Sangue Quente
14 Blazing Relationship
Notas iniciais
Capítulo XIV – Blazing Relationship
(Relacionamento Ardente)
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Natsu encarou desconfortável o teto de tons claros, coçando os olhos em seguida. Mexeu um pouco a cabeça e então fitou as costas delicadas, cobertas parcialmente pelos cabelos dourados da garota. Lucy estava sentada na cadeira de madeira em frente à escrivaninha e dedicava total atenção a uma folha de papel. Ele nunca soube que teria que disputar com uma história pelo tempo da namorada.
Não que fossem oficialmente namorados. Ele não tocara nesse assunto, por achar desnecessário, e ela, ao que parece, não ligava muito para títulos. A verdade é que ela queria que a situação entre eles se estabilizasse, para que assim pudessem começar uma relação realmente séria.
E isso queria dizer que a Heartfilia sempre cortava os avanços carnais do Dragneel.
E agora, duas semanas depois de sua semi-declaração, o rosado encontrava-se com o pior caso de saco roxo de que se tinha noção. Nunca foi um tarado tão grande, e, além disso, não queria forçar a loira a fazer nada que ela não estivesse disposta, mas não conseguia evitar avançar para cima dela. Deixava-o louco de tesão com os movimentos mais sutis, e ela também entrava no clima quando começavam a se agarrar, porém, sempre que o garoto tentava avançar o sinal, ela o cortava, deixando-o literalmente na mão.
Lucy dizia não estar pronta ainda, e Natsu respeitava, porque sabia que ela tinha receio, mas em alguns momentos desconfiava que fazia isso de propósito, só pra enlouquecê-lo. Se fosse esse o caso, ela estava conseguindo.
Mesmo depois de duas semanas, a garota ainda tinha dificuldades em acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Parecia estar vivendo um sonho, mesmo que muito diferente de um conto de fadas; Natsu não era um príncipe romântico, disso ela sabia, mas estava se saindo melhor que a encomenda. Durante esses quatorze dias, passaram quase todo o tempo juntos. Não faziam nada de especial – no máximo um passeio pelo parque de cerejeiras -, mas apenas estar com ele bastava.
Era um mago atencioso, não se importava com bobagens e a tratava de um modo especial. Era sutil, claro, mas era capaz notar. Uma companhia verdadeiramente agradável, que se contentava com os pequenos prazeres da vida, e a todo momento arrumava uma desculpa qualquer para tocá-la. A Heartfilia gostava dos toques e carinhos inesperados que ele lhe fazia, mas às vezes eram em público, o que causava leves rubores em suas bochechas.
Em resumo, estava feliz – muito feliz -, e inspirada, portanto tinha que aproveitar a chance e escrever mais alguns capítulos de seu romance. Ainda não havia definido o nome do personagem-galã principal, mas já tinha uma boa ideia de suas características e personalidade. Por falar em personalidade, durante essas duas semanas juntos, a loira não vislumbrara sequer um traço da outra personalidade do rosado. O que era bom, porque não gostava muito quando o tal Edo-Natsu dava as caras.
– Ei, Lucy, o que é isso aqui? – Natsu perguntou, apontando para um objeto retangular ao lado da cabeceira da cama.
Distraída com a criação do novo capítulo, olhou de relance para trás, apenas o suficiente para saber do que ele falava. O garoto apontava para o presente que Levy havia lhe dado quando viera visitar há um tempo, o qual não tinha tido tempo de ler mais que dez páginas. Voltando para seus escritos, disse:
– É um livro.
O Dragneel resmungou, começando a sentir-se negligenciado por toda a atenção que a loira cedia a sua obra literária. Nunca imaginou que namorar – novamente: não era nada oficial, até porque não houve pedido algum, mas Natsu gostava de pensar que Lucy era sua namorada — uma aspirante à escritora fosse tão difícil, porque necessitava constantemente lembrá-la de sua presença.
– “Vinte Toques Mágicos” – leu o título em voz alta, tentando distrair-se de sua excitação acumulada. Não sabia de onde tirava forças para não estar agarrando a garota nesse exato momento.
– Oh, então você sabe ler — Lucy sorriu em reconhecimento, provocando-o, e ele lhe mostrou o dedo do meio. Observou o rapaz esparramado de maneira bem folgada em sua cama, o lençol rosa logo abaixo de seu corpo poderia conceder certa graça à cena, mas os olhos cor de chocolate eram apenas capazes de se focar nos músculos tencionados de seus braços e abdome.
“Céus, ele é gostoso” pensou, passando a língua pelos lábios. Por que ele tinha que usar aquele colete que deixava seu torso praticamente nu? E pra piorar, ele estava na cama dela, o que dava todo um tom de possessividade à visão. “Meu. Esse homem é meu”.
Alheio ao que se passava na mente da mulher, Natsu folheava as folhas do livro com atípico interesse. Quando levantou o olhar e sorriu de maneira maliciosa para ela, Lucy corou e quase teve um ataque cardíaco, achando que fora pega no flagra. Levantou-se rapidamente da cadeira e correu para a cozinha, alegando que iria preparar algo para jantarem.
O garoto arqueou as sobrancelhas, mas não protestou, voltando sua atenção para as páginas do livro. Da cozinha, a loira ainda conseguia mantê-lo em seu campo de visão. Vê-lo se dedicando à leitura de algo era um acontecimento pouco comum, o que levava à estranheza.
– O que quer comer? – Perguntou, distraída.
A boca do Dragneel contorceu-se em um sorriso extremamente sacana e quente, enquanto a língua libidinosa resvalava sensualmente no canino superior levemente afiado.
– O que você tem pra me servir? – Respondeu com outra pergunta, seu tom de voz tornando-se subitamente rouco.
Foi extremamente constrangedora a imagem mental que tal pergunta lhe enviou: ela, deitada com as costas apoiadas no colchão, nua da cintura para cima, enquanto Natsu projetava-se acima de seu corpo, com o rosto enfiado em seus seios. A sorte dela é que ele não podia ler mentes, então, com um pigarro, mas sentindo-se corar dos pés aos fios de cabelo, virou-se para o armário.
– Vou fazer um macarrão – desconversou, suas mãos tremendo levemente.
Natsu riu; apesar de tudo, adorava provoca-la. Ainda com um sorrisinho no rosto, sua atenção voltou-se para o livro em mãos, encontrando um parágrafo particularmente curioso. As páginas que se seguiram foram ainda mais interessantes. Seu sorriso de canto aumentou.
– “Estavam tão próximos que ela sentia o membro ereto pressionando suas costas” – leu um trecho do livro em voz alta. Lucy congelou em frente ao fogão, de costas para o garoto. Natsu, vendo-se incapaz de se conter, continuou a ler: — “Um gemido de prazer escapou de sua garganta, e, instintivamente, ela encurvou o corpo para aumentar a pressão.”
– O que é isso, idiota? – A Heartfilia resmungou, quase engasgando-se com a fala. Estava completamente vermelha ao fita-lo, sentindo os arrepios causados por sua voz grossa e gostosa.
O Dragon Slayer sacudiu o livro aberto, soltando uma risada indiscutivelmente sacana.
– É pornô – comentou, alisando a capa do objeto.
A maga celestial perdeu o chão, precisando se apoiar fortemente na borda da pia para que suas pernas não cedessem com a surpresa. Ou com o constrangimento. Era um livro erótico! Como não percebera?! Bem, claro, não tinha tido tempo de ler mais que dez páginas, mas ela deveria ter notado, não?!
– F-Foi um presente. Da Levy-chan – tentou se explicar, gaguejando um pouco. Incapaz de encarar o rosado com aquele sorrisinho pervertido por mais tempo, resolveu dedicar-se ao macarrão, porque este, certamente, não lhe faria piadinhas com teor sexual.
O ambiente ficou em silêncio por um tempo. O rapaz segurava o riso; deixar a garota constrangida era quase tão excitante quanto deixa-la irritada. Batendo os olhos na próxima linha da página, mordeu os lábios, esforçando-se para resistir à tentação, mas foi inútil:
– “Os dois começaram a se mover, movimentos de fricção leves e sedutores bem ali, no meio do saguão. Ele a enlaçou com uma das mãos e massageou um seio farto, enquanto a outra se esgueirava por baixo do vestido e encontrava a área do prazer” – sentou-se na cama e fechou o livro, já tendo decorado a frase seguinte, recitando-a com seu melhor tom sedutor: — “Ohh, ela gemeu...”
– Para com isso, estúpido! – Lucy gritou, constrangida, cortando as falas eróticas. Era difícil admitir para si mesma que ouvir o Natsu dizer sacanagens a deixava instantaneamente afogueada, inegavelmente excitada.
Colocou o macarrão para cozinhar, mas nem por isso voltou ao quarto; era uma zona de perigo. Esse foi um de seus erros, porque, por estar de costas, não notou quando o rosado deixou a cama e se aproximou dela em silêncio.
– Não sabia que gostava dessas coisas, Lucy.
Cada músculo no corpo dela foi sacudido violentamente por um arrepio ao ouvir a fala arrastada atrás de si. A respiração quente fez uma carícia em sua nuca gelada, e ela mal pôde conter um gemido. A região composta pela nuca, pescoço e ombros lhe era muito sensível, e o mínimo toque por ali causava-lhe excitação extrema.
– E-Eu não gosto – disse, sem muita confiança. “Mas gosto da sua voz” completou em pensamento.
Lábios macios encostaram-se contra a pele de seu pescoço, logo abaixo da orelha, em um singelo selinho. Apenas aquilo foi o suficiente para a garota encurvar-se instintivamente – assim como a protagonista do livro -, buscando um maior contato com o corpo musculoso e definido atrás do seu. Sentiu com as costas a estrutura firme e rija que era o peitoral do garoto, e ele passou a adicionar a língua à carícia que aplicava contra os ombros pequenos. Natsu pousou as mãos firmes e calejadas na cintura fina de Lucy, enquanto seguia distribuindo beijos quentes por sua nuca gelada.
– Você está tão fria, Lucy – ele murmurou em seu ouvido com um tom indiscutivelmente insinuante. Não era uma mentira, nem uma desculpa para tocá-la; ela realmente estava gelada. Não era de se estranhar, no entanto, porque era inverno, ela estava sem agasalho e a janela estava aberta. Cabia a ele, então, resolver o problema. – O que acha de eu te deixar pegando fogo?
A loira sentiu um forte arrepio correr por todo seu corpo e, por mais que tivesse o desejo de terminar o que estava fazendo antes do rosado “atacá-la”, não conseguiu se conter quando sentiu os dedos absurdamente quentes do garoto subirem ligeiramente a blusa que usava e tocarem a pele sensível de sua barriga.
“E pensar que esse amasso foi ocasionado pelo presente da Levy-chan” a garota refletiu, pensando que talvez essa fosse a verdadeira razão para a azulada ter lhe dado um livro erótico, porque, sinceramente, não conseguia imaginar outro motivo.
– Natsu... – ela gemeu ao sentir o garoto esfregar-se contra suas nádegas. – Quando você virou um pervertido desse nível?
– Quando seu corpo começou a chamar pelo meu – a resposta veio acompanhada de uma mordida no lóbulo de sua orelha. Oh, céus, Natsu tinha mais charme no dedo mindinho do que a metade da população de homens de Magnólia tinha no corpo inteiro. Como ele era capaz de acendê-la desse jeito insano?
– O meu corpo é um maldito traíra – comentou, ofegando ao passo que a fricção contra seus glúteos aumentava. Não demorou muito para que sentisse o membro recém-desperto fazer pressão. Sabia bem onde aquilo ia dar e, por puro hábito, cortou o avanço, tentando se afastar. – O macarrão vai queimar.
Como dito acima, ela tentou se afastar, contudo, o garoto não permitiu, fortificando a pegada na cintura fina.
– Foda-se o macarrão.
O Dragneel não queria que ela se afastasse, não dessa vez. Eles até podiam não chegar nos “finalmente”, mas pelo menos um amasso decente eles teriam. Ah, sim, disso ele não abriria mão. A Heartfilia, vendo-se sem saída, virou o corpo no abraço férreo a sua volta, dando de cara com a musculatura tencionada do mago. Aquela era uma visão que, mesmo de longe, redefinia o conceito de Michelangelo de perfeição, fazendo a Estátua de Davi parecer um idiota frouxo e flácido*.
– O que foi? – Natsu riu cafajeste, percebendo a avaliação minuciosa que recebia dos olhos da loira. – Vê algo de que gosta?
As palavras se adiantaram e escaparam de sua boca antes que pudesse se conter:
– Peito forte. Ombros largos. Abdome malhado. Braços forjados em músculos, com a quantidade certa de veias para torna-los absolutamente sexy.
As sobrancelhas róseas arquearam-se em surpresa. Havia feito aquela pergunta para provoca-la e deixa-la constrangida, não esperava realmente por uma resposta. Bem, talvez esperasse por uma resposta cretina – afinal, se tratava de Lucy, e o relacionamento entre eles sempre seria recheado de farpas -, mas nunca esperou por uma resposta como a que recebeu: sincera e sedutora, assim como ela mesmo.
Natsu, impulsivo como era, tomou os lábios da garota repentinamente, e ela, resfolegando com a surpresa, os abriu. Sem hesitar por sequer um segundo – era um homem que sabia o que queria, e levava sem remorso -, deslizou para o interior da boca feminina a língua úmida, buscando contato com a dela, impondo seu ritmo sem problemas. Fechou os olhos e apertou as mãos em torno das coxas torneadas de Lucy, então as mexeu em um movimento dolorosamente lento.
O tecido da roupa não a impedia de sentir os calos das mãos masculinas passeando por sua pele, enviando fogo líquido para cada minúsculo nervo. Possuída pelo desejo de ser consumida pelo calor que emanava do corpo dele, puxou para cima as mãos presentes em suas coxas, levando-as direto para sua cintura, levantando, no processo, sua própria blusa até o limiar dos seios.
Os lábios de Lucy separaram-se dos de Natsu conforme sua respiração se tornava descompassada, e teve a certeza que seu coração bateu três vezes mais rápido. Talvez mais. O rosado a pressionou contra seu corpo, arrastando-a de volta para o quarto enquanto suas mãos continuaram por si só sua exploração, abrangendo os seios cobertos pela blusa e sutiã.
Havia muitas peças de roupa no caminho, e aquela blusa meio levantada o estava tirando do sério. Logo deu um jeito, puxando-a pela cabeça da garota de maneira delicada — o mais delicadamente que um homem com o pênis latejando de excitação conseguia. Lucy se sentiu aliviada ao se livrar da barreira que sua blusa impunha, no entanto, achou que fosse morrer com a sobrecarga sensorial quando Natsu, sem aguentar chegar até a cama, a deitou com as costas no tapete felpudo e enfiou o rosto entre seus seios.
Qualquer alívio foi disparado diretamente para o inferno ao sentir a respiração pesada trombando com sua pele. Os lábios finos, mas absurdamente habilidosos, tocaram a carne exposta acima do sutiã, criando um tesão incrivelmente grande em seu interior. Agindo por puro instinto, levou as mãos aos ombros largos do amante e empurrou com pressa o colete para fora, assim como tirou o cachecol e a munhequeira; queria muito sentir um contato maior entre peles.
Natsu se projetou sobre ela, já sem nada que cobrisse o torso malhado, pousando os joelhos em volta dos quadris afeminados, e as mãos ao lado da cabeça de Lucy, para que pudesse sustentar o peso de seu corpo sem esmaga-la. O casal se encarou, ambos ofegantes. A garota estava corada, o cabelo formando um véu dourado espalhado pelo tapete, braços esticados rente ao corpo. O rapaz estava com os cabelos rosados bem mais espetados que o normal, e mantinha a expressão séria, compenetrada, mas era possível ver o desejo transbordando de seus orbes escuros.
Os rostos estavam muito próximos um do outro, contudo, o tronco dos dois não chegaram a se encostar. O Dragneel usou uma das mãos que estavam apoiadas no chão para tocar a pele do quadril da Heartfilia, aproveitando para lançar a ela um olhar desafiador.
– Se quer interromper algo, é melhor que o faça agora – murmurou, deslizando a ponta do nariz pela bochecha dela. – Você brinca com fogo sem medo de se queimar, mas te digo que se você não parar agora, serei incapaz de parar depois.
Ela sabia que merecia esse ultimato, afinal, nas duas semanas que estiveram juntos, tudo o que fez foi provocar e se afastar, atiçou a fera com vara curta e agora sofria o ataque. Não que estivesse achando ruim ser “atacada” daquela maneira – muito pelo contrário, estava adorando -, mas sempre se assustava com a intensidade que o Dragon Slayer reagia à ela. Qualquer mordidinha que ela dava nos próprios lábios era o suficiente para que ele se excitasse – fato que contrariava o que diziam sobre ele ser um homem sem muitos hormônios.
Lucy não o deixava na mão de propósito para que assim ele ficasse descontrolado e partisse pra cima dela com ainda mais tesão – mas tinha que admitir que gostava dessa ideia -, era só que ela ainda tinha receio de se entregar; chame de síndrome da garota virgem, tanto faz. E dessa vez não era diferente, no entanto, não estava conseguindo resistir ao desafio explícito nos olhos castanho-acinzentados. De súbito, soube que não fugiria como das outras vezes, iria mostrar para o rosado que seu desejo era tão intenso quanto o dele.
– É você quem está brincando com fogo, Natsu Dragneel – sussurrou, usando o tom mais sensual que conseguiu, puxando os cabelos do garoto para baixo, posicionando a boca contra sua orelha. – Tente não se queimar.
E pela primeira vez, quando seus lábios se chocaram, Lucy comandou o ritmo do beijo. Primeiro, sua língua acariciou a dele com lentidão e delicadeza, verdadeiramente explorando o recanto úmido, depois com urgência, entrelaçando-as. Não sabia se beijava bem ou não, afinal, nunca o fizera outro cara sem ser Natsu, mas pelo suspiro profundo que ele soltou em meio ao ósculo, podia dizer que estava no caminho certo.
Desgrudou sua boca da dele com mais um puxão leve no cabelo, conduzindo o rosto masculino para baixo, onde queria ser tocada. O rapaz estava adorando a iniciativa da loira, que havia finalmente cedido aos seus encantos, e enterrou o rosto entre os montes sedosos cobertos pelo sutiã negro. Era bonito o contraste que a cor escura fazia com a pele leitosa, mas decidiu que ficaria ainda mais bonito se ela estivesse sem nada. Lançou suas mãos para as costas da garota com avidez, afim de abrir o fecho da peça. Quando os seios pularam libertos da prisão de renda, o rosado aspirou sua fragrância.
– Porra, você cheira bem. — E sem abrir espaço para mais nada, caiu de boca em um mamilo entumecido, já desperto para ele.
Ela gemeu baixinho, extasiada com a nova carícia molhada, e um espesso nevoeiro soprou através de sua mente. A língua que envolvia a parte mais sensível de seus seios era indiscutivelmente habilidosa, e a maga celestial se pegou pensando se o Dragon Slayer já tinha feito aquilo antes. Ele era muito bom. Não que tivesse muito com o que comparar, mas a sensação era tão prazerosa quanto comer chocolate pela primeira vez.
O outro seio não foi negligenciado por mais tempo; o rapaz logo tratou de acaricia-lo com o polegar. A mão calejada apoderou-se do monte por inteiro – ou tentou, pelo menos, porque era muito grande -, testando o peso e gostando da sensação macia. O corpo miúdo contorceu-se abaixo do dele, soltando vários suspiros baixinhos, o que o deixou ainda mais louco de tesão, se possível.
Mexeu um pouco a cintura, friccionando seu membro extremamente duro contra o quadril dela. Lucy soltou uma exclamação alta, excitada. Desgrudando os lábios de um dos mamilos, Natsu voltou a sussurrar:
– Você é sexy como o inferno, Lucy, e eu quero desembrulha-la pra poder alcançar o presente que está entre as suas pernas.
– Faça isso – ela quis gritar, mas saiu mais como um gemido longo. Oh, como ela desejava aquilo! Não relutou em admitir mentalmente que estava começando a gostar do teor das coisas que ele dizia.
Com a mão livre, ele agarrou a coxa carnuda e dobrou uma das pernas da loira enquanto realizava mais um daqueles golpes mágicos pélvicos. A nova posição deixou-a vulnerável para o toque do membro latente, causando um atrito muito mais intenso e delicioso em seu centro. O Dragon Slayer se afastou apenas o suficiente para que pudesse descer com os lábios pela pele exposta da barriga lisinha, rumando ainda mais para o sul. Contornou com a língua o umbigo da maga, e ela o presenteou com um suspiro meio misturado com uma risada.
Quando a boca tocou a cintura da calça, Natsu resmungou. Ainda havia duas peças de roupa no caminho de seu anseio, e sem muita delicadeza, mas tomando o cuidado para não machucar, retirou-as de forma bem apressada. Ao sentir o último tecido deslizar para fora de seu corpo, Lucy reagiu por reflexo, fechando bem as pernas. Sentia vergonha, pois nunca havia ficado completamente nua e à mercê dos caprichos de um garoto, mas acabou relaxando por notar o olhar de extrema luxúria e admiração que o amante a lançava.
– Você é maravilhosa, mulher – murmurou.
O Dragneel abriu lentamente as pernas da Heartfilia e se inclinou para beijar a parte interna de sua coxa, arrancando-lhe um gemido abafado. A respiração dele soprou contra a pele hipersensível da intimidade feminina, e ela não conseguiu conter os sons de excitação quando a língua quente e úmida contornou de maneira sensual sua entrada. A boca do mago movia-se como se tivesse treinado sua vida inteira para fazer isso, e ela, certamente, nunca havia experimentado tamanha sensação. Ele a consumia com o fogo de sua natureza dracônica, e tudo o que ela pôde fazer foi gemer e agarrar os cabelos róseos e espetados, arqueando o quadril conforme a carícia era mais intensa.
A Heartfilia não soube dizer por quanto tempo aquela tortura deliciosa continuou; sua mente estava envolta em algodão, incapaz de produzir o mais simples pensamento. A única coisa que sabia era que um ponto dentro de si estava acumulando tensão, prestes a explodir. E foi o que aconteceu quando o rosado deslizou um dedo para dentro dela e o movimentou em conjunto com a língua. A sensação estourou e ela sentiu o prazer e o alívio arrebatarem-na. O impulso reverberou por cada nervo de seu corpo e fez seu sexo se apertar, então ela gritou alto e apertou ainda mais os fios rosados entre os dedos.
Os olhos castanhos-chocolate ficaram turvos por um momento, a respiração completamente descompassada, mas conseguiu se focar no rosto bonito que surgiu do meio de suas pernas. Natsu lambeu os lábios, sorvendo de sua essência, e abriu um sorriso galante, satisfeito. Com os cabelos bagunçados – droga, era ainda mais atraente assim -, ele soltou uma mistura entre um gemido e um grunhido, que foi possivelmente o som mais erótico que ela já tinha ouvido.
– Caramba, seu gosto é ótimo – comentou, pegando-a no colo e a depositando sobre a beirada da cama.
– Natsu! – Repreendeu-o, envergonhada, pega de surpresa pelo movimento rápido.
Observando-o em pé perto de onde estava deitada, ela podia dizer que o mago estava duro, muito duro; o volume se fazia presente, visivelmente lutando contra o tecido das calças escuras que ele vestia. Mordeu os lábios, começando a se excitar novamente com a expectativa de vê-lo nu pela primeira vez, e, quando ele se livrou das peças finais de roupa, o ar abandonou por completo seu pulmão.
Natsu não possuía muitos pelos pelo corpo, mas os poucos que se faziam presentes eram tão róseos quanto seus cabelos. Como mencionado anteriormente, tinha um físico de dar inveja, sem excessos, com músculos perfeitamente tonificados. Os que mais chamavam atenção – depois dos do abdome, é claro – eram os da coxa; no momento em que botou os olhos neles, teve o súbito desejo de cravar suas unhas ali. Estava maravilhada com o tom bronzeado da pele e com a rigidez aparente da musculatura, achando-o perfeito, até que seus orbes se concentraram em certa parte da anatomia do garoto, a qual ela deixara para o final de propósito. Surpreendeu-se, externando seus pensamentos em voz alta:
– Puta merda, você é grande.
Ele riu, sentindo seu ego masculino ultrapassar as nuvens, ignorando por completo a pequena pontada de timidez que o assolara quando ela iniciou aquela avaliação com o olhar. Aproximou-se lentamente da cama e viu que a garota tremia de leve.
– Não vou te machucar – prometeu, fitando firmemente os olhos ansiosos da parceira.
– Eu sei – disse. E realmente sabia disso, sabia com a certeza das estrelas. Não tremia por medo, mas sim por ansiedade. Não tinha noção de onde viera tanta confiança, ou desejo, mas tudo o que ela queria era senti-lo fundo dentro de seu corpo.
Foi por isso que, tão logo ele sentou-se na cama, ela já pulava sobre seu colo. O rosado arregalou os olhos, dessa vez era ele quem estava surpreso com a súbita movimentação. A loira acomodou-se em cima das pernas musculosas, o contato entre as intimidades enviando arrepios excitantes pelo corpo de ambos.
– Acho... – ele começou, incerto. – Acho que essa não é a melhor posição para uma mulher em sua primeira vez.
– Cala a boca, Natsu – ela resmungou, irritada por não estar recebendo o alívio para seu crescente e avassalador desejo. – Vamos fazer do jeito que eu quiser.
Ele riu, incapaz de não achar graça no tom autoritário da virgem, e ergueu os braços em sinal de rendição.
– Você manda, princesa — pousando uma mão forte na cintura feminina, Natsu alinhou seu membro ereto com a entrada levemente inchada por seus beijos anteriores e, lentamente, introduziu-o. – Seu fiel súdito obedece.
Lucy não saberia descrever ao certo a sensação que a assolou naquele instante. Era uma dor incômoda, que lhe passava a ideia de ser constante. Nada muito insuportável, só era estranha e chata. Teve a impressão de que se não tivesse gozado antes e não estivesse tão relaxada, aquilo teria sido bem pior. O Dragneel a tinha preparado devidamente e não se movimentava com pressa, apesar de fazer careta, como se estivesse se controlando para ser cuidadoso.
Centímetro a centímetro, sua intimidade foi cedendo espaço para o volume duro que se projetava contra ela. Quando sentiu-o acomodar-se por inteiro em seu interior, teve ímpetos de soltar uma lamúria de dor, que foi prontamente abafada pelos lábios gentis e carinhosos do garoto. O toque macio e molhado a distraiu do incômodo que latejava dentro de si.
Natsu mantinha a careta, apesar do beijo, porque tentava se segurar ao máximo. Aquela era a primeira vez de sua garota, e ele queria que fosse agradável para ela – o mais agradável que pudesse ser a primeira vez de uma garota. Também era a primeira vez que ele se via dentro de uma mulher, e Lucy era muito, muito apertada, mas, ao mesmo tempo, era de um perfeito ajuste para ele.
Para o mago, tornou-se impossível ficar parado por muito mais tempo, então retirou-se quase por completo, empurrou novamente para dentro e, em seguida, definiu um ritmo lento e constante. Com a primeira estocada, a garganta da maga estelar rasgou-se com um gemido profundo; a dor logo cedendo ao intenso prazer que a intimidade com Natsu a proporcionava.
A Heartfilia colou os seios no peitoral definido do Dragneel e apoiou suas mãos nos ombros largos, sentindo um arrepio de luxúria cortar seu caminho direto para seu íntimo. Fechou os olhos, incapaz de mantê-los abertos. Ao contrário dela, o rapaz fixava a visão na junção entre os dois corpos, observando com fascínio erótico a intimidade dela engolir seu membro cada vez que se afastava e voltava a estocar.
Lentamente e de forma sutil, a garota começou a realizar seus próprios movimentos, aumentando-os gradativamente conforme o parceiro ia aos poucos perdendo o controle. Empolgada e buscando ainda mais prazer, cravou as unhas nos ombros do rosado e o empurrou deitado na cama. As mãos másculas em sua cintura impediram que os corpos se desgrudassem, e, quando deu-se por si, estava deitada por entre as pernas musculosas, recebendo o membro rijo ainda mais fundo.
O quarto estava muito quente, a despeito do clima invernoso que cobria Magnólia, e Lucy acreditou até ter aspirado um cheiro de queimado. Imaginou que fosse o macarrão que estivesse queimando no fogão, mas ao abrir os orbes por um instante, surpreendeu-se ao notar que das mãos de seu amante uma pequena chama vermelha acendia-se, queimando e abrindo um buraco no lençol.
As mãos em chamas voltaram a acariciar as curvas de seu corpo, mas não causavam-lhe nenhuma queimadura, somente uma ardência ligeira e prazerosa, facilmente comparara à sensação de ser coberta por um cobertor-elétrico. Sendo sincera, nesse ponto, ela não ligava para mais nada. Seu apartamento podia pegar fogo e cair a sua volta, mas nem os bombeiros seriam capazes de interromper aquele momento íntimo.
Natsu estava perdido em tamanho deleite que acabou por fechar os olhos. O cabelo dourado da parceira — parecendo ouro líquido -, dependendo do movimento, cobria parcialmente as feições masculinas, enviando choques por todas as suas terminações nervosas. Os corpos brilhantes pela fina camada de suor deslizavam um sobre o outro, os sons da carne encontrando carne em vários lugares e as respirações ofegantes salpicadas com gemidos e grunhidos preenchiam o ar. As bochechas estavam coradas, e ambos tremiam procurando pelo êxtase.
O rosado cerrou os dentes quando acrescentou um toque mais profundo de seu quadril em um impulso. A garota gritou. Tomando o ruído como uma sugestão para que continuasse, estocou com força novamente. E de novo. E de novo, até que ela estava agarrando firmemente os cabelos espetados e gritando seu nome repetidas vezes, tomada mais uma vez pelo gozo intenso. Ele não era tipicamente de gemer alto, mas, após mais algumas estocadas, não pôde conter o gemido rouco e profundo que escapou-lhe pela garganta, sentindo a intimidade da loira ainda convulsionar em torno de si, enquanto desfazia-se em jorros poderosos.
Lucy colapsou em seu peito, enfiando o rosto cansado na curvatura de seu pescoço. Após longos minutos de respirações pesadas, o mago, cuidadosamente, retirou-se de dentro dela e se inclinou levemente para puxar o cobertor sobre os corpos desnudos.
– Você... Já fez isso antes? – A maga questionou, ainda tentando normalizar a respiração.
“Isso” poderia se referir a muitas coisas, mas, de alguma forma, o Dragon Slayer sabia que ela mencionava o sexo como um todo.
– Não, você foi minha primeira – respondeu de maneira carinhosa, aspirando o suave odor de morango e limão que exalava dos fios dourados.
– Então como...? – A timidez voltava aos poucos, e a menina de repente se viu quase incapaz de terminar a frase, corando bastante. — Hã, você foi muito bom... Parecia ter, hã, um pouco de... experiência.
Natsu soltou uma risada anasalada, quase como se tivesse tentado a todo custo segurá-la.
– Foi instintivo – comentou, ainda falhando em segurar o riso, contudo, o som agora parecia mais discreto, feito um sopro. Lucy arqueou uma das sobrancelhas louras, claramente não acreditando em totalidade na resposta que recebera. Notando isso, brincou: — Está duvidando da minha habilidade em agradá-la, princesa?
– Um pouco – suspirou, ligeiramente incomodada por não estar se sentindo incomodada pelo apelido recente que recebera do amante. Ser chama de “princesa” na infância era comum para ela, que crescera em uma família podre rica, no entanto, depois de certa idade e, principalmente, depois do estranhamento que tivera com o pai, passou a abominar o apelido.
Só que ouvi-lo da boca de Natsu era incrivelmente agradável.
– Não duvide – ele pediu, traçando com a ponta dos dedos a curvatura do pescoço delicado e feminino. — Eu vivo para agradá-la – refletiu e, após uma pausa, completou: — E para chupar seus peitos, é claro.
– Cafajeste! – Socou a boca do estômago de Natsu, e acabou por rir ao vê-lo ofegar e se encolher, dolorido. Ela mesma acariciou com delicadeza o local agredido, beijando em seguida os lábios entreabertos do garoto. Pela terceira ou quarta vez naquela semana, ele se viu perguntando quem realmente era o bipolar da relação.
– Você devia tomar cuidado com seu gancho de direita, Lucy. Está ficando famoso por aí.
A loira riu e preferiu não retrucar, cansada demais para iniciar uma discussãozinha, mesmo que por brincadeira, então os minutos de silêncio abateram-se sobre os dois. A Heartfilia estava feliz e não se arrependia em nada do que tinha feito, muito pelo contrário, sentia-se incrivelmente satisfeita com a iniciativa. Foi só nesse momento que percebeu o quanto desejou aprofundar sua relação com o outro desse jeito. Por mais que achasse que aquela história toda estava acontecendo rápido demais, confiava plenamente em Natsu – ele era o tipo de cara que inspirava esse tipo de reação.
– Eu te amo, pervertido – ela murmurou pela primeira vez, pegando o parceiro de surpresa. O tom de voz era sonolento, mas, mesmo assim, um formigamento gostoso plantou-se no peito do garoto. Ele sorriu, satisfeito, e beijou os lábios inchados e rosados da loira, contendo o impulso de dizer que a pervertida da história era ela, e não ele.
Ajeitou a mulher em seus braços e, em poucos segundos, ouviu seu ressonar suave. Aplicou um leve selinho no topo da cabeça de Lucy, que já dormia tranquilamente, e ele, com uma felicidade que passou a entender por completo, não estava muito atrás.
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