Notas iniciais
Oeeeeeee minna! Nem tiveram tempo para sentir minha falta, não é mesmo??! ^^
Bom, como disse no capítulo passado, já estou de férias. Agora irei postar atualizar a fanfic semanalmente!!! ;)
Gente... Deixa eu ver como vou dizer isso... Eu me empolguei com esse capítulo, e talvez tenha exagerado nas palavras de baixo calão! >///< (sorry, huehueh)
Boa leitura, e espero meus reviews!! u.ú

Toshio- A questão... É que eu realmente tenho um micro-chip dentro de mim! — falou concentrado.

Leon- Mas... Mas... Você não é um zumbi!! — advertiu.
Diretor- Acontece que o chip dele, é como um emulador. Ele simplesmente faz algumas das funções do original. É apenas um experimento para obtermos algumas informações que precisamos.

-X-

Toshio já havia tramado um plano para saírem daquele local, mas precisava de todos os membros da equipe para poder funcionar tudo corretamente.

Leon- Deixa eu ver se entendi... Você sabe o local que a Azami está, e sabe onde está os computadores compatíveis com o chip? — cochichou disfarçadamente, enquanto trocava o curativo no peito do amigo. — Como?!

Toshio- Os idiotas pensaram que eu já estava sedado e me levaram de maca a sala de operação. Enquanto a sedação não fazia efeito, eu pude ver várias salas com computadores e chips sendo colocados e tirados deles. E quando eu acordei, indo pra sala do maldito Diretor, eu vi onde a psico estava. — concluiu.

Leon- Ela nem tem como se defender, — sua voz vacilava. — esses cientistas miseráveis vão pagar! — apertou o peito do amigo.

Toshio- Ei, cara! Pega leve, você ainda está fazendo meu curativo. — reclamou sobre o apertão do amigo.
O loiro pediu desculpas, e se concentrou no plano.
Toshio havia lhe dito, que precisariam dividir tarefas; um grupo cuidaria da iluminação; um grupo cuidaria dos micro-chips; e outro da Azami.

Não seria difícil se todos seguissem os passos rigidamente.

Primeiro um grupo desligaria a energia de todas as alas do centro, e depois destravaria a segurança da ala de tecnologia. A mesma que supostamente estaria Azami e os computadores. Depois, eles fugiriam e pegariam suas armas.

O segundo grupo a entrar em ação, seria o dos micro-chips, que com toda essa bagunça, iria conseguir livre acesso aos computadores e gravaria todas as informações do chip e do Projeto V8 para estudar fora do centro de pesquisas.

Após isso, seria apenas resgatar Azami, e cada grupo sairia do laboratório por si próprio, levando em conta que suas armas estariam na sala do Diretor.

Pensando assim... Seria muito fácil! Nada nunca fora fácil antes para o grupo de adolescentes, algo estava errado, muito errado.

-X-

Maya- Fodeu legal agora... Mas que porra viemos fazer na merda desse laboratório??! — perdia a razão, puxando seus fios negros para cima.

Rin- Maya! Controle essa boca!! Não está tudo perdido ainda...

O grupo realmente estava no laboratório, o maior centro de pesquisas do país. Mas, não estavam como planejado.
Maya e Rin voltaram a sua sala, e esperaram pacientemente por Leon, que analisava Toshio na Ala Médica.

Os dois irmãos de cabelos negros e olhos azuis, estavam impacientes quando receberam a visita inusitada de um certo homem grisalho.

Diretor- Como andam, João e Maria?! — ironizou.

Maya- Por enquanto com os pés. — retrucou. — Eu ia perguntar onde está o Toshio ou a psico, mas você não vai responder mesmo, então deixa pra lá... — desanimou-se.

Rin- Tio Diretor, porque você faz isso com a gente? — viu o homem grisalho se abaixar ao seu lado.

Diretor- Só quero que entendam uma coisa, eu só mando aqui dentro. Foi a própria população da Capital que decidiu morar dentro de uma fortaleza. Quando seu grupo chegou, matou facilmente um dos melhores guardas da cidade, ativando o alarme de proteção. E assim vieram parar aqui, para testes e pesquisas. Não sou o vilão da história, — sorriu falso. — ainda.

O velho saiu, e deixou um silêncio sinistro na sala.

Ninguém entendia ao certo o que as visitas sem sentido do Diretor tinham como objetivo, talvez manter um relacionamento, ou talvez transmitir certa confiança para o grupo.

Mais um problema sem solução.

-X-

Azami odiava aquela sensação, de parecer acordar de um nocaute ou de uma ressaca.

"Que porra, isso nunca muda?!" - pensava ao abrir os olhos cansados, e se deparar com a mesma sala branca, o mesmo guarda e o mesmo líquido rubro e escuro que manchava o chão.

O sangue que escorria da adaga enfincada na sua coxa, já havia endurecido, formando longas casquinhas pela sua perna. E seu rosto também parara de sangrar, ficando apenas sujo. Sua situação ainda era crítica, mas agora corria menos risco, já que as hemorragias pararam sozinhas.

Aquele guarda ainda cobiçava Azami com olhos, se ela estivesse com as mãos livres, certamente arrancaria a própria adaga da perna e arremessaria em sua direção, mas isso não vinha ao caso. Sentia fortes dores ao longo do corpo e um sentimento ruim.

Ontem ouviu certas pancadas graves e abafadas no vidro, vinham do lado de fora. Desconfiara em ser alguém sendo espancado, mas foram curtas e passavam um tom de desespero, pensou na possibilidade de ser um companheiro.

Azami tinha muito tempo para pensar, pensava em diversas coisas quando não era torturada. Já havia pensado até em Yui, em como seria ter a loirinha ainda no grupo, pensou também em Hector e Ash. Abria um leve sorriso com essas lembranças.

A tal "psico", de psicopata, não era assim tão ruim. Apenas tivera uma vida indesejável, e sentia prazer... Matando. Isso nem ela mesma negava.

O guarda que acompanhava psico, recebeu um alerta e saiu deixando-a sozinha com as câmeras. E se, por algum motivo, Azami resolvesse agir sozinha? No momento, lhe passou na cabeça a cena, dela se jogando na porta com a cadeira fazendo arrebentar as duas. Não precisaria de armamentos, já tinha uma adaga em sua perna, ela conseguiria ser sigilosa.

Mas no momento em que pensava se faria ou não, Leon adentrou desesperadamente a sala.

Leon- Oi menina! Vim te resgatar. — falou sem perder tempo, enquanto já desamarrava Azami.

Azami- Que?! — não entendia nada.

Leon- Não temos tempo, no caminho explico o plano.

-X-

Maya- Porque sempre eu tenho que fazer tudo sozinha?! — reclamou puxando a enorme trava que mantinha as alas iluminadas.

Rin- Que coisa... Toshio mandou informação errada, não tem várias traves para cada ala, e sim uma trave para todas as alas! — questionou olhando o mapa em suas mãos.

Maya- Foda-se! Nem nos deram tempo para se preparar mentalmente pra esse plano, culpa do Leon que tem síndrome de herói! — riu da própria piada.

Rin- Depois você brinca! — encarou a irmã.

Era incrível como uma criança como Rin conseguia mudar suas atitudes infantis, para responsáveis em situações de risco. Não se encontravam mais pessoas assim hoje em dia.

O plano já estava em andamento.

Como planejado, a maioria dos guardas correram procurar os defeitos no prédio e o Diretor saíra de sua sala. Mas ainda faltava um ponto.

Toshio- Merda Maya! Era para desligar somente as outras alas. Sem iluminação, é sem energia e sem energia não tem como ligar os computadores de pesquisa!! — gritava sozinho.

O mapa que Rin havia achado, estava desatualizado, ou seja, estava com o sistema de energia de antigamente.

Uma boa parte do plano estava arruinada, já que teriam que sair dali sem respostas para a causa de todos os problemas.

Leon corria com Azami apoiada em seus ombros. A menina mancava e fazia cara de dor. Com o esforço, sua perna voltara a sangrar.

Leon- Calma Azami, a gente só precisa pegar suas armas e vazar daqui! — disse preocupado.

Azami- Caralho, esses idiotas ferraram comigo! — sorriu torto.

Leon- Aposto que depois disso, você vai querer sentir o sangue podre dos zumbis no teu rosto, não é?!

Azami- Mas é claro! — desapoiou-se. — Melhor o deles que o meu...

Não demorou para que chegassem a sala do Diretor. Ao entrarem, se encontraram com Toshio que faltava enlouquecer, de tanta preocupação. O garoto já tinha seu arco em mãos, todas as mochilas e armamentos da equipe. Porém, explicou-lhes que com a queda de energia, seria impossível ligar os computadores.

Os três companheiros aguardaram irritados a volta dos irmãos Kazume, enquanto Leon limpava o rosto de Azami e fazia um curativo provisório em algumas partes de seu corpo. Não poderia retirar a adaga por simples força de vontade, precisaria fazer uma pequena operação, já que não sabia se fora cortada alguma artéria ou vaso sanguíneo.

Maya e Rin voltaram, e aguentaram um Toshio impaciente e bravo.

Toshio- Caralho! Tem guarda por todo lado, daqui a pouco o Diretor está aqui e a gente não sabe a maior razão por estarmos aqui. E adivinha de quem é a culpa?!

Rin- Desculpa Toshio... Mas o mapa que encontramos era desatualizado! — falou cabisbaixo.

Maya- Não peça desculpas Rin! Esse idiota, filho de papai, acha que sabe de alguma coisa! — apontava o dedo. — Não foi nossa culpa e pronto cacete!!

Azami- Suas crianças piolhentas, — interrompeu mancando, separou Toshio para um lado e Maya para outro. — eu não deixei cada um de vocês entrarem para essa merda de grupo para ficarem brigando!

Leon- Azami...

Azami- Quieto porra! Ainda tem tempo. Eu estou um caco, não consigo nem pisar normalmente. Eu... Confio em vocês! Só me prometam que, vão fazer por mim o que não posso fazer por vocês.

-X-

Rin saiu para reativar a energia das alas com um presente de Leon. As pistolas de Héctus.

Sabia como funcionava, afinal, tinha uma irmã que o ensinara a usar uma espingarda.

Toshio e Maya foram atrás dos computadores. Todos os chips que já haviam recolhido, foram confiscados. Estavam indo de mãos vazias.

Maya- Ah menino esperto! — sorriu orgulhosa quando viu as luzes do corredor acender. — Tinha que ser meu irmão!

Toshio- Ok, mas ainda falta descobrir a senha do sistema. São apenas 4 dígitos. — falou olhando para o monitor, que tinha uma janela do Projeto V8 aberto.

Maya- Tenta 1,2,3,4... — brincou.

O arqueiro tentou, e por incrível que parecesse havia entrado no sistema.

Toshio- Acho que eles pensaram que ninguém pensaria no óbvio porque... Foi!!!!! — comemorou se levantando e beijando Maya.

A menina de olhos claros, se surpreendeu com a atitude do então amigo. Mas se surpreendeu mais ainda com os lábios doces, macios e molhados que o rapaz tinha. Não puderam curtir o momento, já que tinham uma missão a cumprir. Maya empurrou Toshio sorrindo maliciosa, e o obrigou a continuar a ler a pesquisa.

-X-

Leon e Azami corriam o mais rápido que podiam pelo corredor, procurando encontrar com Rin.

Mas se depararam com uma horrível cena.

Diretor- Estão procurando por ele? — carregava Rin pela gola do macacão branco.

O pior de tudo era que a criança risonha, inocente e alegre que Rin era, tinha uma caneta atravessada em seu olho esquerdo.

Seu sangue escorria por todo o chão manchando sua roupa alva. Sua memória seria marcada pelo dia que perdeu um olho, pelo dia que toda iniquidade presente no mundo adentrou seu coração.

Maya corria gritando por Azami e Leon, sabia que os amigos não estariam longe.

Ao avistá-los, também pode ver seu irmãozinho em um estado deplorável.

Maya- SEU MONSTRO!! — gritava e chorava agoniada, mas tinha os braços de Toshio ao seu redor.

Azami- Seu puto! Como pode fazer isso?! É apenas...

Diretor- ... uma criança que atrapalhou meus planos! — cortou-a.

Toshio não estava nem um pouco confortável com o que via. Analisou a situação:

O Diretor estava acompanhado por 3 enormes guardas, ele teria tempo de acertar apenas um com uma flecha, antes que os outros se movimentassem. Azami não teria condição nem de levantar a katana em seu estado e Maya está sob pressão para usar a espingarda. Apenas ele e Leon lutariam contra dois guardas, mas ainda sobraria o Diretor que tinha o pequeno Rin em mãos.

Seria um tiro no escuro, mas teria que tentar para não se arrepender.

Em um movimento rápido, Toshio larga Maya e se joga para frente, ao mesmo tempo que atinge uma flecha na cabeça do maior guarda. Ele encara Azami, que entende o recado. Leon meio despreparado, é pego de surpresa por um dos guardas, mas consegue desviar do enormes braços do homem e carrega a M4 que estava guardada até o momento.

Azami, corre mancando até o Diretor na tentativa de recuperar seu companheiro mais novo. O guarda que Toshio enrolava, apenas soca a menina, jogando-a contra a estreita parede do corredor, ela cai inconsciente.

Maya se desespera ao ver seus colegas sendo aniquilados.

Leon engatinhava tossindo sangue, na tentativa de fugir de seu guarda.

Toshio era levantado pelo pescoço enquanto levava murros no estômago.

Azami que já estava acabada antes, agora estava desmaiada no chão.

-X-

Maya chorava e soluçava encostada na parede. Pode ver o Diretor largar seu irmão caçula perto da psico e se aproximar em passos curtos sorrindo entre dentes.

Diretor- Eu deveria ter lhes avisado que isso aconteceria. Agora você... — cuspiu sangue.

A garota viu um objeto atravessar o pescoço do homem grisalho. Identificou o objeto como uma caneta, no mesmo instante a garganta do velho furou-se e esguichou sangue nela. O corpo caiu de joelhos e depois se dobrou ao lado, revelando um menino de cabelos negros, olhos azuis e uma das mãos que cobria o olho esquerdo ensanguentado.

Rin- Desculpa, te sujei...

Maya- Rin!!! — o apertou em um abraço.

Azami escutou o grito de Maya e se levantou atordoada. Enxergou toda uma situação em que perderia os amigos.

A pessoa mais próxima era Leon, que tinha um pé sobre si esmagando sua cabeça contra o chão com toda força possível. Mais uns minutos e ele teria seu crânio quebrado.

Azami não hesitou, correu puxando sua adaga da perna, juntou as sobrancelhas de dor e pulou nas costas do guarda que esmagava Leon. Cravou a adaga que jazia em sua perna na cabeça do guarda, que o atravessou até o queixo. O médico loiro olhou psico assustado.

Azami- Seu inútil! Falta o Toshio! — lembrou-o caindo sangrando no chão.

Leon também não hesitou. Tirou a M4 das costas e metralhou o guarda que espancava Toshio sem dó e sem piedade.

Corredor "limpo", todos do grupo "bem".

-X-

Finalmente saíram daquela prisão, finalmente libertos. O maior centro de bactérias do país, o tal Laboratório, não ficava dentro da Capital. Estava quase 1km afastado da imensa fortaleza livre da vacina GNM. O grupo nem podia se conter de alegria, ao sentir o ar fresco e o vento que soprava em seus cabelos.

Leon carregava Azami no colo, Maya apoiava Rin e Toshio nos ombros e suas coisas eram arrastadas por uma espécie de corda que o arqueiro puxava. Assim andavam por um campo verde, acompanhados da luz serena do sol.

Psico estava quase inconsciente, já que perdia muito sangue com o ferimento na perna direita.

- Que bom revê-los! — ironizou uma voz conhecida.

Leon- Ah você não, vai se foder!!! — esbravejou revirando os olhos.

To be continued.

Notas finais
O que acharam ??????
Eu sinceramente achei que cumpri meu trabalho... u.ú
Por favoooooor, me digam nos comentários o que acharam!! Mas comentem TUDO, desde o "beijo" ao Rin ficar cego! E as cenas de ação?!!! Já sabem quem possivelmente é o cara do final?!! Esperando ansiosamente vocês... ;3
Ah, estou postando uma nova história também... Quem curtir coisas científicas e tecnológicas, acompanhem! E quem não curtir, acompanhem também porque eu sou legal!! #convencida
http://fanfiction.com.br/historia/379052/Dois_Mundos