Sangue nas Mãos, Zumbis na Terra
31 Possessivos
Notas iniciais
Capítulo passado o Nyah me trollou, fez eu apagar o capítulo todo e repostá-lo, e ainda por cima não deixou eu colocar nenhuma nota. Por tanto irei falar resumidamente o que eu disse semana passada: estamos no final da fanfic e não lembro o resto... Mas gente .-.
Enfim, este é o penúltimo capítulo de história *chora desesperadamente* e isso é realmente muito triste... Por esse motivo, tivemos certas novidades hoje hehe
Não vou enrolar muito, porque estou mais ansiosa pra saber a reações de vocês. Mais do que nunca espero reviews, e por favor, leiam as notas finais.
Ah!! Deixei um "PLAY"no meio do caminho com uma música. Não é obrigatório, mas recomendo pra dar um clima a mais na história.
Toshio- Pra mim isso se chama pena. – puxou o capuz que cobria seu rosto. – Pena por ele ter câncer. – concluiu recebendo um soco no braço.
Maya- Cala a boca Takasha! – sua sobrancelha estava franzida, lhe dando um olhar nervoso. – Todos os refugiados daqui foram gentis em se esforçarem para ajudar o Wally... – passou a vez para a garota sentada a sua frente.
Riko- Eu entendo você, mas temos que reconhecer que sem a ajuda de todos os comovidos não teríamos conseguido domar os funcionários enquanto estavam fora.
A garota de cabelos levemente alaranjados explicou-lhes que depois que saíram apressados, ela teve que correr para pedir ajuda a algum médico dali. O doutor que a ajudou era muito prestativo, porém não entendia direito o que devia ser feito. Assim ela passou a manhã procurando vários especializados no assunto, até encontrar um cirurgião que atingia suas expectativas e foi o mesmo homem que a ajudou a manter o Wally na sanidade até voltarem com os medicamentos. No meio tempo de ficar indo e voltando atrás de médicos, o caso do canceroso se espalhou pelo campo todo, inclusive chegando aos ouvidos de funcionários locais.
Segundo Riko muitos refugiados que entendiam do assunto de Yale, protegeram o quarto de Wally enquanto ele era atendido, mobilizando a ilha de sobreviventes para poder curá-lo. A garota fora obrigada a contar mais tarde onde estava o resto de seus companheiros, fazendo todos se assustarem com tamanha coragem de enfrentar o Governo.
Rin- Resumindo, temos inúmeras pessoas do nosso lado? – Riko apenas assentiu com a cabeça.
Estavam sentados no hall de entrada dos dormitórios. A enorme sala era confortável e tinha vários sofás para os refugiados jogarem conversa fora, mas no instante se encontrava vazia, apenas com os companheiros de equipe.
O que lhes ocorria era quase um milagre, se é que já não fosse. Os jovens fugiam da multidão de antes, com medo de serem descobertos e alguém os trair revelando suas verdadeiras identidades, os assassinos do Diretor da Capital. Nunca esperariam receber um auxílio extra da parte da população da ilha. Isso era surpreendente.
Os mesmos médicos de antes, também coordenavam a cirurgia do braço esquerdo de Gabe, davam o seu melhor em algum dormitório masculino para estancar o sangramento e poder fechar a ferida. Leon se encarregou de fazer o curativo de Azami, recusando qualquer ajuda oferecida.
Riko- Então a Beth... – puxou assunto querendo confirmar aquilo que ouvira mais cedo.
Maya- Pois é, sentimos muito. – seu olhar recaiu até o chão de mármore. – Nenhum de nós estava presente na hora, mas me disseram que foi um anestesista do próprio hospital. – informou.
Riko- Entendo. – suspirou desanimada. – A Beth cuidou de mim como uma mãe, mas não foi culpa de ninguém. O Gabe só queria ela de volta... – seus olhos percorreram o lugar esperando alguém falar novamente.
Toshio- Querer não é poder. – se levantou indo para fora do hall, foi seguido apenas por Maya.
A noite caiu sem ninguém perceber, gradativamente como alguém cai no sono. Algumas nuvens banhavam o imenso e obscuro céu, deixando visível poucas estrelas. A Lua iluminava o caminho de terra que seguiam. Somente o som de gravetos sendo quebrados pairava no ar. Nenhum dos dois conversavam, Toshio sabia que a garota o seguia, mas preferiu não dizer nada.
Maya- Qual é o seu problema? – decidiu acabar com o silêncio. – Você é ridículo! O tempo que passou com a Azami não te fez bem. – parou de caminhar, observou apenas a costa do companheiro.
Toshio- Eu não queria ser grosso, somente quis ser realista. – não se virou, sabia muito bem que encarar os olhos azuis de Maya agora não funcionaria.
Maya- Sua tentativa não deu certo! – cruzou os braços esperando mais do garoto.
O arqueiro finalmente se virou para encará-la. O luar a embranqueceu de tal forma que destacou ainda mais seus fios escuros e suas íris claras, uma visão perfeita. Vestia a mesma camisa amarelada e rasgada nas mangas, e um short na altura dos joelhos que deixavam unicamente suas panturrilhas expostas. O cabelo obviamente preso em um coque mal feito exibia algumas madeixas rebeldes caírem sobre a face. Ela era uma moça única em sentidos de beleza facial, mas seu corpo não tinha tanto a oferecer como Riko ou Azami, o importante era que agradava ao rapaz a sua frente, e exclusivamente a ele.
Toshio- Para de ser irritante, garota. – suas palavras saíram cuspidas.
Maya- Seu jeito me irrita, não consigo te suportar!! – bufou nervosa.
O rapaz puxou o capuz mais uma vez para cobrir seu rosto. Um movimento estratégico, porque assim ninguém saberia deduzir o que sentia pela sua feição, sempre usou isso como um truque.
Toshio- Porque você insiste em ficar aqui? Pode ir embora. – deu de ombros.
Maya- Preciso obedecer suas ordens agora?! – ironizou enquanto se aproximava. – Eu só queria falar com você para se comportar quando o Gabe acordar. Se falar aquilo pra ele, é capaz de tomar um nocaute. – fez menção de voltar para o hall, mas foi segurada pela mão.
Toshio- Espera... – apertou a mão da morena. – Eu sou tão repulsivo assim? – uma sombra cobria seu rosto, impedindo Maya de notar a vermelhidão em suas bochechas.
Maya- Você acabou de me mandar ir embora! – riu sem graça. – Sim, você é o cara que mais odeio do grupo. Chato, pervertido, não sabe ser gentil quando deve e ainda é um grosso... – inspirou cansada. – Mas infelizmente, é você que me traz os melhores sonhos. – afrontou o chão, sendo ele seu melhor aliado em momentos como esse.
O arqueiro não respondeu de imediato, mas percebeu-se um sorriso sacana em seus lábios. Ele apertou mais intensamente a mão delicada da menina, puxando-a para perto de si, depois somente envolveu sua cintura afundando a cabeça em seu ombro perfumado. Suas respirações estavam ritmadas e um pouco alteradas, Maya se arrepiava só em sentir o hálito quente que o amigo emanava em seu pescoço.
Toshio- Você é tão cabeça dura às vezes, que me irrita. – sorria bobo em ter a garota entre os braços.
Maya- Cala sua boca! – encarou-o ruborizada.
Não foi preciso de mais palavras, Toshio eliminou todo o espaço que existia entre seus lábios. O beijo era sincero e tinha gosto de intrigas, mas foi aplicado com serenidade e calma. Maya riu enquanto se aprofundavam e Toshio deixou uma mão boba escapar. Isso era totalmente a personalidade dele.
–X-
Azami- Você quis dizer que fiquei todo esse tempo dormindo? – franziu o cenho nervosa. – Porque não me acordou? – estava apenas sentada na cama, reconhecendo estar em seu dormitório.
Leon- Porque fui eu que te dopei. – cruzou o braço, vestia um jaleco igual de doutor. – Você não aguentaria a dor da infecção.
Azami- Eu aguento qualquer coisa, e era só me costurar. Aposto que me dopou pra fazer alguma coisa errada comigo enquanto dormia... – se descobriu, pronta para pisar no chão.
Leon- Claro que aguentaria... – ironizou afirmando com a cabeça. – E mesmo se eu tivesse feito, você perceberia e me mataria depois. – riu sarcástico.
Azami- Imbecil. — o loiro se aproximou para ajudá-la a se levantar, claro que ela recusou.
Leon- Sorte que foi mordida por um V8, caso contrário teríamos um zumbi a mais no grupo. – cruzou novamente os braços a vendo caminhar com dificuldade. – Afinal, eles não morrem e não matam também. – esboçou um leve sorriso.
Azami- Tá, vai ficar me bloqueando agora? – o amigo estava em frente à porta, impedindo sua passagem. – Quero sair pra ver os outros. – insistia em passar.
Leon- Que médico eu seria se deixasse a paciente sair dos meus cuidados sem mesmo se recuperar?! – seu sorriso se alargou. – Vamos, pra caminha! – gesticulou com as mãos.
Psico revirou os olhos, não tentaria ultrapassá-lo, pois sabia o quanto era insistente e realmente não a deixaria sair. Voltou para debaixo dos lençóis, percebendo ser noite. O quarto estava muito abafado, e não tinham nada mais que um ventilador velho para refrescar.
Azami- Vai ficar encarando? – virou de bruços para não vê-lo.
Leon- Para de ser ranzinza. – caminhou até a cama da garota. – Me deixa medir sua febre. – percebeu psico não reclamar do ambiente quente.
Azami- Não estou com febre. – se cobriu ainda mais ao sentir o colchão se abaixar, ele havia se sentado.
Leon- Estamos no verão e o quarto não tem janelas. Você está enfiada debaixo das cobertas e não reclamou que aqui está quente, então sim você está com febre. – diagnosticou-a rindo da infantilidade da garota, sua mão pairava sobre a testa dela, depois desceu para o rosto e tendo a última parada no pescoço.
A menina estremeceu com os toques de Leon, mesmo sendo algo bobo, não lhe trazia boas lembranças. O médico se levantou, e foi preparar algo numa mesa próxima. Remexia sua maleta de primeiros socorros, fazendo um barulho irritante. Encheu um copo com água e pingou algumas gotas de um frasco branco. Levou o copo até a moça deitada lhe apontando para que tomasse. A mesma bebeu em um só gole, devolvendo o copo com cara feia.
Azami- Porra, podia ter avisado que era dipirona. – grunhiu limpando a garganta. Leon apenas colocou o copo numa mesa próxima e voltou a encará-la em pé rente a cama, deixando-a mais irritada. – Me deixa em paz, vai atender o mais novo aleijado! – jogou o lençol cobrindo a cabeça.
Leon- Sabe que eu nunca te machucaria, não é? – continuou olhando-a fixamente.
Azami- Vai começar com os papos de gay?! – resmungou com a voz abafada. – Vou chamar a Riko pra você comer, espera um pouco. – se levantou fingindo ir até a porta, mas seu pulso foi puxado.
Leon a puxou rapidamente para seu lado. Ela vestia somente um vestido velho que provavelmente era de certa ruiva. Seus cabelos castanhos escuros e médios estavam soltos e meio embaraçados por ter dormido tanto tempo. Psico fez menção de gritar, mas uma mão tampou seus lábios enquanto era empurrada até a parede mais perto.Seus olhos quase saltaram dos orbes, não esperava tal ação do amigo.
Leon- Olha, não te aguento mais!! – berrou para psico. – Você me deixa louco! E não falo do bom sentido... Só quero que pare de me provocar e me ignorar! – forçou seus corpos contra a parede, viu a garota derramar algumas lágrimas assustadas.
Azami chorou. As lágrimas contornavam a mão forte do loiro, era visível o espanto dela. Suas pernas vacilavam em esconder seu medo, tudo o que queria era algo afiado suficientemente perto, para alcançar e enfincar no peito dele.
Não queria viver seus dias de cão de novamente, não queria viver angustiada novamente. E Leon trazia todos esses sentimentos à tona enquanto estivesse necessariamente perto. Aos poucos ele reconheceu o que estava causando na amiga, e afastou o corpo primeiro lentamente.
Leon- Me desculpa. – percebeu o choro intenso da amiga. – Eu só quero que perceba uma coisa. – a garota fez sinal para que soltasse sua boca, assim ele o fez.
Azami- Eu sei que você nunca me machucaria. – soluçou enquanto Leon limpava seu rosto molhado com as mãos. – Mas essa é uma ferida que nunca vai se cicatrizar. – fixou o olhar no chão, perdida em pensamentos obscuros.
Leon reparou em psico estar ruborizada. Ela não chorava pelo o que ele a causava, e sim pelo que ele lembrava de terem causado a ela. Estavam realmente próximos, podiam sentir sua própria respiração quente e abafada. O choro de antes ficou marcado apenas por olhos ônix avermelhados, mas claro que a dona deles não tinha coragem de firmá-los em certo loiro a sua frente.
Leon- Deixe eu cicatrizá-las então. – não esperou uma resposta.
Subitamente agarrou psico pela cintura, puxando-a para cima com alento. O pensamento de ambos explodiu com um toque de desejo, suas mentes entraram em uma nova dimensão onde tudo e todos não importavam. Seus lábios estavam perfeitamente colados e encaixados, mas nenhum deles se mexiam. Ela com olhos forçados tendo sua primeira vez contra a própria vontade, ele apenas exibia o que sentia enquanto a tomava para si.
A garota percebendo a situação embaraçosa que estava quis sair, abriu os olhos estragando a magia da coisa. Socou o peito de Leon ao mesmo tempo em que afastou a cabeça, mas ele era mais forte fisicamente e ainda a tinha pela cintura.
Azami- Me solta! Seu filho da puta, me solta!! – seus socos pareciam não fazer nem cócegas nele. – Você é igual... – foi interrompida.
Leon- Eu não sou seu tio!! – gritou ainda mais alto que ela. – Para de me comparar àquele monstro, eu só quero o seu bem! – hesitou, suas mãos pousavam o ombro fino da menina, chacoalhando-a de fronte para si. – Eu só te quero...
Sentimentos não correspondidos sempre ferem a um lado. Amar e não ser amado sempre foi um problema que ciência alguma pode responder, mas esse não era o caso.
Azami- Então me beija. – seu tom era autoritário e parecia saber de sua escolha.
Os olhos azuis de Leon voltaram a encarar os olhos escuros de Azami, algo ardia dentro deles, algo os esquentava por dentro e só se revelava neste instante, o nome disso era paixão. Não esperou uma nova ordem, obedeceu-a com destreza. Mais uma vez se apossou da cintura curvilínea da amiga de infância, colando seus lábios em um movimento único. Isso ainda doía para ela, as lembranças sempre serão mais fortes, mas estava disposta a viver o agora. Tentou seguir os passos do loiro, repetindo tudo o que ele fazia, afinal, era nova nessa dança.
Ele apenas se deliciava em ter a garota mais cobiçada do seu antigo colégio, sua amiga desde pequena, a menina com quem sonhara todas as noites. Não sabia-se quem estava a mercê de quem ali, os dois se domavam sincronizadamente. O beijo não se iniciou calmo e não era agora que se estabilizaria, Azami reagiu aos comandos do amigo e entrelaçou seus braços no pescoço do rapaz, enquanto suas mãos quase arrancavam seus fios dourados para fora. O médico apenas riu entre os beijos desesperados, isso ficaria ainda melhor.
–X-
Gabe acordou com uma luz ambiente forte, pode notar algumas janelas bloqueando uma parte da luz solar com panos brancos. Aquilo era novo pra ele, sentia uma imensa dor de cabeça, parecia ter um elefante deitado em cima de si. Lembrou-se das poucas vezes em que acordou com ressaca, sentiu-se dopado. Aquele misto de cores embaraçava sua vista, era muito claro e vazio. Aos poucos o ambiente se materializou a sua frente, podendo reconhecer estar em algum dormitório.
Uma súbita dor lhe invadiu a mente, uma dor de perda. Sua memória trazia flashes dos últimos ocorridos; Beth gritando, Beth chorando, Beth sendo morta. As lembranças reagiram com violência contra o homem, fazendo-o se recordar de tudo, inclusive sua perda mais recente. A esperança é a última que morre, levantou o braço esquerdo querendo imaginar que ele estaria completo e que toda essa dor de estar sozinho e sem mão acabasse, mas não foi isso que obteve.
Mais rápido que o choro lamentável, veio a realidade. Sem a mulher que amava, e sem metade do antebraço.
Fitou não estar sozinho, alguns rostos conhecidos o olhavam a algum tempo, mas só percebeu neste instante.
Wally- Relaxa, você se acostuma. – um sorriso confortante se desenhou em seu rosto. – Eu me acostumei a isso! – apontou para o corpo todo. – Nunca é fácil ter uma perda, ainda mais se você for habitat do câncer e a perda for você próprio.
Riko- Que tal o deixarmos sozinho um pouco, Wally? – balbuciou calma. – Você já pode andar, lembra? – puxou o garoto pela camisa preta.
Wally- Eu só posso andar graças a ele e o resto do grupo. – suspirou pensativo. – De certa forma, o que aconteceu com ele foi minha culpa também. Vou ficar um pouco, não vou fazer nada demais ruiva, pode sair.
A garota de vestido apenas assentiu, deixando-os a sós. O rockeiro se aproximou da cama de Gabe e segurou sua mão, sibilando algo rente seu ouvido: estamos juntos.
To be continued.
Notas finais
Vamos todos enfim cantar ALELUIA agora o/
Nhaaa, depois de 31 capítulos tivemos uma cena de LeonxAzami decente! E aí, atingiu as expectativas de vocês?!!! >
Ah, e semana passada eu comentei que iríamos ter três extras depois do último capítulo. Pois bem, já tenho dois extras quase prontos (1° Toshio/Maya e Rin; 2° Leon/Azami), só que eu vou deixar aberta a escolha dos personagens do terceiro extra. Comentem os personagens que preferem tipo, se vocês escolherem a Riko obviamente o Ling vai vir junto e precisa de outro personagem como o Wally, sei lá!! Outro exemplo seria escolher o Gabe, que viria junto Dave e Beth, porque eles viveram juntos antes da vacina, não tem como contar o passado do Gabe sem falar deles. Nesse caso dos personagens "brindes" só conta como um. Espero ter sido clara (ou não kkk), qualquer dúvida, antes de comentarem me chamem por MP :D
Muito obrigada por tudo galera, por favor, espero reviews comentando o que acharam do capítulo!! *¬*
Outra coisa... Essa música é muito foda, a primeira vez que ouvi ela achei perfeita pra esse casal. Depois que vi a tradução, fiquei ainda mais apaixonada u.ú
Agora fui o/
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