Notas iniciais
Olá meus amorecos! Estou tão feliz pela primeira recomendação da fic *__*
Capitulo novo, ta beeem Supernatural. E adivinhem qual personagem vai aparecer? É um cara muito querido por todos os hunters. Prontos? Lá vai.

– É assim que se fala garota! — disse Dean com um sorriso no rosto.

Alexia e Dean estavam indo rumo a casa de Constance armar uma armadilha para a criatura de olhos negros que a possuía. Essa armadilha deveria ser muito bem feita para que, quando os caçadores a pegarem, a criatura não os surpreendessem e, por algum momento, achasse um jeito de se soltar. Mas quem poderia fazer uma armadilha assim?

- Dean. — chamou Alexia ao chegarem na casa de Constance

- O que?

- Não podemos usar a chave de salomão dessa vez. Pelo que soube, o demônio que esta possuindo Constance não é do quarto escalão. Temos que fazer outro feitiço pra pega-lo. Não pode haver surpresas desta vez.

- Tem rasão... — concordou Dean — Mas não conheço um feitiço melhor que a Chave de Salomão. Mas conheço alguém que pode encontrar.

- Eu também...

(...)


- É melhor que vale a pena essa história, por que eu não estou afim de morrer, ou de perder meus anos de vida novamente. — disse Bobby entrando na sala de estar de Constance.

- Bobby! — cumprimentou Dean — Que bom que você veio. Precisamos da sua ajuda.

- Claro que precisam, sem mim vocês já teriam morrido... Alexia? — disse Bobby ao ver a caçadora atravessando a outra porta da sala de estar.

- Oi Bobby. — disse ele sem jeito e séria.

- Não sabia que você estaria aqui. — disse Bobby se aproximando.

- Pois é... nem eu. — disse Alexia deixando seus olhos encherem de lágrimas.

- Faz tempo que não nos víamos, hem garota. — disse Bobby emocionado, mas não deixando transparecer muito em sua voz. — Por que você não me deu noticias?

- Achei que seria estranho te ligar depois de tudo que te falei...

O silencio tomou a sala de estar. Ao ver Alexia, depois de muito tempo, Bobby ficou sem reação. Até por que, não foi muito amigável a despedida forçada dos dois.

Quando Alexia viu que Bobby estava na mesma sala que ela, sua vontade era de correr e abraça-lo foi muito forte. Ele era como um pai para a caçadora, tudo que ela sabe deve a ele, inclusive a sua vida. Se não fosse Bobby a salvar e leva-la para sua casa, talvez ela não estaria ali, naquela sala, olhando para ele.

Dean percebeu o clima pesado entre os dois, ele não sabia o porque mas, tudo levava a crer que eles não tinham uma relação muito boa.


- Ta, — disse Dean quebrando o silencio mortal daquela sala — não temos muito tempo. Constance deve chegar a qualquer momento.

- Então vamos começar logo com isso. — começou Bobby — Não podemos pegar um demônio na sala de estar de uma casa. Temos que achar outro lugar.

- Eu estava dando uma olhada, e tem um porão bem grande lá embaixo. — sugeriu Alexia.

- Ótimo, então vamos preparar a armadilha. — disse Dean saindo da sala em direção ao porão levando uma mochila repleta de armas e apetrechos para pegar o demônio.

- Onde esta o Sam? — perguntou Bobby a Dean antes que o caçador sumisse de vista.

- Não sei. Por mim, ele pode estar onde ele quiser. — disse Dean transparecendo raiva em sua voz.


Dean saiu da sala e Alexia e Bobby poderam ouvir ele batendo a porta que dava para as escadas do porão.


- Pelo jeito dessa vez a briga foi feia. — disse Bobby.

- Nem queira saber. Eu estava vendo rolar murros e pontapés entre os dois. — disse Alexia pegando uma caixa do chão.

- Toma. — disse Bobby entregando um papel a Alexia — É esse simbolo que tem que ser feito no chão com o azeite, que esta nessa caixa, e sal. Vai até o porão e ajude Dean a desenha-lo.

- OK. — assentiu a caçadora — E você vai aonde?

- Vou encontrar a ovelhinha perdida e traze-la de volta ao rebanho — disse Bobby indo em direção a porta da frente.

(...)


Alexia desceu as escadas, e encontrou Dean tirando sal e umas armas da mochila e as colocando em cima de uma mesinha.


- Cade o Bobby? — perguntou Dean.

- Foi dar uma de pastor — disse Alexia.

- Que? — disse Dean sem intender

- Foi buscar o Sam.

- Ótimo. — disse Dean com raiva.

- Eu não intendi o porque de vocês brigarem... — disse Alexia abrindo a caixa e tirando um frasco com azeite.

- Vou te falar, nem eu. A relação entre mim e Sam não anda aquelas coisas... não esta como era antes.

- Por que? — perguntou Alexia.

- Ele me escondeu muita coisa. E agora, desculpas não adiantam mais.

- Hum... sei — disse a caçadora percebendo que era complicado para Dean falar sobre isso. — Bom, temos que fazer isso rápido, não temos muito tempo.


Alexia destampou a garrafa de azeite e, olhando para o papel que Bobby deu a ela, foi fazendo um simbolo com o mesmo da garrafa e sal.

*Simbolo http://mandydudean.tumblr.com/post/32338916361/simbolo-da-fic-sangue-inocente*

(...)


Faca em mãos, simbolo feito no chão, pentagrama em todas as portas e sal nas janelas. Tudo pronto para pegar o demônio que possuía Constance. Era só esperar.


- Será que isso vai dar certo, Dean? — perguntou Alexia

- Ta com medo? — disse Dean a provocando.

- Tô. Algum problema?


Dean ficou surpreso ao ver que Alexia deu o braço a torcer, será que ela cansou de bancar a durona?


- Vai dar certo, Alex — disse Dean a tranquilizando. — Tem que dar.

- Ta tudo pronto? — disse Bobby ao descer as escadas.

- Sim senhor. — respondeu Dean.

- Achou o Sam? — perguntou Alexia preocupada.

- Sim, ta lá em cima. — respondeu Bobby.


Alexia levantou da cadeira onde estava sentada e subiu as escadas para ver se Sam estava bem. A briga que ele e o irmão tiveram foi bem feia. Enquanto isso, Bobby e Dean conversavam.


- Onde você encontrou a Alex? — perguntou Bobby

- Na verdade, foi ela que nos encontrou, em Milddlefield. Ela estava caçando a mesma coisa que nós, Adfur.

- É Adfur que estamos querendo pegar hoje?

- Não, é a filha dele. — explicou Dean — Ela esta possuindo uma das vitimas.

- Intendi. Temos que ficar a postos, ela pode chegar a qualquer momento.


Os caçadores subiram as escadas do porão, e encontraram Sam e Alexia conversando. Bobby explicou a todos o que deveria ser feito e o papel de cada um. Era agora ou nunca, nada poderia dar errado.

Dois caçadores ficaram em cada porta que dava para a rua. Sam e Bobby na da frente e, Dean e Alexia na de trás. Todos com dois frascos de água benta e correntes de ferro embebedadas na mesma.

Sam e Bobby ouviram o carro de Constance chegar e estacionar em frente a casa. Passos leves de salto de mulher foi aproximando da porta da frente e Bobby fez sinal para Dean e Alexia virem para frente dar cobertura.

Barulhos de chaves pode se ouvir, logo depois a maçaneta girou e a porta se abriu. Constance deu dois passos para a frente e viu Dean sair detrás da parede. A mulher foi atacar o caçador mas foi impedida por uma força e, ao olhar para cima, o demônio viu o pentagrama no teto.

- Isso não fez nem cócegas. — disse Constance com um sorriso vitorioso nos lábios.

- É, disso eu sei. — respondeu Dean.

Logo depois Bobby e Alexia apareceram e tacaram água benta, que estava em um balde, no corpo de Constance que caiu no chão. Sam e Dean vieram com a corrente de ferro passada na água benta e a prendeu, fazendo com que a criatura ficasse inofensiva. Os irmãos pegaram a demônio "desacordada" no colo e a levaram para o porão, amarrando-a na cadeira, que estava no centro do desenho feito no chão. Agora era só esperar o demônio acordar.


- Hum... — gemeu Constance ao acordar. — Mas que... — continuou o demônio vendo que estava amarrado na cadeira.

- Olha! — disse Dean encostado numa mesa — A bela adormecida acordou.

- Olha! — disse o demônio imitando Dean — A fera se achando...

- Não teve graça. Vamos logo com isso — disse Dean sem paciência. — Onde esta seu pai?

- HAHA — riu o demônio — Não pense que vai ser tão fácil assim, idiota.

- Já era de se imaginar. — disse Dean indo até a mesa e pegando "A faca". — Você pode falar por bem, ou pode falar por mal, de um jeito ou de outro você vai falar. Eu só não quero sujar minha jaqueta com seu sangue imundo.

- Ah, eu adoraria te sujar de sangue. — disse o demônio com ar de superioridade — Mas com o seu sangue, desgraçado.

- Não sou eu que estou preso, vadia. — disse Dean passando de leve a faca no pescoço de Constance deixando um pouco de sangue escorrer. — Onde esta Adfur.

- Esquece! Eu não vou falar. — disse Constance aos gritos.

- Então vamos ficar aqui até você não aquentar mais. — disse Dean continuando com a tortura.


Horas se passaram e, embora Constance estivesse encharcada de sangue, Dean não conseguiu fazer com que o demônio falasse.

Alexia, Bobby e Sam estavam no andar de cima ouvindo os gritos de Constance. A caçadora já estava sem paciência. O demônio tinha que falar, era a única forma de encontrar Adfur e acabar com toda essa história, mas se a criatura não falasse, ficaria impossível encontra-lo.


- Chega. Tô cansada de ficar aqui esperando.


Alexia saiu da sala onde estava com Sam e Bobby e desceu as escadas furiosa. Ao chegar no porão, encontrou Dean com a faca na mão e Constance toda ensanguentada e sem sinal de que ela iria falar alguma coisa.


- Sai Dean. — disse ela pegando a faca da mão do caçador — Agora é minha vez.

- Não Alex. Estou quase lá.

- Não esta na-ão — disse o demônio cantarolando.

- Pode deixar que agora é comigo, Dean. É agora que essa vadia vai abrir o bico. — disse Alexia olhando para o demonio.

- Mas Alex....

- SAI DEAN! — disse Alexia gritando e interrompendo Dean.


Dean não via outra saída e subiu as escadas em direção a sala de estar. Alexia estava mesmo com muita raiva e os gritos do demônio ficou mais alto, até que houve silencio.


- HAHA — riu cinicamente o demônio cuspindo sangue. — Quer saber de uma coisa? Você é durona garota. Diferente de sua priminha.

- O que? — perguntou Alexia olhando nos olhos negros do demônio.

- Ela nem se quer tentou se defender quando a peguei e a cortei com a faca. Foi fácil acabar com ela.

- Foi vo...

- É, foi eu que a matei. — disse o demônio rindo — E eu ainda posso ouvir os gritos dela... era tão altos e dolorosos.

- Cala a boa. — disse Alexia fechando os olhos

- Ah! Tem também o idiota do seu namorado... Como é o nome dele mesmo?

- Falei pra você calar a boca. — Alexia insistiu

- Jimmy! Esse é o nome do garoto... ou pelo menos era. Ele foi mais complicado, mas eu consegui arrancar a cabeça dele.

- CHEGA!!! — gritou Alexia. — Fala agora onde Adfur esta ou você vai voltar pro inferno.

- Já disse que não vou falar nada!


Alexia deixou a faca em cima da mesa e se posicionou na frente da cadeira onde Constance estava amarrada.


- Acho que se vai me matar, é melhor ficar com a faca na mão. — provocou o demônio.

- Te matar com a faca seria muito fácil e não ia ter muita graça. — começou Alexia — Regna terrae, cantate deo, psallite domino...

- A por favor! — disse o demônio — Vai me exorcizar? Na boa, esperava mais de você, garota.

- Por que? — parou Alexia

- Você não sabe? — perguntou Constance — Você não sabe né?!

- NÃO SEI O QUE?

- Você nunca se perguntou o porque de Adfur ter matado sua afamilia inteira, e ainda um anjo ter te salvado?


Alexia não disse nada, ficou lá parada, sem reação, só esperando o demônio falar.


- Você não é uma garota qualquer Alex, você nasceu por um único propósito. E o papel de meu pai, é impedir você.

- ME IMPEDIR DO QUE? FALA LOGO! DE UMA FORMA OU DE OUTRA VOCÊ NÃO VAI SAIR DAQUI. VOCÊ SÓ ESTA PROLONGANDO SUA DOR, DESGRAÇADA! — Alexia gritou descontroladamente.


Ao ouvir o tom alto de Alexia, os caçadores desceram rapidamente as escadas do porão.


- Você foi designada a matar meu pai e impedi-lo de dar mais poder a Lúcifer. — disse o demônio de uma vez — É você Alexia, sempre foi.

- O que? — disse Alexia — Não é verdade. Foi por isso que eu perdi toda minha família?

- Eu disse a verdade, cabe a você acreditar nela ou não.

- Já chega com isso. — disse Alexia — Você vai dizer onde Adfur esta ou não?

- NÃO! — respondeu Constance

- Ótimo! Tribuite virtutem deo. — continuou Alexia com o ritual — Exorcizamus te, omnis immundus spiritus. Omnis satanica potestas, Omnis infernalis adversarii. Omnis legio, Omnis congredatio et sacta diabolica. Ergo...


O demônio não parava de gritar e se contorcer na cadeira, e quando Alexia terminou o ritual, uma fumaça negra invadiu a sala e se queimou como fogo e a cabeça de Constance se abaixou. Depois de um tempo ela voltou a se erguer.


- COF, COF! — tossiu Constance após abrir os olhos com bastante dificuldade. — So-socorro.

- Calma. — disse Dean se aproximando da mulher — Não fale nada. Nós vamos te tirar daqui e te levar pro hospital.

- N-não! — insistiu Constance fraca — Ad, Adfur. Ele...

- O tem? — disse Dean a encorajando.

- Ele já tem... todo o sangue... que é preciso pro ritual.

- Quando vai ser? — perguntou Sam

- sexta-feira, no galpão. A meia-noite. — disse Constance


Depois de dizer o que queria, Constance fechou os olhos e se entregou a morte. Agora os caçadores sabem onde Adfur vai estar daqui dois dias, tempo suficiente pra armar uma armadinha para Adfur.

Enfim Alexia soube a verdade sobre sí mesma. Mas será que é só isso?

Notas finais
Fim do capitulo... E como vocês podem perceber, a fic também esta acabando :( Mas acalmem-se! Ainda vai acontecer umas coisinhas antes do fim, né Dean e Alex?
Até mais Hunters, vejo vocês nos reviews BJEN :*