Sangue nas Mãos, Zumbis na Terra
13 Ala do sofrimento
Notas iniciais
Bom gentis, esse cap tem pouca ação, mas muitoooooooo enredo... Espero que gostem!
Rin- Tio Diretor? Cadê os nossos amigos? — diz puxando seu jaleco.
Diretor- Estão onde precisam estar.
–X-
Azami não havia sido tocada e muito menos molestada. Mas todas as vezes que reagia, era espancada.
Fazia quase dois dias que o grupo estava separado nesse lugar ainda desconhecido, todos temiam o pior sem saber ao certo o que esperar dessa situação.
Leon, Maya e Rin estavam sendo privilegiados, recebendo visitas constantes do Diretor e sendo alimentados. Azami e Toshio continuavam em suas salas fechadas.
No final de uma tarde, Leon foi levado a uma sala especial, onde seria apresentado ao resto doa cientistas. Ele foi esperto e quis saber onde estava e mais uma vez, lhe negaram a resposta. Ele só conseguira se destacar, pois era médico, o que fazia todos olharem para si com olhos ambiciosos.
O loiro estava disposto a descobrir onde Azami estava, e para isso, valia tudo.
Leon- Que merda Rin, eu já tentei o máximo que eu podia! Não sou um radar, mas uma hora eu encontro eles! — esbravejou.
Maya- Se você gritar com ele mais uma vez, arrebento tua cara! — disse enquanto prendia seus cabelos como de costume, em um coque com madeixas caídas.
Rin- Tudo bem mana, acho que todo mundo está meio tenso agora...
Maya- Ok, nós ainda nem temos um plano! — falou olhando o chão.
Leon- Quem disse? — sorriu torto. — Por incrível que pareça, eu estou ganhando a confiança do Diretor! Talvez ele me deixe ver a Azami ou o Toshio...
Rin- Acho isso meio impossível, mas nós poderíamos tentar.
–X-
Azami- Porra, eu não sei de merda nenhuma sobre Projeto V8!!
Diretor- Mas nós encontramos protótipos do projeto, junto com os micro-chips que coletamos de seu sobretudo!
Azami- Aquilo... Bem... — a morena não teve tempo para se explicar, e foi surrada, abrindo um filete de sangue que escorreu por cima de seus olhos, aliás, um de muitos filetes que sangravam por sua face.
Azami estava com seus braços cortados, seu ombro estava deslocado, e sua perna direita tinha uma de suas próprias adagas enficada.
Diretor- Sua vadia, vai me dizer o que você sabe ou prefere morrer!? — aproximou-se do rosto machucado da menina e olhou-a profundamente nos olhos.
Azami- Eu. Não. Sei. De. Nada. — o encarou também.
Diretor- Chamem doutor.
Azami foi deixada sozinha juntamente com o guarda de antes. Ela estava com um sangramento que escorria em sua perna por causa da adaga, seu vestido estava sujo e respingado de sangue que desceu de seu rosto, ou seja, estava acabada. Mas que doutor esse tal Diretor mandou chamar? Seria para fazer curativos nela?
–X-
Toshio acordou em uma maca, e uma luz direcionada ao seu peito. Sim, estava sem camisa e com uma cicatriz que rasgava seu tórax de lado a lado. O interessante é que ele não sentia dor e não se lembrava de nada antes do agora. Alguns médicos entraram na sala e fizeram especulações sobre o bem-estar de Toshio, ele apenas afirmou o que sentia e perguntou o que estava acontecendo, mas nenhum dos médicos lhe responderam.
Ele foi conduzido a um passeio pelos arredores daquele lugar.
Toshio estava sobre o efeito da anestesia ainda, não sabia onde estava. Sua visão era turva e atordoada, só enxergava o que estava a sua frente.
Ao virar uma curva do imenso corredor, ele conseguiu ver a sua esquerda, janelas com os vidros reforçados, tentava forçar sua visão para enxergar através delas. Na primeira janela viu o que parecia ser um teste de zumbis, em que armas automáticas atiravam neles. Na segunda janela, avistou uma figura conhecida, de uma menina com vestido branco, sentada em uma cadeira amarrada. Ele parou de caminhar, e forçou o máximo que dava sua visão, e pode ver que a menina estava arrebentada, sangrando e com o olhar perdido. Se lembrou imediatamente de Azami, mas não a reconhecia com os cabelos presos e levou em conta que tinha mais sangue em sua face do que poderia enxergar. Foi puxado por um dos médicos, como se fosse pra ele não olhar.
Ao final do corredor ele chegou em uma sala tecnológica, que tinha vários micro-chips de modelos diferentes dentro de pequenas cúpulas. Toshio observou o lugar, e logo pode notar o tal Diretor sentado em sua mesa.
Diretor- Bom dia! Como anda nossa cobaia humana? — disse aos médicos.
Toshio- Porque a Azami está presa? — interrompeu.
Diretor- Corrigindo, porque estamos a torturando? — sorriu.
Toshio- Seu merda! Porque? O que ela te fez? — se soltou dos médicos e socou a mesa do homem grisalho.
Diretor- Eu me preocuparia comigo mesmo, se fosse você.– apontou para o seu peito machucado.
Toshio- Espera... E comigo? O que você fez?!
Diretor- Levem ele para o pós-operatório, essa conversa está muito massante.
–X-
Maya e Rin comiam algo que haviam lhe dado. E Leon pensava em um canto se aquele lugar era realmente o Laboratório, tudo indicava que sim, mas não tinha uma certeza concreta.
Conversavam aleatoriamente , quando um guarda entrou na sala, e pediu que Leon acompanhasse ele. O garoto loiro estranhou essa atitude inusitada, mas o seguiu.
Eles caminhavam calmamente em silêncio, até chegarem em uma sala com equipamentos médicos, desde roupas á bisturis. O guarda o mandou se vestir, assim ele fez.
Após isso, Leon foi levado ao Diretor que o direcionou a uma sala.
Diretor- Lembre-se, você poderá vê-la, mas não tocá-la.
Leon- Como assim? Do que você... — nesse momento, a porta foi aberta revelando uma Azami atrás do vidro, sangrando, com olhos roxos, braços cortados e o mais preocupante, adaga enfincada na perna.
Leon entrou em choque, depois socou o vidro e gritou seu nome desesperadamente.
Diretor- Não adianta, ela não irá te ouvir. — sugeriu.
Leon- Porque você fez isso com ela??! — gritou, queria matar aquele homem.
Diretor- Foi preciso. Mas não irei mais lhe dar satisfação de nada. — olhou-o firmemente. — Eu só o trouxe aqui para te mostrar que ela está bem. — sibilou marcadamente a última palavra.
Leon- Bem?? Olha o estado dela!! O que nós te fizemos? — puxou o homem grisalho pelo colarinho.
Diretor- Nada. Me preocupa o que podem fazer caso fiquem soltos.
Leon- Você é louco? Nós apenas sobrevivemos, só isso!!! — continuava a gritar.
Diretor- Esse "sobreviver" de vocês que me fode. Para sobreviverem, desativam dezenas de chips meus! Fazendo isso, meus projetos e pesquisas só diminuem o ritmo.
Leon- Ah, então você prioriza seu trabalho inútil, e esquece que é a vida de pessoas que estão em jogo?! — ironizou.
Diretor- Essa não é a questão.
Leon- E qual é?!
Toshio- Eu tenho um chip dentro de mim. — surgiu no batente da porta.
–X-
Maya- Você percebeu que depois que o Leon saiu, nenhum guarda ficou de vigia?
Rin- Acho que eles nos julgam inofensivos.
Maya- Idiotas, laboratório de idiotas.
Rin- Nós não estamos no laboratório, ou no então centro de pesquisas! — olhou sua irmã com olhar sugestivo.
Maya- Qual é seu argumento do contrário? — retrucou.
Rin- Qual é o seu? — deu um ar divertido a pergunta.
Maya- Cala boca criança, não estamos aqui para brincadeiras!
Após isso, passaram cinco minutos inteiros se se falar.
Rin- E se... Saíssemos? — puxou assunto.
Maya- Você diz, abrir a porta e sair?
Rin- Não, a gente atravessa ela. — revirou os olhos. — Sim, não tem guardas por aqui!
Maya assentiu com a cabeça, e apenas abriu a porta.
Foi seguida por seu irmão mas novo, e andaram sigilosos pelos corredores ao redor da sala. Encontraram salas como a deles, vazias e algumas tinham marcas de sangue que marcavam as paredes brancas.
Os dois não conversavam, apenas trocavam olhares comunicativos, que na maioria das vezes valiam mais que palavras.
Maya e Rin já estavam acostumados com a arquitetura do local, quando acharam uma placa informativa:
"Ala Médica; em frente."
"Ala Zumbi; em frente."
"Laboratório Central; direita."
Ao lado da placa, tinha uma propaganda onde tinha um casal abraçado em um túmulo:
"Não deixe que a vida os separe. Projeto V8 veio para lhe trazer a vida eternizada."
To be continued.
Notas finais
Essa é minha última semana de aula, então nas férias, pretendo postar semanalmente. Até o próximo minna ... *-*
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