool me ajudou a ser menos medrosa.

Perto da janela, tinha um tapete azul marinho com o que parecia outra garrafa de vinho inteiramente vazia. Pensei no que Percy poderia estar pensando enquanto olhava para aquela visão sensacional da rua, bebendo vinho. Percebi que queria estar ao lado dele numa cena daquelas.

Infelizmente naquele momento todos os meus hormônios me apontavam outra direção, a direção do corredor de paredes azuis marinhas, certamente com caminho para um quarto, e uma cama. E logo eu naquela cama.

Acabei de beber meu vinho.

–Acho que já estourou minha cota de bebida– comentei, estendendo a taça. Percebi que nós dois ficamos muito tempo olhando para a janela. E foi legal a forma como que não precisamos falar nada. Ficar em silêncio foi bom o suficiente.

Depois de dezenas de rodadas de cervejas e a taça de vinho eu me sentia flutuante, meu cérebro começou a viajar em pensamentos aleatórios como eu sempre faço quando estou bêbada. E a única coisa que eu queria era entender porque ele estava comigo, ao meu lado. Mas para isso, eu precisava entender outras coisas antes.

–A sua viagem não foi interessante? – perguntei, seguindo-o até a cozinha. Ele suspirou. Um suspiro tão alto que até me assustou. Colocou as duas taças no balcão e se virou para mim.

–É complicado – ele fez uma pausa longa — A última vez que fui à Paris e consegui realmente apreciar a cidade foi há muito tempo atrás, quando eu tinha dezesseis. Não é como você está pensando, não ficamos na beira do rio Sena observando a torre Eiffel. É frustrante, aliás, como não fazemos nada disso. Na maioria das vezes ficamos dentro de escritórios, na semana de moda o máximo de interessante é ir para os desfiles.

Arqueei a sobrancelha. Estar em Paris e não aproveitar a cidade é a mesma coisa que ir ao Mcdonalds e pedir salada. Mas ao mesmo tempo, ele tinha acesso a centenas de desfiles, coleções novas em tempo real, e Meu Deus, o maravilhoso mundo da moda literalmente desfilando por seus olhos.

–E você está chateado porque perdeu aula na faculdade? Você é tipo um nerd? Porque se for a esse ponto acho melhor acabarmos com isso aqui agora – apontei para ele e depois para mim, ele riu. Estávamos sentados no seu sofá branco e eu só tinha me dado conta de que tinha chegado ali quando acabei de falar.

Estava realmente bêbada.

–É uma bobeira – ele disse. Depois mordeu o lábio inferior, e foi bem legal. Meus olhos lentos e preguiçosos de bebida demoraram um tempo para sair da mira dos seus lábios – Eu vou te confessar uma coisa, sempre que eu estou com você... Não tenho vontade de falar muito sobre mim. É como se não importasse o bastante, entende?

Juntei as sobrancelhas, lembrando o quanto eu falava de mim para ele. Parecia que tínhamos o efeito contrário, raramente comentava sobre a minha vida com os outros, mas com ele era extremamente fácil e até... Terapêutico? De qualquer forma, era uma sensação boa.

–Isso é um elogio? –perguntei, balançando minha cabeça um pouco para o lado. Minha mente não conseguia fazer a sinapse de pensar antes de falar, simplesmente as palavras estavam saindo da minha boca. Um nível de bêbado que definitivamente ninguém quer chegar. Ele deu uma risada breve.

–Pode não parecer, normalmente. Mas para mim é uma coisa maravilhosa – ele arqueou as duas sobrancelhas, depois riu – Você percebeu que eu fiz algum tipo de declaração aqui?

Fiquei tempo demais pensando.

–Percebi – dei um sorriso em resposta também, mas na verdade não; Eu estava tão bêbada que não tinha capacidade de perceber nem sequer uma ironia. A única coisa na minha mente era sexo. E os meus hormônios só me ajudavam a pensar no corredor, e no que poderia ter nele.

–Annabeth – ele chamou, por mais que eu estivesse tonta eu percebi o quão sério ele estava e acho que também um pouco bêbado – Você é uma garota muito especial para mim... Não sou como os homens que você costuma sair, mas espero que essas diferenças não importem para você porque francamente não importam para mim.

Eu o ouvia, mas o nível de álcool no meu sangue não me fazia realmente entender e captar a profundidade das suas palavras. No meu entendimento simultâneo, era como se ele estivesse falando do tempo.

Então fiz algo que poderia ser justificado por qualquer coisa que ele falasse, o beijei. E foi tão bom como à primeira vez, porque me parecia simplesmente certo.

Senti sua língua massagear a minha, e sua mão apertar o meu braço esquerdo, me puxando para perto. Separei-me dele ofegante, minha testa encostada na dele, e quando abri os olhos vi um sorriso crescente no seu semblante, tão magicamente construído que eu não pude deixar de sorrir também.

Abri a boca para falar alguma coisa, mas fui interrompida por mais um selinho, seguido por outro beijo definitivamente mais carnal. Suas mãos me puxaram para cima dele, no seu colo, e eu aprofundei minhas mãos nas mexas dos seus cabelos negros, encaixada nele e com toda certeza bastante confortável, consegui tirar meus saltos com os próprios pés.

–Uma cama agora?- perguntei, sussurrando. Ele deu um sorriso de lado e segurou minhas pernas, me levantando com muita agilidade e esforço zero.

Fomos andando pelo corredor, o mágico corredor. Ele me pressionou na última porta, descendo seus beijos pelo meu pescoço, quase na minha nuca, sua respiração lenta me fazendo arrepiar.

Ele conseguiu de alguma forma sobrenatural abrir a porta, me jogando encima da cama, minha respiração já estava ofegante e eu sentia várias coisas ao mesmo tempo: excitação, tontura, felicidade e um pouco de nervosismo.

Me sentei na cama, observando ele tirar a própria blusa e deixar à mostra seu corpo maravilhosamente esculpido por anjos ou deuses ou qualquer outra coisa divina.

Ele chegou perto de mim, seus olhos verdes estavam muito mais chamativos, mais acalorados e definitivamente mais escuros. Assim como eu ele se ajoelhou na cama, passando seus dedos pela minha cintura, descendo até as minhas pernas e subindo junto com o meu vestido.

Fechei os olhos sentindo seus dedos no contorno da minha cintura, subindo até o meu sutiã, e levando com eles o vestido que restava. Por fim ele tirou a peça e eu levantei meus braços.

Queria poder narrar cada detalhezinho do que foi uma noite mágica, mas eu não estava em condições de perceber cada detalhezinho. A única coisa que eu percebia nos meus sentidos extremamente denegridos pela bebida eram onde suas mãos estavam, o que seus lábios faziam, a sensação de excitação cada vez mais aguda e seus olhos verdes me observando e me fazendo arrepiar da cabeça aos pés.

Depois daquela cena, a única coisa que eu realmente me lembro era de quando estávamos finalmente chegando ao orgasmo, e como ele parecia bastante sexy naquela posição, e como eu parecia uma atriz pornô gemendo alto demais para os padrões normais de gemido. E o quão legal foi quando eu realmente cheguei, e sabia que não estava ao ar livre e sim com um teto acima de mim, mas estava vendo estrelas.

Não me orgulho de dizer o que vou falar agora, mas assim que atingi o orgasmo meus olhos começaram a ficar sonolentos, e Percy poderia ter falado alguma coisa ou não, porque eu apaguei segundos depois.

[...]

Abri meus olhos, mas era como se não tivesse realmente aberto, porque o lugar em que eu estava era bastante escuro. Assim percebi logo em seguida que não estava no meu quarto, já que nele eu sempre acordo pela luz solar.

Como constantemente acontecia comigo, pensei com que cara da boate eu tinha ficado daquela vez. Até que as minhas memórias me atingiram em cheio.

Eu e Percy, e tudo aquilo que tinha acontecido ontem. Sem querer acabei sorrindo, e logo depois eu me assustei com meu próprio sorriso. Passei a mão pelos meus cabelos, pensando o que exatamente eu iria fazer em seguida. A ressaca tinha me deixado lenta, como sempre.

Quando me sentei na cama, tentando enxergar alguma coisa em vão, percebi que estava nua, e que Percy não estava ali. Semicerrei os olhos tentando achar alguma fonte, percebi ter um abajur do lado da cama.

Puxei a corda e a luz alaranjada me deixou com uma meia visão do que era com toda certeza o quarto de Percy. Estava numa cama grande enrolada com seda cinza platinada ao meu redor, as paredes eram escuras, mas eu não sabia exatamente dizer que cor era.

Era um quarto simples, tinha somente uma cama e um armário embutido do lado, que mais tarde descobri ser também um closet. As paredes pareciam ser decoradas com vários quadros, mas eu não consegui observar cada detalhe.

Precisava encontrar Percy, até porque estava na casa dele. Saí da cama mais confortável que eu já tinha dormido e fui andando lentamente até o guarda roupa dele, era de uma madeira preta e eu fui atrás das gavetas.

Como esperado, achei suas preciosas cuecas. Ao contrário do que imaginei, elas não estavam extremamente organizadas, separadas por cor. Na realidade era um guarda roupa bastante caótico. Dei um meio sorriso e peguei uma cueca que poderia ser também um pijama.

Era da Calvin Klein, como eu já havia imaginado até mesmo as roupas íntimas dele eram de marca.

Vesti aquela cueca preta e passei meus cabelos para trás enquanto tentava achar algo para vestir sem ter que bisbilhotar demais no seu guarda roupa, segurei o desejo de passar a mão em todos aqueles blazers Armani que ele tinha e consegui achar um blusão cinza com alguns escritos em preto. Quando a vesti parecia quase um vestido, mas era o suficiente para tampar a minha nudez.

Extremamente envergonhada e sem ressaca o suficiente para ficar desesperada por atenção saí do quarto a procura de Percy, consegui pela primeira vez observar de fato sua casa, passei por um corredor de paredes cinza com vários quadros de fotos que agora eu sabia serem tiradas por ele e cheguei finalmente à sala que mais a frente tinha uma cozinha.

Agradeci mentalmente por ter decidido sair do quarto, Percy estava sentado numa cadeira alta, que parecia um banquete, e estava de frente para as suas maravilhosas janelas com a visão periférica de vários prédios da cidade.

Numa mão bebericava o que parecia ser uma xícara de café, e a melhor parte: usava apenas uma cueca box, azul escura. Estupidamente belo.

Fiquei um tempo sem fazer barulho, encostada na parede e observando o que parecia ser um momento de reflexão. Seus olhos verdes pareciam como que faróis de tão chamativos e sua barba estava por fazer, ele parecia ter acabado de sair do banho porque seus cabelos estavam molhados e perfeitamente passados para trás.

–Bom dia – falei, mais baixo do que imaginei por causa das minhas divagações naquela cena que provavelmente apareceria algumas vezes nas minhas masturbações.

Percy olhou na minha direção, seu sorriso educado me tirando o fôlego.

–Bom dia – ele respondeu. Levantou-se para meu desalento e foi até a cozinha – Está com fome?

–Bastante –sussurrei, e depois fiquei estranhamente envergonhada. Era a primeira vez que tínhamos tempo para conversar, e não ficarmos e depois termos milhares de coisas para fazer e tudo se complicar. Foi na verdade bastante distinta aquela situação de ter tempo demais e assunto de menos com Percy, ainda mais depois de ter transado com ele.

Fui até ele na cozinha, observando ligeiramente a silhueta de alguns prédios de Manhattan, o tempo estava nublado, o que não tirava o ar sensual de tudo aquilo.

–Você é do tipo que gosta de um café da manhã estilo iogurte ou mais um bacon frito? – perguntou Percy, depois deu um sorrisinho ao ver minha expressão – Você parece do tipo que gosta de bacon.

–E você está redondamente certo – ele deu uma pequena risada, que era bastante melodiosa e sexy e que fazia tudo o que estava acontecendo com meu corpo acontecer.

–Iria acertar de qualquer jeito... – ele foi até o seu fogão: apenas um cooktop preto de quatro bocas – Fiz os dois tipos pra você.

Ele tirou o que parecia ser um delicioso pedaço de bacon e ovos mexidos, colocou tudo dentro do prato e pegou um garfo na segunda gaveta que me deu um belo ângulo da sua bunda. Que era, aliás, uma ótima bunda, bastante redondinha e...

–Laranja ou limão? –perguntou, estava com as sobrancelhas negras arqueadas. Balancei a cabeça, depois dei um sorriso complacente.

–Laranja.

Ele assentiu e foi até a geladeira, enquanto isso me sentei em outro banquete do balcão e mordi o suculento pedaço de bacon que fez minha barriga revirar de fome.

Ele colocou ao meu lado um copo de suco de laranja. E por mais que estivesse morrendo de fome me senti obrigada a parar a refeição para falar algumas coisas:

–Eu não me lembro de muitas coisas de ontem, espero não ter falado nada vergonhoso demais – quase sussurrei, mas percebi pelo seu sorriso crescente que tinha ouvido cada palavra. Ele relaxou na cadeira.

–Nah, você só falou alguns palavrões que eu nunca tinha ouvido na minha vida.

Ri junto com ele, finalmente ficando confortável naquela situação. E depois de ter devorado o prato de café da manhã e bebido o resto do gole de suco percebi que eu parecia ter milhões de assuntos a tratar com ele, mas no momento eu não queria de fato falar nada daquilo.

Perto dele eu esquecia todos os problemas, e tudo parecia estranhamente no lugar.

Fiz aquilo que realmente queria fazer, fui até o cantinho na frente das janelas, que era um pouco mais alto e amadeirado de cor escura, e sentei na manta azul escura que lá estava.

Todos aqueles prédios perfeitamente arquitetados era como arte abstrata para meus olhos, eu ia desvendando cada detalhe deles atrás de algo realmente diferencial.

Depois de alguns minutos Percy se sentou do meu lado, e tinha papeis e lápis em mãos.

–Não acho isso uma boa ideia – comentei, vacilante. Não era boa o suficiente para ficar mostrando e externando para todo mundo.

–Infelizmente hoje você não terá muito influência pelos atos tomados nessa casa, então você vai desenhar para mim – ele deu um sorriso de lado, um pouco malicioso até. Foi divertido de observar.

Ficamos nos encarando por alguns minutos, eu tentando fazê-lo mudar de ideia com o olhar. Não deu muito certo.

Suspirei depois de algum tempo, e o sorriso vitorioso de Percy cresceu em seu semblante. Fui até a mesinha de centro da sua sala e peguei minha bolsa, mas precisamente abri o bolso da frente que tinha os meus trágicos óculos de grau.

–Você vai ter que me dar uma ótima recompensa por isso – comentei, sorrindo.

Ele deu um maravilhoso sorriso sapeca, e disse:

–Darei, prometo.

Notas finais
ENTAAAAAAAAAAAUM, zoei um pouco com vocês né. kkkkkkkkkkkkkkk não rolou hentai. Mas foi um capítulo importante principalmente as falas do Percy espero que vocês tenham prestado atenção etc. PRÓXIMO CAPÍTULO vai rolar umas doidera, vai ter o que vocês mais gostam e também personagem novo lacrante só dando uma prévia. Então, deixem seus reviews isso é muito importante para eu animar a postar mais rápido ok? Beijos e até o próximo!