Sangue Quente

3 Tragic Mark


Notas iniciais
Olá, lindos e cremosos leitores! Hoje, dia 18/04, é o meu aniversário e quem ganha o presente são vocês! ÊÊÊ o/.Queria agradecer bastante todos os reviews, estou muito feliz com o carinho :3.É só comigo que o Nyah tá de sacanagem? Está estragando totalmente a formatação do meu texto, colocando espaços enormes entre os parágrafos, que ódio!.Enjoy!

Capítulo 03 – Tragic Mark

(Marca Trágica)

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Quando Happy adentrou o grande salão da Fairy Tail, sentiu-se bem melhor. Uma cena familiar tomava forma bem diante de seus olhos: cadeiras e barris de bebida voavam pelos ares livremente em uma briga.

Natsu xingava Gray, que, por sua vez, devolvia as ofensas. Escutou Elfman dizer que bagunças assim eram coisas de homem e logo o albino partia para cima dos magos de gelo e de fogo. Não demorou muito para cada um dos membros presentes na guilda arrumarem uma desculpa para participar do quebra-quebra.

Mais afastado de tudo, no cantinho do balcão do bar, Mirajane e Makarov – os únicos que se mantiveram fora da confusão casual – conversavam. O gato azul se apressou até eles.

Com o canto do olho, Happy pôde ver quando Natsu calculou mal a trajetória de um soco flamejante e atingiu o barril de sakê de Cana. A beberrona fez um muxoxo ao notar seu “copo” estilhaçar-se em fiapos de madeira. Gray também havia errado seu alvo de maneira catastrófica, acertando um pedaço da madeira que voava, mandando-a diretamente no pote de sorvete de Erza.

Era o fim; Erza terminaria de vez com aquela briga, levando a nocaute todos os fanfarrões que contribuíram para destruir seu pote de sorvete. A Titânia era mesmo uma mulher assustadora.

– Nee, Mestr- o exceed nunca teve a oportunidade de terminar seu chamado: viu a Scarlet arremessar em sua direção um vulto rosado. Happy sentiu Natsu colidir contra seu pequeno corpo como um trem de carga, e ambos foram parar na parede mais próxima.

Mirajane soltou um riso discreto, provavelmente pensando no quanto todos ali eram... Animados. Então ela olhou da porta para o Mestre e perguntou:

– Quem é aquela menina ali?

Uns bons pares de olhos se voltaram para a figura feminina parada na porta com uma expressão indiscutivelmente alarmada. Era Lucy, com seus orbes castanhos quase pulando para fora de seu rosto delicado. Natsu piscou e se livrou da confusão de pernas e braços que se tornou Happy após sua colisão, e coçou a nuca, fitando a garota de cabelos dourados.

– Ah, é só uma garota que estava me seguindo. Eu já não te dispensei, Luigi?

Lucy sentiu suas bochechas esquentarem com o olhar surpreso que todos ali direcionaram a ela.

– Não faça parecer que eu estava romanticamente interessada em você e que você me deu um fora! E é Lucy, já disse.

Happy não fez questão de interferir na discussão leve que se iniciara entre seu parceiro e a loira. Estava ficando acostumado com isso, o que não o impedia, é claro, de se preocupar com as futuras ações de Natsu. Como pensado previamente, o rosado se tornava uma incógnita toda vez que se encontrava na frente dela.

Roendo as unhas – algo atípico dele -, o exceed percebeu que de repente a guilda ficou muito quieta e parada. Os fanfarrões de antes não faziam outra coisa a não ser assistir ao pequeno show particular que os dois adolescentes estavam proporcionando.

– Já chega de discussões por hoje, pirralho, você já atingiu sua cota – Makarov havia aumentado seu braço direito e agarrado o Dragneel pelo colarinho, levantando-o do chão. Natsu estava prestes a protestar, só que a repentina movimentação o deixou enjoado. O Mestre virou o rosto e se dirigiu à loira – Quem é você, minha jovem?

Lucy ficou em silêncio por alguns segundos, apreciando a visão de um Natsu com o estômago embrulhado, até que riu. O Dragon Slayer fechou as mãos em punhos, irritado, mas não teve forças para reclamar com ela.

– Sou Lucy Heartfilia, uma maga celestial.

O velho baixinho sorriu abertamente.

– Lucy, podemos conversar em particular?

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A sala era grande, muito espaçosa, assim como todos os ambientes da guilda. A iluminação provinha unicamente dos raios de sol que passavam livremente pelas janelas largas, mas era o bastante para deixar o ambiente agradável. Uma brisa fresca soprou contra o rosto de Lucy assim que Mirajane fechou a porta atrás dela.

Makarov andou pelo centro do cômodo e se sentou em uma poltrona de aparência confortável atrás de uma mesa de mogno polida, fazendo um sinal com as mãos para a Heartfilia se acomodar a sua frente. Ela preferiu não se sentar, permanecendo em pé. Estava nervosa. O que o Mestre da Fairy Tail, um dos dez magos santos, queria – em particular — com ela?

– Então, Lucy... Você estava realmente seguindo o Natsu?

A garota em questão mordeu os lábios. Ela devia saber que era sobre isso. Lógico, nenhum mestre de guilda que se preze iria gostar de ter uma pessoa estranha seguindo um de seus magos e logo depois invadindo sua guilda – porque fora exatamente isso que Lucy fizera, sem tirar, nem por.

Esse era o momento em que ela implorava por perdão.

– Sim, me perdoe, Makarov-dono – ela estava curvada para frente, inclinando a cabeça para baixo conforme entoava suas desculpas, sem parar. – Por favor, me desculpe. É que aquele Natsu me assustou pra caramba na rua com aquele papo de “eu sou um cão do conselho, então ordeno que queime” e, imagine só, ele me deixou sozinha para cuidar de um ladrãozinho todo ferido.

– Oh, não precisa se desculpar...

Mas Lucy não deu ouvidos.

– Demorei a entender que nunca conseguiria carregar o peso daquele homem nas costas até o hospital mais próximo, então confesso que surtei um pouco, mas aí lembrei que sou uma maga estelar e chamei um de meus espíritos para fazer isso por mim.

– É comum surtar nessas horas, você ainda é jovem... Mas não precisa se desculpar...

A loura riu nervosamente, dando continuidade ao seu relato afobado:

– Vi que estava atrasada para minha entrevista na Sabertooth então corri como o diabo pelo centro e encontrei com ninguém mais, ninguém menos, que Natsu! Segui-o por... o que, cinco minutos? Juro que não foi nada demais, sinto muito! Mas ele me percebeu e tentou me queimar, só que eu não queimei e ele entrou nessa guilda e quando eu vi que “caramba, é a Fairy Tail!”, tive que entrar! Minhas sinceras desculp- A Heartfilia interrompeu seu conto ao sentir um toque estranho em seu traseiro.

Makarov estava impressionado com o fôlego que a tal garota tinha. Em menos de um minuto, ela havia explicado a situação e pedido desculpa três vezes! Ele tinha tentado dizer a ela que era desnecessário se desculpar, não estava bravo com essa sequência de acontecimentos. Muito pelo contrário, estava até exultante; finalmente Lucy Heartfilia estava ali, o que significava que as coisas estavam no caminho certo.

Embora impressionado, estava incomodado com os pedidos de desculpa seguidos e, já que ela não parecia ouvi-lo, foi obrigado a tomar medidas drásticas: usou sua magia de titã para aumentar seu braço e o lançou envolta da mesa, apalpando o traseiro durinho e empinado da garota. Não o fez com segundas intenções, o que não queria dizer que ele não tivesse gostado de fazer isso.

E em pouquíssimos segundos Lucy se deu conta de que Makarov Dreyar era um velho pervertido, e que Natsu, talvez, se inspirasse nele. Afinal, era mais do que comum um mestre de guilda influenciar seus magos. Tal compreensão a fez perdoar – pelo menos um pouco – o modo de agir do rosado; não era totalmente a culpa dele.

Satisfeito com a pausa silenciosa de Lucy, o velho disse:

– Se entendi bem, no meio desse seu relato afobado, você disse que tinha uma entrevista marcada com a Sabertooth. Do que se tratava?

A loira piscou, levemente indignada. De tudo o que ela tinha dito – desde Natsu deixa-la sozinha para cuidar de um ladrão, até Natsu tentar queimá-la -, o velho se atentara a este pequeno detalhe da Sabertooth?

– Eu queria tentar uma vaga na Saber, sou uma maga sem afiliação.

– E por que na Sabertooth? – A pergunta feita era simples, nada de mais, porém o tom de voz empregado nas palavras de Makarov era, indiscutivelmente, ríspido. Aí estava a famosa e acirrada rivalidade entre as duas guildas mais fortes de Fiore.

Lucy teve muito cuidado na hora de responder.

– P-Porque... eles abriram uma vaga.

– Nós também! – O Dreyar bateu o punho com força na mesa e todo o ar pareceu sair do pulmão da Heartfilia. Quando o clima tinha ficado tão tenso assim? – Não é verdade, Mira?

Lucy tinha temporariamente esquecido da presença da albina na sala, tanto que até se assustou um pouco quando ela se pronunciou:

– Nós também?! — Mirajane hesitou por um breve momento, depois sorriu docemente. – Oh, claro, nós também.

Aquilo, óbvio, devia ser uma mentira. Se a Fairy Tail estivesse aceitando novos membros, um grande anúncio teria sido feito por toda Magnólia e com toda a certeza Lucy estaria ciente. Ela havia esperado durante meses para que alguma guilda bem conceituada abrisse vagas.

Mas se Makarov estava dizendo...

– Então, o que acha de entrar pra Fairy Tail?

– Está brincando, não é? – Perguntou, tentando conter certa expectativa.

– Não estou. Se aceitar, no entanto, tenho um pedido a te fazer.

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– Relaxe, Lucy, é só escolher uma cor – Mirajane sorriu de forma encorajadora enquanto preparava o carimbo mágico.

A loira respirou fundo. “Não é só escolher uma cor, Mira-san, é escolher a cor”.

Quando Makarov lhe fez o convite de entrar para a Fairy Tail, a Heartfilia não hesitou sequer um instante em aceitar. Era sua guilda favorita desde criança, afinal. E ela sempre achou que ao entrar para a Fairy Tail, todos os seus problemas, dores de cabeça e decisões difíceis seriam deixados para trás.

Mas quem diria?! Tinha se enganado feio. Estava na sua frente agora uma das decisões mais complicadas da sua vida inteira: de que cor deveria ser o símbolo mágico da Fairy Tail que seria carimbado nas costas de sua mão? Lilás, amarelo, azul, verde?

“Vermelho,” pensou de repente, “gosto muito de vermelho”. Era uma cor muito bonita e intensa. Lucy achou que não se importaria de ter a marca eternamente pintada em sua pele naquele tom ardente.

– Estou pronta, Mira-san – notificou, decidida.

A maga Take Over balançou a cabeça e a instruiu a mentalizar a cor que queria; era assim que o carimbo mágico funcionava.

“Sim, vermelho. Eu quero vermelho”. A loura mentalizou o exato tom que queria: um gradiente vivo, como chamas dançantes. “Oh-oh, droga”. Chamas dançantes definitivamente lembravam Natsu e Lucy percebeu que o símbolo do Dragon Slayer era de um tom de vermelho também. “Não quero que aquele bastardo ache que meu símbolo é vermelho porque pensei nele na hora.” Sim, Natsu era bem capaz de achar isso mesmo. Apesar de não conhece-lo há muito tempo, ela tinha motivos para afirmar que o ego dele era grande a esse ponto. “Não, não, vou ter que trocar de cor. Mas que cor?”.

Lucy estava ficando sem tempo. Quase em câmera lenta ela viu Mirajane preparar o carimbo e desce-lo na direção das costas de sua mão; nada podia pará-la agora. Gritar era inútil. O pensamento de arrancar sua mão dali nunca passou por sua cabeça. Fechou os olhos. Não conseguiu mentalizar nenhuma outra cor, tudo o que fez foi pensar: “Vermelho não, vermelho não, vermelho não. Tudo, menos vermelho! Maldito Natsu! Vermelho não. Só não pode vermelho! Mago rosado ridículo!”

Poft. A Heartfilia sentiu a suave pressão do carimbo contra sua mão, aquecendo-a. Era isso. O símbolo da Fairy Tail já estava tatuado em sua pele. A cor? Ela não sabia, mas torcia para que seu apelo tivesse sido acatado. Com medo de abrir os olhos e encarar a realidade, esperou, quieta, por alguns segundos.

Como as cenas de um filme de terror, a risada que Mirajane soltou pareceu se repetir várias e várias vezes em sua mente.

– Oh, mas isso é interessante – a albina comentou, risonha. Lucy, deixando a curiosidade vencer o medo, abriu os olhos e quase se engasgou com o que viu. – Quem iria imaginar que a cor seria...

Rosa.

Rosa como os cabelos espetados de Natsu.

A sua maldita tatuagem era rosa!

A maga estelar sentiu sua bochechas arderem com força por conta do rubor. Se estava preocupada que Natsu iria implicar com ela por escolher a cor vermelho, ela não podia nem imaginar o que ele faria quando visse a cor rosa.

E o pior de tudo: ela realmente estava pensando nele quando o carimbo fizera sua “mágica”. Tudo bem que ela o estava amaldiçoando, só que isso não mudava o fato de que estava pensando nele.

– Mira-san – implorou, chorosa. – Muda essa cor! Foi um acidente, juro, eu queria azul. Azul!

A albina riu suavemente — como sempre parecia fazer – e abanou as mãos. Lucy teria achado o gesto adorável se não estivesse a ponto de surtar.

– Impossível, Lucy. Além do mais, se fosse azul, Natsu ficaria com ciúmes. Azul é a cor do Gray.

Como estava rindo – de novo -, Mirajane não viu o rubor na face da loira aumentar, muito menos reparou que os olhos da garota se arregalavam gradativamente.

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Suspirou pelo que seria a nona ou décima vez em cinco minutos, não tinha certeza; não estava contando. O vapor da água quente tomava conta do banheiro e Lucy sabia estar na hora de sair da banheira, estava ali há um bom tempo, observando a costas de sua mão direita.

Suspirou novamente.

Querendo ou não, toda vez que olhasse para as mãos, se lembraria do Dragon Slayer de fogo. Era nessas horas de compreensão terrível que ela desejava nunca ter levantado da cama nesse dia. Levara um tipo de um fora do bonitinho da rua, quase fora assaltada, cuidou de um ladrão com queimaduras de segundo grau, quase fora queimada e, agora, tinha um símbolo que a recordava do ser que causou toda essa bagunça em menos de três horas.

Outro suspiro.

Levantou-se da banheira, observando a água escorrer de seu corpo esbelto e curvilíneo. Enrolou-se na toalha e saiu do banheiro, como sempre fazia. Deu alguns passos até a escrivaninha de madeira e parou, seu corpo tremendo de frio. Ao lançar um olhar ligeiro para a janela, encontrou-a aberta. Lucy nunca deixava a janela aberta depois das seis da tarde.

Um barulho abafado soou em um canto do quarto, perto da gaveta onde ela guardava suas roupas íntimas. Quando direcionou seus olhos para lá, a surpresa que teve foi tão grande que o ar deixou seus pulmões de maneira absurda.

– Nee, Lucy, belas calcinhas – aquela voz rouca mergulhada em pura sedução comentou.

Uma sequência de arrepios tomou conta de seu corpo.

E não era de frio.

Notas finais
E esse Makarov que já esperava pela Lucy aparecer, ein?! Velho vidente? Velho macumbeiro? Não percam os próximos capítulos! AUEHUA.Mesmo esqueminha: mandem reviews!.Recomendações lindonas?.Um agradecimento especial a glamourosa And Allegra de Astaralotte, que se interessou pela fic e pediu permissão para resenhá-la! .Beijos, gactos. Até semana que vem se tudo der certo.