Notas iniciais
Oê!! Primeiramente, vamos as minhas desculpas clichês: por que fiquei tanto tempo sem postar? Deixo claro que sou uma mina muito zueira, estilo v1d4 l0k4 e fiquei de castigo -de novo- há algumas semanas ¬(. .¬), e depois o site entrou em manutenção e só fui descobrir ontem que ele tinha voltado e.e Mas acabo de chegar, finalmente com o último capítulo tão esperado T.T Me esforcei pra caralho para escrever ele e deixei um PLAY no meio do caminho de novo. A música é mais pauleira dessa vez, é opcional, mas se você gosta de um "tcham" na história, sugiro que ouça lendo u_ú Tenho muitas coisas para conversar com vocês hoje, mas vou guardar um pouco para as notas finais... Antes, peço que cliquem nesse links abaixo. São tirinhas que uma leitora fez, eu achei muito top *0* https://lh6.googleusercontent.com/D9BMhhZnuqoQzVPwEd7FzO_JDmL2jOpvJx8laXzBxK8=w460-h552 https://lh4.googleusercontent.com/GML3MTinNvf26-Wx4B8hbZDxL2sTaDMA799OofHOaRE=w448-h552-no

O médico adentrou a sala em que estavam e começou a falar do caso de Gabe. Explicou o que ocorreu durante sua cirurgia e que muito havia sido feito para que seu antebraço pudesse no mínimo se cicatrizar. O braço tivera sido amassado e com a força das placas metálicas foi dividido ao meio, significando que ele fora arrancado irregularmente para fora. Seu osso interno teve que ser lixado devido as pontas que sobraram após ter sido quebrado, o lugar drasticamente afetado estava enfaixado.

Enquanto Gabe descansava depois de ter sido dopado, algumas coisas vieram a calhar em Yale. O acontecido no hospital da ilha não passaria em silêncio diante dos olhos do Governo, e é claro que dariam queixa após tudo aquilo. O local havia sido isolado por causa dos zumbis que se manifestaram, e não tinham ideia de como eliminá-los.

Enquanto o médico conversava com Wally sobre seu paciente, algumas sirenes foram tocadas por toda a extensão dos dormitórios, ambos se entreolharam assustados. A maçaneta da porta girou quase que imediatamente, abrindo-se para o lado de dentro.

Toshio- Os zumbis escaparam! – avisou tão rápido quanto saíra dali.

Wally correu junto com o médico, deixando Gabe trancado na sala. Um terror se espalhava por todos os corredores do prédio, havia mulheres com crianças e homens chorando por todos os cantos. Alguns refugiados estavam caídos pelo chão, manchados de sangue pelo corpo, provavelmente haviam se suicidado. Enquanto alguns procuravam se esconder, outros perguntavam entre si onde encontrar armas. O caos reinava entre muitos, o medo de encontrar novamente as criaturas bizarras sedentas falava mais alto.

Wally- Doutor, poderia me ajudar a – procurou o homem de antes ao seu lado, encontrando apenas um espaço vazio. – andar e...

Um canceroso que acabara de se recuperar e pretendia seguir o tratamento, estava abandonado onde logo teria uma invasão. Seus olhos percorreram o ambiente, procurando alguma silhueta conhecida até ver um capuz escuro juntando algumas mesas. Seguiu o garoto, ao se aproximar o viu subir nas pequenas mesas juntas.

Toshio- Quero que fiquem em silêncio! – berrou atraindo toda atenção para si. – Se continuarem com essa gritaria, logo terá mais zumbis do que podemos controlar por aqui!! – parecia estar estressado.

Wally se aproximou caminhando cansado, e puxou o casaco do amigo que ainda se encontrava em cima das mesas. Ele respirava com certa dificuldade, não deveria estar se esforçando. O câncer atingia seus pulmões e devido à quimioterapia que fez há algum tempo, conseguia se manter vivo e respirando, entretanto se não andasse em dia com os medicamentos, nada funcionaria.

Pelo simples motivo de ter estado tanto tempo sem se medicar, seus pulmões estavam sobrecarregados e mesmo com o câncer inativo dentro de seu peito, ainda poderia morrer por se esforçar demais.

O rapaz de capuz não esperou o companheiro pronunciar algo para puxá-lo longe da multidão e senta-lo em alguma poltrona vazia.

Wally- Eu estou bem, porra... – dizia pausadamente. – É só que... O Gabe está sozinho e trancado no quarto ainda. – informou passando uma mão pela cabeça com falta de cabelos.

Toshio- Não temos tempo, você precisa descansar também! – o empurrava de volta ao dormitório. – A propósito, o Rin mandou isso. – estendeu uma pistola, provavelmente a que era dele antes.

–X-

Duas horas mais cedo em uma vista diurna, um grupo encontrou alguns funcionários mortos. Havia apenas uma arma na cena, deveriam ter cometido suicídio coletivo. O mais intrigante dali era que as mensagens encontradas no fax da sala, diziam que abririam os portões em menos tempo do que esperavam.

Os jovens se encontravam no refeitório quando as sirenes soaram. Correram pegar seus armamentos, desta vez tinham noção do que enfrentariam.

Maya- Cadê o Toshio? – recarregava a longa espingarda em suas mãos.

Rin- Foi buscar acalmar o pessoal dos dormitórios e encontrar o Wally. – tirou seu tapa olho por um instante, estava apertando a faixa de apoio. Seu olho afetado por uma caneta, se cicatrizou deixando apenas uma marca em sua pálpebra fechada.

Riko- Alguém precisa cuidar do Gabe! – encostou-se ao batente da porta, olhando de soslaio para fora. – Segundo o doutor, ele ia acordar agora de manhã. Óbvio que não vai conseguir nem se mexer direito. – cruzou os braços em uma pose autoritária.

Os irmãos a encararam sem respondê-la, afinal não podiam decidir absolutamente nada. A ruiva saiu procurando algo pelas bolsas da sala. Revirou tudo o que Rin trouxera, procurando especificamente algo. Sorriu de canto ao encontrar algo afiado e brilhante.

Rin- Isso era da Beth. – balbuciou observando a garota movimentar o facão pelo ar.

Maya- Não sei se deve ficar com isso, Riko. – prendia seus fios negros em um coque afrouxado.

A menina de vestido deu de ombros, ignorando o alerta dos companheiros. Encapou o objeto e amarrou-o juntamente sua cintura, deixando em um local de fácil acesso.

Alguns passos ecoaram pela sala, fazendo os três jovens entrarem em modo de defesa. Maya levou um dedo aos lábios, pedindo silêncio enquanto caminhava levemente arqueada. Ao se aproximar da porta que dava acesso ao lado de fora assustou-se ao ver quem era.

Leon- Estamos perdidos. – atirou-se em uma cadeira vazia. – Aqui é o refeitório, certo? Não tem carne para usarmos?! – seus cabelos loiros estavam visivelmente soados.

Azami- As criaturas passaram pelo portão principal, daqui a pouco chegam nos dormitórios. – enquanto falava, gritos desesperados preencheram todo o silêncio do campo de refugiados. – Daqui a pouco ou agora. – escorou-se em uma parede de braços cruzados.

Rin- Gabe, Toshio e Wally estão lá!! – preocupou-se. – Vamos fazer o quê?!– indagou esperando uma resposta de psico.

Azami- O que sempre fizemos. — se pôs a andar.

Atravessar um campo inteiro desviando de zumbis sedentos pelo seu corpo, nunca fora fácil. Após o Projeto V8 ser lançado, isso mostrou se dificultar mais. O destino havia lhes pregado uma peça, cabia a eles se desvencilhar dela. Era como se andassem em flashs, lentos e ofegantes. Todos os movimentos e ações passando á sua frente em imagens deliberadamente desfocadas. O cheiro nauseante de carne podre lhes invadiam o olfato e se misturava com a adrenalina que corria por seus corpos.

Tudo estava radicalmente acelerado, mesmo estando acostumados com o sangue morno e coagulado que saltava para fora dos bichos, algo percorria suas espinhas e dançava com seus sentimentos.

Azami não vestia mais a camiseta de banda que pegara uma vez de Wally, voltou a usar a costumeira regata branca e seu sobretudo sombrio, continuando a com o short desfiado e a bota de couro. Chamava atenção no momento por não estar apenas com a katana em mãos, mas abusava da sua habilidade manuseando a kunai juntamente na outra mão. Suas investidas eram simples, com a lâmina menor cravava o tórax dos zumbis, com a espada oriental cortava-lhes as cabeças.

Leon trabalhava em conjunto com Rin e Maya. Fuzilando qualquer ser andante, e acertando em cheio seus peitos e os irmãos finalizavam estourando os miolos. Riko apenas fazia o que podia com o facão, mantendo-se afastada da maior concentração, mantendo-se afastada da maior aglutinação.

Notaram uma manada maior de morto vivos na entrada dos dormitórios. Leon trocou olhares confiantes com todos se pondo á frente para metralhá-los. Ao fazer isso o loiro chamou toda atenção para si, e por se tratar de zumbis V8, não os feriu.

Riko- Agora ferrou tudo! – foi a primeira a correr.

Azami- Os portões da entrada foram arregaçados, mas isso não nos impede de concertá-los. – pensou alto consigo. – Vamos atraí-los para fora! Depois a gente se vira... – gritou afim de avisar o médico amigo.

O companheiro entendeu o recado e correu junto de Maya e Rin em direção a entrada do local. Muitos zumbis os seguiam, um grupo tão grande que se assemelhava a vez que tiveram que se separar após sair da Capital.

Seus passos eram limitados, onde não poderiam se afastar demais e muito menos se aproximar demais. Conseguiam manter o ritmo, mas não iriam durar eternamente.

A ruiva diminuiu os passos mostrando claramente o cansaço em seu rosto. Sua respiração acelerada não a permitia falar entre as inspirações, olharam-na boquiabertos com a brusca parada, quase pulando em cima da moça por atrasá-los.

Rin- Vamos Riko!! – apressou-a. – Não temos tempo, a vida de alguns dependem da nossa! – sorriu confiante.

Riko- Eu não... Aguento mais... – inspirava marcadamente ao falar. – E não me importo com a vida dos outros. – completou com um olhar sombrio.

Observaram-na indiferentes, aquela não era a mesma Riko que haviam deixado há alguns dias com Wally. Azami não esperou mais um diálogo para voltar a correr, os zumbis se aproximavam cada vez mais enquanto estivessem parados e o portão se encontrava a uns bons metros ainda.

Riko se apoiava com as mãos nos joelhos, deixando os ombros caídos. Ainda respirava com dificuldade devido ao esforço que havia feito, mas apenas observou os jovens seguirem sem ela e isso a incomodava. Piscou algumas vezes e voltou a seguir a rota, se esforçando mais, afinal, não queria ser devorada viva.

Depois de a garota topar com o grupo de amigos novamente, chegaram ao seu destino. O portão estava completamente destruído. Tendo sido amassado e pisoteado, talvez nem a parte elétrica funcionasse mais.

Leon- Você disse que poderíamos concertá-lo. – não encarou psico.

Azami- As pessoas cometem erros. – notava o estrago que havia sido feito, sua expressão se mostrava calma e séria.

Viram a proximidade dos mortos vivos. Não teriam outra opção sem ser encará-los.

Psico deu apenas uma jogada de ombro, mostrando não se importar com isso e partiu ao ataque, fazendo os colegas acompanharem-na.

–X-

PLAY

A verdadeira carnificina havia se iniciado. O líquido viscoso jorrava pelo ar sem censura, manchando qualquer coisa que atingisse. Não só balas em alta velocidade atingiram-os, mas lâminas mortais tais como pequenas e grandes acertava as criaturas mortas.

Maya e Rin não poupavam munição, derrubando o alvo na grande maioria das vezes. Quem os surpreendia era Riko, onde mesmo estando debilitada por ter uma força inferior, conseguia afetar vários bichos. A luz da cena se permanecia em Leon, o médico loiro dava o seu melhor, descarregando a M4 em tudo que se movimentasse a sua frente. Azami apenas manuseava a kunai e a katana como fizera antes.

Enquanto a morena da equipe se concentrava em atirar em alguns mortos próximos, sua munição se esgotou, fazendo-a entrar em desespero.

Maya- Rin!! – chamou o irmão correndo das mãos famintas que lhe cercavam. – Vem aqui porque... – algo atravessou seu caminho enquanto passava. Algo fino e veloz cortou o ar soando estar muito rápido. Só pôde deduzir o que era após vê-lo atravessar um zumbi. Só deduziu quem era pela flecha que atravessou o zumbi. – Toshio! – se direcionou ao rapaz de capuz que se localizava um pouco atrás, ao alcançá-lo se jogou em seus braços.

Toshio- Ei, eu disse que nunca iria te deixar. – afagou o cabelo negro da menina.

Mais dois homens o acompanhavam, não precisaram de muito para reconhecê-los.

Riko- Wally!! – sorriu alegre. – E Gabe... – notou algo de errado no homem. – Você deveria estar descansando e não matando zumbis!!

O recente aleijado segurava seu costumeiro machado com a única mão que lhe restava, deu de ombros com o comentário da ruiva. O grupo estava reunido e mais do que nunca se mantinham sãos diante daquela situação. Não poderiam se esconder ou fugir, se quisessem que aquele paraíso se tornasse seguro para viver, dependia deles o tornarem nisso. Alguns refugiados armados se juntaram ao combate, afim de ajudá-los. Por não terem muita experiência acabaram sendo comidos vivos.

Aos poucos, lentamente a quantidade de mortos vivos diminuía, aliviando as coisas para o lado deles.

Gabe desferia todo seu ódio guardado em cada bicho, seu machado era eficaz e sua mão parecia trabalhar ainda melhor. Wally se apoiou em Riko, e atirava quando podia com a pistola que ganhara da criança de tapa olho.

Psico atiçou seus sentidos ao ouvir um gemido extremamente perto. Girou sobre os calcanhares parando para identificar o ser á frente. Uma criança, necessariamente um menino pequeno e vestido com roupas brancas. Provavelmente pertencia aos bonecos de teste da ilha. A garota parou para analisá-lo friamente, sem se importar com o que acontecia ao seu redor. A criança batia os dentes com alento, ambas as mãos e boca estavam imundas de sangue, o que fazia destacar sua pele esbranquiçada com veias à mostra. A cada passo do menino Azami esboçava sorrir mais, o trincar de dentes dele ecoava por um raio de dois metros, mas ela sabia o quanto aquilo seria divertido. Sacou qualquer adaga do cinto localizado em sua coxa, e andou na direção do moleque. Literalmente cortou seu peito, abrindo um rasgo tão fundo que era possível enxergar através dele, depois apenas quebrou seu pescoço com as mãos deixando um som de osso sendo partido pelo ambiente.

Toshio se mantinha perto de Maya, não se perdoaria se algo acontecesse a ela. De vez em quando parava de atirar para correr até algum crânio de zumbi para recuperar flechas gastas. Seus movimentos eram basicamente rápidos, consistiam em apenas mirar e soltar, infelizmente não são tão eficazes se tratando de curtas distâncias. Seus alvos eram precisamente travados, escolhendo apenas os que tinham sangue pelo tórax, assim acertaria somente as cabeças e eliminaria os zumbis com mais facilidade. Maya o ajudava também, falando qual acertar e qual ela já havia ferido.

Aquela luta valia por suas vidas. Se fosse como antes de chegarem a Yale, teriam escapado e fugido para o mais longe possível, mas agora se encontravam no centro de uma ilha habitada apenas por refugiados e zumbis, qualquer lugar que encontrassem para fugir seria tomado pela fome e angústia que essas criaturas traziam consigo. Fúria, psicose e cansaço são as emoções que habitava aquele campo enquanto lutavam, tentando pensar no lado positivo, onde tudo valeria a pena mais tarde. Ou não. Se tudo fosse em vão, perdessem mais um companheiro ou quem sabe até morressem naquele lugar e naquele dia, não se surpreenderiam. Afinal, as coisas sempre deram errado para aqueles jovens, não seria diferente onde teriam apenas mais uma desgraça em suas vidas.

Um aperto no coração, angustiado e sem vergonha tomou o grupo por um breve momento, onde todos os seres mortos com quem lutavam, foram ao chão. Sem mais nem menos, caíram como frutas maduras. Azami cerrou os olhos, procurando o culpado, devido sua experiência com Toshio na ala abandonado do hospital, esperava uma possível conclusão para esse ato.

Leon- Mas que caralho! – soltou a M4, deixando-a presa nas costas. – O que foi agora? Mágica?! – ironizou nervoso.

Toshio- Alguém está os controlando. – informou cruzando os braços, olhou psico que pensava da mesma forma. – E nos observando. – completou tirando o capuz escuro.

Rin- Como assim? – questionou curioso.

Azami- Simples. – pronunciou voltando ao seu semblante sério. – Essas merdas podem ser controladas por causa dos chips que carregam. Alguém está por perto com a porra de um controle nas mãos, analisando todos nossos passos. – assustou alguns refugiados que também estavam ali.

Maya- E o que podemos fazer? – limpava o sangue que respingou em seu rosto delicado.

Gabe- Matá-lo? – se juntou a roda que os jovens formaram para conversar.

Eriçaram seus pelos pela extensão do corpo ao ouvirem um balançar de folhas vindo de algumas árvores. Num súbito movimento, Azami agarrou uma adaga e rodou para acertar quem quer que estivesse se escondendo. A lâmina atravessou a curta distância entre eles e o local que fizera barulho, acertando em cheio alguém que grunhiu caindo sobre os joelhos. Um homem trajado de terno preto e óculos escuros caiu mostrando apenas da cintura para cima. Palmas foram escutadas vindo daquela direção, e um riso cínico se apresentou diante dos jovens.

– Bravo!! – uma voz sinistra se aproximava. – Vocês são todos ótimos. Mais uma vez bravo! – ainda os saldava com palmas.

Um homem de meia idade, vestindo roupas aparentemente caras e finas surgiu entre a mata, acompanhado de homens que julgaram ser seus seguranças. Os enormes guardas eram como o que havia sido morto por psico, mas mantinham uma feição mais desconfiada.

Wally- Mas. Que. Merda. Está. Acontecendo? – indagou pausadamente.

– Prazer, eu sou o presidente do país. – exibiu um controle nas mãos. – E pude conferir vocês agindo tão de perto. Confesso que me assustei com alguns membros do grupo serem tão... – procurava palavras. – Violentos, mas creio que vocês são meus escolhidos. – um sorriso

Leon- Escolhidos para quê? – colocou uma mão em frente Azami, impedindo-a de prosseguir e simplesmente matar o homem á sua frente.

– Para o meu grupo pessoal de assassinos. – seu sorriso se alargou. – Acontece que muitas outras áreas do governo foram tomadas pelas nossas experiências, e preciso de jovens como vocês para limpar esses locais! – ergueu as mãos enfatizando seu convite. – Aceitam ser meus assassinos?! – sua boca produzia um som estridentemente irritante.

O grupo não se encarou, não estavam duvidosos quanto à resposta. Aquele homem não poderia confiante, seus seguranças mostravam que também não confiava naquela equipe. Os jovens se mexeram entrando cada um em uma posição ofensiva, todos apontando para os seguranças e para o presidente.

Toshio- Mas é claro que não! Seu demente. – zombou do presidente enquanto mirava uma flecha para sua cabeça.

– Olha só! Estou falando com o próprio herdeiro Takasha... – sua frase não pode ser terminada.

Como um flash de luz, Azami havia chegado ao lado dos homens e se posicionado atrás do presidente. Sua katana estava atravessada no pescoço do senhor e o sangue escorria por suas vestes. Os seguranças fizeram menção de pará-la, mas foram impedido pelo pessoal que a acompanhava.

Maya- Azami! Não podia controlar seus instintos por alguns minutos?! – falou em tom zombeteiro, apontando o cano da espingarda para um guarda.

Wally- Sabe, eu acho isso sexy. – riu torto ainda apoiado na ruiva, sua pistola também rendia um guarda.

Leon- Fica quieto, careca! – encarou o garoto sombriamente enquanto amarrava um dos enormes homens.

Antes do presidente poder ser totalmente apagado, retirou do bolso entre grunhidos um controle e apertou o botão central. Ao ouvirem o click, o que esperavam não aconteceu. Os zumbis não voltaram a se mexer ou andar, mas algo ainda mais terrível ocorreu.

–X-

Com o passar de sua jornada, o grupo descobriu inúmeras verdades sobre o Governo imundo e corrupto que comandava seu país. Eram tão cegos pelo poder, que criaram uma vacina que matasse sua população inteira apenas para obter o controle total de suas mentes, o pior era que eles sabiam de todas as consequências. Não satisfeitos com o resultado da primeira vacina dada, bolaram o Projeto V8, onde os mortos vivos poderiam ser desativados quando bem entendessem.

Enfrentaram um laboratório inteiro de cientistas e o diretor do lugar em buscas de respostas para suas dúvidas, encontraram novos companheiros e perderam velhos companheiros. Travaram um novo destino, o lugar que esperavam ser o paraíso. A ilha de refugiados, Yale. Ao chegarem ao local esperado se depararam com ainda mais falta de humanidade das pessoas, onde a luta pela corrupção e pelos seus medos internos falava mais alto.

Ansiar a morte pôde ser uma emoção frequente de seus cérebros, mas apenas o verdadeiro terror tomava conta deles em momentos como este.

Uma explosão ensurdecedora invadiu os ares do campo de refugiados, incendiando um prédio de cada vez. Seus ouvidos chiaram com o barulho forte, deixando-os dependentes apenas da visão e olfato. O primeiro lugar a ser explodido fora o hospital de onde viera todos os zumbis, sendo seguido pelos dormitórios e por último as áreas de lazer junto com o refeitório. O enorme campo antes cercado por arames farpados inundou-se de fogo e fumaça, Yale fora programada para se auto destruir também, afinal era o um lugar digno de experimentos fora de controle. Isso explicava o fato dos funcionários terem se suicidado primeiro, não pelos zumbis serem soltos e sim por saberem do próximo passo.

O grupo estava relativamente perto do hospital, que mesmo sendo afastado dos outros prédios, fora muito afetado. A explosão causou uma surdez temporária nos jovens e somente depois de acordarem, puderam se dar a importância de terem perdido o único lugar que já chamaram de seu depois da vacina. Gradativamente foram se lembrando que muitos refugiados ainda habitavam os prédios do campo, e os deram como mortos imediatamente ao olharem o lugar em chamas.

Leon- ...soal?! ...essoal? Pessoal?! – a chiadeira continuava insistindo em todos, alguns ainda estavam inconscientes.

Toshio- Presidente filho da puta... – apertava suas têmporas tentando se desvencilhar da dor latejante.

Gabe- Só quero... – acariciava seu antebraço cortado, provavelmente doía devido ao impacto com o chão. – Ir pra casa.

Continuavam ali deitados, o gramado parecia confortável. Algumas faíscas pairavam no céu, aos seus lados haviam também entulhados chamuscados.

Riko- Não temos uma casa. – permanecia jogada, seu vestido estava levemente erguido. – Nunca tivemos.

Maya- Vamos fazer uma então. – ninguém se levantou, a inércia parecia fazer efeito contra eles.

Rin- Eu quero um quarto só pra mim. – sorriu de olhos fechados.

Wally- Não estamos falando desse tipo de casa...

Azami- Quem sabe. – sentou-se sobre os joelhos. — Um novo lugar seria maneiro, mas depois quero foder com a vida do Governo. – sua franja caía sobre o olho e um sorriso torto que bem conheciam se estampou em sua face.

The end (?)

–----------------------------------------------

Aí vocês me perguntam: porra Bats, que merda de interrogação é aquela ali?!

Leitores e leitoras, é com muita alegria e orgulho que anúncio uma -possível- segunda temporada!!!! o/

Planejei boa parte dela, e sim eu sei que neguei essa fanfic inteira que teria, mas decidi isso há alguns capítulos passados. Porém, tenho dois projetos de fanfics para realizar quando eu terminar essa, então vai demorar um pouquinho .-.

Outra coisa. Quando eu for postar, não irá ter como vocês saberem, por isso, deixo claro que avisarei somente os usuários que comentarem nesse capítulo. Entenderam? Comentem para eu poder saber quem vou avisar quando postar a 2°temp. Poderia deixar para pedir isso no último capítulo de verdade, mas conheço muito bem vocês, e sei que vão me abandonar nos próximos extras, aí vocês aproveitam e conversam comigo T.T

Gente, a história está acabada, só teremos três extras restantes (não sei quando vou postar, sem tempo total '-'), mas ainda estou super aberta para recomendações e comentários, okay?! e.e

Notas finais
Só pra não deixar vazio... Não esqueçam de comentar u_ú