Notas iniciais
Boa leitura!

— Você é terrivelmente bonito, sabia disso?

— Já me disseram algo assim.

— Humpf... — Nora passou os dedos pelos braços gelados. Ela já estava na amurada há tempo suficiente para não querer mais ver neve pelo resto da vida. Mas, sem explicação, a imensidão escura e infinita do mar e do céu pareciam muito belos. E as estrelas eram ainda mais brilhantes. Ela não precisava se virar para saber que havia alguém ao seu lado, e quando ele parou sob a luz que a iluminava, lançando sua sombra, Eleonora também soube de quem se tratava. — Veio me mandar para a cama?

— Boas garotas devem dormir no horário, e Madame Veronica irá matá-la se a vir neste lugar. — Azra olhava para o escuro, assim como ela. Assim como todos os soldados da amurada. Esperando. — A essa hora. Cercada por esses homens.

— Esses homens são os guardas reais, estou mais que segura com eles.

Ao fundo, Azra ouviu os soldados concordando, um misto de tremedeira e autoconfiança abalada. Ele sabia que os homens precisavam ouvir aquilo para se sentirem mais corajosos, por isso não desafiou Eleonora novamente, deixando que a sua fosse a última palavra.

Ela não se movia. Assim como Savyna, era teimosa e arrogante. E esperta. Ele sabia disso pelo modo como o respondia e olhava para as coisas. Analisando, medindo, tentando descobrir a sua falha e a sua razão de existir. Savie nunca admitiria que tinha o cérebro de um cientista, antes ela preferiria ser chamada de bruxa. Mas ele tinha a impressão de que Eleonora gostava de ouvir elogios a seu intelecto. Crianças órfãos sempre gostavam de elogios, quanto mais paternais, melhores. Ele não deveria se importar tanto com a situação mental das selecionadas, já fora orientado a ignorá-las, mas não podia negligenciar seu próprio lado fraternal, sempre falando mais alto sobre ser o irmão mais velho das pessoas.

— Vamos para dentro. Vou esquentar chocolate quente para nós — ele prometeu, e enfim Nora ergueu seu nariz arrebitado e sorriu.

A sala dos soldados, uma guarita sobre a amurada, tinha tudo o que uma guarita poderia exigir: uma televisão para os entediados, casacos de neve extras, um rádio tocando músicas russas tradicionais, luvas e tampões de ouvido usados, latas de cerveja, latas de mingau, latas de chocolate em pó. Ele abriu a geladeira baixa em um canto e encontrou leite suficiente para fazer dois copos modestos de chocolate quente. Deveria pedir aos criados que trouxessem mais mantimentos para a geladeira da ala norte, anotou mentalmente. Como era a primeira noite na nova fortaleza, todos os guardas estavam escalados para as vigias, até que uma nova programação fosse redigida pelos generais responsáveis. Azra colocou as canecas dentro do microondas e ligou-o.

— Joanna disse-me que eu causava borboletas no seu estômago. — ele se sentou sobre a mesa, e Eleonora revirou os olhos. Ela não podia esconder as bochechas coradas, no entanto. — Eu faço o seu tipo, Nora?

— Eu já sei que você está apaixonado. — ela respondeu, simplesmente.

Azra não esperava que uma garota fosse admitir tão rapidamente, e com tanta convicção, que aquilo era verdade e que ela não estava interessada em tentar algo com ele. Não que se achasse irresistível, apenas nunca havia conhecido uma garota assim antes. Sem reação, ele saltou da mesa ao som do microondas. O chocolate estava pronto e ele colocou as duas canecas sobre a mesa, sentando-se na outra cadeira.

— Sentimentos podem mudar como a brisa. — era um provérbio cigano, um de que Azra nunca pensara em usar.

— Por isso não quero nenhum pouco de sentimento na minha vida. Prefiro as coisas pacatas e confiáveis. — era uma mentira, mas Azra não precisava saber.

Eles beberam silenciosamente o chocolate quente, até que não houvesse desculpas para que ele perpetuasse. No fundo da mente de Eleonora, ela continuava repetindo que Azra era apenas o seu amigo dentro daquele lugar, assim como Joanna, e que ela deveria ser uma boa menina e ajudá-lo em sua empreitada por Kateryna Petrov. Mas outra parte dela, mais audaciosa e independente, estava contrariada em abrir mão de algo que queria.

— Fiz amigos melhores do que os que tinha em Germanya — ela comentou — Não posso reclamar de como as coisas têm sido. Nunca engordei tanto em apenas alguns dias, e até mesmo a cor da minha pele mudou. Eu não sabia que tipo de coisas banhos diários podem proporcionar.

— Você está feliz por ter vindo para a Seleção?

— Claro. — foi fácil dizer, isso surpreendeu até mesmo ela — O objetivo disso tudo pode ser escolher uma esposa, mas eu gostaria mesmo que o príncipe continuasse indeciso, só para que eu pudesse viver nesse luxo pelas próximas semanas também.

Azra riu. Ela com certeza falava o que lhe vinha à mente.

— Quais seus planos para os próximos dias?

Ele ergueu as sobrancelhas, surpreso por aquela pergunta. Havia alguma coisa que deveria ter planejado? Ele fizera promessas de que não se lembrava? Seria impossível, Azra sempre se lembrava de suas promessas. Por não saber o que deveria responder, ele olhou para Eleonora com a mesma expressão que usava com Savyna quando não entendia o que sua irmã, em toda a sabedoria dela, estava dizendo.

— Eu deveria ter algum plano?

— Você sempre tem planos para o que fazer conosco quando estamos entediadas. Algo como “ei, não se preocupem, meu primo está ocupado com algumas coisas, mas eu posso ser o seu príncipe se for preciso. Só não se apaixonem por mim”.

— Essa não era a impressão que eu queria passar...

— É a impressão que a maioria das selecionadas têm. Se você parasse para ouvir elas conversarem, saberia o quão críticas estão as coisas — Eleonora contou, confidenciando aquilo como uma amiga íntima, gesticulando no ar e com as sobrancelhas salteando as palavras importantes — Eu diria que elas estão mais apaixonadas por você que pelo príncipe.

Heid sempre precisava de tempo para se acostumar às coisas, a Seleção fora um passo rápido e desnorteador em sua vida, e agora ele aprendia a lidar com isso. Azra não queria que as garotas pensassem em seu primo como um garoto ingênuo que não sabia o que fazer, ou que não se interessava por elas. O príncipe havia passado muitas noites em claro olhando para as fichas e avaliando as melhores combinações. Tudo o que faltava era o romance. E quanto a isso, dependia de Heid.

— Os próximos dias serão mais difíceis. É esperado que o exército domine o continente em três ou quatro semanas, enquanto estamos protegidos ao norte. Depois que todos os rebeldes forem caçados, o príncipe deverá anunciar seu noivado e fortalecer a monarquia antes de uma possível guerra com Afrika.

— Então eu tenho mais um mês de regalias?

— Você pode ser a rainha, não se esqueça.

Eleonora torceu o canto dos lábios, ela duvidava disso. Duvidava até mesmo que o príncipe soubesse seu nome. Eles nunca haviam conversado e, mesmo quando era sua vez de dançar com ela no baile, ele havia se retirado. Eleonora tinha as suas preferidas, é claro, assim como todo o Império. Os telejornais adoravam citar os nomes das concorrentes com mais chances de se tornarem a próxima imperatriz, e inclusive algumas loterias já haviam sido montadas para apostas. Ela acreditava em Mizandre, com certeza, e em Galaxia, que surpreendentemente havia cativado a todos em uma entrevista antes de chegar ao palácio. A maior parte dos nobres queria ver Kateryna como imperatriz. O leste apostava em Surya.

Mas não ela. Nem a própria Germanya queria vê-la como rainha. Eleonora não havia nascido para comandar ou para parecer bonita. Madame Veronica havia ensinado muitas coisas sobre ser da família real e sobre como se comportar, mas Nora não podia se ver presa naquele sistema tradicionalista e patriarcal, sempre tendo de esperar seu marido sair da mesa antes de ela própria poder sair ou tendo camas separadas e tendo de aceitá-lo quando quisesse vê-la.

— Talvez eu me torne um ministro — ela sugeriu — Posso fazer o que acredito ser certo, sem precisar me casar com ninguém.

— Antes é preciso ser eleita como ministro. — Azra a lembrou.

— Posso aprender a conseguir votos. As pessoas naturalmente gostam de mim.

— Assim como gostam de Galaxia?

— Ah, você pegou pesado. — ela fez uma cara de irritação, mas no fundo havia um sorriso em seus lábios.

Azra torcia para que seu primo realmente não a eliminasse tão cedo. Um mês era o suficiente para fazer amizades, ele imaginava. Sempre sentira-se mais a vontade ao conversar com mulheres, elas não tinham tanto medo de falar sobre coisas pessoais como os homens tinham. Era estranho, homens não ciganos sempre fingiam não possuir sentimentos. Era a coisa mais tola, em sua opinião.

Não conseguia torcer para que ele a escolhesse como esposa, no entanto, porque temia que isso fosse matar a garota audaciosa que se parecia com sua irmã. Poucas pessoas podiam ser tão fortes quanto Savyna para aguentarem a vida na corte e não perderem a sua essência. Mamãe uma vez lhe dissera que o exército fora o melhor para ele: seria possível que os nobres passassem a vê-lo como um usurpador do trono, se permanecesse perto de Heid. A história da família real era cheia de gananciosos, assassinatos e traições. Ter uma rainha cigana deveria ter acalmado esses pecados entre sangue, mas por outro lado, havia atiçado a insatisfação da nobreza. Eles pensava que ciganos seriam ainda mais traiçoeiros e pecadores.

E que Raffel seria capaz de matar o próprio sobrinho e desposar a própria irmã para assumir o trono. Isso quando seu pai tinha já quatro filhos e uma esposa. Azra não conseguia decidir se os nobres tinham muita imaginação ou apenas um coração muito mau.

— Vamos para dentro — ele se levantou.

Eleonora queria protestar, apenas para que ele não parecesse no comando da situação, mas realmente precisava voltar para a fortaleza antes que estivesse encrencada com a governanta. Diziam que Madame Veronica tinha olhos em todos os lugares, e que sabia conversar com as paredes. No dia seguinte, teriam uma aula sobre formas de evacuação da fortaleza, como se comportar em uma invasão ou em um ataque de bombas. Durante a semana, treinariam autodefesa. Estavam proibidas de deixar o Primeiro Andar (chamado Primeiro Anel, embora fosse o lugar mais alto). Quando a maré subiu na praia, ela invadiu o térreo até o primeiro degrau da escada, e as selecionadas olharam o mar do alto do salão, maravilhadas com aquilo. Tudo o que passava na mente de Eleonora era que a ilha estava lentamente sendo devorada pelo oceano.

E, de alguma forma, ela conseguiu encontrar Azra parado nas cercas do Quarto Anel, também olhando para baixo. Ele se inclinara sobre as grades como se quisesse tocar na água, e então olhou para cima e viu as quinze garotas também admirando o mar a distância. Ele não a viu, é claro, seria esperar muito que pudesse reconhecer seu rosto daquela distância, mas Eleonora achou acolhedor que ele ao menos tivesse se lembrado delas. Ao contrário do príncipe, que não havia aparecido por dias desde o incidente na cidade abandonada.

— Você consegue chegar ao Primeiro Anel? — ele perguntou, na escada. Era uma escada longa, em espiral, subindo ao lado das paredes daquela torre de anéis. O buraco no meio da torre deixava a luz da Lua entrar pela redoma de vidro do teto e tocar as ondas lá embaixo, agora mais altas, quase alcançando o Quarto Anel. Dormitório dos guardas. O mar era tão azul ao norte, como se o gelo se misturasse à espuma esverdeada.

— É só subir a escada, certo? — ela brincou, sem admitir que queria passar mais um tempo ao lado de Azra.

Eleonora enrolou um cacho de seu cabelo nos dedos e se perguntou se o problema era que ela não se parecia em nada com Kateryna. Seu pai era um descendente de afrikanos, e sua pele não se parecia com a de nenhum nobre do Império. Seu cabelo era volumosos e cheio de cachos, enquanto o das garotas bonitinhas era sedoso e louro. Até mesmo o seu rosto era estranho, olhos grandes demais, nariz arrebitado com os buraquinhos bem aparentes, e uma boca desproporcional para seu queixo fino. Ela não se consideraria atraente, se não soubesse que essas coisas não importavam para a maioria dos homens.

— Boa noite. — Azra desejou, prestes a voltar para a o Quarto Anel, mas o olhar de Nora não o deixou ir.

— Por que está dormindo no andar dos guardas?

— Eu sou do exército.

— Você é da família real.

Ele assentiu, mas pelo modo como mordia os lábios, dava para perceber que preferia os dormitórios lá embaixo. Talvez para que os outros guardas sentissem que tinham um aliado poderoso, ou que eram especiais por terem o primo do herdeiro o seu lado. Era algo que um rei faria, que deveria fazer. Eleonora achava errado um governante declarar guerra e não participar das linhas de frente. Também achava errado um príncipe ter uma seleção de garotas torcendo para se tornarem sua esposa e continuar trancado no quarto. Embora tentasse entender, Eleonora achava que aquilo estava além da sua capacidade. Era egoísmo demais. Para quem um dia deixaria de ter uma identidade para servir ao império, era egoísta demais.

— Você deveria ser o rei. — ela disse, sem perceber. Havia outras coisas que queria dizer, mas aquela soara mais apropriada. Uma traição menor. Eles estavam acostumados a cometerem traições um para o outro. Não um entre o outro. Eleonora estava confusa, por algum motivo trair junto de Azra era muito romântico e ela queria beijá-lo por isso.

— Deus me livre — ele sorriu. A vontade de o abraçar vindo mais para a superfície de sua pele, formigando.

Azra não a conseguia ver, a luz estava contra suas costas e o rosto fora coberto pelas sombras, podia apenas sentir os seus movimentos. O dedo se enrolando nos cachos, a respiração menos audaciosa, o balanço do equilíbrio entre uma perna e outra. Eram movimentos femininos que ele notava facilmente quando estava com sua família, com as outras enfermeiras do exército, e em Eleonora. Nenhuma mulher podia negar aquela natureza delicada de como viver com graça. Mas Nora tinha um pouco mais disso, ela dançava um pouco mais quando ia de um lado ao outro, e a cabeça se virava junto de suas expressões, ora inquisidora, ora curiosa, ora apenas esperando. Esperando o quê? Fazia silêncio como todos os outros silêncios eram, preenchidos dos sons de todas as coisas. O mar, lá embaixo, o vento, lá fora, guardas respirando, pessoas dormindo nos quartos. Estava frio, sua pele reconhecia isso, e ele se encolhia. Eleonora também se encolhia, claro. Decidiu que o mais apropriado era levá-la até o Primeiro Anel.

Ele esticou a mão, oferecendo-a a Nora, e ela a segurou. Por algum motivo, ele se sentia vitorioso. Se ela era mesmo parecida com Savyna, então não teria segurado a mão de qualquer um, apenas de quem julgasse merecer. Porque Savie recusava ser guiada por outra pessoa, e Eleonora também.

Eleonora sabia que era ridículo estar apaixonada por alguém que mal conhecia, ela também sabia que esses sentimentos em seu peito eram causados pela atração física que sentia por Azra, por ele ser muito sedutor, a seu modo, e ter uma boa personalidade. Ela também sabia que esses sentimentos se afastariam assim que ela o tivesse, assim que saciasse o desejo de beijá-lo e de segurá-lo. Era sempre assim que acontecia, era a forma mais fácil de manter o coração intacto.

Então antes que pudesse reaparecer na luminosidade do Primeiro Andar, Eleonora voltou-se para ele e aproximou-se mais, colocando as costas de Azra contra a parede. Em sua mente, as coisas eram sempre justificadas. É só uma vez. Se ele quiser, ele pode fugir. Eu não estou obrigando nada. Ele é mais forte do que eu, não estou abusando ninguém.

Mas quanto mais perto conseguia chegar, só passava a ouvir aquela urgência nos ouvidos. Fome. Uma fome que não começava no estômago.

A mão de Eleonora subiu no ar entre eles até seu rosto, a bochecha fria de Azra foi envolvida por ela e ele se retraiu ao toque, não afastando-se dele, mas se aninhando ao calor bem vindo. Ele sabia o que estava acontecendo, não era a primeira vez que esses movimentos apareciam e ele precisava responder. As respostas variavam entre se afastar gentilmente e fingir que nada havia acontecido, ou se abaixar e alcançar o rosto da garota. Ele colocaria a sua boca na dela e então seus corações correriam juntos. Ou, ela ficaria decepcionada e eles nunca mais se falariam.

Nora também conhecia aquela conversa.

Então porque quando seus lábios se encontraram naquele espaço minúsculo entre eles, não foi como se um quisesse a boca um do outro, mas como se quisessem ao outro? Não havia sentido em beijá-lo, beijar era apenas um movimento, apenas encostar uma área sensível do corpo e provocar o coração. Beijar não tinha sentido algum. O que fazia sentido era sentir a respiração de Azra em sua têmpora e o hálito quente quando se separavam na ponta de seu nariz. Era a mão dele em suas costelas e a suas próprias perdidas em seus ombros. Isso importava muito mais do que aquele beijo.

Alguma coisa queria sair de dentro de Eleonora, pelas cordas vocais, mas ela não sabia o que era, ou como deixá-la ir. Por isso, ronronou e se aproximou novamente dele, descobrindo mais uma vez a ótima sensação não de um beijo, mas de manter contato com Azra. Era a primeira vez que se sentia assim. Queria continuar nele até morrer.

Azra estava assustado, porque ele sabia o que aqueles sentimentos significavam, e o que os poros da sua pele enviavam para a pele de Eleonora. Já podia sentir as correntes magnéticas puxando-a em sua direção. Nada em sua mente dizia que era melhor soltá-la, ou que alguém poderia vê-los, ou que não se tratava daquilo que ele pensava. Sua mente estava vazia, na verdade.

Vozes no corredor próximo indicaram a vinda de dois oficiais do exército, ambos falando sobre as novas táticas de defesa que implantariam em Severenaya. Os termos técnicos acordaram o soldado na espinha de Azra, ele se retesou e soltou Eleonora antes que as duas sombras os vissem parados na parede. Ele cumprimentou os homens. Houve uma pausa entre mesuras militares e então ambos o chamaram para a discussão, queriam a sua opinião como parte do exército mais próxima da família real. O dever era forte demais para que Azra não o ouvisse, e graças a Deus ele tivera essa desculpa para despedir-se de Nora sem que precisasse ir contra os seus instintos.

Esperava que ela não o achasse um idiota por estar tão assustado. E, principalmente, esperava que ela não ignorasse aquilo que tinham sentido. Ele com certeza não se esqueceria.

Notas finais
Vou abrir vaga para 3 fichas de nobres: https://forms.gle/phGf9Vowa9XjJkjG7 Podem ser homens ou mulheres, apenas adultos. Beijos!