Sangue inocente
6 Primeiras impressões
Notas iniciais
O sol estava quase nascendo e a caçadora ainda estava dormindo. Seu corte, um puco a baixo do joelho, estava costurado e protegido por um pano branco, graças ao Dean. Seu jeans estava rasgado desde a barra até o começo de sua coxa para que ficasse melhor para o caçador fazer o curativo.
Dean estava dormindo no sofá ao lado de sua cama, onde a caçadora repousava, e Sam estava dormindo na cama ao lado.
A noite não foi boa para os Winchesters. Estavam cansados, não tinham pegado o demônio Adfur, e para terminar a noite, tinha uma desconhecida no mesmo quarto que eles.
Dean foi o primeiro a acordar, suas costas estavam moídas por dormir no pequeno sofá do quarto. O caçador abriu os olhos e avistou a linda mulher que estava deitada em sua cama. "Quem ela é? Nem seu nome eu sei." pensava Dean olhando as incríveis curvas da mulher. Ela era realmente bonita, e com certeza tinha mexido com o caçador mulherengo.
Dean se levantou, despertando de seus pensamentos, e foi tomar banho para amenizar a dor em suas costas. Após o banho, o caçador se arrumou e saiu em busca do café da manhã, voltando uma hora depois com três pacotes de uma lanchonete do centro da pequena cidade. Se sentou á mesa de frente as camas e ficou esperando o irmão acordar.
Ele estava terminando o seu cheeseburguer , quando Sam abriu os olhos, e ainda sem se lembrar direito do que aconteceu ha 6 horas atras por causa da forte bancada que sofreu na cabeça, olhou a mulher na cama ao lado.
–Bom dia dorminhoco! — disse Dean num tom de sarcasmo.
–Bom dia. — disse Sam com sono se sentando na cama. — Ela ainda não acordou?
–Não... Ta dormindo desde a hora que a coloquei aí. — disse Dean abocanhando o hamburguer.
–Será que ela esta bem? A queda que ela sofreu foi forte. — o irmão mais novo se levantou da cama indo para o banheiro.
–Deve estar sim... Se ela não acordar daqui umas 2 horas, a gente leva ela pro hospital. — disse Dean como se não estivesse se importando muito.
Sam entrou no banheiro e foi tomar banho, para tirar o sono que ainda o rodeava. Depois se juntou ao irmão á mesa para tomar café.
–Era pra ela já ter acordado, não acha? — perguntou Sam olhando sem jeito para a caçadora que ainda não tinha dado sinal de vida.
–Acho que não... Mulher é sexo frágil... precisa descaçar depois do esporro que levou do demônio. — respondeu Dean dando de ombros.
Sam se levantou da cadeira e foi em direção a cama.
–E se ela não tiver mesmo bem Dean? Agente tem que fazer alguma coisa...
Quando Sam estava na metade do caminho, entre a cadeira e a cama, a mulher se mexeu como se tivesse despertando. Sam parou olhando ela se mexer.
–Huum! — gemeu a mulher abrindo os olhos e avistando Sam em frente sua cama.
–Aleluia! Pensei que tinha morrido. — disse Dean se ajeitando na cadeira.
–Que lugar é esse? — perguntou a mulher se levantando mas logo sentiu dor na area do corte. — Aí!!
–Calma. Vai com cuidado. — disse Sam ajudando a caçadora a se sentar.
–Obrigada. Você deve ser Sam. — perguntou a caçadora olhando para Sam sentado ao seu lado.
–Sou eu sim... Mas como você sabe?
–Ela ouve boatos sobre nós, e vai tirando conclusões precipitadas, sem ao menos perguntar se é verdade. — disse Dean se levantando da cadeira e lembrando do que ela disse a respeito deles começarem o apocalipse.
A caçadora o olhou revirando os olhos e se levantando com cuidado.
–Melhor eu ir.
–Não. — disse Sam impedindo a caçadora — Nada disso! Você ainda não se recuperou. O corte pode voltar a sangrar.
A mulher olhou para sua perna e tirou o pano branco.
–Quem costurou?
–Eu! — disse Dean se pondo em sua frente, porém longe.
–Precisava ter rasgado a calça toda?
–De nada. Foi moleza ter te tirado de lá no colo, ter te levado até aqui e ter cuidado do seu corte. Não foi nada mesmo. — disse Dean com tom de sarcasmo.
–Você me tirou de lá no colo? — perguntou a caçadora arregalando os olhos.
–O demônio te emburrou, você caiu no chão, bateu a cabeça e ficou inconsciente. — disse Sam num tom baixo.
A caçadora ficou olhando para Dean em silencio. Ela não iria falar obrigada. Não mesmo. Mas estava muito surpresa para ser ignorante com cara que a salvou.
–É melhor você ficar com a gente, até você melhorar. Depois, se você quiser ir, você vai. — sugeriu Sam.
–Ok. Mas depois eu vou embora. — assentiu a mulher.
–Por mim pode ir embora agora mesmo. — disse Dean lhe dando as costas.
–Não liga pra ele. Ele é chato de nascença. — disse Sam baixinho fazendo a caçadora sorrir entre dentes.
–Posso usar o banheiro?
–Claro! É logo ali. — disse Sam apontando uma porta fechada.
A mulher foi em direção a ela com bastante cuidado por causa de sua perna. Entrou e fechou a porta. Dean olhou o irmão com o olhar de reprovação.
–Que foi? — perguntou Sam fazendo-se de sonso.
–Que foi? Você tinha mesmo que falar pra ela ficar aqui? Serio mesmo? — disse Dean baixinho.
–Ela esta machucada Dean. Seria desumano deixa-la ir embora. E foi você que trouxe ela pra cá.
Dean o olhou com a cara de bravo.
–Qual é Dean. Depois ela vai embora.
–Só quero ver onde isso vai acabar.
A mulher sai do banheiro e diz.
–Tenho que pegar meu carro.
–Onde ele esta? — perguntou Sam
–Em frente a quela casa. Minha mala com minhas roupas estão lá dentro.
–Tudo bem. Eu vou até lá e pego pra você.
A caçadora olhou para Sam desconfiada.
–Não, tudo bem. Pode deixar que eu pego.
–Você não esta em condições de sair sozinha... Muito menos de dirigir. Vamos, me de a chave, rapidinho estou de volta.
–Tudo bem. — disse ela se dando por vencida e indo em direção a sua jaqueta de couro que estava nos pés da cama onde ela havia dormido.
A caçadora entregou a chave para Sam que já ia em direção a porta de saida do quarto.
–Sam! — disse a caçadora. — Cuidado com meu carro. — terminou a caçadora séria.
–Pode deixar. — Disse Sam em meio a risos, pois ela disse igual ao Dean quando ele pega o Impala pra buscar torta.
Sam saiu e fechou a porta. Agora era a caçadora e Dean, no mesmo quarto. Dean se comportava como se ela não estava lá, sentou-se em sua cama e começou a afiar o seu canivete.
–Tem comida? — perguntou a caçadora olhando para Dean.
–O que você acha que é o que esta em cima da mesa? — respondeu o caçador serio.
–Nossa, alguém dormiu com um cavalo ao lado. — disse a mulher se dirigindo até a mesa. — Qual é. Você chama isso de comida? — continuou a mulher olhando com cara de nojo para o pacote de hambúrguer.
–Isso é comida de homem. De um caçador de verdade. — disse Dean a provocando
–Eca! Eu não vou comer isso. — A mulher colocou de volta o hambúrguer em cima da mesa.
–Tudo bem. Fica com fome então. — disse Dean colocando sua atenção ao que estava fazendo.
A caçadora olhou para o hamburguer e não via outra saída. Sua barriga suplicava por comida. Então ela sentou na mesa e abocanhou o cheeseburguer. Ela não poderia mentir e falar que estava ruim, mas com certeza seu colesterol iria aumentar.
–Vocês pegaram o demônio ontem? -perguntou a caçadora levantando da cadeira depois de terminar seu café.
–Não. Quando eu cheguei perto dele, ele saiu do corpo do cara e depois entrou no do homem que estava na parede.
–Ótimo. Vou ter que procura-lo de novo.
–De novo? Você esta quanto tempo atras dele? — perguntou Dean curioso.
–Faz um tempinho... Estou louca pra pega-lo desde meus 17 anos.
–E por que? — continuou Dean com seu questionário.
–Ele fez uma coisa comigo. E eu não vou deixar isso barato. Eu vou manda-lo pro inferno com passagem só de ida. Ele nunca vai esquecer da caçadora que o pegou. — concluiu a caçadora com os olhos transmitindo um ódio enorme.
–O que ele fez pra você ter tanto ódio assim?
–Ele acabou com a minha vida. Me tirou tudo o que tinha. Tudo.
Os olhos da caçadora encheu de água. Com certeza, o que Adfur fez com ela foi terrível, e ela estava decidida em acabar com ele.
–Eu ainda não sei o seu nome... — disse Dean tirando os olhos do canivete e o colocando sobre a caçadora, fazendo uma incrível viagem no corpo da mesma, que estava de costas para ele.
–Você ainda não desistiu de saber isso?
–Se vamos ficar aqui juntos, é melhor eu saber o seu nome. Não vai querer que eu invente um apelido pra você. E também eu te salvei, então ta me devendo uma.
A mulher se virou de frente e viu Dean de pé ao lado da cama.
–Ok. Ta ficando sem graça essa coisa de anonimidade. Me chamo Alexia Green.
–Você não tem cara de caçadora Alexia. — perguntou Dean se aproximando.
–Como assim? Por que sou jovem ou mulher? — disse a caçadora colocando uma mexa do cabelo atras da orelha.
–Digamos que os dois.
–Rum. Vocês caçadores são tão machistas. Acham que mulher não da conta do recado...
–Wow! Mulher da conta sim, não garotas. — disse Dean a esnobando
–Ta me chamando de imatura? Olha "Dean" — ela deu enfase nas aspas — eu posso não fazer isso desde quando nasci, ou ser uns 10 anos mas nova que você, mas eu já passei por muita coisa que me levaram até aqui e fazer o que eu faço. Nenhum caçador machista pode me falar que eu não dou conta do recado. Eu caço sozinha, eu sei me cuidar.
–Ei! Não quis te ofender. Pega leve nervosinha. — disse Dean com pequeno sorriso de canto de boca. — Só achei que..
–Achou errado. Você não me conhece pra tirar essas conclusões..
–Olha quem fala! — o caçador a interrompeu aumentando a voz — Não foi eu que disse coisas sem pensar, sem ao menos saber da história verdadeira.
–E qual é então? Diz.
–Não é da sua conta garota.
–Rum! Isso que dá tentar conversar com um ogro!
Alexia deu as costas para Dean indo em direção a saída e fechou a porta com força.
*Enquanto isso Sam ainda resgatava o carro de Alexia*
Ao chegar a rua da casa, onde o demônio tinha atacado na madrugada daquele dia, para pegar o carro de Alexia, Sam viu várias viaturas em frente daquela casa. Os policiais falavam que a mãe e filho tinha sido assassinados, supostamente pelo pai, pois ele estava desaparecido. Mal eles sabiam que o pai tinha sido possuído pelo mesmo demônio que matou a criança e a mãe.
Agora caçar Adfur ficaria mais difícil com varias fotos da pessoa possuída, colada na cidade toda, e dado como principal suspeito.
Após conversar com os policias, Sam foi em direção ao carro de Alexia, que estava estacionado logo na esquina, o carro era simplesmente lindo, um Charger 1968, vermelho e em ótimo estado.
*Foto do carro http://topclasscars.blogspot.com.br/2012/03/dodge-charger-1968.html*
–Uau! Esse carro é dela mesmo? — pensou Sam com seus botões — Uma gorota que tem menos de 25 anos é dona desse carro?
Sam entrou no carro, deslumbrado com a beleza do mesmo e começou a dirigir de volta ao Motel onde estavam hospedados.
*No estacionamento do Motel*
Alexia estava sentada num escadaria que dava para os quartos, ainda brava com Dean, quando avistou seu carro cruzando o portão do Motel.
–Graças a Deus! — disse ela baixinho tirando toda a preocupação que estava sentindo, com um desconhecido dirigido seu tão amado carro.
Sam a viu, estacionou ao lado do Impala e saiu do carro.
–Agora intendi a sua preocupação com seu carro. Ele é um clássico! — disse Sam vendo Alexia vindo em sua direção.
–Pois é... Ele é meu xodó. Era do meu pai, e quando ele morreu, fiquei com ele. É a unica coisa que tenho que ainda não foi tirado de mim. — disse ela passando a mão no capo do carro e vendo se Sam não o tinha arranhado
–Fica tranquila. Eu não bati seu carro. — disse Sam entre um sorriso tímido. — E também não mexi na sua mala.
–É bom mesmo. — disse a caçadora sorrindo e abrindo a porta do carro e tirando uma mala vermelha. — Ótimo, agora posso tomar um banho e trocar de roupa.
–Eu não sei seu nome ainda. — disse Sam a olhando sedutoramente.
–Verdade. Me chamo Alexia. Alexia Green. — disse a caçadora estendendo a mão.
–Prazer Alexia. — disse Sam sorrindo simpático e a cumprimentando com um forte aperto de mão.
Alexia e Sam entraram no quarto em meio a conversas e a risos, até se depararem com Dean sentado no sofá ouvindo música e limpando suas armas.
*Música http://www.youtube.com/watch?v=GtEAp-Rybl0*
–Você demorou! — disse Dean dirigindo o olhar ao irmão.
–Pois é, isso por que quando fui pegar o carro, vi um monte de viaturas em frente a casa da vitima de ontem. Não conseguiram salva-los a tempo. A mãe e a criança morreram, e o pai possuído ainda esta desaparecido.
–Desgraçado! — disse a caçadora.
–E agora com a policia atras do pai, vai ser mais complicado nos metermos nisso sem chamar muita atenção. — concluiu Sam.
–Que ótimo. Era só o que faltava. — resmungou Dean voltando a limpar sua arma.
–Vou tomar banho. — disse Alexia indo em direção ao banheiro.
Sam foi até a geladeira do quarto e pegou uma cerveja.
–Pelo visto você já ta virando amiguinho da nervosinha. — comentou Dean
–Ah, não conversamos muito, mas ela parece ser uma pessoa legal. — Sam bebeu um gole de cerveja.
–Hmm, sei.
–Qual é Dean, foi você que apanhou, não eu. — disse Sam debochando do irmão.
–Quantas vezes eu tenho que dizer que ela NÃO me bateu? Ela só me deu UM soco. Isso por que eu estava detraído. Se não...
Alexia sai do banheiro com uma regata preta não muito decotada, porém dava pra ver um pouco a pele de seu colo e um shorts não tao curto, mas ainda sim dava pra ver parte de suas coxas. No seu ombro, a tatuagem do pentagrama ante possessão, estava totalmente amostra. Seus cabelos, ainda molhados, estava souto caindo em suas costas.
–Se não o que Dean? — perguntou Alexia.
Os irmãos estavam paralisados com a visão que a caçadora acabara de proporciona-los. Na cabeça de Dean só passava uma coisa "Uau. Ela pode ser nervosinha, chata e tudo mais, mas com certeza ela tem um corpo incrível". Enquanto a de Sam passava "Nossa. Ela é incrível!"
–Hey! — disse a caçadora fazendo os irmãos despertarem de seus pensamentos. — To falando com vocês!
–Ãhn? — disse os irmãos sem jeito.
–Eu disse que eu estou com fome, e que estou saindo pra comer alguma coisa. Se vocês quiserem vir..
–Eu! — disse os irmãos se olhando. — Nos vamos. — disseram juntos novamente.
–Então ta... vamos. — disse Alexia estranhando a reação dos irmãos.
Os três saíram do quarto rumo a lanchonete.
Os irmãos foram em direção ao Impala, enquanto Alexia foi até seu carro.
–Onde você vai? — perguntou Dean
–Vou entrar no meu carro. — respondeu a caçadora sem intender direito.
–Seu carro? Esse é o seu carro? — perguntou Dean se aproximando do Charger.
–Isso. — respondeu abrindo a porta do carro.
–Um Charger 1868? É o seu carro?
–É. Esse — Alexia apontou pro seu carro. — é o M-E-U carro. Por que o espanto? Pensa que é só você que dirige um clássico?
–É que você não tem cara de gostar de coisa antiga. — comentou Dean olhando o carro.
–Eu não tenho cara, ou IDADE pra gostar de coisa antiga. Alias, não é antigo. É Clássico. Se você quiser ir no seu carra, tudo bem. É só você me seguir.
–Ram. Eu seguir você? Por que você não me segue?
–Porque com certeza vai iria me levar pro mesmo lugar que você comprou aqueles "pãos com gordura e colesterol" — Alexia disse fazendo aspas
–É gostoso ta!... — Dean disse sem jeito
–Gostoso vai ser você morrer com as artérias entupidas.
–Wow! Vamos parar como tópico de como uma pessoa deve se alimentar e ir logo? — Sam interrompeu. — To com fome.
–Ta. Vai na frente que eu te sigo. — Dean se deu por vencido — Mas se você me levar pra queles restaurantes cheio de frescura você vai ver.
–Rum, como se algum de nós pudemos pagar por isso. — disse a caçadora entrando em seu carro.
Os três saíram rumo a um lugar com uma comida descente pra comer na cidade. E após muitas voltas, eles chegaram.
–Porra! É tão difícil assim escolher um lugar pra comer? — disse Dean saindo do carro.
–Eu não como qualquer coisa Dean. Não sou suicida. — disse a caçadora entrando no restaurante. — Vai ficar ai com fome ou vai entrar?
Dean bufou e entrou no restaurante atras de Sam e Alexia.
Pediram algo para comer e beber e começaram a pensar no caso.
–A gente tem que achar esse demônio antes que aconteça outra morte. — começou Dean
–É... Mas como? — perguntou Sam
–Cass disse onde ele iria estar da outra vez. Deve saber onde ele vai estar dessa vez também. — sugeriu Dean.
–Quem é Cass? — perguntou a caçadora
–Bom... Ele é... — começou Sam sem saber como dizer a uma caçadora que eles eram amigos de um anjo.- Um amigo, que sabe de algumas coisas... ele faz algumas coisas. — terminou Sam
–Que coisas? Como assim? — continuou a caçadora sem intender nada.
–Ele é um anjo. — disse Dean acabando com o rodeio.
–Que? — a caçadora engasgou — Um anjo? vocês tão de brincadeira comigo né?! — terminou ela rindo sem jeito.
–Não estamos brincando. — disse Dean sério
–Ah fala serio. Um anjo? Serio? Tipo asas, aurelas voz bonitinha e aveludada?
–Eles não são igual o do quadrinho da "Turma da Monica". São "soldados do senhor" — disse Dean tentando imitar Castiel e fazendo Sam rir.
–Desculpa mas, mesmo pra mim... pra nós, é meio estranho acreditar nisso.
–Eu sei. — disse Dean — Eu também achava isso, até acontecer o que aconteceu comigo.
–E o que houve? — perguntou Alexia.
–Castiel me salvou. Literalmente.
–Da onde?
–Você é bem curiosa não acha? — falou Dean acabando com o questionário.
–Ta. Então se é assim... Vamos perguntar a esse tal anjo.
Ao terminarem de almoçar, os três caçadores voltaram para o Motel para chamarem Castiel e descobrirem onde o demônio estará.
*no motel*
–E ae? Como se chama um anjo? — perguntou Alexia.
–Como você acha? — perguntou Dean com cara de deboche.
–Eu sei lá. É você o amigo dele.
–Nós oramos. — respondeu Dean
Alexia arregalou os olhos sem entender direito.
–Orar? Fala serio? Ta de brincadeira?
–Eu também pensava isso até chegar uma hora de que eu precisei fazer.
Dean fechou os olhos e começou:
–Castiel, que saiu fugido do céu. Desce aqui que eu te dou um hambúrguer.
–Oi Dean. — disse Castiel ao aparecer em sua frente.
Alexia arregalou os olhos como se não tivesse acreditando no que estava vendo.
–Precisamos da sua ajuda novamente. — disse Dean
–Eu sei. Mas dessa vez eu não posso ajudar. Não agora.
–Por que Cass? — perguntou Dean.
–Por que ele sumiu. Eu tentei localiza-lo mas, sem sucesso. Fiquem tranquilos, tem anjos tentando encontra-lo. — Castiel olhou Alexia que ainda estava paralisada com os olhos arregalados. — Quem é você?
Alexia não disse nada. Ela estava muito espantada para dizer alguma coisa. Apenas deu um passo pra traz e olhou para Dean, que balançou a cabeça em sinal de positivo.
–Hmm... Meu nome é Ale.. Alexia.
Castiel a olhou sem acreditar no que tinha escutado.
–Alexia? Alexia Green? — perguntou Castiel.
–S-sim... Alexia Green. Sou eu. Você me conhece? — disse ela se aproximando do anjo.
–Eu já ouvi falar de você. Do que Adfur fez com sua família. Sei também de sua jornada para pega-lo.
–Se sabe isso tudo mesmo, sabe que é difícil pra mim tocar nesse assunto. — disse Alexia seria e um pouco magoada.
–Tudo bem. — disse Castiel. — Tudo o que você passou para se salvar.
–PARA! JÁ CHEGA! — gritou Alexia saindo do quarto e batendo na porta.
Sam saiu logo depois, atras dela para saber se ela estava bem.
Alexia estava apoiada no capo de seu carro chorando muito enquanto sentiu uma presença. Sam estava atras dela.
–Alexia? Você esta bem? — perguntou Sam se aproximando.
–Não. Vai embora. — disse ela curta e grosa
–Alex, desculpe pelo Cass. Ele não é muito sutil. continuou Sam se colocando ao lado dela.
–Você não sabe o quanto me doí falar, ou mesmo lembrar do que aquele desgraçado fez com minha família.
–Não sei mesmo... mas um demônio também destruiu minha família. Quando ele matou minha mãe, eu era um bebe ainda então não me lembro muito do que aconteceu, mas quanto ele matou meu pai, e eu descobri o por que dele ter feito aquilo, eu simplesmente não aquentei. Claro que eu não sei o que houve com você, mas quero que saiba, que eu senti o mesmo, ou algo parecido.
–Você pelo menos tem o seu irmão. — disse Alexia ainda corando. — E eu? Só tenho um carro e lembranças no porta malas.
–Não fique assim Alex. — disse Sam secando as lágrimas da caçadora — Você ainda terá sua vingança. Assim como eu tive.
Sam e Alexia trocaram olhares, até que Sam lhe deu um abraço, e aconchegando seu rosto no peitoral de Sam, ela disse:
–Eu vivo pra isso Sam.
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