Sangue nas Mãos, Zumbis na Terra
27 Voltando às origens
Notas iniciais
Bem, estou eu aqui com mais um capítulo no dia certo... E que continue assim hehe
Primeiramente, agradeço a Riviafonseca, que deixou nossa 11° recomendação!! uhuuuul o/
Ér, esse capítulo, bem... Eu gostei dele, mas sei lá ;x
Sem muitas enrolações...
Maya- Vamos deixar a Riko com ele? – saiu por último fechando a porta.
Toshio- E temos outra opção? – puxou o capuz, cobrindo-lhe o rosto. – Ela só iria atrapalhar e chorar. – era hostil.
O grupo riu concordando com o rapaz arqueiro, apertaram as alças das bolsas com armamentos e seguiram para fora dos dormitórios masculinos.
Chegaram ao hall de entrada do prédio, com olhares curiosos sobre si. Afinal, tinham malas e bolsas nas costas, não era muito comum expedições de reconhecimento em Yale. Disfarçaram até chegarem do lado de fora, no portão por onde entraram.
Rin- Como vamos passar por aqui? – o garoto tinha um ar sério em sua feição. – Essa merda é eletrônica!
Maya- Rin Kazume! – estapeou a cabeça do irmão mais novo, o repreendendo. – Que palavras são essas?!
Rin- Você sempre fala assim... – se justificou massageando o local do tapa.
Gabe- Podíamos subir por essa árvore. – sugeria apontando para o local.
Toshio- Não funciona. – balançava a cabeça negativamente. – Eu conseguiria, fui treinado para escalar depressões e lugares de difícil acesso. – um tom de arrogância era presente em suas falas. – Vocês não conseguiriam, olha o tamanho desse tronco!! – falou com exaltação, apontando para a árvore.
Leon- E se ligássemos o sistema de incêndio, ia abrir todas as portas e... – explicou.
O médico loiro falava fazendo todas as encenações possíveis com a mão, achando ter a melhor ideia do dia. Fora interrompido por pescoços sendo virados bruscamente para seguir os passos de Azami. A garota se moveu até a árvore, chutando seu tronco e abrindo uma comporta secreta, ao puxar uma pequena gaveta seu cinto de adagas apareceu inesperadamente.
Toshio- Você escondeu aí?! – disse assustado. – Mas a katana nunca caberia e... – observou psico desenterrar algo comprido, enrolado em um pano sujo. – Maldita, como pôde? – riu irônico.
Maya- Você fez tudo isso, enquanto te procurávamos?
Azami- Não. – desencapava seus equipamentos séria.
Leon- Como então? Achou pronto esse lugarzinho?! – perguntou aflito.
Azami- Mais ou menos. – tirou finalmente a katana do pano sujo. – Essa gaveta sim, estava meio aberta quando encontrei.
O grupo se entreolhou temendo o pior. Alguém já tivera essa ideia antes? Esconder objetos para não serem pegos por Yale?!
Gabe- Não vamos escalar, nem burlar o alarme de incêndio, então vamos fazer o que para sair? – cruzou os braços esperando uma resposta.
Azami- Vamos subir. – cravou a kunai com força no tronco de árvore.
-X-
Toda criança já tivera um sonho de ter casas em árvores. Totalmente feitas de madeira, com janelinhas e escadas de tábuas pregadas. Talvez Azami já tenha tido esse sonho, se baseando nele agora. Mas não existia uma casa na copa dessa árvore e a escada, bem, era feita de uma kunai e adagas.
Uma ideia maluca, que iria funcionar e não chamaria atenção: cravar adagas pela extensão da madeira da árvore e subí-la pisando nos cabos expostos.
A árvore era realmente cumprida e estava encostada ao muro com arames farpados em cima. Sua copa era incrivelmente grande, tendo galhos espalhados para o lado exterior do muro, facilitando assim a saída sem preocupações dos jovens.
Rin- Mas como vamos pegar as adagas de volta? – observou psico cravar bruscamente a última adaga nas pontas dos pés.
Azami- O Toshio vai fazer isso, ele as tira e depois sobe sozinho. – testou a primeira kunai colocada, seus pés a forçavam para baixo vendo estar presa o suficiente.
Averiguou todas as lâminas enfincadas, e subiu antes de todos, deixando para esperá-los em cima. Maya ficou por último, sendo alvo de olhares maliciosos de Toshio, nada fora do esperado.
Rin- Poxa! Atirar flechas de cima de árvores deve ser muito massa! – dizia empolgado, observando tudo do alto.
Toshio- Isso quando você não erra o galho, e pisa fora. – comentou mal-humorado se esforçando para arrancar as adagas do tronco de árvore. – Porra Azami! Como você colocou essas coisas aqui?! – tinha as duas mãos puxando a primeira kunai agachado.
Maya- Você podia ter treinado sua força também, não parece que veio de um colégio interno para filhinhos de gente rica! – ria descontrolada com a piada.
O garoto de capuz soltou a kunai e puxou o capuz ainda mais, tampando completamente a visão de seu rosto. Limpou o suor das mãos na calça, e voltou a forçar o cabo da lâmina para fora, até finalmente tira-lo e cair sentado batendo a comissão de trás. Sua tentativa de parecer sério e forte fora em vão, no momento em que caiu fazendo um som de dor. O grupo riu com os olhos encharcados de lágrimas, até alguém os repreender.
Azami- Caralho! – gritou mais alto que todos. – Calem a boca! Querem chamar atenção de refugiados? Ou pior, de guardas?! – cruzou os braços franzindo o cenho. – Toshio, para de graça e sobe logo.
Não foi preciso mais nada para que parassem e levassem a sério aquilo. Fazia todo sentido a bronca e o estresse de Azami, já que não estavam mais no mundo que de fora. Em Yale, qualquer passo em falso seria sua deixa. Talvez fossem banidos, talvez fossem mortos ou quem sabe até fossem levados para testes.
Toshio retirou todas as adagas, as devolvendo para o cinto de Azami. O colocou sobre o pescoço, depois andou alguns passos para trás podendo pegar impulso e escalar sozinho o tronco. Suas pernas dobraram e seu tronco se inclinou para frente para poder fazer os movimentos necessários. Como uma flecha atirada de seu próprio arco, avançou rapidamente contra aquele material natural e duro que era a madeira da árvore, ao se aproximar um de seus pés levantou, o impulsionando para cima até uma mão agarrar o grosso tronco. Pendurou-se desta forma, até poder erguer seus pés e escalar a árvore até onde estavam seus amigos.
Rin- Ele é ágil. – comentou boquiaberto.
Leon- Rápido. – tinha suas orbes claras arregaladas, diante do que vira.
Maya- Ele é ele. – completou sorridente.
-X-
Desceram da copa da árvore sem muitos esforços, firmando fortemente seus pés ao tocarem o chão. Tiveram que saltar cada um por si, correndo o risco de quebrarem algum osso com o impacto.
Ocorreu tudo bem de princípio, logo estavam andando em direção ao hospital, refazendo seus caminhos de quando chegaram.
Não conversavam muito, permaneciam calados com medo de psico gritar novamente. O trajeto não era cumprido e não tinham pensado em um plano para poderem entrar na porta dos funcionários.
Algo estava errado em Azami, seu olhar não era assustador, era... Calmo. Aproximavam-se do prédio branco e grande que era o hospital. Gabe diminuía seus passos sendo acompanhado por todos, menos a garota sinistra que seguia sozinha.
O grupo decidiu não perturbá-la e a deixar ir em frente. Viram que ela não pararia para esperá-los, talvez tivesse algum plano em mente. Apressaram-se novamente querendo deixar seus passos no mesmo ritmo que psico, mas a garota já estava à frente demais.
Em pensamentos súbitos e uma feição tranquila, Azami empurrou a porta de vidro do hospital. O grupo a xingou mentalmente, o que estaria fazendo? Não havia explicado seu plano e estava agindo sozinha. Nada a impedia no momento, a mesma atendente de dois dias atrás estava sentada atrás do balcão.
A loira franzina procurou com os olhos o som que a porta fez, podendo enxergar somente uma garota de cabelos medianos castanhos, trajada com uma camisa cortada de banda conhecida e um short jeans desfiado. Sua barriga lisa e bem moldada exibia uma cicatriz grande e sua coxa direita havia um cinto com lâminas, escondendo outra marca menor. Seu olhar era tenebroso, um desejo se acendera em seus olhos escuros, aquela alma necessitava cessar suas vontades mais obscuras.
Atendente- Moça, sua amiga não poderá receber visitas. – informou tentando esconder o medo. – E como saiu da área dos refugiados? É proibido. – percebeu a garota se aproximar de seu balcão. – Vou chamar os guardas!
Tarde, muito tarde. Azami já se posicionara antes da loira começar a falar. Sua mão direita puxou qualquer cabo de adaga que havia em seu cinto, depois o lançou contra a atendente. A adaga acertou a curva entre o pescoço e o ombro, um movimento friamente calculado que a deixou sem movimentos na cadeira giratória. A região que cobre a clavícula é extremamente sensível a cortes, pelo motivo de ter inúmeras artérias e veias que transportam o sangue ao cérebro. Caso seja atingido, não se preocupe com a dor e sim com a hemorragia que isso poderá lhe causar.
A mulher agonizava sentada, com as duas mãos segurando o lugar com a adaga enfincada. Seu sangue invadia as entradas nasais, e tossir aquele líquido viscoso não era uma opção.
Azami se sentou no balcão, retirando a adaga do pescoço da atendente. Em um simples movimento, ergueu sua mão para trás e a desceu com força, desferindo o golpe na cabeça da loira. O grupo entrou com atraso na sala, estavam perplexos diante dessa cena.
A tal amiga, colega que uns consideravam não havia esquecido suas origens. O mal dentro de si não fora totalmente apagado, assim como seu ódio pelos seres viventes. Ela apenas achara uma maneira de controlá-lo.
Azami- Se a violência não resolve seus problemas, é porque você não está usando o suficiente. – arrancou a lâmina de dentro do crânio aberto da mulher, espirrando sangue pelo chão.
-X-
Não comentaram o incidente. Se a pessoa mais racional e realista do grupo fizera aquilo, talvez tivesse segundas intenções.
Psico chamou Toshio para ajudar a mexer no computador, pelo que reparara em sua primeira visita a aquela sala, os funcionários se comunicavam por ali. Realmente, o rapaz arqueiro achou inúmeras informações dentro de pastas no desktop do equipamento, como senhas de portas e até uma planta do hospital. Imprimiram aquilo e usaram um crachá que a atendente morta levava pendurado no pescoço.
Gabe se encarregou de abrir a porta com acesso proibido, não era uma tarefa complicada, mas caso tivessem guardas do outro lado, seria o primeiro a ser atingido. Apertou o crachá da atendente em uma mão, e com outra puxou o trinco da porta.
Um corredor absurdamente cumprido e muitas portas por ele. Luzes tão claras, que faziam os jovens cobrirem a visão com as mãos. Detalhes metalizados em fechaduras e batentes de portas e janelas.
Aquilo aparentava ser um hospital, a não ser pelos sons que vinham de dentro. Gritos que imploravam a morte, gemidos incessantes e até choros de crianças eram escutados. Um calafrio percorreu a espinha de todos, o que quer os esperasse, não seria coisa boa.
Leon segurava a planta do local que fora recentemente impressa, observava atentamente o nome das salas escrito em negrito.
Toshio- Essa coisa tem subsolo?! – indagou assustado.
Rin- Tem uma escada ali pra frente! – apontou para o papel depois de tentar enxergar o fim do corredor.
Maya- Não vamos descer! – parecia séria. – Esses sons... Parecem estar vindo lá de baixo. – abraçou a si própria, numa tentativa de afastar o medo.
Leon- Temos que ser rápidos, algum funcionário pode dar falta da atendente... – olhou de canto para Azami.
O grupo andou cautelosamente, olhando todos os cantos. Se seguissem o mapa, atravessariam aquele corredor e entrariam na ala médica. Viram diversas vezes Gabe enxugar seus olhos molhados, impedindo lágrimas cair em seu rosto. Entendiam de certo modo o como seria difícil saber que alguém que ama estar preso e não poder salva-lo.
Rin- Eu ainda não entendi. Se o Wally tem câncer, porque não o trazemos para cá? – perguntou atraindo olhares reprovativos. – Afinal, isso é um hospital, certo?! – justificou-se sem graça.
Gabe- Você sinceramente acha que isso é um hospital? – sua voz saía em um sussurro. – Acha que essas vozes, são de pessoas que estão sendo tratadas, em um hospital?! – não olhava a criança diretamente nos olhos.
Leon- Se acalme, Gabe. – levou sua mão ao ombro do companheiro. – O que quer que seja esse prédio, deve ter medicamentos. – afirmou confiante.
Continuaram a atravessar o corredor, até chegarem num pequeno lugar, dando acesso a dois lugares diferentes. Havia uma porta com ala médica escrita em cima e uma escada caracol que descia um nível.
O grupo se olhou confuso, sem saber muito o que fazer. A escada era sombria e sem iluminação, seu corrimão era enferrujado. Já a porta que levava a ala médica, parecia uma passagem ao centro cirúrgico de um hospital normal.
Azami colocou o corpo em movimento, se direcionando para a escada. Foi segurada pelo pulso.
Azami- O que quer? – fuzilou o dono das mãos com os olhos.
Leon- Você não vai sozinha pra lá. – admitiu sorridente. – Deveríamos todos andar juntos, mas não tem como mudar sua opinião...
Gabe- Eu vou... – se prontificou falando baixo.
Toshio- Não, você não conseguiria impedir as psicoses da psico. – ria ironicamente, puxando o arco de dentro da bolsa. – Eu vou com ela.
Maya o encarou assustada, recebendo um olhar piedoso de volta, não era ciúmes, era medo de perdê-lo. Leon puxou o pulso da amiga que ainda segurava, e a envolveu em seus braços fortes forçando-a contra seu peito, sem dar chances dela escapar.
Leon- Não te dou a opção de morrer. – sorriu bobo afundando a cabeça entre o ombro da amiga.
Azami- Cala boca, eu prezo por minha vida. – respondia sarcasticamente, e pela primeira vez retribuiu um abraço.
O loiro arrepiou-se ao sentir uma mão pousar levemente em suas costas, era fina e delicada. Um toque sensível, mas não o apertava tendo receio de algo mais íntimo. Esse toque fez Leon esboçar um sorriso de canto vitorioso, conseguira uma demonstração física de Azami.
Rin- Ei Toshio... – chamou o amigo. – Se acontecer alguma coisa com você, quem vai ter que aguentar a Maya sou eu. Se esforce! – ajeitou o tapa olho sem o olhar.
Toshio encarou Rin, depois passou seus olhos por Maya. A garota estava com os orbes azuis encharcadas, pronta para derramar lágrimas em prol do amigo. O rapaz de capuz pediu para que Azami o esperasse, e correu de encontro com a morena.
A agarrou pela cintura e a puxou para seus braços. Cochichava algo inaudível para ela, que a fez sorrir antes de sair e fazendo-a corar levemente.
Assim seguiu sem olhar para trás. Uma parte do grupo entrou na maldita ala médica, enquanto Azami e Toshio se arriscavam descendo as escadas tenebrosas, esperando encontrar respostas para suas incontáveis dúvidas.
To be continued.
Notas finais
Quem será a próxima alma caridosa a me deixar uma recomendação?! Já faz uns 5 cap que temos recomendações seguidas... Não quebrem esse record u.ú
E aí, gostaram da Azami voltando a ser psicodélica? E pensei em tudo, para não reclamarem que ela é loucona e tals, até fiz uma cena meio normal (anormal pra ela...) dela com o Leon ;33
Ah, e me desculpem se os capítulos estão saindo meio enrolados, demorando muito pra passar apenas um cena... É que depois de Yale a história vai ser finalizada, então quero que isso dure um pouco mais.
E me sinto segura a dizer, que finalmente tenho um "the end" pra fanfic, hehe o /o/
Ér é isso... Não esqueçam os reviews em casos de erros ortográficos, opiniões ou simplesmente me deixar alegre *¬*
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