Sangue Quente

7 The Blue Cat Makes His Move


Notas iniciais
Olá, lindos e lindas do meu coração! Como estão? *desvia de um ferro de passar roupa* ok, ok, me desculpem pela demora g_g É que é fim de semestre na faculdade e todo o meu tempo livre foi para os estudos... Enfim, para compensar, esse capítulo ficou um pouco maior :DD.Não sei quando poderei postar novamente, só que queria deixar claro que não vou abandonar a fic! E a boa notícia, talvez, é que vou entrar de férias dia 19, ou seja, muito mais tempo pra escrever!.Boa leitura

Capítulo VII – The Blue Cat Makes His Move

(O Gato Azul Faz Seu Movimento)

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Aquela não havia sido uma semana muito boa, Happy finalmente concluiu enquanto acompanhava Lucy pelas ruas centrais de Magnólia, as quais se encontravam apinhadas de gente. Depois que ela, ele e Natsu voltaram da bem sucedida missão em Clover Town, o rosado e a loura não trocaram sequer uma palavra.

Quando o gato conversou com o parceiro sobre isso, Natsu apenas respondeu que fora Lucy quem havia começado, mas que era melhor assim pois ficava mais fácil para ele matar aquele pequeno e magro sentimento que persistia dentro de seu peito. Happy não havia tido a oportunidade de falar com a maga celestial sobre o mesmo assunto, mas vagamente imaginava o motivo pelo qual ela ignorava o Dragon Slayer.

Acompanhar Lucy por essa “excursão” pelas lojinhas e barraquinhas do centro de Magnólia durante a manhã, era apenas parte de seu plano muito bem bolado para juntar de uma vez por todas o casal de magos. A primeira parte do plano consistia em fazê-la se lembrar de Natsu a todo momento. E esse silêncio que ela estava mantendo de propósito não iria atrapalhá-lo.

– Carne flambada no espeto! – Um dos donos de barraquinhas anunciou para ninguém em específico, e o exceed aproveitou a oportunidade.

– Ah, o Natsu costuma fazer carne flambada no espeto, de vez em quando... – O tom de voz usado fez parecer que ele estava apenas pensando alto, como quem não quer nada.

Mesmo assim, a Heartfilia não perdeu tempo em se afastar da barraquinha de carne. O gato apenas sorriu de canto. Em cada barraquinha que eles passavam, o azulado achava alguma coisa que poderia remeter à memória do rosado e a loura parecia se irritar.

Lucy fez um bico e parou brevemente de andar. Quando não era o Dragon Slayer irritando-a pessoalmente, era o parceiro exceed provendo meios dele irritá-la psicologicamente. Mas isso não ia ficar assim, não!

– Esse artigo está na promoção, sai por metade do preço – comentou o vendedor quando Lucy pegou um par de brincos nas mãos. Ela sorriu vitoriosa ao olhar para o gato em silêncio ao seu lado. Não tinha como um par de brincos lembra-la de Natsu.

– Natsu adora promoções.

Droga! A maga estelar havia subestimado sua capacidade de bolar planos malignos, porque, se ela se atentasse ao fato de que Natsu adorava promoções, a feirinha na qual se encontrava era uma enorme furada; praticamente tudo estava na promoção.

Veja bem, ela não queria pensar no Dragneel porque se sentia muito confusa em relação a ele. Ele a tinha beijado, e ela meio que gostara da sensação, tanto que tivera alguns sonhos nos quais ele invadia seu apartamento pela janela, agarrava-a subitamente e a beijava de maneira firme, muitas e muitas vezes. E então ela acordava com raiva porque ele havia matado Eru Hikari bem diante de seus olhos.

Ela não podia mais pensar nele.

Ela tinha que sair dali.

Só que como nem tudo na vida é simples, Lucy falhou em sair dali no segundo no qual cogitou essa ideia; uma garota havia segurado seu braço e agora lhe sorria abertamente. Era uma pessoa que ela nunca tinha visto, então não se preocupou muito em ser simpática: lançou um olhar feio. Isso não impediu a garota de comentar animadamente:

– Ei, é você! Você é a maga que participou da execução do Boris!

O que?!

– Desculpe-me, mas você deve estar me confundindo com alguém. Não conheço nenhum Boris e, mesmo se conhecesse, com certeza não participaria da execução dele – foi o que Lucy conseguiu responder depois de alguns minutos refletindo sobre a informação.

Ao seu lado, Happy soltou um riso nervoso.

– Sim, sim, a garota deve estar enganada, vamos embora, Lucy.

Porém a garota não arredava o pé.

– Ah, qual é! Saiu até na TV! Você e o tal Salamander puseram um fim na vida de Boris, o mago bandido – parecia que quanto mais ela cedia informações, mais confusa a Heartfilia ficava. – Vocês até liberaram as garotas ricas que ele mantinha de refém...

A partir dessa frase, a ficha de Lucy começou a cair.

– Você está falando de Eru Hikari!

A garota piscou, mas não perdeu o ritmo da conversa.

– Oh, me disseram mesmo que ele estava usando um nome falso, mas Eru Hikari? – Ela riu e o aperto no braço de Lucy começou a incomodar ligeiramente.

– Um nome... Falso? – Questionou a maga, fitando o gato de maneira confusa, à procura de um esclarecimento.

Happy pareceu suar frio enquanto olhava para os lados, um comportamento tipicamente nervoso. Ah, então ele sabia do nome falso! Por que não lhe contara? A garota estava tagarelando agora, mas a maga foi perfeitamente capaz de distinguir a frase que a fez ter dor de cabeça, “Boris estava na lista negra do Conselho”.

Lucy cerrou as mãos em punhos. Era difícil prestar atenção em qualquer outra coisa quando uma onda de sentimentos ruins parecia prestes a explodir em sua mente. Uma farsa. A missão deles em Clover Town foi uma farsa. Não passou de uma desculpa para Natsu exercer seu dever como Cão do Conselho. Mas o que mais a enchia de raiva, concluiu, foi o fato de que, nem por um segundo, essa possibilidade havia passado por sua mente.

Lucy, como você é trouxa!

Sem se preocupar em assustar ou não a menina, a maga celestial arrancou seu braço do aperto e marchou para longe das ruas centrais.

– Espera, eu não vou ganhar nenhum autógrafo seu? – A garota perguntou, mas Lucy não ouviu. Ela estava rumando única e exclusivamente para a Fairy Tail. Quando Happy percebeu, tentou alcança-la, mas ela era rápida demais em sua fúria e a rua apinhada de gente dificultava um pouco.

– Lucy, espera! – Gritou o exceed, demonstrando um pouco de desespero. Ela não podia ir embora dali ainda. Não, ainda não... Faltava concluir a parte dois do plano!

No entanto, quando ela virou uma esquina menos movimentada, as preces de Happy foram ouvidas; um homem esguio e alto, de cabelo loiro escuro, trombou totalmente sem querer com ela, que foi obrigada a parar de andar para não cair.

– Oh, me desculpe – ele disse, colocando em sua face angular o melhor sorriso que tinha. Os olhos de Happy brilharam como se o homem fosse sua eterna salvação.

E, de certo ângulo, ele era.

Lucy foi capaz de abafar um suspiro, apesar de estar completamente paralisada, da cabeça aos pés.

Aquele ali era Hibiki Lates, modelo número um da lista “magos que você quer namorar”.

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Era, muito provavelmente, hora do almoço, mas Natsu não poderia dizer com certeza, pois estava se abstendo de tais coisas; horário, pff... Quem precisa ficar contando as horas? Podia dizer que estava próximo do meio dia pela fome colossal que crescia em seu estômago, mas se recusava a olhar para o relógio.

Claro, era muito mais fácil ignorar o fato de que Lucy o estava ignorando por completo, quando não contava as horas.

Rangeu os dentes. Mesmo sem olhar para o relógio, ele sabia que faziam exatas 168 horas e 25 minutos — ou, se preferir, 7 dias — que a Heartfilia não lhe dirigia a palavra propositalmente. E aquilo o estava enlouquecendo. Maldita mulher! Por que tinha que ser tão geniosa?

Com um suspiro profundo, encostou a testa — naturalmente mais quente que a de outras pessoas – no mármore frio do balcão da guilda. A Fairy Tail estava completamente vazia, exceto por Mirajane, que secava alguns copos na cozinha. Aproveitando o silêncio nada comum do ambiente, Natsu fechou os olhos e se deixou levar, refletindo sobre os últimos acontecimentos de sua vida.

Ele havia beijado Lucy. Não uma, mas duas vezes. E em seu íntimo, droga, ele tinha que admitir que desejara repetir tal gesto inúmeras vezes. Admitir isso para si mesmo já não era tão difícil, já que acabara por contar a Happy que estava apaixonado por ela; isso, sim, havia exigido esforço. Não que ele não confiasse no exceed, é só que... Bom, Natsu sempre foi muito reservado quanto aos sentimentos. Quer dizer, sentimentos positivos, como, por exemplo: amor, afeto, carinho... Porque ele não tinha o menor problema em expressar sentimentos raivosos, irritadiços e implicantes.

Céus, qual era o problema com ele? Por que tinha que ser tão reservado, ou relutante? Era ridículo o fato de não conseguir contar aos outros o motivo pelo qual ele decidira, por livre e espontânea vontade, virar um – dos melhores, diga-se de passagem — Cão do Conselho. Claro, os que o conheciam há alguns anos montaram uma hipótese: Natsu só fazia isso para ter acesso aos registros supersecretos do Conselho de Magia, com o objetivo de descobrir o paradeiro do dragão Igneel, seu pai. Basicamente, uma troca de serviços por informações.

Porém, essa era uma meia verdade. Com sinceridade, Natsu não precisaria das informações do arquivo secreto do Conselho para procurar por Igneel; ele não se importava de procurar por aí, mesmo partindo de informações amadoras, como um boato. A verdade era que ele se tornou um Cão do Conselho simplesmente para Wendy não se tornar. Ele não era o único procurando por seu parente dragão desaparecido e, para a maga-sacerdotisa do ar, procurar a esmo por aí não era o suficiente. Ela queria informações concretas, não boatos.

E a única maneira de conseguir isso era virar um Cão do Conselho. No entanto, Natsu se sentia um pouco responsável por Wendy, como se ela fosse sua irmã mais nova, alguém que os dragões deixaram para ele tomar conta – o carinho que ele sentia por ela, apenas ela sabia. Por isso, quando a Dragon Slayer cogitou entrar para os Cães, Natsu tomara a iniciativa e entrara em seu lugar.

Para protege-la desse encargo nada prazeroso. Para procurar, por ela e por ele, seus parentes dragões.

É, Natsu odiava ter que matar. Só que também odiava que os bandidos saíssem impunes. E odiava ainda mais a perspectiva de ver Wendy se transformando em uma assassina, quando ele podia evitar.

Então não havia outro jeito.

O rosado abriu os olhos e levantou a cabeça quando a porta da guilda rangeu e se deslocou, e então, bem ali na soleira, iluminada pelos raios de sol, estava Lucy. Seu cabelo dourado parecia vivo enquanto emoldurava seu belo rosto fino e angular. Ela brilhava, e Natsu quase pôde ter a certeza que ela fora enviada ali para ele, que ela entrara em sua vida para salvá-lo.

Se uma pessoa de fora estivesse assistindo à cena, poderia dizer facilmente que o rosado se assemelhava a um cachorro de rua com fome, abanando o rabo, sedento por atenção. Sedento por Lucy. E o próprio Natsu percebeu isso. Então, achando essa atitude ridícula, o garoto pigarreou e desviou o olhar, assumindo uma expressão tediosa.

Patético, pensou, ela está aqui para me ignorar. Bom, então ele iria ignorá-la também.

Contudo, quão grande não foi sua surpresa quando a loura marchou em linha reta, com passos firmes, direto até ele! O que essa louca pretendia? Decidindo deixar a situação rolar, Natsu apoiou o queixo em uma das mãos e esperou, fitando-a com seu melhor olhar desinteressado.

– Você é um idiota! – Ela exclamou, vermelha e ligeiramente ofegante de raiva.

Oh-oh.

Qual era o problema com ela? Ficava uma semana inteira sem nem olhar em sua cara e aí, sem mais, nem menos, ela irrompia pela porta, apontava o dedo em sua cara e o chamava de idiota? Ela podia chama-lo de bipolar, certo, mas o quê isso fazia dela? Uma completa desiquilibrada?

Ele soltou uma risadinha.

– Sim, sou o maior idiota de todos os tempos.

Ela proferiu um grunhido de desaprovação.

– Estou falando sério! Como você pôde? – Ela estava muito perto dele, mãos na cintura e batendo o pé no chão de madeira.

Natsu apertou os olhos e encolheu os ombros.

– Ok, o que eu fiz? – Só agora ele notava Happy atrás de Lucy, com uma cara assustada, fazendo sinal para cortar qualquer tipo de reação explosiva.

Oh, ele quer evitar uma briga.

– Você... foi tudo uma farsa! – O vermelho se alastrava por seu rosto feminino, sua respiração estava levemente descompassada, e isso fazia Natsu pensar em coisas impróprias; ela seria assim, tão bela, na cama? O que ela estaria dizendo se o ambiente não fosse o salão principal da guilda, e sim seu quarto, entre lençóis, com ele?

– O que foi uma farsa? – Ele perguntou, visivelmente atordoado pelo rumo que sua mente tomava.

A Heartfilia indignou-se. Ele iria se fingir de idiota agora? Ah, que surpresa, ele nem é idiota mesmo!

– A missão – ela disse, controlando o tom para não gritar. Não havia ninguém à vista na guilda, mas, mesmo assim, ela não queria dar um escândalo. – A missão para acabar com o Boris! Como você pôde me arrastar para o meio disso? A missão foi só uma fachada pra você poder exercer seu dever de Cão!

Natsu estava confuso. Piscou algumas vezes para colocar os pensamentos no lugar. Certo, então Lucy sabia a verdade sobre Eru Hikari, mas o que era essa história da missão ter sido uma farsa?

– Lucy, não...

Ele tentou falar, mas a garota o cortou:

– Você vai negar? – Seus olhos castanhos, grandes e redondos, brilhavam de maneira estranha. Oh, não, ela não vai chorar, né? Porque ele achou que se ela chorasse, ele quebraria. – Vai negar que o nome verdadeiro de Eru é Boris e que ele estava na mira do conselho?

– Não, não vou negar isso – ele falou com muita calma; sabia que estava lidando com uma situação delicada. – Boris, por ser um foragido, estava vivendo sob o disfarce de um outro nome: Eru Hikari. E, sim, ele estava na mira do Conselho. – Quando Lucy abriu a boca para provavelmente dizer “viu, eu estava certa!”, o Dragneel levantou uma das mãos, pedindo calma. – Só que nada foi uma farsa, eu não te arrastei para uma missão do Conselho! Foi você quem escolheu a missão, lembra?

Aquele argumento pareceu quebrar um pouco o ímpeto que movia Lucy para a discussão. Ela não esperava que ele fosse ser tão franco, ou tão calmo em sua explicação, na verdade, ele parecia desarmado perante à ela, e isso a deixava atordoada.

Até mesmo na calma, Natsu era muito intenso.

– Então como é possível que o Conselho tenha atribuído Boris como seu alvo se você não sabia a que missão eu escolheria? – A maga parecia genuinamente confusa.

– O Conselho não me atribui nenhum alvo há, pelo menos, três semanas – ele procurava olhar dentro dos olhos de Lucy para que ela entendesse que ele havia diminuído suas “caçadas” propositalmente, por causa dela. Apesar de não admitir, ele queria que ela começasse a enxerga-lo como um bom homem, um que valesse à pena, e não um pau-mandado qualquer. Mas, como ela não lia mentes, ele duvidava que Lucy tivesse pego o que ele insinuara. – Quando você escolheu a missão, eu estava cem por cento ali, não porque eu tinha um alvo. Só que Boris é integrante da lista.

– L-Lista? – A Heartfilia gaguejou, como se tivesse esquecido de respirar. Céus, por que ele tinha que olhar tão intensamente em seus olhos?! Isso a desconcertava!

– O Conselho possui uma lista de duzentos nomes. Esses duzentos são magos que cometeram uma infinidade de crimes. Os primeiros nomes são de integrantes de Dark guildas que cometeram, entre outras coisas, massacres. Caso nós, os Cães, nos depararmos com qualquer um dessa lista, devemos mata-los imediatamente. Boris era um dos últimos na lista e esse foi o motivo pelo qual não o reconheci logo de cara, mas assim que encontrei as garotas daquele jeito, na casa dele, não tive dúvidas de que era o Boris, e não um pianista.

Deve ter sido por isso então, Lucy pensou, que Eru Hikari se recusou em tocar piano quando eu pedi.

– Viu, como eu disse, Lucy, não foi farsa nenhuma – emendou Happy, que havia sido esquecido durante a discussão.

A loura fez um biquinho adorável e todo o vermelho de seu rosto migrou para suas bochechas. Ela se sentia envergonhada e Natsu não conseguia decidir o que seria melhor ter em sua cama: uma Lucy raivosa ou uma Lucy envergonhada. Por fim, chegou à conclusão de que apenas tendo a Lucy em sua cama bastava.

Ah, se ela soubesse o rumo de seus pensamentos!

– De qualquer forma, eu não vou pedir desculpas – ela anunciou depois de um tempo. – Sendo armado ou não, você matou um homem na minha frente e isso eu não tolero!

Apesar da frase, ela não parecia verdadeiramente irritada com o que ele havia feito, parecia mais provável que ela estava irritada por ter tirado uma conclusão precipitada – e errada. Portanto, Natsu não reprimiu o notável sorriso de canto que abria caminho por seus lábios.

– Então está tudo bem se não for na sua frente?

Com a cara que a Heartfilia fez, o Dragneel achou que fosse apanhar.

– Não! Não quero que você mate ninguém, e isso independe de eu estar vendo ou não.

– Por que? – Foi a pergunta que ele fez. Era algo que ele queria perguntar desde que ela disse algo parecido a ele, quando se conheceram. – Quer me salvar? – Ele riu irônico, mas no fundo sua curiosidade era sincera. – Por que?

Oh-huh, esse é um terreno perigoso de se pisar, Natsu. Lucy, se vendo acuada, resmungou e olhou para o relógio de parede atrás do balcão. Havia dado sorte da guilda estar praticamente vazia, mas sabia que isso poderia mudar a qualquer momento. E eu estou atrasada, ela pensou, então preciso ir embora. Não é porque não quero responder essa pergunta, que fique bem claro.

– Eu preciso ir – ela anunciou, saindo de perto dele e rumando para a porta.

– Pra onde?

Ela estava prestes a dizer “isso não é da sua conta”, mas pensou melhor antes de responder. Natsu era bem capaz de segui-la para saber onde ela ia, pelo simples fato dela ter lhe dado uma resposta “mal criada”.

– Comprar um vestido – informou. Virou-se para ele uma vez mais e deu o tipo de sorriso que toda mulher é especialista: aquele sorriso de “vou andar por todas as lojas de Magnólia a procura de uma roupa que com certeza só vou achar na última loja, e você, pobre homem, vai entrar comigo em todas elas e dar opinião sobre os vestidos, sem poder se sentar uma única vez, porque não vai ter banquinhos”. — Acredito que não queira vir comigo, então, até mais.

O Dragon Slayer achou que ficar ali era a opção mais saudável.

Happy, aproveitando a deixa, sentou-se ao lado de seu parceiro e resolveu plantar aquela famosa semente da dúvida:

– Espero que ela encontre um vestido bonito, afinal, ela tem um encontro essa noite.

A reação do rosado foi realmente impagável: ele se engasgou com o ar e se desequilibrou, precisando colocar os pés no chão para não cair da cadeira. Logo que recuperou o compasso da respiração, agarrou o exceed pelo braço e o chacoalhou.

– Como é?! Um encontro com quem?

Esse era o trunfo do azulado. A segunda parte de seu plano “maligno”.

– Ah, com um modelo. Como era mesmo o nome dele...? — Fez uma pausa dramática que sabia que iria deixar Natsu muito mais impaciente do que já estava. Então estalou os dedos de uma das patas. – Ah, é, Hibiki Lates.

O chacoalho aumentou de intensidade.

– Não brinca comigo, Happy, você nunca esqueceria o nome desse cara, ele é seu amigo!

– Desculpa, eu só não queria dizer o nome porque sei que você não gosta dele... – O exceed merecia um óscar pela melhor atuação de Fiore. Na verdade, o garoto não gostar do modelo era o ponto central de seu plano. Como Natsu mesmo dissera, Hibiki Lates era seu amigo. E um amigo não hesitaria em ajudar se ele pedisse um favor.

Portanto, não foi surpresa nenhuma para Happy quando Hibiki concordou em participar do plano; tudo o que ele tinha que fazer era chamar Lucy para sair.

– Droga – o rosado resmungou e se levantou, quase derrubando a cadeira no ato. Se o azulado não estivesse esperando por essa reação, ele com certeza teria levado um susto.

– Onde vai, Natsu? – Perguntou, inocente. Uma encenação, é claro. Estava na cara que o garoto iria tomar uma atitude em relação à Heartfilia.

– Aparentemente, comprar um vestido.

Notas finais
Esse plano do Happy ainda vai dar o que falar!.Gostaram do capítulo? Se sim, por favor, deixem um review, pelo menos :3.Recomendações? *-*