Sangue inocente

17 Os diários de Catharina Mosthers


Notas iniciais
Olá Hunters!
Quem ae ta feliz por que amanhã começa a Season 8 de SPN?? Eu estou pirando aqui! Mas como vocês puderam ver no capitulo anterior, a fic esta acabando... aahh que tristeza!
Mas fiquem tranquilos hunters, por que muita coisa ainda vai acontecer até o final.
O BJEN DESSA VEZ VAI PARA:: A "Dani Mikaelson" Bem vinda Hunter! E para "ana carolina", que esta escrevendo uma fic INCRÍVEL!

*Alexia Green narrando*

Estou acabada... Tudo que ouvi de Constance hoje acabou comigo, o fato dela ter matado minha prima e meu namorado e ainda ter me dito como foi é demais para mim.

Não estou aquentando mais toda essa história, a cada momento fico mais fraca e abalada. Não sou mais a mesma pessoa de quando comecei a caçar Adfur. Eu era mais forte, decidida e não deixava nenhum caçador me ver demonstrar nenhuma emoção que poderia me deixar vulnerável. E agora, durante todo esse tempo que passei com os Winchester, já até perdi as contas de quantas vezes Sam me viu chorar, e das vezes que conversei com Dean sem nenhum tipo de "armadura" contra meus sentimentos.

Sentimentos... há quanto tempo não sentia nada além de raiva. Sabe aquele sentimento de querer proteger alguém custe o que custar? Pois então, eu sinto isso toda hora. Quando Sam sai depois de uma briga com Dean, quando Dean sai para beber no bar ou quando nós estamos numa missão.

O sentimento que tenho pelo Sam é como se ele fosse meu irmão, o irmão mais velho que nunca tive agora, Dean é diferente. Eu não sei como explicar, é um frio na barriga quando ele fala ou até mesmo olha para mim. Sinto meu coração palpitar quando ele chega mais próximo ou quando nossos olhares se cruzam.

Ele tem sido, de certa forma, o meu porto seguro. Se não fosse ele teria feito merda e, com toda a certeza, já teria sido morta. E eu? O que EU fiz para ajuda-lo? Ele tem passado por uma barra enorme com essas brigas com o Sam e ainda tendo que me salvar todas as vezes que corro perigo. E o que eu fiz em troca? Só critiquei, briguei e fui rude com ele. Não posso trata-lo assim, tenho que me redimir com ele. E com Bobby também.

Da última vez que vi Bobby nosso despedida não foi muito amistosa. Tivemos uma briga feia por que eu queria viajar até Colorado para investigar um caso que poderia me levar até Adfur, mas Bobby foi contra. Disse que eu ainda não estava preparada para caça-lo. Como sou teimosa, bati de frente com ele e disse que ele não era nada meu pra me dizer o que eu devia ou não fazer, e fui para o Colorado. Não preciso nem dizer que me sinto totalmente arrependida de ter dito e feito aquilo. Bobby era sim meu responsável, eu só tinha 21 anos e ainda faltava me aperfeiçoar para caçar Adfur.

Depois daquela briga eu não visitei, liguei e nem soube mais nada do Bobby. 2 anos se passaram, e aqui estou eu dividindo o mesmo teto que ele, com medo de dirigir uma palavra que seja. Isso se chama remorso. Quando entrei naquela sala e vi Bobby, ali bem diante de mim, senti uma vontade enorme de correr e abraça-lo com toda força que tenho e não souta-lo nunca mais. Sinto tanta falta do lado protetor dele, sinto falta até de seu lado ranzinza. Ah, como sinto falta.

(...)


*Narrativa na 3° pessoa*

Já era madrugada quando os caçadores terminaram a "missão" daquele dia. Todos desgastados com tudo o que aconteceu. Tirar alguma informação que seja de um demônio do patamar de Constance é muito complicado porém, com o ódio e a teimosia de Alexia, eles conseguiram descobrir onde Adfur estava.

O demônio já tinha todo o sangue inocente necessário para fazer o ritual E acelerar a batalha final do apocalipse. Porém, para a alegria dos nossos guerreiros, o ritual deveria ser feito numa sexta-feira 13 de lua cheia, o que aconteceria daqui 2 dias. 2 dias é o tempo suficiente para encontrar um jeito de deter Adfur. Não vai ser moleza, acreditem não vai ser mesmo, mas se tentar é o que resta, é isso que os caçadores terão de fazer.

Os caçadores ainda estavam na casa de Constance virando aquele lugar de cabeça para baixo, a procura de alguma coisa que poderia ajuda-los a deter Adfur mas, infelizmente, as coisas não estavam tão fáceis assim. Aliás, quando é que as coisas são fáceis para eles?


- Dean! — chamou Sam no andar de cima da casa.

- O que é? — gritou o caçador em resposta

- Vem aqui, achei várias caixas com uns papeis e umas fotos bem estranhas. Vem aqui ver — disse Sam empolgado


Dean subiu as escadas e foi até o quarto onde o irmão estava para ver o que tinham de tão interessante para Sam chama-lo depois de tantas brigas. E nisso, Alexia ficou no andar de baixo procurando alguma coisa, que nem ela sabia direito o que era, junto com Bobby.

Alexia abriu uma gaveta de uma estante velha de madeira escura que estava na sala de estar de Constance. Nela viu algumas fotos antigas de mulheres, todas com colares iguais ao de Catharina e da babá da freira citada no começo dessa história. Enquanto isso, Bobby dava uma olhada na estantes de livros no mesmo comudo.


- Hei, olhe o que eu achei — disse Bobby pegando um livro de capa vermelha escura nas mãos.

- O que? — disse Alexia dirigindo os olhos e toda sua atenção em Bobby

- É um livro de feitiços. — começou Bobby enquanto fazia sinal para que Alexia se aproximasse — Pelo que eu saiba, são feitiços feitos por bruxas que vieram da Europa na década de 20. — disse Bobby folheando as páginas do livro.


Bobby e Alexia ficaram um tempo folheando aquele livro cheio de escritos e símbolos estranhos, até então desconhecidos até para Bobby.


- Bobby — chamou Alexia com cautela

- O que?

- Me desculpa? — disse a caçadora

- Pelo que? — perguntou Bobby

- Pelas coisas que eu disse pra você na última vez que nos vimos. Eu não deveria ter dito nem a metade das coisas que disse... Você me salvou e me ensinou tudo sobre as coisas que muitos não sabem. Sem falar que me protegeu dos riscos que estava correndo, me deu abrigo e se preocupou comigo... Definitivamente, não poderia ter dito tudo o que disse á você. — terminou Alex com lágrimas escorrendo em seu rosto.


Bobby não teve nenhuma reação de inicio, somente olhou a caçadora com ternura e a envolveu em seus braços a abraçando carinhosamente. Alexia se desmanchou em choro e se espalhou nos baços de Bobby. Era aquilo que Alex precisava, de um abraço que viesse de uma pessoas que ela considerava um pai.


- Tudo bem filha. Um pai sempre recebe um filho novamente, mesmo depois de muito tempo longe. — disse Bobby depois de um tempo de silêncio absoluto — Isso tudo vai acabar, Alex. Vai ficar tudo bem.


Alexia se sentia muito melhor pois parte de seu sofrimento, era pelo fato de ter brigado com Bobby e ter se afastado dele por isso. Por mais que a caçadora se fizesse de forte e madura, no fundo ela era, somente, uma garota de 23 anos com seus medos e duvidas sobre o mundo em que vive.

Bobby e Alexia, após sua reconciliação, voltaram a atenção para o livro que acabaram de achar. Nele, contia vários rituais macabros envolvendo sangue para várias finalidades, porém Bobby não acreditava se alguns deles poderiam ser verdadeiros ou seguros pois, nos anos 20, as bruxas eram perseguidas e mortas de forma brutal por outras bruxas e seus livros, quando não eram queimados, eram roubados pela sua assassina para que os poderes daquele livro sejam transmitidos para a bruxa, que agora era a dona do livro. Para que, caso os livros sejam roubados, as bruxas inventavam rituais dizendo que era para uma coisa, por exemplo o aperfeiçoamento dos poderes, quando na verdade o ritual se resultaria em total destruição da bruxa inimiga.

Definitivamente, era super perigoso seguir algum ritual do livro de bruxas dos anos 20 por que, quem quer que seja que fizesse algum ritual traiçoeiro, acabaria morto.

(...)


Após um longo momento de procura e dando com os burros na água varias vezes, parecia que os caçadores encontraram algo que poderia servir.


- BOBBY, BOBBY! — Gritou Dean ao descer as escadas junto com Sam carregando uma enorme caixa.

- O que foi? — disse Bobby irritado

- Achamos algo que pode nos ajudar. — disse Sam

- O que?

- É uma caixa com varias fotos e vários diários da mãe de Constance, Catharina. — disse Sam abrindo a caixa.

- Achamos que deve ter alguma coisa que poça nos ajudar á pegar Adfur. — disse Dean tirando um diário de dentro da caixa.


A caixa era bem grande e tinha vários diários dentro, todos em ótimo estado e várias fotos de pessoas em branco e preto. Agora os caçadores teriam que ter bastante paciência para ler todos os diários de uma forma rápida e torcendo para que tenha alguma coisa que os ajudessem a pegar Adfur.


- Ta brincando que a gente vai ter que ler tudo isso? — disse Alexia olhando para a caixa no chão da sala.

- Não, não estou — disse Sam

- Você vai buscar a cerveja. — disse Alexia

- E a torta! — concluiu Dean pegando um dos diários e se jogando no sofá.

(...)


O dia já tinha amanhecido, e os caçadores ainda estavam lendo os diários de Catharina.

Vários trechos dos diários eram sobre rituais de oferendas á Adfur e um chamou a atenção de Dean.


"13 de Janeiro, 1986

Hoje é sexta-feira 13, noite de lua cheia, noite de oferecer mais uma criança a Adfur.

Odeio quando tenho que fazer isso. Por que um demônio quer crianças? Um serzinho tão inocente e indefeso que nem pecado tem. Realmente odeio essa tradição besta que minha família me deixou de herança. Bela Herança... ter que capturar criancinhas e entregar a um demônio sem escrúpulos entroca de que? Proteção?

Não aquento mais, isso tem que parar.[...]

Encontrei uma coisa no livro de uma ancestral da minha família. Acho que é o que preciso para acabar com o demônio parasita.

20 de janeiro, 1986

Passei uma semana na companhia de um demônio, e não pense você que foi possessão, ele me torturou durante uma semana. A semana mais longa da minha vida. Depois do que eu fiz naquela sexta-feira as coisas ficaram tensas. Minha mãe disse que eu teria que pagar pelo que eu fiz com Adfur e me entregou numa 'bandeja' pra ele. Mas eu não aguentava mais ouvir os gritos e suplicas de crianças sendo mortas por ele, eu tinha que fazer alguma coisa. Minha mãe também disse que o que eu fiz deixou Adfur mais fraco e poderia ter-lo matado se continuasse com o ritual. Era essa a minha intenção."


Após ler essas palavras, Dean ficou pensando em qual seria esse livro que poderia ter o ritual para enfraquecer Adfur. Se eles o encontrarem e conseguirem fazer o ritual para enfraquece-lo seria mais fácil de matar o inimigo.


- Bobby! — disse Dean — Olha o que eu encontrei.


Bobby foi até Dean, e leu o trecho citado acima em voz alta para que todos da sala ouvisse. Era o que eles precisavam saber.


- O que eu quero saber é — começou Dean — de que livro ela esta falando?

- Bobby, — disse Alexia — não seria aquele livro que nos encontramos?

- Que livro? — perguntou Sam

- Um livro com rituais e feitiços de bruxas dos anos 20. — disse Alexia olhando em cima da mesa, onde estava cheio de papeis e fotos — Aqui! Achei. — disse a mesma pegando livro de capa vermelha escura.


Dean foi até Alexia e pegou o livro das mãos da caçadora e começou a virar as paginas do mesmo.


- Ótimo! — disse ele — É disso que precisamos. Agora é só encontrar o tal ritual.

- Não é tão fácil assim, Dean — disse Bobby

- Por que? — perguntou Sam sem intender

- Por que, alguns desses rituais podem ser de destruição.

- Ótimo! É isso que queremos fazer com Adfur.

- Não é a destruição dele, Dean. — continuou o caçador mais velho — É a destruição de quem estará fazendo o ritual.


Dean olhou para Bobby arregalando seus olhos verdes. O que eles poderiam fazer para achar o verdadeiro ritual e enfraquecer Adfur? Quem poderia ajuda-los a descobrir isso? Eles não tinham muito tempo para ler e traduzir todas as 562 paginas daquele livro velho. Tinham que pedir ajuda a quem saberia dizer qual seria o verdadeiro.


- Temos que pedir ajuda — disse Alexia sentando no sofá

- Pra quem? — perguntou Dean sem nenhuma convicção de que achariam alguém para ajuda-los

- Ora, o amiguinho anjo de vocês. — disse ela — Vocês não disseram que ele faz coisas? Então... chama ele Dean.

- Por que Cass saberia de um ritual para enfraquecer Adfur e não nos contaria? — disse Dean.

- Talvez por que ele esqueceu. — disse Bobby.

- Ou por que não encontrava o livro. — disse Alexia.


Uma esperança brotou no coração de Dean. Se Castiel precisasse do livro para saber qual seria o ritual, agora não precisaria mais. Era só ele falar qual seria.


- Ok. — disse Dean — Vou chama-lo. Fechem os olhos.


Alexia olhou para Dean com cara de "hã?" e Dean a olhou como se a caçadora não o fizesse, ele iria obriga-la.

A caçadora dando-se por vencida, fechou os olhos e Dean começou sua oração.


- Quando eu estou em perigo, — começou Dean — eu chamo pelo meu anjo Castiel, o fugitivo do céu. Cass, rezamos para que esteja com sua anteninha ligada.


Depois de fazer a "oração", Dean e os outros caçadores abriram os olhos e deram de cara com o nada. Castiel não apareceu. O caçador de cabelos loiros começou a ficar nervoso com a demora do anjo.


- Cass! Qual é! Eu te dou um hambúrguer! — disse Dean olhando para o teto da sala.

- Hei Dean. — disse Castiel aparecendo na frente do caçador.

- Vou começar a falar que eu vou te oferecer hambúrguer toda vez que eu te chamar. — disse Dean tirando sarro e olhando para o anjo que estava muito perto dele. — Qual é Cass, não vai querer um beijinho de boas vindas.

- Desculpa — disse Castiel se distanciando de Dean — Oque vocês querem?

- Queremos saber se você conhece esse livro — disse Dean levantando o livro de capa vermelha até a altura de seu rosto.

- Por que eu deveria conhecer? — perguntou o anjo sem entender.

- Esse é um livro de uma bruxa dos anos 20. — começou Bobby — Tem vários rituais aqui, e um deles serve para enfraquecer Adfur. Como não temos tempo para traduzir tudo, pensamos que você poderia descobri-lo.


Castiel encarou o livro nas mãos de Dean e foi até o mesmo e o pegou nas mãos. O abriu e o folheou.


- Esse livro é perigoso. — disse Cass depois de folha-lo

- Nos sabemos disso. Mas é a nossa única saída. — disse Dean

- Eu não posso ajudar vocês. — disse o anjo devolvendo o livro para Dean

- Por que não? — perguntou o caçador recebendo o livro de volta.

Castiel ficou em silencio e pensativo.


- Fala oque é. — pressionou Sam

- Meus poderes. — disse Castiel

- O que tem eles? — perguntou Dean já esperando o pior.

- Estão sumindo. — disse o anjo encarando o chão — A cada dia que passa, estou mais fraco e com menos poder.

- Mas você não pode nem descobrir um misero ritual? — perguntou Bobby

- Não, pois com meus poderes sendo reduzidos o mesmo que pode acontecer com vocês ao fazer o ritual, pode acontecer comigo também.


Aos ouvir as palavras do anjo, os caçadores ficaram totalmente sem esperanças. Agora era impossível traduzir todo o livro para achar o ritual certo em menos de 48 horas. Teriam que pedir ajuda a outra pessoa, mas quem?


- Você tem um amigo que poderia descobrir? — perguntou Alexia.

- Nenhum seria tão idiota pra se meter nisso. — disse Dean.

- Mas os anjos não querem impedir Adfur? Algum anjo deve saber fazer isso, alguém tem que fazer isso. — disse Alexia deixando o desespero tomar conta de sí.

- Ela tem rasão... Tive uma ideia. Eu já volto. — disse Castiel antes de desparecer novamente.

- Ele sempre faz isso? — perguntou Alexia

- É como se fosse rotina. — respondeu Dean dando um sorriso debochante.


A quem Castiel foi pedir ajuda? A única saída que os caçadores tinham era esperar o anjo voltar e torcer para que ele voltasse com ajuda, ou uma solução.

Notas finais
Quem vocês acham que vai vir ajudar os caçadores? PISTA: É um anjo.
Deixem Reviews falando quem vocês acham que é.
Bjen até o próximo capitulo! :*