Notas iniciais
Hey! Obrigada de novo pelos comentários, aqui e no Twitter. Fico suuuper feliz de saber que vocês estão gostando. Mas... quero mais Reviews hem! Capitulo novo, não ta muito grande, é só pra voces saberem como anda os "sentimentos" e conhecerem um pouco mais da Alexia. Divirtam-se!

*Alexia Green narrando*


Já tinha se passado cinco dias desde me encontrei com o demônio que acabou com a minha vida. Ele estava bem em minha frente. Porra! Como pude deixa-lo escapar, de novo. Já estou atras dele há uns 5 anos, e todas as vezes ele escapou. Não desisti de caça-lo e não vou desistir até pega-lo e faze-lo pagar por tudo o que ele fez comigo e minha família.

Família... como sinto saudades deles. Mesmo com todos os defeitos que cada um tinha, eu os amava. Daria tudo para ouvir minha mãe gritando comigo pra mim arrumar meu quarto, ou para ouvir meu pai dizer que meu namorado não era bom pra mim...

Até meu namorado o vagabundo me tirou. Ah Adfur... Não vejo a hora de te pegar seu filho da mãe de olhos vermelhos.


Depois do trágico encontro com o demônio, eu estou hospedada no Motel com os Winchesters, claro que estou em quarto separado, até por que não iria prestar dividir o mesmo quarto com Dean. Aff! Ele é uma mistura de tudo que odeio em um homem: chato, machista, arrogante... Ele se acha. E o pior é que ultimamente não tenho tirado ele da minha cabeça e eu não sei o por que. Ele é um chato, ele adora me irritar. Mas ele tem algo que me atraí, eu não sei o que é, mas ele tem. Ele é muito bonito, isso eu não posso negar, mas ele me tira do serio. Nesses cinco dias que estou aqui, não teve nenhum momento que não trocamos farpas ou até mesmo indiretas.

Mas em meio isso tudo, tem o Sam. Ele é tão doce, me tratou super bem desde quando cheguei aqui. Ele tem uma sensibilidade que nunca vi um caçador ter. Todos os caçadores que conheci eram chatos, arrogantes, desconfiados, bravos... Enfim, resultado do trabalho. Mas o Sam não é assim, ele é totalmente ao contrario. Nós conversamos demais, estamos sempre juntos, ele é super inteligente e gentil. Ele não combina com a profissão. Mas ele não sabe muita coisa de mim, quando chegamos no assunto "por que você virou caçadora" eu sempre desconverso, tento mudar de assunto. Não que eu não confie no Sam, ao contrario, eu confio até demais pro meu gosto, levando em conta o tempo que nos conhecemos, mas é difícil contar o que houve... Deus, é difícil até pensar.

Nesses dias também conheci um anjo... Pois é, um anjo. Quem diria que eles existem mesmo. Não que eu não acreditasse em anjos ou Deus, mas é que eu passei por tanta coisa em minha vida, é meio complicado acreditar.

O nome dele é... é... Porra, como é o nome dele mesmo? Ele não é um anjo como eu pensava, ele é frio, sem expressão, mas ele tem uma inocência que me lembra uma criança. Parece que ele sabe o que houve comigo e minha família, sabe tanto que disse que sentia muito. Rum! Sente muito... se sentisse mesmo deveriam ter feito alguma coisa pra impedir que acontecesse.

Castiel! O nome dele é Castiel, mas os irmãos chamam ele de Cass. Sinal de que eles o conhece muito bem que já são íntimos pra dar um apelido. Ele disse que tinha anjos atras do Demônio Adfur, e que quando eles acharem nos avisariam.


Acabei de acordar com o rádio tocando Aerosmith... Adoro essa música!


*musica http://www.youtube.com/watch?v=92SIK4O2UD0*


Levantei da cama, no embalo da música e fui tomar banho cantarolando a mesma. Por um momento tinha me esquecido que estava num quarto de motel e de minha vida corrida de caçadora.

Sai do banho e abri minha mala pra pegar uma roupa qualquer. Estava calor, então pequei uma camiseta regata e um shorts... Tomara que quando cruzar com os rapazes, eles não me olhem da quele jeito igual da última vez. Não sou do tipo de garota que se sente bem sendo secada por homens.

Assim que terminei de pentear meu cabelo, alguém bateu na porta, e eu fui atende-la.


– Bom dia Alex! — disse Sam todo sorridente.

– Dia! — respondi abrindo passagem para ele entrar no quarto. — Acordou faz tempo?

– Não... — disse ele entrando — Com o horário que fui dormir ontem estou até surpreso em estar de pé ás 7h00.


Eu e Sam ficamos conversando até tarde no estacionamento ao lado do meu carro. Ah como amo aquele carro. Ele é tudo que me sobrou. Rimos bastante e pude conhecer um pouco mais do Sam. Quem diria que ele queria ser advogado.


– Então não tomou café da manhã ainda? — perguntei

– Ainda não... Vim aqui pra ver se você queria ir tomar com a gente na lanchonete.

– Hmm... Na quela lanchonete que o Dean compra aquela coisa cheia de gordura? — fiz cara de nojo. — Nem pensar! Se comer aquilo de novo, vou vomitar.


– E ae? Vamos? — Dean surge na porta do quarto e se encostar no batente.


Nossa, como ele estava lindo! Camisa xadrez em tom de vermelho, calça jeans rasgada, potas e sua inseparável jaqueta de couro. Dean tinha um estilo de se vestir totalmente dele, e eu adoro. Para Alexia! Ele é um IDIOTA.


– Ela disse que não quer comer na lanchonete. — disse Sam olhando para o Irmão.

– E por que não? — perguntou Dean se dirigindo a mim.

– Por que se eu comer mais um Cheeseburguer acompanhado de tanta gordura eu vou morrer. — respondi fazendo cara de nojo.

– Ah é? Vai comer o que então? — disse Dean com aquela cara de deboche que tanto me irrita.

– Qualquer coisa... da padaria de preferencia.


Peguei a chave do meu carro e fui em direção a saída.


– Onde você vai? — perguntou Sam

– Eu vou comprar algumas coisas pra fazer um café da manhã de verdade. E vocês, ficam aqui, eu já volto. -


Sai do quarto até que Dean me chamou.


– Alexia! Se é assim, eu quero torta. — disse ele

– Ta me achando com cara de seu irmão?


Disse só pra sacanear Sam, que sempre que Dean pede, ele ia comprar a tal torta. Nunca vi uma pessoa tão viciada em torta que nem o Dean.


Sam me olhou com uma cara super engraçada, e eu não pude me conter e comecei a rir.


– Tudo bem. Eu compro a tal torta... melhor do que se matar de vagar com esses seus hambúrgueres.


Entrei no carro, e antes de dar a partida liguei o som a aumentei o som.



*Dean Winchester narrando*


Logo depois que Alexia saiu, fui em direção ao quarto. Já que não íamos sair pra comer, por causa da "enjoadinha", resolvi chamar o Cass que estava sumido a alguns dias. Ele ficou de nos dar noticias caso encontrassem Adfur, mas até agora nada.

Já estou cansado de ficar nesse motel. Ainda mais com a insuportável da Alexia. Aff! O garota chata. Nada do eu faço ela aprova, vive me questionando. Ela adora me tirar do serio. Eu não faço nada e ela vem com a ignorância. E agora deu pra ficar amiguinha do Sammy. Eles não se desgrudam mais, onde um vai o outro vai... Não sei não, mas acho que eles deram uns pega no carro dela. Que é um carro lindo, ela tem bom gosto, tenho que admitir. E a dona também não é de se jogar fora. Se ela não fosse tão chata, nervosinha e irritante, eu já teria tentado alguma coisa. Ela também é muito nova pra mim, quase 10 anos de diferença. Não deve saber nada. Eu gosto de mulheres com experiencia, que sabe o que ta fazendo, e não garotinhas arrogantes.


Assim que entrei no quarto, tratei logo de chamar o Cass. O filho da mãe não veio. Deve estar ocupado, ou fingiu que não ouviu com medo de responder perguntas, como sempre.


Logo depois Alexia entra no quarto cheia de sacolas.


– Pensei que tinha saído pra comprar o café e não assaltar a padaria.

– Cala a boca Dean. — disse ela colocando as sacolas em cima da mesa — Hoje vocês vão tomar café da manhã de verdade, não essa besteiras de beira de estrada.

– O que tem de errado com as besteiras de beira de estrada. — perguntei só pra irrita-la.

– Fala sério né Dean? Se ficar comendo essa merdas, não precisa nem fazer pacto na encruzilhada pra morrer cedo.

– Não vejo nada de mais. Homem que é homem não come — disse tirando as coisas de dentro de uma das sacolas — pão integral, fruta, bomba de chocolate — até que vi a torta.

– Não comem torta também? — ela disse com um sorriso vitorioso.

– Torta é caso a parte bonitinha.


Peguei a torta e sentei no sofá ao lado da cama. Pensava que ela iria "esquecer" de trazer a torta. Ela não vai com a minha cara, isso não é novidade, mas ela trouxe a torta. Trouxe por que eu pedi... Estranho.


– Cadê o Sam? — Alexia perguntou se sentando numa das cadeiras em volta da mesa

– Não sei. Deve ta por aí. Ele sempre faz isso, da a louca nele e ele sai. Deve ta pesquisando alguma coisa.

– Hmm... Você e ele são muito ligados né? — perguntou ela tentando puxar papo.

– É, somos sim. Desde criança. O Sam é tudo o que me sobrou da minha família, tudo bem que eu tenho o Cass e o Bobby, mas ele é meu sangue sabe? Faço tudo por ele.

– Pelo menos você tem alguém da sua família ao seu lado. — disse ela cabisbaixa.

– E a sua família? — perguntei sem muito interesse.

– O que tem?

– Uma garota não pode viver por aí sozinha caçando um demônio. — perguntei com um sorriso leve.

– Minha família morreu. Todos eles. Todos se foram por causa desse demônio. É por isso que a "garota" caça o demônio sozinha. Porque quero vingança. — concluiu com os olhos transmitindo raiva.


Não acredito. Ela caça sozinha? Não pode ser. Tem que ter alguém pra ajuda-la.


– E você descobriu como caçar sozinha?

– Não. Quando perdi meus familiares, conheci um caçador. Ele me ensinou tudo o que eu sei. — disse ela sorrindo olhando para baixo como se tivesse lembrando de algo.

– E quem foi seu professor? — perguntei me levantando do sofá

– O nome dele é Bobby.

– Espera! Bobby?

– É, Bobby.

– O Bobby, tipo, velho, barba, boné. Bobby Singer?

– É... Você o conhece? — disse ela se levantando da cadeira.

– Se eu o conheço? — dei uma risada — Eu o conheço desde os meus 4 ou 5 anos. Ele é como se fosse meu pai postiço.

– Serio? Ele é uma ótima pessoa. Me tirou de várias roubadas. — disse ela rindo.

– Oh! Se não fosse por ele eu e Sammy já teríamos ido dessa pra pior faz tempo.

– Pois é. Bom, já terminei. Eu vou dar uma saída, tenho umas coisas para resolver. — disse ela saindo do quarto — Mais tarde eu volto.


Fala sério. O Bobby conhece a Alexia? Inacreditável. Mais inacreditável é que eu e Alexia conversamos sem terminar em briga, ou nem ao menos haver troca de insultos no meio. Ela parece uma garota legal. Claro que não deixei de achar ela nervosinha, enjoadinha... enfim, ela parece legal.


Notas finais
Hmm, Dean e Alexia se entendendo... Eu posso ouvir um "amém"? kkk Mas isso levanta uma questão: Quem a caçadora vai dar uns amaços, Dean ou Sam? Não deixem de comentarem, a opinião de vocês me ajuda muito a construir a história.
Ah! Vou tentar postar o próximo capitulo amanhã.. Eu disse TENTAR.
Bjen!