Sangue inocente
8 Amizade colorida?
Notas iniciais
*Alexia Green narrando*
Mais um dia se passou e nada do amigo anjo dar noticias do demônio. Já não aquento mais ficar nesse hotel. Tenho que fazer alguma coisa. Essa espera ta me deixando louca. Não posso ficar aqui sem fazer nada, eu não consigo. Tenho que procura-lo por minha conta.
Ta sendo ótimo ficar aqui com os meninos, normalmente fico a maioria do tempo sozinha obcecada a procura do Adfur, mas com eles aqui, não me sinto sozinha ou vulnerável. Eles são bem legais, até mesmo o Dean. Hoje na hora do café, Sam deu uma escapada, não faço a minima ideia de onde ele foi, em quanto isso, eu e Dean tomamos café juntos e conversamos um bocado também. Ele não é tão chato como pensei. Claro que não deixou de ser um ogro e machista. Acho que ele me trata assim porque sou muito jovem. Mas desde quando idade interessa? Nunca fui de reparar nisso.
Já estava de noite e eu estava cansada de ficar enfurnada naquele hotel, então resolvi dar uma saída. Pequei meu celular e mandei uma mensagem para o Sam, que estava no quarto dele com o Dean.
"Sam, partiu para algum bar? To cansada de ficar aqui."
Não demorou muito e ele me respondeu: "Claro! Daqui meia hora eu passo aí"
Depois de ler o SMS, fui direto pro banheiro tomar um banho e me vestir pra sair. Graças a Deus iria fazer alguma coisa que não fosse ficar nessa merda de hotel, sem fazer nada a não ser esperar um anjo me dar noticias. Rum, de certo ele tinha esquecido de procura-lo e eu, boba, esperando ele.
Depois de tomar banho, foi até minha mala procurar uma roupa, jeans, blusa e sapato.
* roupa http://www.polyvore.com/roupa_da_alexia/set?id=56546621#stream_box *
Quando terminei de me vestir, alguém bate na porta e eu fui abrir. Sam.
–Oi Alex. — disse ele todo simpático e sorridente.
Uma das coisas que me fazem gostar mais do Sam, é esse jeito que ele tem, todo meigo e compreensivo. Se ele não fosse caçador e não vivesse viajando por sei lá onde, com certeza teria uma namorada, ou varias mulheres aos seus pés. Ele era um homem muito bonito e charmoso.
–Hey Sam. — disse dando passagem pra que ele entrasse.
Ele estava vestido como sempre, camisa branca, calça e jaqueta jeans e tênis.
–Já ta pronta? — disse ele me olhando dos pés a cabeça e parando em meus olhos.
–Já sim. Cade o Dean? — perguntei desviando nossos olhares.
–Ah, ele.... — parou para limpar a garganta. De certo tava achando uma desculpa. — Ta no quarto.
–E ele não quis vir?
–Hãn.. não. Ele preferiu ficar no quarto caso o Cass aparecer.
–Duvido que ele apareça. Acho que ele ta é nos enrolando.
–Ele é assim mesmo. — disse ele defendendo o amigo — Quando você menos esperar ele vai aparecer.
–Hum, assim espero.
–Vamos? — sugeriu ele indo em direção a porta.
–Claro!
E lá fomos nós para o estacionamento pegar meu carro. Sam estava estranho, agindo diferente. Não sei o que era, mas ele parecia tímido. Oh não, será que ele pensa que eu... nós... Não. Para Alexia. Ele é o Sam, com certeza não iria rolar. Tudo bem que ele é um gato. Alto, musculoso, cheiroso... Mas sei lá. Não daria certo. Eu acho.
Ao entrarmos no carro, tratei logo de ligar o som para nos animarmos mais e quebrar o silencio que nos rodava.
–Eu adoro essa música. — disse pra puxar papo.
–O Dean vive ouvindo ela. — disse ele olhando pra mim enquanto eu olhava para a rua.
–Meu pai adorava ela, vivia cantando, tocando ela no violão. — um sorriso surgiu em meu rosto — Minha mãe as vezes o ajudava a cantar. Eles faziam um par perfeito, até que... — parei de falar. O sorriso saiu de meu rosto.
–Até que...? — disse Sam me encorajando a terminar. Mas eu não consegui. — Até que Adfur apareceu? — chutou.
–É... e tirou toda a paz que tínhamos. — disse deixando transparecer raiva em minha voz.
–Há quanto tempo você o procura?
–Sei lá... uns 4 ou 5 anos. Sempre que eu chego perto, o desgraçado da um jeito de escapar.
–E o que ele fez? Com a sua família?
–Ele... — meus olhos encheram de lágrimas. — Apareceu uma noite, para fazer o seu trabalho, e... Bom — as lágrimas que estavam em meus olhos desceram sobre minhas bochechas. — Enfim...
–Se não quiser falar tudo bem. — disse ele compreensivo como sempre. — Eu entendo.
–É difícil até lembrar do que houve. — mais lágrimas desciam — Por causa dele, eu perdi tudo e todos. Estou sozinha, só com meu carro para me fazer companhia.
–Mas, você aprendeu tudo sozinha? Tipo, algum caçador te ajudou né? — perguntou ele. Talvez para me fazer pular a parte melancólica e me fazer sentir melhor.
–É. Eu tive ajuda sim. Um caçador me ajudou. E você o conhece, é o Bobby. Bobby Singer.
–O Bobby? — disse ele espantado e com um sorriso.
–Pois é. O Bobby.
Nós começamos a rir. Fazia muito tempo que não via o Bobby. Quando descobri que ele estava metido no assunto Apocalipse, me afastei dele. Por medo, claro. Bobby é uma ótima pessoa, mas era demais pra mim.
(...)
Depois de mais uns minutos, chegamos ao tal bar. The Machine Bar. Já tinha ouvido falar dele quando eu ainda não era caçadora. Música boa, bebida barata, gente bonita, alto astral. Tudo o que eu precisava para aquela noite. Eu estava decidida em me divertir. Nada de trabalho ou coisas macabras. Nada disso, somente uma noite normal, fazendo coisas normais, com gente normal.
A rua estava cheia de carros, com certeza de pessoas que estavam no bar, por isso tive que estacionar mais à frente. Depois de estacionar, descemos do carro e fomos em direção a entrada do bar, que estava um pouco cheia. Já vi que essa noite ia ser tumultuada. Por mim tudo bem, com tanto que ninguém se mate, ou uma criatura apareça.
Sam pegou em minha mão para podermos passar pela multidão sem nos perdemos. Sua mão era grande e macia. Me passava uma certa segurança. Olha eu aqui de novo achando que eu e ele... Deixa pra lá.
Finalmente conseguimos entrar no bar, mas como estava super cheio, tivemos que nos sentar no balcão.
–Isso aqui ta lotado. — disse Sam olhando em volta.
–Demais. Nunca pensei que estaria assim em plena quinta-feira.
–Pois é. Cidade pequena, é o único lugar legal pelo jeito. Mas já que estamos aqui — começou ele sorrindo — vamos nos divertir. Vai beber o que?
–Uma Ice. Pra começar. — olhei para ele divertida — No final da noite, a gente para na Tequila ou na Vodca.
–Uhuhu! — disse ele rindo — To vendo que hoje não saímos daqui tão cedo.
A garçonete se aproximou de nós. Seios farto envolvidos num decote profundo, saia que parecia mais um cinto e um sorriso faceiro estampado em seu rosto assim que Sam lhe dirigiu a palavra.
–O que vai querer amor? — disse ela dando mole para Sam.
–Uma Ice e uma cerveja. — disse ele sem jeito por causa das olhadas dela. Parecia que ela o comia com os olhos... ou dava.
–Aqui esta seu pedido bonitão. — disse a mulher colocando as bebidas em cima do balcão e abrindo um sorriso malicioso para Sam.
–Obrigado. — disse ele sem jeito.
Peguei a Ice e abri dando um pequeno cole depois.
–Parece que ela gostou de você, bonitão. — disse tentando imita-la o fazendo sorrir e baixar a cabeça.
–Ela deve falar aquilo pra todo mundo.
–Hum, sei. Não se faz de modesto Sammy. — insisti brincando.
(...)
Depois de algumas Ices e cervejas eu e Sam não parávamos de rir e faz piadas. Ele era estava bem espontâneo e brincalhão. Nem parecia o mesmo de quando estávamos no estacionamento. Riamos de absolutamente tudo, nada passava batido, como a moça do outro lado do bar, que não parava de tagarelar. Demos a ela o apelido de baleia falante.
–Que tal nós subimos o patamar alcoólico? — disse em meio a risos
–Patamar alcoólico? Existe essa palavra? — disse Sam fazendo mais uma piadinha.
–Não sei, o inteligente aqui é você. E se não existia, agora existe. — começamos a rir de novo. — E ae? Vamos?
–Claro. É pedir.
Fiz sinal para a garçonete, que veio saltitante ao perceber que Sam estava ao meu lado.
–Dois Godfhaters — disse a ela.
Logo a garçonete colocou dois copos de 300ml em cima do balcão, e despejou 1 dose de Jack Daniels, 1 de Jonnie Walker, 1 de Jim Beam e 1 de José Cuervo.
–Nossa. Agora você pegou pesado. — disse Sam olhando o copo.
–Vai amarelar Sammy? — o desafiei pegando meu copo.
–Não mesmo! — disse ele. E logo deu um cole enorme. — Agora eu te desafio. — concluiu ele colocando o copo vazio em cima do balcão.
Tomei um gole e logo me engasguei. Oh drinque forte! Coloquei o copo em cima do balcão faltando uns dois dedos de Tequila.
–Ok! Perdi essa.
–Haha! — Sam começou a rir. — Agora eu quero o meu premio. — disse ele se aproximando.
–Que premio? A gente não apostou nada. — o provoquei.
–Ah. Eu venço o desafio e não ganho nada em troca? — disse ele se aproximando mais.
Ai meu Deus. Uma de suas mãos se apoiou em minha cintura, e com a outra, colocou uma mexa de meu cabelo para traz, descaçando a mesma ali. Estava difícil resistir, eu não sabia o que fazer. Ele não estava falando sério, estava?
Ele beijou minha bochecha, nesse momento eu estremeci por dentro. O cheiro de seus cabelos e sua loção pós barba, entravam pela minhas narinas. Sua mão apertava minha cintura me fazendo perder o chão. Até que ele fez um caminho de beijos desde minha bochecha, passando pelo meu queixo e terminando com um selinho demorado. Nossa, seus lábios era tão macios, o gosto de tequila ainda estava neles.
Logo sua língua pediu passagem e sua mão, que estava tímida em minha cintura, foi para minhas costas me levando para mais perto dele. A única reação que tive foi envolver seu pescoço com minhas mãos. Eu não sabia o que estava fazendo, a tequila que tínhamos bebido estava fazendo efeito.
Nosso beijo passou a ser super urgente e cheio de desejo. As mãos grandes fazia um carinho em minha cintura me fazendo querê-lo mais e mais. Até que o ar foi requisitado em nossos pulmões, e então fomos obrigados a nos separar. Droga!
–Desculpe, foi mais forte do que eu. — disse ele nos afastando.
–Tudo bem. Eu... também quis.
–Mas nós somos amigos... — disse ele sem jeito.
–E daí? A tequila não sabe disso. — disse me aproximando.
–E se no final acontecer mais do que só beijos? — nossos olhares se cruzaram.
Poderia ter certeza que ele não estava mais aguentando se segurar. E eu também não. Viva a tequila!
–A gente põe a culpa na tequila. — disse fazendo um sorriso malicioso aparecer em meus lábios.
Logo toquei em seu braço, que descansava em cima no balcão, e subindo até seu ombro. Nossa, ele era forte. Com certeza, em baixo daquela camiseta branca, teria um abdômen musculoso. E eu estava totalmente tentada em tirar isso a limpo. Então, toquei sua barriga me aproximando de seu rosto, até que nossas bocas se tocaram de novo. O seu beijo despertava uma sensação incrível em mim, e seus braços envolvendo minha cintura me acendia.
O que era aquilo? Eu... eu não podia fazer aquilo. Não com o Sammy. Nós eramos amigos.
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