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4 Entendendo Um ao Outro


Notas iniciais
O 4° finalmente o/ ^^ ... Deve estar cheio de erros x_x revisei uma vez só... Esse capítulo usei para preencher algumas lacunas entre abertas... No próximo muita coisa vai acontecer o_o...

A claridade do dia já estava incomodando, foi quando abriu os olhos, dando de cara com um retrato em uma fina moldura de madeira. Nele, uma bela garota sorria feliz ao lado de um rapaz moreno, de cabelos negros arrepiados e óculos de armação preta, ele também sorria, enquanto bagunçava os longos cabelos da garota. Aquele deveria ser o Charlie... Albafica se levantou rapidamente, dando-se conta da onde estava. As lembranças invadindo-lhe a mente, como uma enxurrada de informações. Sim, agora se recordava de tudo... Tivera um sonho muito estranho, onde era perseguido por uma sombra que o prendia em fios prateados, dos quais não conseguia escapar.

– Desgraçado... – Balbuciou ele tentando afastar o sonho ruim, passando as mãos nos cabelos desalinhados. Se levantara do futon arrumando-o em seguida. Estava se sentindo ótimo! Não do tipo “pronto pra outra”, mas seu corpo já não doía e sua mente já estava mais clara e serena. Notara pelo relógio de parede que eram seis da manhã. Acordara tarde, pensara ele, pois quando vivia no santuário, costumava acordar bem mais cedo... Sabia que Sophie ainda estava dormindo, pois nem um pio se escutava na pequenina casa. Atravessou a sala e entrou pé ante pé passando por seu quarto para chegar ao banheiro. Mas foi impossível continuar ao mira-la adormecida, envolta na grossa manta branca. A luz do dia ela era muito mais bela... A face bem desenhada, as bochechas levemente rosadas. Respirava serenamente, como se fosse um verdadeiro anjo. Mas pra ele, certamente ela já estava nesse patamar, pois fora ela que o resgatara da lama e da escuridão... Sophie se mexera, e ele notara que já fazia algum tempo que estava ali, envolto em seus pensamentos. Foi então que decidira entrar logo no banheiro. Sophie arranjara a ele uma escova e novas toalhas, ela realmente pensara em tudo... — sorriu ele – ao ver a escova e em seguida mirar seu belo rosto no espelho em frente a pia.

O delicioso cheiro de café invadira seus sonhos, trazendo-a aquela deliciosa realidade. Sophie acordara em meio aos barulhos na cozinha, passou pro banheiro voando e rapidamente fez sua higiene matinal, então foi até lá ver que estava acontecendo.

– Bom dia! – Falou ele à Sophie, vendo-a de pé.

– Bom dia... – Respondeu. — Uau... Papai Noel foi generoso comigo este ano... – Disse sorrindo entre bocejos, ao ver o loiro em sua cozinha. Uma bela mesa fora posta, com pães torrados, geléia e café.

– Eu não sabia o que você gostava... Então tentei colocar algumas opções. – Falou. — Espero que não tenha se incomodado por eu ter tido a liberdade de mexer em sua cozinha. – Falou ele, olhando-a com seus expressivos olhos azuis escuros. Sophie rira com a cena: um Deus grego como aquele, falando tão educadamente, com um molhado pano de prato no ombro e uma pilha de vasilhas limpas em suas mãos. Sim, definitivamente estava devendo uma pro bom velhinho...

– Não precisava ter se dado o trabalho Albafica... E é claro que não me incomodo! – Ela se encaminhou até ele, tirando as vasilhas de suas mãos, ajudando-o. – Mas me explique, como você se virou aqui?

– Ah... Eu dei meu jeito... Não foram muitas as coisas que mudaram... O fogão é basicamente a mesma coisa... Eu a observei ontem acendê-lo e tentei fazer de novo hoje... Não foi tão difícil...

– Está certo... Eu havia me esquecido do quanto você era observador... Fala pouco, vê muito... – Ele a mirou sem saber o que dizer, pois era verdade de todo jeito... Mas era estranho estar do lado de alguém que te conhece tanto e você por outro lado, nada saber a respeito da pessoa.

– Tenho meus motivos para ser assim... – Disse.

– Calma... Só estava fazendo um comentário. – Disse ela.

– Desculpe. – Respondeu ele. Ela notava o quanto ele era arisco, uma pessoa um pouco difícil e complicada de se domar...

– Dormiu bem?

– Dormi bem, obrigado... A propósito Sophie, onde irá passar o ano novo? – Perguntou ele querendo e não querendo tocar nesse assunto. Ela parou pra pensar por um segundo.

– Aqui oras... Onde mais? – Respondeu.

– É que eu pensei que talvez gostaria de passar com sua família, então não se incomode comigo, por favor...

– Não se preocupe, minha família não sentirá minha falta... E ter você aqui é mais um motivo pra eu não ter que ir pra lá. – Respondeu ela.

– Desculpe, mas... Você não se dá bem com sua família? – Pronto. Já havia perguntado uma das dúvidas que lhe teimavam à mente.

– Não exatamente... Digamos que sou um pouco excluída do meio familiar. Saí de casa um pouco cedo, e meus pais viraram a cara pra mim... – Falava ela enquanto arrumava as vasilhas no armário.

– Entendo... Mas... Eles moram nesta cidade?

– Sim. Quando te ajudei estava voltando de lá... Foi um dos Natais mais sem sal que passei em toda minha vida... Só você pra me salvar a noite. Não é? – Ele apenas riu de canto com o comentário. – Vamos comer? – Perguntou ela.

– Sim... Claro. – Respondeu ela. – Ela se aproximara puxando o pano de prato que estava em seu ombro. Em reflexo Albafica deu um pulo pra trás.

– Calma! – Disse ela impressionada com a rápida reação do cavaleiro. Pode notar em seus olhos o quanto ele havia se assustado.

– Desculpe Sophie... É que eu não estou acostumado com isso... – Disse ele.

– Eu sei... Me perdoe. – Ele a mirou notando o quanto ela estava séria. Ele sabia que às vezes podia magoar alguém com sua frieza absurda e sua mania de dar respostas ríspidas a todos que tentam se aproximar. Se perguntava se conseguiria acostumar-se com a nova vida...

– Você vai conseguir. – Disse Sophie de repente.

– O... que?

– Se acostumar... Com o tempo, vai se acostumar com a ideia de ser um homem normal. – Ele arregalou os olhos, como ela adivinhara no que ele estaria pensando? Será que havia ficado tão transparente assim? Ou seria porque ela dizia conhecê-lo? Talvez fosse isso...

– “Homem normal” é? Acho que isso nunca vou conseguir ser...

– Ah vai... Porque eu estarei aqui pra te ajudar. – Respondeu ela sorrindo. Ela ficava mais bela quando sorria... Pensou.

– Obrigado... – Disse desviando o olhar.

– Certo, agora vamos comer antes que esfrie, se não seu trabalho de montar essa bela mesa terá sido em vão.

– Ok. – Eles se sentaram tomando o café. Sophie ficara quieta, Albafica notara que ela mirava a mesa posta, segurando a xícara fumegante de café nas mãos.

– Sophie?

– Charlie costumava fazer isso... – Disse ela pensativa com um filete de sorriso nos lábios. Ele se calou, apenas a observava. – ...Torradas e geléia. – Disse. – Obrigada Albafica... Está tudo perfeito! Nunca havia tomado um café tão bom! – Disse voltando em si.

– Ele não fazia café? – Perguntou ele sabendo que talvez estivesse atravessando uma zona de perigo. Mas café era uma das especialidades gregas afinal...

– Não... Eu que sempre fiz... Ele era um nerd chato, não tomava nada dessas coisas... – Falou em tom de brincadeira, sorrindo bobamente. Albafica, porém continuava sério. Ela não costumava falar nesse tal Charlie, mas ele sentia o quanto ela ainda o amava e... por algum motivo, isso o incomodava. — Ah é... Hoje vou dar uma passada rápida na casa dos meus pais, vou trazer os mangás que te falei. – Disse Sophie trazendo Albafica de seus pensamentos.

– Não tem necessidade, já disse que acredito em você. – Falou ele pousando a xícara sobre a mesa.

– Nada disso, tem necessidade sim. – Ele respirou fundo observando-a.

– Está bem... já que insiste... Quer que eu vá com você?

– Não precisa, não é tão longe, e você precisa descansar...

– Ok... – Disse concordando por fim.

Sophie saíra em seguida, deixando Albafica em casa sozinho. Assim que fechara a porta se sentara no sofá, observando a mesinha de centro. Era uma manhã nublada e um pouco fria. Ele se esticou e alcançou o retrato.

– Então você é o Charlie... – Disse, observando o garoto sorridente da foto. Realmente muito coisa havia mudado, aquilo seria uma pintura, ou algo muito próximo disso? Se perguntou, pois em sua época só pinturas para se aproximar tanto da realidade, e aquele retrato estava perfeito! Pensou.

– Ah! — O pino que prendia a foto estava frouxo, e o mínimo toque de seus dedos, foi o suficiente para derrubá-la da moldura. Ele catara a madeira que a prendia, mas ao apanhar a fotografia notou algo escrito na parte em branco. — “Obrigado por estar ao meu lado até mesmo nos momentos mais difíceis... Ass.: Sophie.” – Leu em voz alta. Aquele retrato deveria pertencer ao rapaz... O que teria acontecido a ele? Pensou. Ele arrumou a foto, colocando-a exatamente onde estava antes. Respirou fundo, pensativo. Era realmente muito estranho estar ali sem ver Sophie... Não entendia o que se passava, pois vivera sozinho boa parte de sua vida. Se levantara e fora até a cozinha pegar um copo com água, procurara algo para fazer, mas não havia nada para ser feito. Poderia cozinhar o almoço, mas não fazia ideia do que Sophie gostava... Sim, Sophie estava se tornando o centro de sua mente... Certo, mas isso tinha um porque correto? A moça o ajudara e muito, e fora que estava em sua casa, era natural pensar nela, não é? Talvez não fosse, mas era nisso que ele estava tentando se convencer... Fora até a sacada, realmente tudo estava muito diferente... Altas construções, veículos estranhos... Pode ser que tenha ficado tempo demais olhando o tudo e pensando em nada, pois Sophie chegara a seguir.

– Nossa! A cidade está um pouco vazia... Tinha uns caras que me seguiram a alguns quarteirões daqui... – Chegou falando.

– Caras? Era por isso que disse que não queria que fosse sozinha... No meu tempo as coisas já eram difíceis, eu imagino como não devem estar agora! – Disse ele levemente exasperado, o que fez Sophie estranhar.

– Mas eu sei lutar kung fu... – Disse ela.

Kung o que?

– Ah... Deixa pra lá... – Disse sorrindo sentando no sofá. Ele sentou em seguida ao seu lado. – Aqui meu querido cavaleiro de ouro. Sua história em versão mangá! – Ela abriu a sacola lhe entregando as revistinhas, do mangá e o seu gaiden. Ele pegou uma delas mirando a capa.

– Cabelo... azul? – Disse arqueando as sobrancelhas. Sophie não aguentou olhar sua expressão de assombro e não rir.

– Ah qual é... Cabelo azul na minha época era top de linha!

– Está falando sério?

– Não... – Ele riu, enquanto fazia uma negativa com a cabeça. Folheando as páginas...

– Não entendo nada do que está escrito... – Disse.

– Ah é... Está em japonês...

– Consegue entender esses símbolos todos? – Perguntou.

– Claro! E não chamamos de símbolos... São kanjis, hiraganas e katakanas. – Ele novamente fez uma expressão de dúvida. – Ah... Não é tão difícil... Quando meus pais perceberam que estavam sem tempo pra mim, me colocaram em um curso de japonês, quando eu tinha seis anos, que ocupava boa parte do meu dia, e nos dias sem japonês, eu tinha kung fu... – Ele estava prestando atenção, mas nada comentara. – Vamos, olhe pelo menos as figuras. – Disse ela, louca pra ver o que ele iria pensar em estar “se vendo” em um mangá. Talvez fosse um pensamento infantil, mas o que mais pensar daquela surreal realidade?

– Isso é muito estranho Sophie... – Disse ele ao ver uma das cenas do começo de seu gaiden.

– O que é estranho? Não está batendo com o que aconteceu com você? – Perguntou.

– O pior é que está realmente bem parecido... – Disse.

– Pefko realmente existiu? E o Shion? Tenho uma amiga que é apaixonada por ele... Vish... Se ele tivesse vindo com você, eu nem sei o que ela

faria...– Falou ela em tom de brincadeira.

– Sim... Pelo que tenho em minha memória, eles existiram sim... Mas é isso que não entendo... Como aqui sou só um personagem inventado, sendo que pra mim, tudo o que eu vivi foi real?

– Vai ver foi mesmo... Já ouviu falar em realidade paralela?

– Sophie... — Começou ele bagunçando o alto dos cabelos. -... isso me parece meio... impossível.

– Ok. Tem toda a razão... Agora me explica, parece "possível" você estar aqui? — Ele não respondeu. Baixou os olhos catando o gaiden. — Ah... Albafica esta parte... — Começou ela embaraçada por ver em qual página ele caíra. Mas fora um pouco tarde.

– É... esto não poderia faltar... — Disse ele. Seus olhos demonstraram uma clara tristeza. Ela mirou a página onde um garoto de longos cabelos chorava a morte de seu mestre em um campo de rosas.

– É por isso que eu sempre me odiei... — Disse sorrindo tristemente.

– Mas pelo menos agora, você não precisa mais se odiar...

– A culpa é algo que nos acompanha por toda a vida... — Disse ele

olhando-a.

– Sim, se você tiver tido realmente culpa. No seu caso, você não teve. — Disse Sophie. Ele não retrucara. Fechara o mangá jogando-o de lado.

– Vou fazer o almoço. — Disse se levantando. Ela sabia que aquela parte da vida dele fora o pior momento que passara... Ela sempre acreditou que ele de fato não tivera culpa alguma com a morte de seu mestre, até porque ele escondera do garoto toda a verdade por trás do ritual... Mas ela entendia o fato de que talvez ele nunca superasse seu passado e sua culpa, como ela jamais superaria a sua própria.

Ambos se ajudaram na cozinha, cada um fazendo algo, Sophie fizera uma bela salada, enquanto Albafica lhe ensinara um surpreendente "arroz à grega" bem colorido. Ele ficara feliz em saber que ela possuía muito dos temperos que se usa na Grécia, como o azeite, hortelã, orégano, entre outros... Ambos sorriram ao apreciar visualmente a bela mesa feita.

– "Bom trabalho" — Disseram em coro. — Riram juntos pela coincidência, mas Sophie não deixara de notar que em pouco tempo de convivência, Albafica estava começando a se soltar mais... Ela se sentia aliviada em saber que ele não havia ficado tão abalado ao ver os mangás... Por um segundo se odiou não ter escondido alguns volumes...

– Uau! Seu arroz está ótimo! — Disse ela.

– Obrigado... — Respondeu ele. — Sua salada também... — Ela sorriu e agradeceu. Almoçaram entre conversas sobre amenidades... Sophie explicara a ele, que a questionara por alto, como eram feitos os novos "retratos", que eram diferentes das pinturas, pois eram fotografias que "gravam o instante tirado", em filmes ou em cartões digitais, graças a invenção da máquina fotográfica, ou como Albafica mesmo nomeou "máquina de eternizar o momento". Ela serviu refrigerante para ambos, após terem almoçado e por um segundo pode ver que ele sorria bobamente enquanto olhava para o próprio copo.

– Quanto me cobraria por teus pensamentos? — Arriscara ela ao perguntar, não se aguentando de curiosidade. Ele voltou de seu "mergulho interior" mirando-a, e então sorriu.

– Isso me parece tão irreal... — Disse. — Há tanto tempo que não almoço com alguém, com uma conversa tão agradável... — Disse, revelando boa parte de seus pensamentos.

– Fico realmente feliz em saber que está se sentindo à vontade Albafica, em saber que estou podendo ajudá-lo a se sentir melhor... Você me ajudou muito em boa parte da minha vida, mesmo sem você mesmo saber... — Ele a olhou estudando suas palavras. Talvez ela estivera falando de sua infância, que pelo que ele havia entendido, não fora tão fácil.

– Se me permite perguntar... Porque se sente excluída de sua família?

– Eu não me sinto... Eu sou. — Falou. — Minha irmã desde que nasceu sempre foi a preferida, ela tem uma profissão de alto nível, é bem melhor financeiramente do que eu... Meus pais puseram muitas expectativas sobre ela, então ela sempre foi o centro. A única coisa que fiz foi sair de sua sombra, eu tenho minha própria vida, do jeito que quero... Eu não me sinto e nunca me senti inferior a ela, só acho que trilhamos caminhos diferentes, em que ela teve um pouco mais de sorte... Mas isso não justifica minha família me deixar de lado só por eu querer seguir meu próprio rumo sem ficar na aba dela ou bajulá-la como eles sempre fizeram... Eu sou diferente dela, e isso eles nunca entenderam... Eu não tenho o mesmo talento que ela, e precisei sair de casa pra descobrir o meu próprio... Eu não sou especial... Sou só uma garota como qualquer outra... Tentando sobreviver neste mundo... — Aquelas palavras mexeram um pouco com o pisciano. Ele sempre fora uma pessoa triste e nunca escondeu sua tristeza, mas admirava Sophie por ela conseguir sorrir e ser tão alegre, mesmo tendo um coração tão ferido quanto o dele.

– Você é especial pra mim Sophie... — Ele pode notar o quanto os olhos da garota brilharam com sua frase. — ... Não é preciso ter uma "profissão de alto nível" pra ser considerado especial, especiais são aqueles que possuem um grande coração, aqueles que sorriem quando se tem mil e um motivos para estar chorando... — Ele pode notar que os olhos dela marejaram com sua contestação. Foi então que ela sorriu, esticando os braços sobre a mesa até alcançarem as mãos do cavaleiro. Ele cogitou puxá-las, mas Sophie fora mais rápida, apertando-as contra as suas próprias.

– Você não vai me morder ou fugir peixinho... — Disse sorrindo. Ele, embora um pouco muito embaraçado, também sorrira. — Obrigada por estar aqui senhor Albafica. — Disse ela em tom de agradecimento. Era nostálgico escutar aquela última frase... Sim, ela havia lhe dito naquela vez que sempre o vira como um herói para ela, será que algum dia ela entenderia que ele não era tudo isso? Será que algum dia o veria como um homem, um ser humano como qualquer outro? Do fundo do coração, iria aguardar pacientemente por esse momento...

Notas finais
Essa semana lanço o 5°... É que nos últimos dias estava corrida, passei esta madrugada escrevendo XD... Mas o próximo garante algumas boas emoções...aguardem!!! o‿ô